Síndrome neurovascular Flashcards
O que avalia o Score de ASPECTS? Como funciona a pontuação?
- Avaliação de sinais precoces de isquemia em um AVEi
- Varia de 0-10 pontos, sendo que quanto maior a pontuação menos grave é o AVCi
Quando está indicado uma RM por difusão (DWI) no contexto de uma AVCi?
∆T impreciso do início dos sintomas
Ex: Wake up Stroke, Afasia…
O que indica um padrão Mismatch na ressonância?
DWI (+) e FLAIR (-) = indica isquemia muito precoce
RM por difusão alterada e RM em flair normal
Quando devemos reduzir a PA em pacientes com AVCi? (2)
- Não candidato a trombólise: > 220x120mmHg
- Candidato a trombólise: > 185x110mmHg
Qual o tempo máximo entre o início dos sintomas de uma AVCi e a administração de trombolítico?
∆T até 4,5 horas
Quais são as contraindicações a trombólise? (6)
- NIHSS < 6 (AVE leve / “não debilitante”) - não vale o risco de trombolisar
- AVEi ou TCE ≤ 3 meses
- AVEh prévio (independente do tempo)
- Hemorragia digestiva ≤ 21 dias
- Paciente com < 18 anos
- Paciente usuário de Warfarina com INR > 1,7
Indicação ideal para realização de trombectomia mecânica:
- NIHSS ≥ 6
- ASPECTS ≥ 6
- ∆T ≤ 6 horas
Regra: 6-6-6
Profilaxia secundária em pacientes com AVCi de causa anteroembólica:
- Antiagregação para o resto da vida: AAS ou Clopidogrel (monoterapia). Iniciar apenas após 24h, se trombólise.
- Se AVEi muito leve (NIHSS ≤ 3): AAS + Clopidogrel nos primeiros 90 dias; depois deixa-se apenas um deles em monoterapia
- Endarterectomia?
Formação de trombo em cima de placa de ateroma
Endarterectomia: apenas se estenose carotídea grave (clusão 70-99% relacionada com o déficit neurológico isquêmico). Deve ser realizado de preferência dentro de 48 horas-7 dias após o evento cerebrovascular (em pacientes com expectativa de vida > 5 ano)
Profilaxia secundária em pacientes com AVCi de causa cardioembólica:
Anticoagulação pelo resto da vida: iniciar ≥ 2 dias após eventos.
Se AVE muito extenso ou clínica muito debilitante, aguardar 14 dias para iniciar anticoagulação
O AVE lacular ocorre em sua maioria dos casos em paciente hipertensos, e decorre da obstrução de artérias …
Clínica é muito variável: paciente pode ser assintomático (apenas achados de exame de imagem), ou podemos ter déficit neurológico importante, especialmente quando temos o acometimento da cápsula interna
perfurantes
A área de broca se localiza no lobo …, já a área de Wernick se localiza no lobo …
frontal ; temporal
Uma lesão no lobo frontal pode acarretar em quais déficits neurológicos?
- Afasia de Broca
- Motricidade
Neurônios que movimentam a perna ficam no córtex pré motor em parte mais medial em relação as demais partes do corpos
Uma lesão no lobo parietal pode acarretar em quais déficits neurológicos?
Déficit de sensibilidade (paciente para de sentir o lado contralateral da área lesada)
Neurônios responsáveis pela inervação da perna são mais mediais
Uma lesão no lobo temporal pode acarretar em quais déficits neurológicos?
Afasia de Wernicke
Qual é área de vascularização da artéria cerebral média? Déficits que podem ocorrer se essa artéria for afetada?
- Irrigação da parte mais lateral da cabeça
- Alteração motora e sensitiva do lado contralateral (pode poupar perna), afasia de Broca/Wernicke
Edema cerebral pode comprimir outras áreas de gerar outros sintomas
Qual é área de vascularização da artéria cerebral anterior? Déficits que podem ocorrer se essa artéria for afetada?
- Perfusão de região anterior e medial da cabeça
- Manifestações clínicas: alteração motora e sensitiva da perna contralateral. Sem alteração de linguagem
O AVEh com hemorragia … (intraparenquimatosa/subatacnoide) costuma gerar sintomas de forma imediata, com início do quadro já apresentando com déficit focal
intraparenquimatosa
Causas de AVEh por hemorragia subaracnoide:
Aneurisma sacular que se rompe. Fatores de risco: tabagismo, etilismo, hipertensão, história familiar
Clínica de AVEh por hemorragia subaracnoide:
Cefaleia súbita (”pior da vida”) + Redução do nível de consciência + Rigidez de Nuca
TC de crânio característica de uma hemorragia subaracnoide:
Sangue ao redor do mesencéfalo, com realce do mesencéfalo (formato de coração)
Qual exame pode ser solicitado em pacientes com suspeita de AVEh subaracnoideo com TC normal:
Punção lombar (em especial, se > 6 horas) –> Xantocromia
Qual a prevenção e o tratamento para isquemia cerebral tardia e vasoespasmos após AVEh:
- Prevenção: Nimodipina VO (60mg 4/4h 14-21 dias) | Euvolemia
- Tratamento: induzir hipertensão (se contrapor ao vasoespasmo)
Doppler transcraniano: deve ser feito diariamente em pacientes com risco de vasoespasmo
Causas de uma AVEh com hemorragia intraparenquimatosa:
- Hipertensão não tratada (microaneurimas de Charcot-Bouchard)
- Angiopatia amiloide (idoso, Alzheimer)
Clínica de um AVEh por causa de uma hemorragia intraparenquimatosa:
- Hipertensão intracraniana (cefaleia + redução nível de consciência…)
- Compressão de neurônio pelo sangramento: Déficit neurológico focal súbito
Qual o valor de PA que devemos manter em paciente com AVEh por hemorragia intraparenquimatosa:
PA sistólica com alvo de 140mmHg
Reversão da anticoagulação em paciente que faz uso crônico de Warfarina:
Complexo protrombínico (ou plasma fresco congelado) + Vitamina K
Reversão da anticoagulação em paciente que faz uso crônico de Heparina:
Protamina
Reversão da anticoagulação em paciente que faz uso crônico de Dabigatrana e Rivaroxavana:
Dabigatrana: Idarucizumabe
Rivaroxabana: andexanet alfa
Se última dose < 2 horas: carvão ativado - reduz absorção intestinal do fármaco (potencial de eficácia até 8h)
AVE isquêmico: investigação mínima para causa da isquemia
- ECG
- Ecocardiograma
- Doppler de carótidas
- Doppler de vertebrais
AVE isquêmico: síndrome isquêmico por acometimento da cápsula interna
Hemiplegia contra lateral pura
Período com maior risco de vaso espasmo após uma hemorragia subaracnoide:
3º ao 14º dia