Nevralgia do trigémio (terminado) Flashcards
Nevralgia do trigémio - definição
Caracteriza-se por episódios recorrentes e curtos de dor tipo ‘choque eléctrico’ unilateral, de instalação súbita na distribuição de um ou mais ramos do V par craniano (nervo trigémio)
Nevralgia do trigémio - epidemiologia
- Nevralgia mais comum dos idosos
- Mulheres > Homens
Etiologia
- Compressão do nervo trigémio (p.e. por uma artéria aberrante) +++ comum
- Esclerose Múltipla ou causas centrais (p.e. tumor)
- Função sensitiva: sensibilidade da face, córnea, metade anterior do couro cabeludo
- Função motora: músculos da mastigação (masseter, pterigoideus); músculo tensor do tímpano (divisão V3)
- Divisões/ramos: V1 (oftálmica), V2 (maxilar) e V3 (mandibular)
Trigémio - função sensitiva
Função sensitiva: sensibilidade da face, córnea, metade anterior do couro cabeludo
Trigémio - função motora
Função motora: músculos da mastigação (masseter, pterigoideus); músculo tensor do tímpano (divisão V3)
Trigémio - divisões/ ramos
Divisões/ramos: V1 (oftálmica), V2 (maxilar) e V3 (mandibular)
Manifestações clínicas
- Paroxismos de dor
- Localização: unilateral, num dos ramos do nervo trigémio
- Habitualmente lábios, gengivas, bochecha, queixo (V2 e V3) mais raramente em território da divisão V1
- Tipo de dor: lancinante, excruciante, tipo facada
- Duração: de segundos até 1 a 2 minutos ou recorrente (várias vezes durante o dia ou noite, durante várias semanas)
- Pode ocorrer espontaneamente ou desencadeada por movimentos da face (exemplo: a falar, mastigar, sorrir)
- Presença de trigger zones: estímulo inócuo na face provoca dor (exemplo: lavar a face, escovar os dentes ou até exposição a uma corrente de ar)
Localização da dor
Unilateral, num dos ramos do nervo trigémio
- habitualmente lábios, gengivas, bochecha, queixo (V2 e V3) mais raramente em território da divisão V1
Tipo de dor
Tipo de dor: lancinante, excruciante, tipo facada
Duração da dor
Duração: de segundos até 1 a 2 minutos ou recorrente (várias vezes durante o dia ou noite, durante várias semanas)
Desencadeante da dor
Pode ocorrer espontaneamente ou desencadeada por movimentos da face (exemplo: a falar, mastigar, sorrir)
Presença de trigger zones: estímulo inócuo na face provoca dor (exemplo: lavar a face, escovar os dentes ou até exposição a uma corrente de ar)
Diagnóstico
- Exame Neurológico: sem alteração da sensibilidade (diferente da Neuropatia do Trigémio!)
- Se o caso for típico, não é necessário exame de imagem!
- NT secundária a EM: doente jovem, patologia bilateral, presença de hipostesia
- NT secundária a aneurisma, neurofibroma, schwanoma, meningioma -> habitualmente cursa com neuropatia do trigémio
- Indicação para RM:
- Alteração da sensibilidade
- Menos de 40 anos de idade, sintomas bilaterais, sintomas atípicos
Indicação para RM
- Alteração da sensibilidade
- Menos de 40 anos de idade, sintomas bilaterais, sintomas atípicos
NT secundária a EM
Doente jovem, patologia bilateral, presença de hipostesia
NT secundária a aneurisma, neurofibroma, schwanoma, meningioma
Habitualmente cursa com neuropatia do trigémio
Diagnóstico - EO
Exame Neurológico: sem alteração da sensibilidade (diferente da Neuropatia do Trigémio!)
* Se o caso for típico, não é necessário exame de imagem!
4 diagnósticos diferenciais
- Cluster
- Enxaqueca
- Sinusite
- Arterite temporal
Tratamento - possibilidades
- Fármacos antiepilépticos: carbamazepina, oxcarbamazepina, gabapentina, pregabalina, lamotrigina,
fenitoína - Fármacos antidepressivos: amitriptilina, duloxetina
- Fármacos opióides
Tratamento preferencial
Carbamazepina (dos +++ utilizados):
✓ Eficaz em 50-75% dos doentes
✓ Dose inicial: dose única 100 mg/dia
✓ Aumento gradual (1-2 dias) até se alcançar alívio da dor (>50%)
✓ Maioria dos dias: dose de manutenção de 200 mg/dia
✓ Efeitos adversos: tontura, desequilíbrio, sonolência, agranulocitose
Efeitos adversos da carbamazepina
Tontura, desequilíbrio, sonolência, agranulocitose
Terapêutica combinada
Terapêutica combinada tem efeitos sinérgicos!!
Tratamento cirúrgico
Ponderar tratamento cirúrgico se ocorrer falência farmacológica