MED Neurologia (CLM12): Síndrome Neurovascular Flashcards
Qual o tipo de AVC mais incidente ?
AVC isquêmico: 80%
AVC hemorrágico: 20%
Principais etiologias do AVE isquêmico
- Cardioembólica: trombo formado no coração > êmbolo > circulação cerebral
* Grande associação com a FA.- Aterotrombótica
- Vasculatura cerebral com aterosclerose > placa se ulcera e trombo entope
- Aterotrombótica
Anatomia: No lobo frontal, encontramos duas áreas importantes. Quais seus nomes e suas funções ?
- Lobo frontal
- Onde se localiza a área de Broca: linguagem
- Quem tem um distúrbio no lobo frontal, temos uma afasia de Broca — paciente entende, mas não consegue falar
- Outro local importante é o Córtex Motor
- De medial para lateral ( Perna > corpo > Braço > Mão > Face
- Lesão na cápsula interna — onde os neurônios passam > acometimento global
- Passam pelo tronco cerebral (mesencéfalo, ponte e bulbo)
- No bulbo: Decussação das pirâmides
Anatomia: área importante do lobo pariental e sua função
- Lobo Pariental: córtex sensitivo
- Perna > corpo > braço > mão > face
- Córtex sensitivo percebe as sensações do lado oposto
- AVE a esquerda — deixo de sentir o lado direito do corpo.
Anatomia: área importante do lobo temporal e sua função
- Área de Wernicke: lesão gera uma Afasia sensitiva
* Não consegue compreender o que fala > não obedece comandos.
Lesão no tronco cerebral — repercussão:
- De onde sai os pares cranianos
- Lesão gera clínica e complexa, a depender do local que foi acometido
Composição do polígono do Willis
- Carótida Interna se bifurca
* Artéria cerebral anterior
* Artéria cerebral média- Artérias vertebrais
- Se unem e formam a artéria basilar
- Artéria basilar se bifurca em duas artérias cerebrais posteriores
- Comunicante anterior
- Comunicante posterior
- Artérias vertebrais
- Artéria Cerebral anterior: perfunde a região:
- Artéria Cerebral anterior: perfunde região anterior e medial
Acometimento isquêmico na artéria cerebral anterior:
- Não perfunde região de linguagem e visual
- Déficit sensitivo-motor da perna contralateral
Acometimento isquêmico no território da Artéria cerebral média
- Isquemia de região motora e sensitiva
- Déficit sensitivo-motor contralateral (poupa a perna)
- Afasia sensitiva e motora
- Lentículo-estriados: hemiplegia contralateral
Acometimento isquêmico do território da artéria cerebral posterior
Déficit visual
Abordagem do AVE isquêmico:
-Medidas gerais:
- Controlar glicemia, temperatura e natremia.
- Hipertensão permissiva: toda hipertensão tem um limite.
- Necessitamos de um maior fluxo, porém temos o risco de transformação hemorrágica (o local está machucado)
- Abaixamos a PA se > 220x120 ou > 185x110 se for receber trombólise (aumento do risco de sangramento)
- AAS e heparina profiláticas na primeiras 48 horas.
- Se recebeu trombolítico, o paciente terá maior risco de sangramento
- Portanto, aguardamos 24h se formos realizar trombólise
- Hipertensão permissiva: toda hipertensão tem um limite.
Abordagem do AVE isquêmico:
-Reperfusão: Trombólise e suas contra-indicações
- Trombólise —> Alteplase (rtPA)
- 0,9mg/Kg — máximo 90Kg
- Opção: tenecteblase
- Temos que respeitar um deltaT: até 4,5h do evento, temos segurança e eficácia.
PRINCIPAIS CONTRAINDICAÇÕES
• TCE, AVEi ou cirurgia intracraniana nos últimos 3 meses;
• História prévia de hemorragia intracraniana;
• Punção arterial em sítio não compressível < 7 dias;
• Dissecção aórtica conhecida ou suspeita;
• Coagulopatia, plaquetas < 100.000/mm*; PTTa > 40s; INR >
1,7s ou TP > 15s.
- Quadros leves com sintomas não incapacitantes (NIHSS de
0 a 5);
• Sangramento gastrointestinal nos últimos 21 dias
Estratégia de reperfusão com delta T indeterminado: como fazemos ?
- Delta T indeterminado:
- Pessoa acorda com a deficiência neurológica local — wake up Stroke
- Paciente sozinho + afasia
- Nessa situação, fazemos a RM por difusão
- Padrão Mismatch Flair-DWI
- Flair: normal
- Difusão: alteração
- Nesse caso, consideramos o padrão Mismatch
- Sugere que essa isquemia é muito precoce —> autoriza trombólise
- Padrão Mismatch Flair-DWI
Trombectomia Mecânica: 3 critérios
Trombectomia mecânica
* Critérios (maior evidência)
* Delta T ≤ 6h (16-24h de limite)
* Oclusão de grande artéria — circulação anterior
* NIHSS ≥ 6
* ASPECTS ≥ 6
* Feito pelo radiologista
* Temos 10 regiões, em uma TC, perfundidas pela artéria Cerebral Média
* TC normal: ASPECTS 10
* Isquemia difusa = ASPECTS 0
Profilaxia Secundária no AVC isquêmico
-Exames a serem realizados
-Protocolo no aterotrombótico
-Protocolo no cardioembólico
Profilaxia Secundária
* Depende da etiologia
* Solicitamos: ECG, ECO e doppler de carótidas e vertebrais
* Aterotrombótico
* Antiagregação plaquetária
* Controle de fatores de risco: HAS, DM, tabagismo
* Endarterectomia: se a carótida obstruída foi do lado da isquemia + oclusão 70-99%
* Cardioembólico
* Realizamos anticoagulação plena — começamos a partir do segundo dia
* Se área de infarto muito extensa, seguro a anticoagulação — aguardamos 14 dias
O que é uma hemorragia subaracnóide ? Qual o vaso mais acometido ?
- Ruptura de um aneurisma sacular em artérias que compõem o polígono de Willis — mais comum é a comunicante anterior
Clínica do AVC subaracnóide
- Cefaléia súbita e excruciante
- Elevação da PIC, gerando rebaixamento do nível de consciência — Síncope
- Rigidez de nuca tardia (após 12-24h)
- Acontece devido a irritação química pelo sangramento.
Regra de Ottawa: para que usamos e quais seus 06 critérios
- Regra de Ottawa: quando uma pessoa com cefaléia na emergência deve ser tomografada
- Idade > 40 anos
- Dor ou rigidez de nuca
- Perda da consciência presenciada
- Início durante esforço
- cefaleia típica (em trovoada)
- Flexão limitada da nuca ao exame
Hemorragia subaracnóide suspeita + TC normal: como proceder ?
- Se TC normal
- Em até 6 horas, o sangramento vai aparecer — não teve hemorragia subaracnóide
- Se demorou mais que 6 horas: sangue pode ter se dissipado
- Punção lombar — buscamos xantocromia
- Após o diagnóstico: AngioTC ou arteriografia
Complicações na hemorragia subaracnóidea:
-Ressangramento / líquor / Hidrocefalia
- Impedir ressangramento
- Risco aumento nos primeiros 1-7 dias: intervenção precoce por meio de cirurgia
- Líquor no espaço subaracnóide > irrita artérias do polígono de Willis —> Risco de Vasoespasmo
- Risco aumentado do 4º ao 14º dia
- Fazemos o acompanhamento diário com doppler transcraniano, buscando um vasoespasmo precoce.
- Isquemia clínica —> tratada com amina vasopressora, buscando induzir HAS.
- Hidrocefalia
- Coágulo no espaço subaracnóide gera obstrução na drenagem liquórica
- Tratado por meio da derivação ventricular externa (DVE) ou punção lombar
Tratamento da hemorragia subaracnóidea
-Tempo ideal
- Técnica utilizada
-PA alvo
- Medicação a ser realizada
- Idealmente ≤ 24h
- Clipagem aberta ou técnica endovascular
- Controle da PA
- Evitar hipertensão, hipotensão e variabilidade
- Razoável: PA sistólica < 160mmHg
- Neuroproteção
- Nimodipina VO 60mg 4/4 h por 21 dias
- É uma BCC
Principais causas de hemorragia intraparenquimatosa (2)
- Hipertensão arterial — gera aneurismas cerebrais microscópicos
- Angiopatia amiloide — degeneração neurovascular
- Idosos e portadores alzheimer
- O vaso em toda sua extensão se rompe > sangramento de grande monta.
Local com maior risco de sangramento na hemorragia intraparenquiamtosa ?
- Putâmen: local de maior índice de sangramento
- Ele passa ao lado da cápsula interna
- Se você tem um hemorragia intraputaminal > compressão da cápsula interna > todos os neurônios de um lado são acometidos > hemiplegia
Tratamento da hemorragia intraparenquimatosa
-Estabilização
-Alvo pressórico
- Quando necessitamos cirurgia
- O que fazer com paciente que anticoagula
- Estabilização clínica
- Glicose
- Sódio
- Eletrólitos (sódio)
- Abordagem da hipertensão intracraniana
- Alvo pressórico (PA sistólica 140mmHg)
- Cirurgia: apenas se hematoma cerebelar > 3cm
- Paciente anticoagulado: reverter a anticoagulação
- Varfarina: complexo protrombínico e vitamina K IV
- Heparina: protamina
- Dabigatrana: idarucizumabe
- Rivaroxabana: andexanet alfa