Mama - TNBC Flashcards
Qual a principal histologia do câncer de mama relacionada ao BRCA1?
TNBC, correspondendo a aproximadamente 80% das neoplasias de mama em BRCA1 positivas.
Qual conduta pode ser tomada em TNBC que permanecem irressecáveis após a neoadjuvância?
RT + QT radiossenssibilizante com Capecitabina.
Determine o prognóstico de acordo com a histologia do TNBC:
a) Carcinoma adenóide cístico;
b) Carcinoma secretor;
c) Carcinoma espinocelular;
d) Carcinoma fusocelular.
a) Bom;
b) Bom;
c) Ruim;
d) Ruim.
Determine o prognóstico de acordo com a histologia do TNBC:
a) Carcinoma com características medulares;
b) Carcinoma de células altas com polaridade invertida;
c) Carcinoma com elementos heterólogos;
d) Carcinoma metaplásico semelhante à fibromatose.
a) Ruim;
b) Bom;
c) Ruim;
d) Bom.
Quais os exames de imagem preferenciais para o estadiamento de TNBC estádio I?
Nenhum.
Dentre as pacientes portadoras de BRCA1 ou BRCA2, qual a % das neoplasias de mama que são TNBC em cada uma delas?
BRCA1: 71%;
BRCA2: 25%.
Para a coorte TNBC, qual o esquema de tratamento avaliado pelo fase II conduzido pelo grupo GeparSixto na neoadjuvância?
Paclitaxel 80mg/m² semanal + Carboplatina AUC 2 semanal + Doxorrubicina lipossomal 20mg/m² semanal + Bevacizumabe 15mg/kg a cada 3 semanas.
Conforme dados combinados dos estudos de fase II GeparSixto e CALGB 40603, qual o papel da adição de Carboplatina na neoadjuvância?
Aumento nas taxas de pCR (54%).
Com relação aos desfechos encontrados por GeparSixto, BrighTNess e CALGB 40603, qual o único que não reportou ganhos em EFS com Carboplatina na neoadjuvância?
CALGB 40603.
Qual o esquema sugerido pelo KEYNOTE-522 para a neoadjuvância das pacientes com TNBC estadios II a III não tratados?
Carboplatina AUC 5 a cada 3 semanas OU AUC 1,5 semanal + Paclitaxel 80mg/m² semanal por 4 ciclos (ciclos 1- 4, 12 semanas) seguido por Doxorrubicina 60mg/m² a cada 3 semanas + Ciclofosfamida 600mg/m² a cada 3 semanas por 4 ciclos (ciclos 5 - 8, 12 semanas) + Pembrolizumabe 200mg (ciclos 1 - 8).
Conforme protocolo do KEYNOTE-522, após a cirurgia, por quantos ciclos era mantido Pembrolizumabe?
9 ciclos.
Qual a % de pacientes PD-L1 positivas no braço intervenção no estudo KEYNOTE-522?
83%.
Qual a ORR alcançada com o protocolo do KEYNOTE-522?
64,8%.
Qual a % de pacientes que eram TNBC no braço intervenção do estudo CREATE-X?
31,4%.
Qual o nome do estudo que embasa o uso de Capecitabina para manejo de doença residual em pacientes HER-2 negativas?
CREATE-X.
Qual a dose original de Capecitabina avaliada pelo fase III CREATE-X?
Capecitabina 1250mg/m2 a cada 12 horas, D1-D14 a cada 21 dias por 6 a 8 ciclos.
Quais os 2 principais desfechos duros que foram positivos com a aplicação do CREATE-X?
DFS (HR: 0,58) e OS (HR: 0,52).
O estudo CREATE-X foi positivo na população ITT, que contava com praticamente 70% de pacientes RH+?
Sim, contudo, o ganho foi “puxado” pelas curvas das pacientes TNBC.
Qual o nome do estudo que comparou Carboplatina e Capecitabina em uma coorte de apenas TNBC com doença residual após neoadjuvância? Foi um estudo positivo?
ECOG-ACRIN 1131. Estudo negativo para a não-inferioridade de Carboplatina.
Segundo o estudo OlympiA, quais pacientes TNBC portadores de gBRCA1/2 eram elegíveis para Olaparibe na dose de 300mg, BID por 1 ano?
Adjuvância: ≥ pT2 ou ≥ pN1.
Neoadjuvância: não-pCR.
Quais os 2 desfechos duros reportados com o uso de Olaparibe aos moldes de OlympiA?
iDFS (HR: 0,63) e OS (HR: 0,68).
Quais as pacientes portadores de TNBC que devem ser operadas up-front?
T1a e T1b.
Qual a estratégia de tratamento para pacientes com TNBC T1a após ressecção cirúrgica?
Seguimento. Adjuvância apenas a partir de 0,5cm (≥ T1b).
Conforme dados do estudo BIG 02-98, é preferível AC-T sequencial ou concomitante?
Sequencial.
Entre fazer TC x 4 ciclos ou apenas AC x 4 ciclos, qual esquema é preferível para a adjuvância? Qual estudou validou isto?
TC x 4 ciclos, com ganhos em OS. Estudo US Oncology Research Trial 9735.
Qual o subgrupo de pacientes TNBC que podem ser poupadas de antraciclina?
Idosas frágeis, com risco cardiovascular proibitivo e muito baixo risco de recorrência (pT1b).
V ou F: assim como para ACdd, o uso de G-CSF é obrigatório para Tdd.
Falso. Risco muito baixo de neutropenia febril (0,8%).
Qual o esquema de imunoterapia adjuvante proposto pelo ALEXANDRA/IMpassion 030 para TNBC estádios II-III?
Paclitaxel 80mg/m² semanal + Atezolizumabe 840mg a cada 2 semanas –> Doxorrubicina 60mg/m² + Ciclofosfamida 600mg/m² + Atezolizumabe 840mg a cada 2 semanas por 4 ciclos –> Atezolizumabe 1200mg a cada 3 semanas por 1 ano.
V ou F: o estudo de fase III ALEXANDRA/IMpassion 030 consolidou o papel da imunoterapia adjuvante em TNBC.
Falso. Estudo negativo para iDFS (EP1º).
O benefício da neoadjuvância com KEYNOTE-522 ocorreu de forma dependente ou independente de PD-L1?
Independente. Não é necessário solicitar a pesquisa de PD-L1 para a doença inicial.
Embora o KEYNOTE-522 consiga reduzir a recorrência à distância (14,1 x 9,2%), há 1 sítio de recorrência que não é beneficiado com este tratamento. Qual?
SNC (2,3 x 3,3%).
Qual a % de pacientes TNBC no estudo OlympiA?
82,2%.
Qual o iPARP e a dose avaliada pelo estudo BrighTNess?
Veliparibe 50mg a cada 12 horas.
Qual a dose preconizada de Capecitabina para manejo de doença residual na população ocidental?
2000mg/m²/dia.
Dados de GeparQuinto e NSABP B40, para neoadjuvância, e de BEATRICE e E5103 para a adjuvância, falam a favor ou contra o uso de bevacizumabe em TNBC inicial?
Contra. Aumento das taxas de pCR, sem impacto em desfechos de longo prazo (DFS, iDFS e OS), às custas de maior toxicidade.
Qual o imunoterápico avaliado pelo estudo GeparNuevo na neoadjuvância? A droga era mantida após a cirurgia?
Durvalumabe. Não, o tratamento era restrito à neoadjuvância.
O estudo GeparNuevo foi negativo para o desfecho primário de pCR. Contudo, qual o ganho reportado com esta estratégia?
iDFS (HR: 0,48).
Segundo o estudo BrighTNess, o benefício de adição de Carboplatina em esquema neoadjuvante, ocorreu de forma dependente ou independente de mutação em BRCA?
Independente.
Qual esquema quimioterápico pode ser ofertado em neoadjuvância para pacientes com contraindicação as antraciclinas?
Carboplatina AUC 6 + Docetaxel 75mg/m² a cada 21 dias por 6 ciclos.
Qual o ponto de corte de tempo para PD após adjuvância para elegibilidade ao IMpassion 130?
≥ 12 meses.
Qual o esquema de tratamento utilizado no IMpassion 130?
Atezolizumabe 840mg D1 e D8 + Nab-paclitaxel 100mg/m² D1, D8 e D15 a cada 28 dias.
Qual o ponte de corte de PD-L1 para elegibilidade ao IMpassion 130? Qual o clone utilizado?
≥ 1% (40,9% da população do estudo). Clone SP142.
Qual a grande crítica metodológica ao IMpassion 130?
Os desfechos coprimários de OS e PFS eram testados de forma hierárquica, ocorrendo primeiro em ITT e depois em PD-L1 positivos (lógica inversa).
Qual a grande diferença entre IMpassion 130 e IMpassion 131?
A QT utilizada em IMpassion 131 era Paclitaxel 90mg/m² D1, D8 e D15, e não o Nab-paclitaxel.
Entre os estudos IMpassion 130 e 131, qual deles foi positivo para PFS em ITT e PD-L1+ e para OS em PD-L1+ (não testado, porém com relevância clínica)?
IMpassion 130.
Quais os 3 esquemas de QT que poderiam ser utilizados junto a imunoterapia no estudo KEYNOTE-355?
Paclitaxel, Nab-paclitaxel ou Carboplatina + Gencitabina.
Qual o ponto de corte de tempo para PD após adjuvância para elegibilidade ao KEYNOTE-355?
≥ 6 meses.
Qual o ponte de corte de PD-L1 para elegibilidade ao KEYNOTE-355? Qual o clone utilizado?
CPS ≥ 10. Clone 22C3.
Conforme reportado pelo KEYNOTE-355, qual a única população que alcançou benefício em OS (23 x 16 meses) e PFS (HR: 0,65)?
CPS ≥ 10. Negativo para CPS ≥ 1 e ITT.
Diferentemente do IMpassion 130, o estudo IMpassion 132 incluiu apenas progressores curtos (PD < 12 meses). Houve benefício da combinação de Atezolizumabe e QT nesta população?
Não.
Qual a % de pacientes no estudo OlympiAD que recebeu Olaparibe como 2ª ou 3ª linha? E quantos já haviam recebido platina previamente?
71% e 27%, respectivamente.
Qual a % de pacientes TNBC no OlympiAD?
45%.
Quais os 2 principais ganhos reportados pelo OlympiAD?
PFS (HR: 0,58 - 7,0 x 4,2 meses) e ORR (59,9 x 28,8%).
O estudo OlympiAD é formalmente negativo para OS. Contudo, por análise de subgrupos, qual perfil de pacientes atingiu ganhos em OS? Qual o motivo?
As que receberam Olaparibe em 1ª linha. Braço comparador fraco (Capecitabina, Eribulina ou Vinorelbine).
Com relação ao braço comparador, qual a diferença entre OlympiAD e EMBRACA?
EMBRACA permitia Gencitabina como opção de tratamento.
Qual o nome do estudo que reportou o dobro de ORR (68 x 33%) para gBRCA1/2 e sBRCA1/2 com o uso de Carboplatina em comparação a Docetaxel na 1ª linha?
TNT trial.
V ou F: o benefício do TNT trial estende-se para a população HRD.
Falso. Apenas BRCA1/2 mutadas.
Qual estudo comparou Paclitaxel + Bevacizumabe com Paclitaxel isolado em 1ª linha? Quais os 2 ganhos reportados?
E2100. Ganhos em PFS (11,8 x 5,9 meses) e ORR (36,9 x 21,2%).
Qual estudo avaliou a não-inferioridade para OS de Capecitabina + Bevacizumabe em relação a Paclitaxel + Bevacizumabe na 1ª linha?
TURANDOT trial. Estudo positivo, porém com Paclitaxel + Bevacizumabe superiores em termos de PFS (10,9 x 8,1 meses).
A partir de qual linha de tratamento está aprovado o uso de Sacituzumabe-govitecan, conforme dados do ASCENT trial?
A partir da 3ª linha. Poderia ser usado na 2ª linha, caso PD < 12 meses da (neo)adjuvância.
Quais os ganhos reportados pelo estudo ASCENT?
Ganhos em OS (12,1 x 6,7 meses), PFS (5,6 x 1,7 meses) e ORR (35 x 5%).
Com relação ao manejo de toxicidades de Sacituzumabe-govitecan, frente a neutropenia G3-4, qual a primeira conduta: introdução de G-CSF ou redução da dose em 25%?
G-CSF.
Qual QT deveria ter sido obrigatoriamente administrada previamente para que as pacientes pudessem ser elegíveis a Sacituzumabe-govitecan?
Taxanos.
Qual a dose de Sacituzumabe-govitecan preconizada pelo ASCENT trial?
10mg/kg D1 e D8 a cada 21 dias.
Com relação ao sequenciamento de tratamento, é preferível indicar Sacituzumabe-govitecan ou Trastuzumabe-deruxtecan primeiro? Por quê?
Sacituzumabe-govitecan. Dados do DESTINY-Breast 04 para TNBC são decorrentes de uma análise exploratória; o ASCENT é um fase III.
Para pacientes TNBC com ≥ 3 linhas de tratamento, qual a QT preferível? Qual estudo embasa essa decisão?
Eribulina. EMBRACE trial.
As antraciclinas costumam ser a opção preferencial de QT para 1 ª linha metastática. Neste ínterim, Doxorrubicina lipossomal é não-inferior à Doxorrubicina convencional?
Sim.
Dada a ausência de resistência cruzada completa entre os taxanos, é possível trocar o agente utilizado na (neo)adjuvância (Paclitaxel ou Docetaxel) e utilizá-lo no cenário metastático?
Sim.
Qual estudo avaliou a combinação de Atezolizumabe com QT sequencial (Nab-paclitaxel –> Doxorrubicina + Ciclofosfamida) neoadjuvantes? Qual o ganho reportado?
IMpassion 031. Ganho em pCR, independentemente de PD-L1.
Diferentemente do estudo IMpassion 031, qual estudo avaliou a combinação de Atezolizumabe + Carboplatina + Nab-paclitaxel neoadjuvantes e não alcançou o ganho em ORR?
NeoTRIP Michelangelo trial.
Qual o subtipo raro de TNBC, caracterizado por alterações em MYB e de comportamento indolente, não necessitando de adjuvância com QT?
Carcinomas adenoides císticos.