Mama - Adjuvância Flashcards

1
Q

Quais variáveis aumentam o risco de recorrência nos pacientes com câncer de mama?

A

Grau histológico elevado (G3), tumores triplo negativos, HER2 positivos, score genômico alto risco, comprometimento linfonodal, Ki67 > 14%.

Critérios de Cheang (2009) definem Luminal B como Ki67 > 14%. Maior risco quando mais de 3 linfonodos comprometidos.

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2
Q

Quando a quimioterapia geralmente está indicada no tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

LFN positivo, RH negativo (tumores > 5 mm), HER2 positivo (tumores > 5 mm), risco Predict > 12% (RH+) ou > 8% (RH-).

Exceção: pós-menopausa com 1-3 LFN positivos, doença luminal e Oncotype/Mammaprint de baixo risco podem evitar QT.

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3
Q

Quais pacientes com câncer de mama inicial não necessitam de quimioterapia adjuvante?

A

Tumores < 5 mm, LFN negativo, pós-menopausa com até 3 LFN+ e risco genômico baixo.

A omissão de QT visa evitar riscos desnecessários do tratamento em pacientes com bom prognóstico.

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4
Q

Qual a utilidade do Oncotype DX na avaliação do câncer de mama e como interpretar seus resultados?

A

Avalia prognóstico e valor preditivo do uso de QT em RH+/HER2-negativo, classificando o risco pelo Recurrence Score (RS).

RS < 11 ou < 26 com mais de 50 anos: apenas HT. RS > 30: benefício claro da QT. RS 16-25 e idade ≤ 50 anos: considerar QT.

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5
Q

Qual a interpretação do Oncotype DX para pacientes com câncer de mama e linfonodos positivos?

A

Estudo RxPonder: mulheres pós-menopausa com 1-3 LFN+ e RS ≤ 25 não se beneficiam da QT adjuvante.

Na pré-menopausa com RS ≤ 25, houve ganho absoluto de 5,2% em SLDI com QT adjuvante, justificando seu uso nesse grupo.

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6
Q

Como o teste Mammaprint pode auxiliar na decisão de tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

Categoriza pacientes em baixo ou alto risco genômico, permitindo omitir QT em RH+/HER2- com baixo risco genômico.

Preferencial para pacientes na pós-menopausa, RH+, alto risco clínico, HER2- e N0. Com até 3 LFN+, benefício da QT não é totalmente excluído.

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7
Q

Em quais pacientes com câncer de mama os testes genômicos (Oncotype DX e Mammaprint) NÃO devem ser utilizados?

A

Pacientes HER2 positivo ou RH negativo, pois não possuem valor preditivo confiável nestes subtipos.

Baixo acesso na saúde pública; considerar omissão em mulheres pós-menopausa com tumores grau 1-2, RP ≥ 20%, pN0 e < 2 cm.

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8
Q

Quais são os esquemas de QT adjuvante recomendados para tumores luminais (RH+/HER2-) no câncer de mama?

A

ACdd→T semanal (ou Tdd), AC→T semanal (ou D), AC, TC, CMF “clássico”, CMF EV.

Dose densa (dd) com uso de G-CSF confere ganho em SLD e SG. Preferência para ACdd→T para tumores ≥ 2 cm ou LFN+.

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9
Q

Quais são os esquemas de QT preferidos para tumores triplo negativos no câncer de mama?

A

ACdd→T semanal (ou Tdd), AC→T semanal (ou D), PCb (paclitaxel + carboplatina).

Para doença residual após neoadjuvância: capecitabina por 6-8 ciclos (Create-X). Pacientes tratadas com pembrolizumabe na neoadjuvância: continuar por 9 ciclos.

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10
Q

Qual regime de quimioterapia é preferencial para pacientes com câncer de mama e contraindicação a antracíclicos?

A

TCH (docetaxel, carboplatina e trastuzumabe) para HER2+; TC para HER2-negativo.

Em pacientes HER2+ com tumores < 2 cm e N0, considerar descalonamento para TH (paclitaxel + trastuzumabe) por 12 semanas.

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11
Q

Qual o esquema recomendado para doença residual triplo-negativa após neoadjuvância no câncer de mama?

A

Capecitabina 2.000-2.500 mg/m² VO D1-14 a cada 3 semanas por 6-8 ciclos.

Estudo Create-X mostrou ganho em SLD e SG. Para população ocidental, considerar dose de 2.000 mg/m² por maior toxicidade.

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12
Q

Qual a recomendação de hormonioterapia para mulheres na pré-menopausa com câncer de mama?

A

Tamoxifeno por 5 a 10 anos, ou supressão ovariana por 2-5 anos combinada a tamoxifeno ou IA.

Supressão ovariana (triptorrelina/goserelina) associada a exemestano deve ser considerada para alto risco de recidiva.

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13
Q

Quais as opções de hormonioterapia para mulheres na pós-menopausa com câncer de mama?

A

Tamoxifeno ou inibidores de aromatase (anastrozol, letrozol, exemestano) por 5 a 10 anos.

Também pode-se usar IA por 2-3 anos seguido por TMX até completar pelo menos 5 anos de tratamento endócrino.

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14
Q

Quando considerar hormonioterapia estendida (> 5 anos) no tratamento do câncer de mama?

A

Para pacientes com alto risco de recidiva tardia, baseado no risco inicial e na ferramenta CTS5.

Estudos ATLAS e GIM4 demonstraram ganho em SLD e SG com terapia estendida. Considerar toxicidades: artralgia, osteopenia e fogachos.

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15
Q

Qual o tratamento hormonal indicado para carcinoma ductal in situ (CDIS) de mama RH+?

A

Tamoxifeno 20 mg/dia por 5 anos ou 5 mg/dia por 3 anos, ou anastrozol 1 mg/dia na pós-menopausa.

Reduz recidiva ipsilateral e contralateral sem impacto em SG. Opção de baixa dose de TMX em caso de toxicidade limitante.

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16
Q

Quais os esquemas de QT indicados para tumores HER2 positivo no câncer de mama?

A

ACdd→Tdd+H, ACdd→TH semanal, AC→TH, TCH, TH.

Para doença residual após neoadjuvância: T-DM1 por 14 ciclos. Considerar pertuzumabe adjuvante em pacientes com LFN+.

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17
Q

Qual a duração do tratamento adjuvante com trastuzumabe no câncer de mama HER2+?

A

1 ano (12 meses).

Estudos que avaliaram reduções na duração (6 meses, 9 semanas) não demonstraram não-inferioridade consistente, exceto Persephone (6 meses).

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18
Q

Como monitorar a cardiotoxicidade durante o uso do trastuzumabe no tratamento do câncer de mama?

A

Avaliação cardíaca em 0, 3, 6, 9 e 12 meses de tratamento.

Suspender se redução da FE > 16% do inicial ou 10-15% abaixo do limite da normalidade. Reavaliar após 4 semanas para decisão de continuidade.

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19
Q

Quando está indicado o uso de T-DM1 no cenário adjuvante do câncer de mama?

A

Para pacientes HER2+ que não atingiram RPC após neoadjuvância, por 14 ciclos.

Estudo Katherine demonstrou ganho em SLD comparado com trastuzumabe isolado, sem ganho em SG.

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20
Q

Quando indicar abemaciclibe adjuvante no tratamento do câncer de mama?

A

Para pacientes com alto risco: ≥4 LFN+ ou 1-3 LFN+ com tumor ≥5 cm, G3 ou Ki67 ≥ 20%.

Administrar 150 mg VO 2x/dia por 2 anos (concomitante à hormonioterapia). Benefício absoluto em SLDi de 5,4% e SLRD de 4,2% em 3 anos.

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21
Q

Quando está indicado o uso de olaparibe adjuvante no tratamento do câncer de mama?

A

Para pacientes com mutação em BRCA 1/2 e estádios II/III, por 1 ano.

Para TN: após QT adjuvante com LN+ ou tumor ≥2cm, ou sem RPC após neoadjuvância. Para RH+/HER2-: ≥4 LFN+ ou sem RPC com CPS+EG ≥3.

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22
Q

Quando o neratinibe está indicado na adjuvância do câncer de mama HER2+?

A

Após 1 ano de trastuzumabe em pacientes com doença HER2+/RH+ de alto risco.

Administrar 240 mg contínuo por 1 ano. Ganho observado especificamente no subgrupo triplo-positivo.

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23
Q

Quando indicar inibidores de osteólise na adjuvância do câncer de mama?

A

Para mulheres na pós-menopausa ou em supressão ovariana, como parte da terapia adjuvante endócrina.

Ácido zoledrônico 4 mg EV a cada 6 meses ou denosumabe 60 mg SC a cada 6 meses por 3-5 anos. Benefício em redução de fraturas e recidivas.

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24
Q

Qual o seguimento recomendado após tratamento adjuvante no câncer de mama?

A

Exame clínico a cada 3-6 meses nos primeiros 3 anos, depois a cada 6-12 meses por 2 anos, e anualmente após.

Mamografia anual é o único exame de imagem necessário. Avaliação ginecológica anual, especialmente para pacientes em uso de tamoxifeno.

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25
Q

Quais recomendações sobre exercício físico durante tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

Exercícios aeróbicos e de resistência recomendados durante tratamento ativo para mitigar efeitos colaterais.

Reduz fadiga, preserva aptidão cardiorrespiratória e força, melhora qualidade de vida e reduz ansiedade/depressão.

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26
Q

Quais pacientes com câncer de mama devem ser encaminhados para aconselhamento genético?

A

Diagnóstico ≤45 anos, TN ≤60 anos, câncer de mama masculino, judias Ashkenazi, história familiar significativa.

História familiar significativa: ≥1 parente próximo com câncer de mama ≤50 anos, ovário, próstata metastático ou intraductal, ou pâncreas.

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27
Q

Qual a duração do tratamento adjuvante com pembrolizumabe no câncer de mama triplo-negativo?

A

9 ciclos (200mg a cada 21 dias) após neoadjuvância com esquema do estudo KN522.

Indicado independentemente da resposta patológica. Não há dados que respaldem uso de imunoterapia adjuvante fora deste cenário.

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28
Q

Quais as doses e posologias do esquema ACdd (antraciclina dose-densa) no tratamento do câncer de mama?

A

Doxorrubicina 60 mg/m² + Ciclofosfamida 600 mg/m² EV D1 + Filgrastim, a cada 2 semanas, por 4 ciclos.

Filgrastim 300 mcg SC D3-D10 ou Perfilgrastim 6 mg SC D2. Ganho em SLD e SG em comparação a intervalo de 3 semanas.

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29
Q

Como é a posologia do paclitaxel semanal no tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

Paclitaxel 80 mg/m² EV D1, semanalmente, por 12 semanas.

Demonstrou maior eficácia e menor toxicidade que esquemas a cada 3 semanas, sendo uma opção preferencial.

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30
Q

Qual a posologia do TCH no tratamento adjuvante do câncer de mama HER2+?

A

Docetaxel 75 mg/m² + Carboplatina AUC 6 + Trastuzumabe por 6 ciclos, seguido de trastuzumabe até 1 ano.

Regime preferencial para pacientes com contraindicação a antracíclicos em tumores HER2+.

31
Q

Qual a posologia do T-DM1 no cenário adjuvante do câncer de mama HER2+?

A

Trastuzumabe entansina 3,6 mg/kg EV a cada 3 semanas, por 14 ciclos.

Indicado para pacientes HER2+ sem RPC após neoadjuvância, com benefício demonstrado no estudo Katherine.

32
Q

Como interpretar o Recurrence Score (RS) do Oncotype DX em pacientes jovens com câncer de mama?

A

Para idade ≤ 50 anos: RS 16-20: considerar QT (benefício ~1,6%), RS 21-25: QT recomendada (benefício ~6,5%).

Análise exploratória do TailorX demonstrou maior benefício da QT em pacientes jovens mesmo com RS intermediário.

33
Q

Quando é preferido o uso de Inibidores de Aromatase versus Tamoxifeno na adjuvância do câncer de mama?

A

Na pós-menopausa, tumores de maior risco (N+, G3, Ki67 elevado) ou intolerância ao tamoxifeno.

IAs têm maior benefício em SLD, com perfil de toxicidade diferente: menor risco tromboembólico, maior perda de massa óssea.

34
Q

Como deve ser o manejo da terapia anti-HER2 em casos de cardiotoxicidade no tratamento do câncer de mama?

A

Suspender o trastuzumabe e reavaliar após 4 semanas, reiniciando se recuperação da função cardíaca.

Cardiotoxicidade definida como: redução da FE > 16% do inicial ou 10-15% abaixo do limite da normalidade.

35
Q

Qual a eficácia do pertuzumabe adjuvante em pacientes com câncer de mama HER2+?

A

Benefício absoluto em 6 anos de 2,5% na SLDi geral, aumentando para 4,5% em pacientes com LFN+.

Estudo APHINITY não mostrou ganho em SG. Considerar para pacientes de alto risco (LFN+), ponderando custo-benefício.

36
Q

Qual a recomendação para pacientes na perimenopausa em tratamento hormonal adjuvante do câncer de mama?

A

Iniciar com tamoxifeno 2-3 anos, mudando para IA se confirmada a menopausa.

A confirmação deve ser feita através de níveis hormonais. Monitorar efeitos colaterais para otimizar aderência ao tratamento.

37
Q

Quais os critérios de elegibilidade para o uso de abemaciclibe adjuvante no estudo Monarch-E para câncer de mama?

A

≥4 LFN+, ou 1-3 LFN+ com pelo menos: tumor ≥5 cm, grau histológico 3, ou Ki67 ≥ 20%.

O benefício absoluto nas taxas de SLDi e SLRD em 3 anos foram 5,4% e 4.

38
Q

Como deve ser feita a confirmação de níveis hormonais?

A

A confirmação deve ser feita através de níveis hormonais. Monitorar efeitos colaterais para otimizar aderência ao tratamento.

39
Q

Quais os critérios de elegibilidade para o uso de abemaciclibe adjuvante no estudo Monarch-E para câncer de mama?

A

≥4 LFN+, ou 1-3 LFN+ com pelo menos: tumor ≥5 cm, grau histológico 3, ou Ki67 ≥ 20%.

O benefício absoluto nas taxas de SLDi e SLRD em 3 anos foram 5,4% e 4,2%, respectivamente.

40
Q

Em qual cenário a capecitabina metronômica pode ser considerada na adjuvância do câncer de mama?

A

Alternativa à capecitabina padrão em pacientes com maior risco de toxicidade, 1.300 mg/m² contínuo por 1 ano.

Perfil de toxicidade mais favorável, podendo ser opção para idosos ou pacientes com comorbidades significativas.

41
Q

Quanto tempo após a radioterapia deve ser realizada a primeira mamografia em pacientes tratadas de câncer de mama com cirurgia conservadora?

A

No mínimo 6 meses após RT, depois anualmente.

A mamografia é o único exame de imagem necessário no seguimento. Alterações pós-radioterapia podem dificultar a interpretação se realizada antes.

42
Q

Qual o tratamento padrão para carcinoma ductal in situ (CDIS) de mama?

A

Ressecção cirúrgica completa: cirurgia conservadora + RT ou mastectomia.

Margens de 2 mm são necessárias quando realizada cirurgia conservadora + RT. Pesquisa de LFN sentinela não é necessária rotineiramente.

43
Q

Como é a posologia do esquema TC adjuvante no tratamento do câncer de mama?

A

Docetaxel 75 mg/m² + Ciclofosfamida 600 mg/m² EV D1, a cada 3 semanas, por 4-6 ciclos.

Considerar uso de G-CSF profilático individualmente. Regime preferencial quando contraindicado antracíclicos em HER2-negativo.

44
Q

Quais são as principais toxicidades dos inibidores de aromatase que podem impactar aderência no tratamento do câncer de mama?

A

Artralgia (36%), mialgia (15%), redução da massa óssea, fogachos, ressecamento vaginal.

Monitoramento com densitometria óssea antes do início e a cada 1-2 anos. Manejo adequado das toxicidades melhora aderência.

45
Q

Qual estudo validou o uso de capecitabina adjuvante após neoadjuvância sem RPC em câncer de mama triplo-negativo?

A

Estudo Create-X: ganho em SLD e SG com capecitabina 2.000-2.500 mg/m² por 6-8 ciclos.

Para população ocidental, recomenda-se iniciar com 2.000 mg/m² devido à maior toxicidade observada em relação à população asiática.

46
Q

Quais os esquemas recomendados para tumores HER2+ em pacientes com câncer de mama de baixo risco (T1N0)?

A

Paclitaxel + trastuzumabe semanal por 12 semanas, seguido de trastuzumabe até completar 1 ano.

Estudo APT mostrou excelentes resultados com perfil de toxicidade favorável para tumores < 2 cm e N0.

47
Q

Quando deve ser iniciada a supressão ovariana adjuvante no tratamento do câncer de mama?

A

Após QT ou concomitante com inibidor de aromatase em pacientes de alto risco.

Duração recomendada: 2-5 anos. Monitorar efeitos colaterais como fogachos intensos, perda de libido, osteopenia.

48
Q

Quais fatores definem câncer de mama luminal B segundo critérios de Cheang (2009)?

A

Ki67 > 14% em tumor RH+/HER2-.

Subtipo associado a maior risco de recorrência e maior benefício com quimioterapia adjuvante em comparação ao luminal A.

49
Q

Quais as recomendações do estudo TailorX para QT adjuvante baseada no Oncotype DX no câncer de mama?

A

RS < 11: apenas HT. RS 11-25 > 50 anos: apenas HT. RS > 26: QT + HT.

RS 11-25 ≤ 50 anos: benefício da QT aumenta progressivamente com o RS, principalmente no intervalo 21-25 (benefício ~6,5%).

50
Q

Como deve ser o uso de trastuzumabe em pacientes com tumores HER2+ com doença residual após neoadjuvância no câncer de mama?

A

T-DM1 por 14 ciclos é preferível ao trastuzumabe padrão.

Baseado no estudo Katherine que mostrou redução de 50% no risco de recorrência ou morte.

51
Q

O que é a ferramenta CTS5 e como utilizá-la no tratamento do câncer de mama?

A

Ferramenta web para estimar risco de recorrência tardia (5-10 anos) em pós-menopausa, auxiliando na decisão sobre HT estendida.

Incorpora variáveis como idade, tamanho tumoral, grau, status linfonodal e status do RE.

52
Q

Quando está indicado o uso de pembrolizumabe adjuvante em câncer de mama triplo-negativo?

A

Para pacientes tratadas com pembrolizumabe na neoadjuvância, independentemente da resposta patológica.

Dose: 200 mg EV a cada 21 dias por 9 ciclos (estudo KN522). Não há dados para uso fora deste cenário.

53
Q

Qual a utilidade do Predict (www.predict.nhs.uk) na decisão sobre tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

Ferramenta que estima benefício absoluto de QT/HT baseada em variáveis clínico-patológicas.

Considerar QT se risco de morte em 10 anos > 12% para RH+ ou > 8% para RH-.

54
Q

Como são definidas as margens adequadas para carcinoma ductal in situ de mama?

A

Mínimo de 2 mm após cirurgia conservadora seguida de RT.

Em situações de impossibilidade de atingir margens ≥ 2mm ou contraindicação à RT, a mastectomia deve ser favorecida.

55
Q

Quais são os critérios para contraindicação absoluta a antracíclicos no tratamento do câncer de mama?

A

Fração de ejeção < 50%, cardiopatia significativa, irradiação prévia do mediastino.

TCH é o regime preferencial nestes casos para tumores HER2+, e TC para tumores HER2-.

56
Q

Quando indicados, qual a posologia dos bisfosfonados na adjuvância do câncer de mama?

A

Ácido zoledrônico 4 mg EV a cada 6 meses ou anualmente por 3-5 anos.

Benefício demonstrado apenas em mulheres na pós-menopausa induzida ou definitiva.

57
Q

Como é a dose-densidade em regimes com taxanos no tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

Paclitaxel 175 mg/m² EV D1 a cada 2 semanas por 4 ciclos + G-CSF.

Indicada principalmente para pacientes com maior risco de recorrência. Filgrastim necessário para todos; perfilgrastim para pacientes > 65 anos/risco de neutropenia.

58
Q

Qual o racional para uso de capecitabina após neoadjuvância sem RPC em câncer de mama triplo-negativo?

A

Erradicação de doença micrometastática persistente, demonstrando ganho de 14% em SG em 5 anos.

Incorporada às diretrizes após estudo Create-X. Benefício observado apenas em triplo-negativo e HER2-negativo.

59
Q

Qual o diferencial dos inibidores de aromatase de terceira geração em comparação ao tamoxifeno no tratamento do câncer de mama?

A

Maior redução do risco de recorrência (cerca de 3-5% absoluto), especialmente em redução de recorrência à distância.

Maior toxicidade óssea e articular, menor risco tromboembólico e de câncer de endométrio.

60
Q

Qual o tempo recomendado entre o término da QT e o início do trastuzumabe adjuvante no câncer de mama HER2+?

A

Idealmente menor que 3-4 semanas.

Pode ser iniciado concomitante aos taxanos (AC-TH) ou sequencial, sem atrasar demasiadamente para não perder benefício.

61
Q

Quando deve ser realizada a avaliação ginecológica em pacientes com câncer de mama em uso de tamoxifeno?

A

Anualmente, antecipando em caso de sangramento vaginal.

Tamoxifeno aumenta risco de hiperplasia e câncer endometrial, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

62
Q

Em quais situações está indicada a pesquisa de LFN sentinela no carcinoma ductal in situ de mama?

A

Tumores de alto grau, volumosos ou quando submetidos a mastectomia.

Evidência baixa, não sendo aplicada rotineiramente. Justifica-se pela alteração permanente da drenagem linfática após mastectomia.

63
Q

Qual a eficácia da terapia hormonal estendida no câncer de mama segundo o estudo ATLAS?

A

Redução de 25% na mortalidade por câncer de mama após 10 anos de TMX versus 5 anos.

Aumento de risco de câncer endometrial (HR 1,74) e embolia pulmonar (HR 1,87), mas redução de doença isquêmica cardíaca (HR 0,76).

64
Q

Quais estudos avaliaram a duração do trastuzumabe no tratamento do câncer de mama e quais foram os resultados?

A

PERSEPHONE: não-inferioridade de 6 meses versus 12 meses. SOLD, Short-HER e PHARE: inferioridade de durações menores.

O padrão de 1 ano se mantém devido a questionamentos metodológicos do PERSEPHONE e resultados negativos dos demais.

65
Q

Como é a posologia do paclitaxel + carboplatina (PCb) em tumores triplo-negativos de mama?

A

Paclitaxel 80 mg/m² + Carboplatina AUC 2 nos dias 1, 8 e 15, a cada 4 semanas, por 6 ciclos.

Estudo demonstrou ganhos similares em SLD e SLR quando comparado a FEC-T, sem diferença significativa em SG.

66
Q

Como o estudo GIM4 impactou a recomendação de terapia endócrina estendida no câncer de mama?

A

Demonstrou ganho em SLD e SG com 5 anos adicionais de letrozol versus 2-3 anos, após 2-3 anos de tamoxifeno.

Particularmente relevante para pacientes na pós-menopausa com maior risco de recidiva tardia.

67
Q

Qual o esquema preferencial para dose-densidade com antraciclinas e taxanos no tratamento adjuvante do câncer de mama?

A

ACdd (4 ciclos) seguido de paclitaxel semanal (12 semanas) ou a cada 2 semanas (4 ciclos).

Ganho em SLD e SG quando comparado a intervalos convencionais, especialmente em pacientes de alto risco.

68
Q

Quais as recomendações para pacientes tratadas com pembrolizumabe na neoadjuvância do câncer de mama que obtiveram RPC?

A

Completar 9 ciclos de pembrolizumabe adjuvante, mesmo com RPC.

Questionamentos sobre benefício neste subgrupo específico, mas manutenção recomendada conforme protocolo do estudo KN522.

69
Q

Quais as doses recomendadas para supressão ovariana com análogos de LHRH no tratamento do câncer de mama?

A

Triptorrelina 3,75 mg IM 1x/mês ou 11,25 mg a cada 3 meses, ou Goserelina 3,6 mg SC 1x/mês ou 10,8 mg a cada 3 meses.

Associada a exemestano 25 mg VO diário em pacientes de alto risco ou tamoxifeno 20 mg VO diário.

70
Q

Como é realizada a hormonioterapia estendida com inibidores de aromatase no câncer de mama?

A

Após 5 anos de terapia padrão (TMX ou IA), continuação por 2-5 anos adicionais.

Estudos MA17R e ABCSG-016 avaliaram extensão com letrozol e anastrozol, respectivamente, com benefícios variáveis conforme risco.

71
Q

Quais as características do esquema Train-2 para tumores HER2+ no câncer de mama?

A

Paclitaxel 80 mg/m² D1/8 + Carboplatina AUC 6 D1 (ou AUC 3 D1/8) + trastuzumabe + pertuzumabe por 9 ciclos.

Esquema sem antraciclinas com duplo bloqueio, opção para pacientes com contraindicação a antraciclinas.

72
Q

Qual a recomendação de RT para carcinoma ductal in situ de mama após cirurgia conservadora?

A

RT de mama total após ressecção completa com margens ≥ 2mm.

Reduz taxa de recidiva ipsilateral invasiva e não-invasiva, sem impacto na sobrevida global.

73
Q

Quando é recomendado o uso de denosumabe adjuvante no tratamento de câncer de mama?

A

Como alternativa ao ácido zoledrônico, 60 mg SC a cada 6 meses por 5 anos.

Estudo ABCSG-18 mostrou benefício na prevenção de fraturas e como adjuvante. Papel bem estabelecido no manejo da osteoporose concorrente.