Adrenal, feocromocitoma e paraganglioma Flashcards

1
Q

Qual a incidência do carcinoma do córtex da adrenal (CCA)?

A

1-2 casos por milhão de indivíduos ao ano.

Cerca de 50% diagnosticados com metástase a distância.

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2
Q

Quais as apresentações clínicas mais comuns do carcinoma do córtex da adrenal?

A

Síndrome de Cushing, hiperaldosteronismo, virilização ou massa abdominal incidental.

60% dos CCAs são funcionantes.

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3
Q

Qual o critério para classificação T1 no carcinoma do córtex da adrenal?

A

Tumor ≤ 5 cm, sem invasão extra-adrenal.

Tamanho é importante fator prognóstico.

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4
Q

Qual o critério para classificação T4 no carcinoma do córtex da adrenal?

A

Tumor de qualquer tamanho com invasão de órgãos adjacentes ou grandes vasos.

Órgãos: rim, baço, diafragma, pâncreas, fígado; vasos: veia renal e cava.

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5
Q

O que caracteriza o estádio III no carcinoma do córtex da adrenal?

A

T3N0M0 ou T1-2N1M0.

T3: invasão local sem órgãos adjacentes; N1: metástase linfonodal regional.

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6
Q

O que caracteriza o estádio IV no carcinoma do córtex da adrenal?

A

T4N0M0, T3-4N1M0 ou qualquer T qualquer N com M1.

M1: metástase a distância; pior prognóstico (SG 5 anos < 20%).

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7
Q

Quais os exames de imagem recomendados para estadiamento do carcinoma do córtex da adrenal?

A

TC de tórax e RM de abdome e pelve.

RM preferida para avaliação abdominal.

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8
Q

Qual o tratamento padrão para carcinoma do córtex da adrenal estádios I, II e III?

A

Ressecção cirúrgica seguida de mitotano adjuvante.

Estudo mostrou aumento na SLR com mitotano (HR 2,91; p<0,001).

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9
Q

Quais pacientes com carcinoma do córtex da adrenal não se beneficiam de mitotano adjuvante?

A

Margens negativas e Ki67 ≤ 10%.

Estudo ADJUVO: SLR semelhante com mitotano e observação neste subgrupo.

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10
Q

Qual a recomendação para pacientes em uso de mitotano para tratamento de CCA?

A

Uso concomitante de glicocorticoides em doses fisiológicas.

Mitotano causa insuficiência adrenal.

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11
Q

Qual o tratamento padrão para carcinoma do córtex da adrenal metastático (estádio IV)?

A

Mitotano associado à quimioterapia com regime EDP.

Estudo FIRM-ACT: SLP maior com EDP+mitotano.

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12
Q

Qual o esquema do regime EDP para carcinoma do córtex da adrenal metastático?

A

Cisplatina 40mg/m² D1-9, doxorrubicina 20mg/m² D1-8, etoposídeo 100mg/m² D5-7, mitotano 1-4g/dia VO, a cada 28 dias.

Taxa de resposta maior com EDP+mitotano (estudo FIRM-ACT).

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13
Q

O que é feocromocitoma e quais suas características principais?

A

Tumor das células cromo-afins da medula adrenal, geralmente benigno e unilateral em 90% dos casos.

Pode estar associado a síndromes genéticas (NEM 2, VHL).

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14
Q

O que são paragangliomas e como se relacionam com feocromocitomas?

A

Tumores originados em células cromo-afins extra-adrenais, ao longo dos gânglios simpáticos.

Compartilham características, mas localizam-se fora das adrenais.

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15
Q

Qual o manejo pré-operatório essencial para pacientes com feocromocitoma?

A

Bloqueio alfa-adrenérgico (fenoxibenzamina, doxazosina) seguido de beta-adrenérgico.

Previne crises hipertensivas intraoperatórias.

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16
Q

Qual o tratamento indicado para feocromocitoma e paraganglioma malignos recidivados irressecáveis?

A

I131-MIBG em doses terapêuticas, repetíveis a cada 90 dias.

Estudo fase II: taxa de resposta global de 22%, SG 5 anos de 64%.

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17
Q

Qual a principal toxicidade associada ao tratamento com I131-MIBG?

A

Toxicidade hematológica graus 3/4 (neutropenia 87%, trombocitopenia 83%).

Recomenda-se coleta prévia de células hematopoiéticas.

18
Q

Qual regime quimioterápico pode ser considerado para feocromocitoma/paraganglioma malignos na indisponibilidade do I131-MIBG?

A

Esquema CVD (ciclofosfamida, vincristina e dacarbazina).

Estudo com 18 pacientes: 11% RC, 44% RP.

19
Q

Qual a relação entre mutações no gene SDHB e resposta à temozolomida?

A

Tumores com mutação SDHB apresentam maior sensibilidade à temozolomida.

Temozolomida pode ser usada isolada ou combinada em SDHB-mutados.

20
Q

Quais agentes antiangiogênicos demonstraram eficácia em feocromocitomas e paragangliomas malignos?

A

Sunitinibe, everolimo e cabozantinibe.

Estudo com sunitinibe: TRO 57%, SG mediana de 26 meses.

21
Q

Onde os paragangliomas se originam?

A

Células cromafins fora da medula adrenal, ao longo dos gânglios simpáticos e parassimpáticos.

22
Q

Os paragangliomas são mais comuns na adrenal ou extra-adrenal?

A

Extra-adrenal (80-85%).

23
Q

Quais as localizações mais comuns dos paragangliomas extra-adrenais?

A

Cabeça e pescoço, seguidos por tórax e abdome.

24
Q

Paragangliomas funcionantes são mais comuns em qual localização?

A

Abdome (paragangliomas simpáticos).

25
Q

Quais hormônios são mais comumente secretados por paragangliomas funcionantes?

A

Norepinefrina (noradrenalina) e dopamina.

26
Q

Paragangliomas da cabeça e pescoço geralmente secretam catecolaminas?

A

Não, geralmente são não funcionantes.

27
Q

Quais exames laboratoriais são utilizados para diagnosticar paragangliomas funcionantes?

A

Dosagem de metanefrinas e normetanefrinas plasmáticas ou urinárias.

28
Q

Qual exame de imagem é fundamental na localização de paragangliomas?

A

TC ou RM, dependendo da localização suspeita.

29
Q

Qual a utilidade da cintilografia com análogos de somatostatina (Octreoscan) em paragangliomas?

A

Pode detectar tumores que expressam receptores de somatostatina.

30
Q

Qual a importância do PET-CT com FDG ou outros traçadores (como 68Ga-DOTATATE) em paragangliomas?

A

Avaliação de extensão, metástases e resposta ao tratamento.

31
Q

Qual o tratamento de escolha para paragangliomas localizados e ressecáveis?

A

Ressecção cirúrgica completa.

32
Q

Paragangliomas da cabeça e pescoço requerem preparo pré-operatório com bloqueio adrenérgico?

A

Geralmente não, pois são frequentemente não funcionantes.

33
Q

Qual o tratamento para paragangliomas irressecáveis ou metastáticos?

A

Radioterapia (externa ou terapia com radionuclídeos), quimioterapia.

34
Q

Qual a terapia com radionuclídeos utilizada no tratamento de paragangliomas metastáticos ávidos por MIBG?

A

Iodo-131 MIBG.

35
Q

Qual o regime quimioterápico mais utilizado para paragangliomas metastáticos?

A

Ciclofosfamida, vincristina e dacarbazina (CVD).

36
Q

Agentes antiangiogênicos têm papel no tratamento de paragangliomas metastáticos?

A

Sim, sunitinibe e outros demonstraram eficácia em alguns casos.

37
Q

O teste genético é recomendado para todos os pacientes com feocromocitoma ou paraganglioma?

A

Sim, devido à alta prevalência de mutações germinativas.

38
Q

Quais genes são comumente mutados em feocromocitomas e paragangliomas?

A

SDHB, SDHD, SDHC, SDHA, VHL, RET, NF1, TMEM127, MAX.

39
Q

Mutações em qual gene estão mais associadas a paragangliomas metastáticos?

40
Q

Qual a importância do acompanhamento multidisciplinar para pacientes com feocromocitomas e paragangliomas?

A

Manejo ideal da hipertensão, avaliação de metástases, considerações genéticas e planejamento cirúrgico.