Endometriose Flashcards
Características da endometriose
Crônica
Benigna
Estrogênio-dependente
Multifatorial
Conceito
Presença de tecido semelhante à glândula e/ou ao estroma endometrial fora do útero
Camada interna do útero fora do lugar → dor e inflamação
Locais comuns
Pelve feminina
Miométrio → adenomiose
Prevalência
5 a 10% da população feminina em idade reprodutiva
Classificação
Peritoneal
Ovariana
Profunda
Endometriose peritoneal
implante superficial no peritônio → métodos de imagem (RNM, USG) não diagnosticam → visto em videolaparoscopia
Endometriose ovariana
Implante no ovário
Geralmente como cisto hemorrágico
Endometriose profunda
Lesão penetra no espaço retroperitoneal ou parede de órgãos pélvicos >5mm (bexiga, tubas)
Vista no USG
Grau de profundidade não tem correlação com a dor
Tempo médio entre início de sintomas e diagnóstico
7 anos
Infertilidade
25 a 50% de mulheres inférteis → tem endometriose
30 a 50% das mulheres com endometriose → são inférteis
Endometriose estágio 1
Mínimo
Poucos implantes e superficiais
Endometriose estágio 2
Leve
Mais implantes e mas profundos
Endometriose estágio 3
Moderado
Vários implantes profundos
Pequenos cistos ovarianos uni ou bilaterais
Presença de aderências transparentes
Endometriose estágio 4
Severa
Muitos implantes profundos
Cistos grandes ovarianos uni ou bilaterais
Várias aderências tensas
Fisiopatologia
Teoria de Sampson → menstruação retrógrada (refluxo tubário, implante na pelve e peritônio) → mais aceito
Teoria da metaplasia celômica → diferenciação metaplásica de tecidos normais
Teoria genética → predisposição genética ou alterações epigenéticas peritoneais
Evolução
Cistos hemorrágicos → cicatrizes → aderências
Mudança anatômica da pelve
Quadro clínico (6D’s)
Dismenorreia
Dispareunia de profundidade
Disquesia
Dificuldade para engravidar
Disúria
Dor (pélvica) crônica
Período menstrual
Maior dor e alterações urinárias/intestinais
Exame físico
Evitar toque em casos de dor
Ao especular → Nódulos/rugosidades enegrecidas e dolorosos em fundo de saco posterior
Pouca mobilidade uterina (aderências)
Massas anexiais
Diagnóstico
Suspeita clínica + exame físico
USG pélvico e USGTV com preparo intestinal
RNM
Sem alteração na RNM → videolaparoscopia (se exames normais e falha no tratamento) → usar quando for operar
Sem evidências de alteração de marcadores (CA 125)
Tratamento Clínico
Controle da dor pélvica + melhora da qualidade de vida → analgésicos e AINE’s
Pode haver melhora da dor sem regressão das lesões
Primeira escolha se não houver indicação cirúrgica
Tratamento hormonal → manter níveis baixos de estrogênio
DIU hormonal → ação local para atrofia de endométrio
Terapias complementares
Tratamento hormonal 1º linha
Bloqueio do eixo hipotálamo-hipofisário → pílula, implante, adesivo, injetável, anel
Contraceptivo hormonal combinado
Progestagênios isolados → VO, IM, DIU, implante
Tratamento hormonal de 2º linha
Agonistas de GnRH → uso de 6meses-1 ano → menopausa precoce iatrogênica → necessidade de add-back therapy para prevenir perda óssea e hipoestrogenismo
Inibidores de aromatase (converte androgênio em estrogênio) → dor refratária
Tratamento cirúrgico
Falha/contraindicação no tratamento clínico
Endometrioma ovariano >6cm
Sinais de suboclusão (lesão em ureter → hidroneforse, íleo/apêndice/retossigmoide → abdome agudo obstrutivo)
Remoção completa de todos os focos de endometriose → restauração da anatomia pélvica e preservação reprodutiva
Videolaparoscopia
Tratamento de infertilidade
Considerar → quadro clínico, idade, tempo/ outros fatores de infertilidade
Considerar cirurgia ou técnicas de reprodução assistida
Obstrução tubária →FIV
Líquido na tuba → cirurgia
Endometriose assintomática
Sem ablação cirúrgica em achado incidental
Sem tratamento
Monitorização ultrassonográfica de rotina