Doenças dos ovários Flashcards
Câncer de ovário
Carcinomatose e acometimento de Epiplon
Achado ocasional por sintomatologia inespecífica → sintomas em casos avançados
Sobrevida em 5 anos → IA 93%; IC 84%; IIIC 41%
TC no câncer de ovário
Carcinoma seroso de ovário IIIC → tumor volumoso, ascite e linfonodos retroperitoniais aumentados
Fatores de risco para câncer de ovário
Idade (risco crescente; média de incidência em 63 anos)
Fator familiar (5% se caso em linhagem materna)
Genômica (>50% casos; BRCA1 e BRCA2; Síndrome de Lynch; Li-fraumeni)
Nuliparidade
Fatores de proteção para câncer de ovário
Multiparidade
Uso prolongado de ACO
Idade de 1º parto precoce (<25 anos)
Menopausa precoce (<45 anos)
Salpingectomia prévia (redução 50%)
Massas pélvicas
Muito comum → maioria cística e simples
Incidência de 25% na prémenopausa
Diagnóstico pelo USG
Pós-menopausa →apresentação também em cistos simples (benignos)
Cistoadenoma ovariano, prenhez ectópica íntegra, carcinoma seroso de ovário IIA
Cistoadenoma ovariano
Cápsula fina e homogênea, interior fluído e límpido
Tecido ovariano remanescente na base
Carcinoma seroso de ovário IIA
Na TC → áreas císticas e sólidas; invasão tubárea
Investigação de massas pélvicas
História e exame clínicos
USG transvaginal
CA-125
beta-HCG (menacme)
Exames complementares
História clínica de massas pélvicas
Dor/peso abdominal
Distensão abdominal
Tumoração palpável
Queixas gastro-intestinais e urinárias
Emagrecimento
Distúrbios menstruais ou sangramento pós-menopausa
Antecedentes familiares e pessoais
Exame clínico de massas pélvicas
Avaliação de estado geral
Massa abdominal, ascite, tumores pélvicos ao toque
Sinais de ação hormonal (androgenização ou estímulo estrogênico pós-menopausa)
Derrame pleural
Síndrome dos ovários palpáveis (pós-menopausa)
USG transvaginal das massas pélvicas
Lesão cística, mista ou sólida
Ecogenicidade → homogênea ou heterogênea
Características especiais → espessamento da cápsula, septação, vegetação, ascite
USG Doppler colorida de massas pélvicas
Câncer ovariano com aspecto misto
Alta vascularização
Exames laboratoriais das massas pélvicas
Hemograma
Beta-HCG em pacientes do menacme
CA-125 → marcador sérico para investigação de tumor anexial (positivo em condições benignas, especialmente na pré-menopausa)
Índice de risco de malignidade
USG x Idade x CA-125 → >200 é risco de malignidade
USG → bilateral, áreas sólidas, cisto multilocular, ascite, metástase (1 ponto cada item)
Idade → pré-menopausa (1 ponto) ou pós-menopausa (3 pontos)
Protocolo de atendimento especial de massas pélvicas
Pré-menarca → alto risco de neoplasia maligna (25%)
Gestante → excluir ectopia, cistos de corpo lúteo comuns, luteoma (tumor sólido que regride espontâneo), torção de teratoma maduro (queixa de abdom agudo), neoplasia maligna rara
Protocolo de atendimento de massas pélvicas
Menacme → avaliar aspectos clínicos, risco familiar; repetir USTV em 3 a 6 meses em cistos simples; solicitar CA-125 em cisto de aspecto de risco e encaminhar se necessário
Pós-menopausa → solicitar USTV e CA-125 para cálculo de RMI; repetir exame de 3 em 3 meses em cistos simples <10cm; encaminhar em outras condições
Disgerminoma IIA
Neoplasia maligna
Pico de incidência em adolescentes e adultas jovens
Referenciamento à Uniade de Oncologia Ginecológica
Pós-menopausa com CA-125 alterado ou USTV sem cisto simples
Pré-menopausa com CA-125 elevado ou massa suspeita, com ascite, nodulação de parede ou metástase
Qualquer idade com RMI alterado
Sem regressão após 6 meses de acompanhamento
Carcinoma mucinoso de ovário IA
Na TC → septos finos e massa bem delimitada