OBSTETRÍCIA - HEMORRAGIAS 1 Flashcards
Defina ABORTAMENTO.
Interrupção da gestação com idade gestacional < 20 semanas ou peso < 500g.
Como podemos caracterizar o abortamento?
De acordo com a intenção (espontâneo ou provocado), com a cronologia (precoce ou tardio) e a frequência (isolado ou habitual).
Quais as causas de abortamento?
Anormalidades genéticas, anatômicas, doenças endócrinas, distúrbios imunológicos, trombofilias hereditárias, infecções e fatores comportamentais.
Cite anormalidades anatômicas, que estão associadas ao abortamento.
Malformações mullerianas, mioma submucoso e incompetência istmo-cervical.
Cite doenças endócrinas, que estão associadas ao abortamento.
DM, insuficiência do corpo lúteo, doenças da tireoide (hipo/hiper) e SOP.
Quais os tipos de abortamento?
Ameaça, inevitável, completo, incompleto, infectado e retido.
Quando um aborto é considerado precoce?
Se < 12 semanas.
Quando um aborto é considerado tardio?
Entre 12 e 20 semanas.
Caracterize a ameaça de aborto.
Pequenos sangramentos e cólica leve. Colo fechado e embrião vivo.
Qual a conduta em caso de ameaça de aborto?
Vigilância.
Caracterize o aborto inevitável.
Sangramento médio a intenso e cólicas. Colo uterino aberto e o embrião pode estar vivo ou não.
Qual a conduta em caso de aborto inevitável?
Conservadora ou esvaziamento uterino.
Caracterize o aborto completo?
Após episódio de dor forte, o sangramento e cólica sessam. Expulsão completa do SG. Beta em baixa, colo fechado e USG normal.
Qual a conduta em caso de aborto completo?
Nenhuma.
Caracterize aborto incompleto.
Sangramento e dor, expulsão parcial do material intrauterino, beta em baixa. Colo aberto, útero menor do que o esperado e EE . 15mm com fluxo ao doppler.
Qual a conduta em caso de aborto incompleto?
Esvaziamento uterino.
Caracterize a aborto infectado.
Paciente com febre baixa, dor abdominal e/ou líquido de odor fétido. Colo está entreaberto, útero amolecido, dor à palpação, restos ovulares e secreções purulentas.
Muito associado com tentativas de aborto em clínicas clandestinas ou em casa.
Qual a conduta e os riscos em caso de aborto infectado?
Internação, esvaziamento e ATP.
Paciente pode ter endometrite, evoluir com sepse e morrer em menos de 24h.
Caracterize o aborto retido.
Normalmente assintomático no momento do diagnóstico (pode ter tido sintomas antes). Colo fechado, evidência de ovo retido no útero.
Qual a conduta em caso de aborto retido?
Esvaziamento, se > 4 semanas.
Quais as duas opções de tratamento em caso de aborto e quando fazê-las?
- AMIU, se < 12 semanas (não tem formação óssea).
- Curetagem, se > 12 semanas (formação óssea) ou grande quantidade de material. Necessária a expulsão do feto ANTES.
Defina gravidez ectópica.
Qualquer implantação fora da cavidade endometrial.
- Principal causa de morte materna no 1° trimestre.
Quais os fatores de risco para gravidez ectópica?
Histórico prévio;
Endometriose;
Gravidez após falha contraceptiva;
Cirurgia tubária prévia;
Infertilidade;
Tabagismo;
DIP;
Gravidez por reprodução assistida;
Idade materna > 35 anos
Como é a clínica e o exame físico da paciente com gravidez ectópica?
Atraso menstrual e sintomas gestacionais, dor abdominal e à palpação, sangramento vaginal, GRITO DE DOUGLAS e palidez.
Quais exames complementares devem ser feitos para diagnosticar uma gravidez ectópica?
Beta-hCG e USGTV.
Qual o padrão normal e anormal do beta-hCG?
Normal: Dobra a cada 24h.
Anormal: Elevação < 35% ou padrão de declínio em 48h (considera-se uma gravidez inviável).
Quando pensar em gravidez de localização indeterminada?
Ao não evidenciar uma gravidez tópica ou ectópica na USGTV e um beta >2.000.
Quando fazer um tratamento expectante na paciente com gravidez ectópica?
Paciente clinicamente estável, sem dor, tamanho < 3,5cm, ausência de bcf e beta ≤ 1.000.
Quando fazer um tratamento medicamentoso na paciente com gravidez ectópica? E qual a droga de escolha?
Paciente clinicamente estável, sem dor, tamanho < 3,5cm, ausência de bcf e beta ≤ 5.000.
~ Usa-se o Metrotexato (50mg/m³).
Como funciona o tratamento cirúrgico em pacientes com gravidez ectópica?
Preferencialmente por laparoscopia.
- Em caso de instabilidade hemodinâmica (sinais de choque), faz-se a laparotomia.
Defina a doença trofoblástica gestacional.
Grupo de lesões caracterizadas por proliferação anormal do trofoblasto.
Como podemos caracterizar a doença trofoblástica gestacional? Desenvolva.
- Benigna: Mola hidaitiforme (mola completa ou mola incompleta/parcial).
- Maligna: Neoplasia trofoblástica gestacional (mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico do sítio placentário).
Como é a clínica da mola hidaitiforme?
Sangramento vaginal, náuseas e vômitos, pré-eclâmpsia < 24 semanas, útero amolecido < IG, emissão de vesículas e cistos ovarianos tecaluteínicos.
Qual o sinal clínico patognomônico da mola hidaitiforme?
Emissão de vesículas.
Como é feito o diagnóstico da mola hidaitiforme?
- USG: Tempestade de mola, flocos de neve;
- Beta > 200.000;
- Confirmação: Histopatológico.
Como é feito o tratamento da mola hidaitiforme?
Em duas etapas.
Esvaziamento uterino imediato e controle pós-molar.
Quando deve-se pensar em histerectomia após o diagnóstico de mola hidaitiforme?
Prole completa, multípara > 40 anos, sepse, tumor uterino grande ou hemorragia intensa.
Como é feito o controle pós-molar?
- Beta-hCG semanal, até negativo em 03 semanas consecutivas e após isso, beta-hCG mensal, até negativo por 06 meses consecutivos, daí declara-se a cura.
!) Paciente NÃO DEVE engravidar nesse período.
Quando pensar em uma possível malignização da doença da mola?
Aumento do beta-hCG, nível estacionado ou positivo após 06 meses.
Defina as caracterísicas genéticas da mola completa e da mola parcial.
- Completa: Diploide (conteúdo somente paterno).
- Parcial: Triploide ou tetraploide (têm conteúdo materno).
Mola completa x mola parcial.
Quando o embrião é presente?
Mola parcial.
Mola completa x mola parcial.
Quem tem mais risco de neoplasia?
Mola completa.
Mola completa x mola parcial.
Quem tem os níveis de hCG mais altos?
Mola completa.
Mola completa x parcial.
Caracterize a histologia de ambas.
Completa: Hiperplasia trofoblastica difusa.
Parcial: Hiperplasia trofoblastica focal.
Mola completa x parcial.
Em qual das duas, o p57 está presente?
Mola parcial.