6 - Criança com febre Flashcards
Febre
T axilar
T oral
T retal
T axilar > 37,5ºC
T oral >37,8ºC
T retal > 38ºC
Limiar de temperatura
< 3meses de idade
- RN: 38ºC retal
- 1º e o 3º mês de vida: 38,2ªC retal
<36 meses de vida: 39ºC retal
Criança maior: 37,8ºC axilar
Apesar de abaixo dos 36 meses estar indicada a medição da temperatura por via retal, a partir de 1 ano de idade pode-se começar a utilizar o axilar.
Os termómetros timpânicos, se usados corretamente, são tão precisos quanto os termómetros
retais, nomeadamente a partir dos 6 meses de idade.
.
Fisiopat da febre
Infeção -> Ativa macrofagos -> Libertam citadinas -> IL1, IL6, TNF, IFN -> Endotélio hipotalâmico -> PGE2 -> Termostato e centro vasomotor
Febre
Leva à diminuição de ferro, zinco e cobre séricos necessários para a destruição de células lesadas
.
Não está então provado que o controlo estrito da temperatura se associe a uma diminuição da prevalência de convulsões febris
.
Subida de 1ºC
Aumento da Fc em 10 bpm
Aumento da Fr de 4 cpm
Qd ocorre dano cerebral
41,7ºC
Conceitos:
- Aparecimento de febre associado a sinais/sintomas
- Febre sem foco
- Febre de origem desconhecida
- Aparecimento de febre associado a sinais/sintomas
- identificada
- Febre sem foco
- <8dias
- pico ao 2A
- anteceder o aparecimento de outro sintomas
- Febre de origem desconhecida
- > 8dias, não foi identificada uma causa
Duração superior a 3 dias, apresenta um maior risco de doença bacteriana ou de focalização destas bacteriémias,
.
O calafrio na subida térmica, ou o ceder dificilmente com o antipirético podem ser sinais sugestivos de bacteriémia
.
Convulsões que surgem após 24h de febre poderão levantar a suspeita de uma infeção do SNC como causa desta convulsão.
.
Sensação de doenç
- aparência geral - tons e interatividade
- trabalho respiratório - apneia, tiragem, adejo nasal
- alterações circulatórias - pálido, cianosado, pele marmoreada
Identificar doença grave na ausência de um diagnóstico após hx clínica
o com especial atenção nos recém-nascidos (<28 dias) ou nas crianças com menos de 2 meses;
o quando a febre é >40oC, por mais de 3 dias ou não;
o uma febre que cede mal,
o e quando existem sinais de gravidade no exame objetivo.
RN com febre >=38ºC
Internar
MCDTs:
- hemograma, PCR
- hemocultura
- urina ii
- punção lombar
- raio X
AB empírico: Ampicilina + cefotaxima
1 a 3 meses
>=38ºC
Bom estado feral e baixo risco?
NÃO
Internar
MCDTs:
- hemograma, PCR
- hemocultura
- urina ii
- punção lombar
- raio X
AB empírico: Ceftriaxone
SIM: Avaliação MCDTs: - hemograma, PCR - hemocultura - urina ii - raio X
Leucócitos > 15000/mm3
Neutrófilos >10000/mm3
PCR > 5mg/dL
Não -> Ambulatório; Reavaliação em 24-48h
Sim -> Internar, PL, Ceftriaxone
Critérios de baixo risco para a doença grave
- Saudável
- Gravidez de termo
- Bom estado geral
- Sem evidência de infeção bacteriana
- Leucócitos 5000-20000/mm3 ou neutrófilos <10000/mm3
- Urina II <10 leucócitos ou sem nitratos positivos
- LCR <8 a 10 leucócitos/mm3 e coloração gram sem presença de bactérias
- RX tórax sem infiltrados
Criança de 3 a 36 meses, febre > 39ºC
Bom estado geral e baixo risco?
NÃO
Internar
Hemograma, PCR Hemocultura Urina II PL Rx tórax Iniciar ceftriaxone
SIM Febre <24h, ensinar sinais de alarme, rever 24 a 36h Avaliação Hemograma, PCR Hemocultura Urina II, urocultura Rx tórax
Leucócitos > 15000/mm3
Neutrófilos >10000/mm3
PCR > 5mg/dL
Sim -> Doença crónica, baixo nível sócio-económico, via oral comprometida -> Sim -> Internar, ceftriaxone
-> Não -> Amoxi -> Reavaliação 24 a 48h
as doses de antibiótico devem ser mais elevadas quando estamos a tratar uma infeção do SNC, porque o antibiótico tem que atingir concentrações que matem as bactérias no interior de uma estrutura que está protegida por uma barreira
.
Lactente
- Instabilidade térmica, sensação de doença, recusa alimentar, gemido, irritabilidade, letargia
Sinais mais graves: convulsões, hipotrofia, vómitos que não param, fontanela abaulada
Sinais meninges podem estar ausentes antes dos 18M
.
Criança mais velha
- Febre, irritabilidade, fotocopia e prensa dos sinais meninges
Sinais de gravidade:
Exantema petequial ou purpúreo
Sépsis
.
Meningite bacteriana
Valores baixos de glicose no LCR/sangue
Proteinorráquia elevada
Polimorfonucleares
Meningite viral
Pleocitose; Aumento das células mononucleoses
Proteinorraquia diminuida
Glicose normal
Meningite tuberculosa
Glicorráquia mt baixa
Pleocitose com células mononucleoses
Meningite - etiologia
RN: E. coli, SGB, Listeria
1-3 meses de vida: Enterobacteriacea, Strepto pneumonia, Neisseria meningitidis, Hameophilus influenzae
> 3 meses de vida:
Strepto pneumonia, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae
> 5 A: Neisseria meningitidis, Strepto pneumoniae
Meningite - TTO
RN:
Ampicilina + Cefotaxima
+ Genta se grave
1-3M: Ampicilina + Cefotaxima + Vanco
Criança mais velha Ceftriaxone/cefotaxima + vanco
Encefalite - etiologia, Dx, Tipos, clínica e tto
Inflamação do parênquima encefálico
Dx - RMN, EEG, exame citoquímico e biologia molecular do LCR
Tipos
Primária - invasão direta da substância cinzenta
Secundária - substância branca
Clínica:
- Sintomas de febre, vómitos, cefaleia, alteração de consciência, convulsões, disfunção cognitiva (linguagem/memória). hemipareseia ou hemianopsia
Vírus: HVS1, HVS2, HV6, HV7
Bactérias: Borrelia, treponema
TTO:
- Aciclovir - herpes vírus 1 e 2 e varicela zoster
- Ceftriaxone - borrelia
- Ciprofloxacina - mycoplasma pneumonia