CHCC Flashcards

1
Q

Qual estudo validou a imunoterpia de durvalumabe e trememilumabe como 1 linha em CHCC avançado e irressecavel?

A

HIMALAYA

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2
Q

O que avaliou o estudo HYMALAIA?

A

Um estudo de FASE 3
Avaliou eficácia e segurança do STRIDE (durva + tremi) VS Sorafenib em pacientes com CHC irresecavel

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3
Q

Qual é a neoplasia maligna primária mais comum do fígado?

A

O carcinoma hepatocelular (HCC) é a neoplasia maligna primária mais comum do fígado.

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4
Q

Que porcentagem dos cânceres hepáticos primários corresponde ao HCC?

A

Cerca de 80-90% dos cânceres hepáticos primários são hepatocarcinoma (HCC).

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5
Q

Quais os principais fatores de risco para HCC?

A

Hepatite B e C crônicas, cirrose de qualquer etiologia (álcool, NASH, hemocromatose), exposição à aflatoxina B1 e inflamação hepática crônica.

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6
Q

Por que a cirrose é tão associada ao desenvolvimento de HCC?

A

Na cirrose há regeneração contínua do parênquima hepático, inflamação crônica e fibrose, o que aumenta o acúmulo de mutações em oncogenes e genes supressores tumorais.

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7
Q

Qual a via de sinalização molecular mais frequentemente alterada no HCC?

A

A via Wnt/β-catenina é a mais frequentemente alterada, com mutações em CTNNB1 ou inativação de AXIN1 e APC.

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8
Q

Qual a mutação característica associada à exposição à aflatoxina B1?

A

Mutação pontual em TP53 (substituição R249S), levando à inativação de p53.

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9
Q

De que forma o vírus da hepatite B (HBV) pode promover carcinogênese?

A

O HBV é um vírus de DNA que pode integrar-se ao genoma do hepatócito, afetando genes cruciais ao ciclo celular e produzindo a proteína HBx, que inibe p53 e estimula proliferação.

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10
Q

Qual o exame de rastreio padrão para HCC em pacientes cirróticos?

A

Ultrassonografia de abdome a cada 6 meses. Em alguns centros, associa-se AFP.

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11
Q

Quando um nódulo em fígado cirrótico pode ser diagnosticado como HCC sem biópsia?

A

Quando apresenta o padrão vascular típico (hiperrealce arterial intenso e washout venoso/tardio) na TC ou RM trifásica, com tamanho ≥ 1 cm.

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12
Q

Quais os dois principais marcadores séricos utilizados no diagnóstico e acompanhamento do HCC?

A

Alfa-fetoproteína (AFP) e PIVKA-II (des-gamma carboxyprothrombin)

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13
Q

Em que situações a biópsia de lesão hepática é recomendada?

A

Em apresentações de imagem atípicas, lesões em fígado não cirrótico, ou quando há dúvida diagnóstica após exames de imagem.

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14
Q

Qual o sistema de classificação mais utilizado para correlacionar estadiamento e recomendação terapêutica no HCC?

A

O sistema BCLC (Barcelona Clinic Liver Cancer).

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15
Q

Quais variáveis o BCLC considera para estratificar o HCC?

A

Extensão tumoral (tamanho e número de nódulos, invasão vascular), função hepática (Child-Pugh) e performance status (ECOG).

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16
Q

Quais são os estágios principais do BCLC?

A

0 (muito inicial), A (inicial), B (intermediário), C (avançado) e D (terminal).

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17
Q

Qual a classificação usada principalmente para avaliar a função hepática no HCC?

A

Child-Pugh, que classifica em A, B ou C de acordo com bilirrubina, albumina, INR, ascite e encefalopatia.

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18
Q

Em que cenário o sistema MELD é mais utilizado?

A

Para priorização de transplante hepático, baseando-se em bilirrubina, creatinina e INR.

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19
Q

Quais critérios principais para considerar um paciente com HCC candidato à ressecção cirúrgica?

A

Função hepática preservada (Child-Pugh A), ausência de hipertensão portal significativa e lesão(es) ressecável(is) com margem livre, permitindo um remanescente hepático funcional adequado.

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20
Q

O que é “FLR” (Future Liver Remnant) e por que é importante?

A

É o volume de fígado remanescente após a ressecção; deve ter função suficiente para evitar insuficiência hepática pós-operatória.

21
Q

Quais testes podem ser utilizados para avaliar reserva funcional do fígado?

A

Child-Pugh, MELD, medida de hipertensão portal (HVPG), clearance de Indocianina Verde (ICG) e volumetria hepática (TC 3D).

22
Q

Em qual estágio do BCLC a ressecção cirúrgica pode ser considerada curativa?

A

BCLC 0 ou A, desde que a função hepática seja adequada e a lesão seja anatomicamente ressecável.

23
Q

Quais os critérios de Milão para transplante em HCC?

A

Único nódulo ≤ 5 cm, ou até 3 nódulos cada um ≤ 3 cm, sem invasão vascular e sem metástase extra-hepática.

24
Q

Por que o transplante hepático é considerado curativo no HCC?

A

Porque trata simultaneamente o tumor e a doença hepática de base (cirrose), reduzindo risco de recorrência.

25
Q

Para qual tamanho de lesão a ablação por radiofrequência (RFA) ou micro-ondas (MWA) costuma ser mais indicada?

A

Em geral, para nódulos até 3 cm, idealmente isolados

26
Q

Em que estágio do BCLC a TACE (quimioembolização transarterial) é considerada tratamento-padrão?

A

No estágio intermediário (BCLC B), sem invasão vascular maciça ou metástase extra-hepática.

27
Q

Em que consiste a radioembolização (TARE) com ítrio-90?

A

É a infusão de microesferas radioativas na artéria hepática, que emitem radiação local e ocluem a vascularização tumoral.

28
Q

O que é SBRT (Stereotactic Body Radiotherapy)?

A

Uma técnica de radioterapia que entrega altas doses de radiação em poucas frações, com alta precisão para poupar tecido hepático normal.

29
Q

Qual foi o primeiro estudo que estabeleceu o sorafenibe como padrão em HCC avançado?

A

O estudo SHARP (Llovet et al., 2008), que mostrou sobrevida global de 10,7 vs. 7,9 meses (HR=0,69).

30
Q

Em que cenário o regorafenibe é indicado?

A

Segunda linha para pacientes que toleraram sorafenibe mas progrediram, conforme estudo RESORCE.

31
Q

Em qual subgrupo o ramucirumabe mostrou benefício?

A

Em pacientes com AFP ≥ 400 ng/mL, pré-tratados com sorafenibe (estudo REACH-2).

32
Q

Qual combinação de imunoterapia com anti-VEGF demonstrou clara superioridade sobre sorafenibe em primeira linha?

A

Atezolizumabe + Bevacizumabe, do estudo IMbrave150.

33
Q

Qual foi o Hazard Ratio (aproximado) para morte no IMbrave150, comparando atezo/beva vs. sorafenibe?

A

Cerca de 0,58, indicando redução de 42% no risco de morte.

34
Q

Qual é o regime “STRIDE” do estudo HIMALAYA?

A

Uma dose única de tremelimumabe (anti-CTLA-4) 300 mg + durvalumabe (anti-PD-L1) a cada 4 semanas.

35
Q

Qual foi o ganho de sobrevida observado com o regime STRIDE vs. sorafenibe no HIMALAYA?

A

Mediana de OS ~16,4 vs. 13,8 meses, com HR ~0,78.

36
Q

Qual o regime investigado no IMbrave150?

A

Atezolizumabe + Bevacizumabe vs. sorafenibe em primeira linha.

37
Q

Por que o regime STRIDE pode ser preferível em pacientes com alto risco de sangramento varicoso?

A

Porque não se usa bevacizumabe (anti-VEGF), que aumenta risco de sangramento, tornando-se uma opção quando há contraindicação ao antiangiogênico.

38
Q

Existe comparação direta entre HIMALAYA e IMbrave150?

A

Não, não há estudo “head-to-head”; as escolhas se baseiam nos resultados individuais, disponibilidade, perfil de comorbidades e contraindicações.

39
Q

Qual esquema é considerado padrão em primeira linha, desde o IMbrave150, para pacientes Child-Pugh A sem risco de sangramento?

A

Atezolizumabe + Bevacizumabe tornou-se o regime de escolha em muitos protocolos.

40
Q

Quais são as principais opções em segunda linha após falha de sorafenibe ou lenvatinib?

A

Regorafenibe, cabozantinib, ramucirumabe (se AFP≥400) ou imunoterapia (p. ex., nivolumabe, pembrolizumabe em alguns contextos).

41
Q

O que é o LI-RADS?

A

O LI-RADS é um sistema de padronização para laudos e classificação de nódulos hepáticos em pacientes com alto risco de carcinoma hepatocelular (HCC), criado pelo American College of Radiology (ACR). Ele visa uniformizar os critérios diagnósticos e o relatório radiológico em TC, RM e ultrassonografia com contraste.

42
Q

Para quais pacientes o LI-RADS foi desenvolvido?

A

É aplicável a pacientes com alto risco de HCC, sobretudo aqueles com cirrose de qualquer etiologia, portadores de hepatite B crônica (mesmo sem cirrose, se houver fatores de alto risco) e histórico prévio de HCC.

43
Q

Quais modalidades de imagem são contempladas pelo LI-RADS?

A

TC (tomografia computadorizada)
RM (ressonância magnética)
CEUS (ultrassonografia com contraste)

44
Q

Quais são as principais categorias do LI-RADS para TC/RM?

A

LR-1: Definitivamente benigno
LR-2: Provavelmente benigno
LR-3: Indeterminado (probabilidade intermediária de HCC)
LR-4: Provável HCC
LR-5: HCC definitivo
LR-M: Maligno, mas não específico de HCC (suspeita de colangiocarcinoma ou metástase)
LR-TIV: Tumor em veia (invasão vascular)
LR-NC: Não caracterizável (exame insuficiente ou comprometido)

45
Q

O que caracteriza o LR-5 no LI-RADS (TC/RM)?

A

É a categoria que indica diagnóstico definitivo de HCC, dispensando biópsia. Em geral, requer:

Realce arterial (APHE) intenso,
“Washout” na fase portal ou tardia (preferencialmente suave/tardio),
Eventualmente cápsula/pseudocápsula ou aumento de tamanho significativo.
Cumpridos os critérios principais, o nódulo se classifica como LR-5.

46
Q

Quais são as “características principais” (Major Features) do LI-RADS para TC/RM?

A

Realce arterial (APHE).
Washout em fase portal ou tardia (intensidade e momento do washout são relevantes).
Cápsula ou pseudocápsula visível.
Crescimento nódulo (aumento de diâmetro em comparação prévio).
Tamanho do nódulo (quanto maior, maior a probabilidade de HCC).

47
Q

O que são “características ancilares” no LI-RADS?

A

São achados adicionais que podem reforçar ou reduzir a probabilidade de HCC, mas não definem sozinhos a categoria. Exemplos: presença de gordura intralesional, atenuação ou sinal em T2 específico, hipersinal na fase hepatobiliar com gadoxetato, restrição à difusão, etc.

48
Q

Em que casos a biópsia é recomendada conforme o LI-RADS?

A
  • Para lesões classificadas como LR-M (suspeita de malignidade não-HCC).
  • Lesões LR-4 que gerem dúvida importante e possam alterar conduta.
  • Casos em que o fígado não é cirrótico mas a suspeita de malignidade existe, sem atender critérios de HCC definitivo por imagem.
49
Q

O que é o CEUS LI-RADS e como difere do LI-RADS de TC/RM?

A

O CEUS LI-RADS é a versão do LI-RADS para ultrassonografia com contraste, que avalia em tempo real o padrão de realce e washout do nódulo. As categorias são similares (LR-1 a LR-5, LR-M, LR-TIV), porém os critérios para washout (tempo, intensidade) podem diferir das definições de TC/RM. O “washout rápido e intenso” no CEUS sugere LR-M, enquanto o “washout tardio e fraco” tende a LR-5 (típico de HCC).