Tosse Crônica Flashcards
Definição de tosse
Expiração explosiva com o intuito de promover a limpeza de secreções e corpos estranhos da árvore traqueobronquica.
Estimulação de terminações nervosas presente em grande quantidade na faringe, laringe, vias aéreas, meato acústico externo, esôfago, estômago, pleural pericardio e diafragma.
Centro da tosse a nível central
Trato solitário
Classificação da Tosse de acordo com o tempo
- Aguda: <3 sem; normalmente se resolve espontaneamente, relacionada com infecções das vias aéreas superiores
- Subaguda (3-8 sem): Pode ser aguda mais longa ou cronica que ainda não cronificou
- Cronica (>8sem): principais causas são tosse da via aérea superior, asma e DRGE
Agente etiológico do Coqueluche
Bordetella pertussis. Gram negativo de alta infertilidade
Manifestações clínicas da coqueluche em crianças
- Fase Catarral: semelhante à quadro gripal, dura 7 a 10 dias.
- Fase Paroxistica: Acesso de tosse seca + guinchos + vômicas
- Fase de convalescença: tosse simples
Diagnóstico da Coqueluche
- Laboratório: Leucocitose acentuada com linfocitose
- Isolamento (cultua) ou pcr de secreção nasofaringea
Bronquiectasias
Dilatações irreversíveis dos brônquios, resultantes de inflamações significativas das vias aéreas, persistentes e repetidas, que levam ao dano progressivo dos componentes elásticos e musculares da sua parede. Os brônquios tornam-se dilatados e císticos, o que provoca pior clearence do muco e leva a acúmulo de secrde cão e infecções do trato respiratório
Agente etiológico da tuberculose
Mycobacterium tuberculosis
Como ocorre a transmissão da tuberculose
Transmissão aérea (uma pessoa infecta 15 no ano): tosse, espirro, fala. As gotículas mais pesadas depositam-se na superfície, as mais leves ficam em suspensão no ar, podendo penetrar nas vias aéreas inferiores.
A evolução da infecção na tuberculose
- 3 primeiras semanas: ocorre o primeiro contato do hospedeiro com o bacilo. Chegada do bacilo aos alvéolos, mas não há imunidade específica. Há Proliferacao dos bacilos e disseminação linfo-hematogenica para outros órgãos (quantidade pequena deles; não causa doença, somente infecta)
- 3 a 8 semanas: início da imunidade celular. A imunidade não elimina o bacilo, mas cria uma barreira para isolar. Forma um granuloma (dentro há grande inflamação e necrose, com conteúdo caseoso
Nodulo de Gohn e Complexo de Ranke
Foco Granulomatoso pulmonar onde tudo começou na tuberculose é chamado de nodulo de Gohn
Junto ao Nodulo de Gohn, surge uma adenopatia satélite, chamada de “complexo primario” ou “complexo de Ranke”, e está relacionada à intensa Proliferacao dos bacilos, que são drenados para linfonodos hilares e mediastinais.
Da infecção a doença da tuberculose
Durante a primoinfeccao não há doença. A doença pode ocorrer pelo não desenvolvimento da imunidade celular (tuberculose primária) ou desenvolvimento da imunidade (tuberculose latente - que pode ser reativada, causando tuberculose pôs primária)
Apresentação da tuberculose pulmonar primária
Ocorre logo após a primoinfeccao. Mais comum em crianças (1o contato). Manifesta-se como pneumonia arrastada, pode aparecer opacidade peri Hilar, linfadenomegalia unilateral (mediastinal, peri Hilar), derrame pleural.
Geralmente é paucibacilifero (a criança não consegue escarrar)
Forma miliar da tuberculose
É uma das manifestações na tuberculose primária. Ocorre por disseminação hematogenica (granular, difusa, bilateral)
Presente mais nos <2a, imunodeprimidos, não vacinados
Fisiopatologia da tuberculose pôs primária
O granuloma formado na infecção previa controla os bacilos, mas com queda na imunidade (por droga, estresse, doença), o bacilo volta a se multiplicar e advém a resposta celular do hospedeiro -> passa a atacar o granuloma e acaba liquefazendo e necrosando o granuloma, liberando mais espaço para multiplicação (mais oxigênio = mais Proliferacao celular)
Citocinas e interleucinas são os causadores de febre + perda de peso.
Manifestações típicas da tuberculose pôs primária
Adolescente/adulto; com queda da imunidade, os bacilos que estavam inativos, voltam a se multiplicar, rompem a barreira e causam infiltrado. Pode chegar na via aérea e eliminar pela via respiratória. O lugar onde era o granuloma fica com uma caverna -> forma cavitaria = bacilifera.
Lobo superior apical (1), lobo superior posterior (2) e lobo inferior superior (6)
Diagnóstico da Tuberculose pulmonar
- Quadro clínico: tosse por mais de 3 semanas, febre vespertina, perda de peso, diminuição do apetite
- Radiografia de Tórax
- Escarro:
1) Teste Rápido (TRM TB): teste rápido molecular. Exame de escolha, alta sensibilidade e especificidade. Define resistência à rifampicina. Se positivo = avaliação ampla com cultura. Fica pronto em 2 horas. Pode ser usado em escarro ou outra secreção corpórea (caso de tb extrapulmonar). Detecta o DNA, não importando se a bactéria está viva ou morta, não pode ser utilizada para acompanhamento.
2) Baciloscopia (BAAR): no mínimo 2 amostras, sendo a primeira na consulta e a segunda na manhã seguinte, em jejum. Identifica pacientes baciliferos. Acompanhar cultura.
Como pode ser obtido o escarro pulmonar para avaliar TB?
Pode ser espontaneo, induzido ou através de laçado bronquioalveolar.
Quando utilizar a cultura no diagnóstico de TB?
Utilizar se algum outro teste positivo ou em vulneráveis. (30-60 dias). Apresenta o perfil de resistência da bactéria.
Diagnóstico de tuberculose em crianças
Pode ser feita análise do escarro pelo lavado gástrico.
Há um score em que é trocado o escarro por contato com TB, PPD e estado mutricional
Formas mais comuns de tuberculose extrapulmonar no Brasil
- Soronegativo: pleural
- Soropositivo: ganglionar
Manifestações clínicas da Tuberculose Pleural
Causa derrame pleural, perda ponderal, febre com tosse seca, dor,pleuritica
Análise do líquido pleural na tuberculose pleural
Exsudato, baixa glicose, linfomonocitario (nos primeiros dias pode ser PMN), sem eosinofilos, sem células neoplasicas, ADA>40U (muito sugestivo de TB pleural)
Como confirmar o diagnóstico de TB pleural
- Baciloscopia <5%
- Cultura <40%
- Biópsia pleural = até 90%
Características da tuberculose meningea
Ocorre mais em crianças não vacinadas, imunodeprimidos. Quadro arrastado, Subagudo, acometimento de par craniano, aumento de proteínas, baixa de glicose, presença de polimorfonucleares.
Diagnóstico: Baciloscopia 15%, cultura 50-80%. Muitas vezes é tratado empiricamente.
Em quanto tempo espera-se que o paciente bacilifero deixe de infectar?
Após 15dias de Tratamenro
Forma de controle terapêutico da TB
Baciloscopia mensal. Espera-se que a do 2o mês venha negativa
Esquemas terapeuticos de tuberculose
- Básico: RIPE 6m = 2 RIPE + 4 RI (<10 anos não faz etambutol)
- Meningea: RIPE 9m = 2 RIPE + 7 RI + corticoide 1-3m
- Falência/Multidrogaresistencia (R+I): o germe é completamente diferente, devendo-se encaminhar para a referencia. Tratamento por 18m, várias drogas, incluindo levofloxacino. (Guiado por cultura)
Obs.: o tratamento pode ser extendido por mais 3 meses.
Importância do levofloxacino no tratamento da tuberculose
A droga isoladamente não trata o bacilo. Pode haver melhora clínica inicial, negativar a Baciloscopia, mas a infecção continua ativa.
Nos casos de pneumonia arrastada devemos investigar TB antes de iniciar tratamento com levofloxacino (risco de mascarar o diagnóstico)
Critérios de falência do tratamento de tuberculose
BAAR positivo ao final do tratamento, BAAR 2+/3+ até o 4 mês, BAAR que volta a ser positivo e se mantém por 2m
Principais efeitos adversos dos esquemas de tratamento da tuberculose
- Todas as drogas: intolerância gástrica.
- R, I e P: são drogas hepatotoxicas. Transaminases aumentam mais de 3x -> suspender todas as drogas e reiniciar uma por uma. P é a Pior. Alternativa: S E O (estreptomicina, etambutol, ofloxacino)
- isoniazida: neuropatia periférica (repor vitamina B6 - Piridoxina)
- Rifampicina: suor/urina laranja, hipersensibilidade que pode causar NIA
- Pirazinamida: hiperuricemia
- Estreptomicina: lesao renal, surdez
- Etambutol: neurite óptica.
Controle do tratamento de Tuberculose
- Tratar todos os baciliferos e vacinar com BCG
- avaliar todos os contactantes
- Sintomático: avaliar doença = fazer TRM/BAAR + Rx
- Assintomatico: avaliar risco de doença = pesquisar infecção latente -> PPD
-> menor 5mm: não reator = sem infecção (repetir em 8 semanas para avaliar viragem sorológica)
-> maior do que 5mm: reator = infecção
Obs.: se >10mm não deve ser causado pela BCG
Como e Quando tratar a infecção latente por tuberculose
Tratar com isoniazida 5-10mg/kg por 9-12meses (o que importa é a quantidade de doses = 270)
- > 5mm: contato de bacilifero, imunodeprimido (droga, HIV)
- > 10mm: doença debilitante (DRC, DM, silicose)
- Viragem tuberculinica: aumento de 10mm em relação ao anterior (exemplo para profissionais de saúde)
Obs.: o paciente deve ser retratado sempre que houver reexposicao a baciliferos e na persistência de imunossupressão (a cada 2-3anos)
Prevenção primária da infecção latente por tuberculose
Pensar em RN com contato com baciliferos
Fazer isoniazida por 3m e avaliar o PPD
- Se PPD > 5mm = continuar isoniazida por 3-6m
- Se PPD < 5mm = pode fazer a BCG
Classificação das micoses
São divididas de acordo com os dados anatômicos (superficial, cutânea, subcutânea e sistemica) e dados epidemiológicos (endêmica, oportunista)
Onde podem ser encontradas formas de fungos que causam micoses
Solo, planta, água e alguns animais (pássaros, roedores, tatu e morcegos)
Como podem ser classificados os fungos de acordo com a sua organização celular?
- unicelulares/leveduras: Cândida
- Filamentosos/hifas: aspergilus
Agente etiológico da Paracoccidioidomicose
Paracoccidioides brazilienses
Onde é encontrado o paracoccidioides brazilienses?
Solo. Inalado quando a terra é mexida.
Formas clínicas da paracoccidioidomicose
- Forma Aguda: acomete mais crianças e adultos <30a. Causa febre, linfonodomegalia, hepatoesplenomegalia (síndrome monolike)
Obs.: o linfonodo pode fistulizar. - Forma Cronica: acomete adultos >30a; sintomas respiratórios arrastados (parece tuberculose, com febre e expectoração prolongada), infiltrado pulmonar (poupa ápice - asa de morcego) + lesões cutâneo mucosas
Diagnóstico da paracoccidioidomicose
Através do escarro, raspado ou biópsia (roda de leme)
Tratamento da paracoccidioidomicose
Itraconazol ou Anfotericina B (em casos graves)
Micose relacionada a atividades agrícolas (BK rural)
Paracoccidioidomicose
agente etiológico da histoplasmose
Histoplasma capsulatum
Onde encontrar o agente da histoplasmose
Habita o solo. Encontrado em cavernas habitadas por morcegos, galinheiros, viveiros de aves
Manifestações clínicas da histoplasmose
- Forma aguda: síndrome gripal
- Forma Cronica: sintomas respiratórios arrastados + infiltrado pulmonar = BK. Mais comum em quem já tem pneumopatia previa
- Forma Disseminada: Ocorre em pessoas com SIDA. Pode evoluir com choque e sepse. Invade medula óssea, figado e Baco.