Síndrome De Insuficiência Hepatocelular - Cirurgia Flashcards
Menor estrutura funcionante hepática
Lóbulo hepático: polígono com muro de hepatocitos, com veia centrolobular e espaço porta nas pontas
Funções do fígado
Eliminação de toxinas, coordenação do metabolismo intermediário, síntese de proteínas, metabolismo da bilirrubina e síntese de sais biliares
Manifestações clínicas da síndrome de insuficiência hepatocelular
Forma aguda: ictericia, manifestações circulatórias e neurológicas
Forma cronica:
-doença compensada: ausência de complicações da hipertensão porta ou da disfunção hepática. Ex: sinais de hiperestrogenismo-hipoandrogenismo, sinais de hipoalbuminemia
- doença descompensada: complicações da hipertensão porta ou da insuficiência hepatocelular. Ex.: varizes gastroesofagicas, ascite, circulação colateral, esplenomegalia, encefalopatia hepática, complicações pulmonares, coagulopatias.
Classificação de Child-Pugh
Avalia o nível de descompensação da doença hepática. Varia de 5 a 15. <7= compensada e >10 = descompensada
B ilirrubinas: <2 a >3 E ncefalopatia hepática: nenhuma até grave A scite: nenhuma até grave T ap ou inr: <1,7 até >2,3 A lbumina: >3,5 até <3
Escore MELD
Estabelece prioridade na fila de transplante.
B ilirrubinas
I NR
C reatinina
Complicações da insuficiência hepatocelular
Encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal
Característica da encefalopatia hepática
Ocorre pela não metabolização da amônia (que eh produzida pelo metabolismo das proteínas), penetrando na barreira hematoencefalica. É reversível.
Quadro clínico da encefalopatia hepática
Flapping, letargia, sonolência, alterações de personalidade
Fatores precipitantes da encefalopatia hepática
Tudo que aumente a carga de amônia no organismo:
- hemorragia digestiva: maior aporte de proteínas no Tgi
- constipação: maior metabolismo bacteriano levando a maior produção de amônia
- PBE
- alcalose: não há conversão de amonio em amônia
- hipocalemia: causa alcalose
Tratamento da encefalopatia hepática
Tratar os fatores predisponentes:
Lactulose, corrigir distúrbios hidroeletroliticos, corrigir sangramentos digestivos, uso de ATB
NÃO FAZER RESTRIÇÃO PROTEICA: devido à possibilidade de baixa produção de IG, levando a maior exposição a infecções
Síndrome hepatorrenal
Insuficiência renal aguda com parenquima renal preservado que ocorre por vasoconstriccao renal em resposta a vasodilatacao esplancnica excessiva. Na doença hepática grave não há metabolização de óxido nitrico, que leva a vasodilatacao excessiva.
Tipos de síndrome hepatorrenal
Tipo 1: rápida progresso
Tipo 2: insidioso
Diagnóstico da síndrome hepatorrenal
Creatinina > 1,5, com doença hepática aguda ou cronica com insuficiência hepática avançada ou cirrose
Ausência de melhora da creatinina após dois dias de retirada do diurético e expansão volemica com albumina
Tratamento da síndrome hepatorrenal
Albumina + terlipressina
Transplante hepático
Veia porta é formada pela
Veia esplênica (veia mesenterica inferior desemboca nela) + veia mesenterica superior
Principais características da veia porta
Veia de baixa pressão, corresponde a 75% do fluxo sanguíneo hepático.
Como ocorre a hipertensão porta
Quando há resistência ao fluxo é aumento do fluxo sanguíneo secundário a vasodilatacao esplancnica
Valor pressóricos normal da veia porta
Até 5 mmHg
Qual o nível pressórico no sistema porta para haver formação de varizes e ruptura das varizes
10mmHg e 12mmHg
Quais são as veias tributárias do sistema porta e o que drenam
Gástrica esquerda: desemboca na veia esplênica. Drena o fundo gástrico e o esôfago
Mesenterica inferior: drena para a esplênica. Responsável pelas varizes anorretais
Classificação da hipertensão porta
Pre hepática, intra hepática (pre sinusoidal, sinusoidal e pôs sinusoidal) e pôs hepática
Causas de hipertensão porta pre hepática
Trombose de veia porta é a principal causa
Clínica da trombose de veia porta
Estado de hipercoagulabilidade (SAF, ACO). Esplenomegalia sem ascite.
O que é hipertensão porta segmentar
Causada por trombose em um segmento da veia porta. Ex.: trombose de veia esplênica que ocorre na pancreatite cronica - leva a varizes de fundo gástrico, somente.
Causas e clínica de hipertensão porta intra hepática pre sinusoidal
Principal causa é a esquistossomose. Clínica semelhante à hipertensão porta pre hepática. Pouca ascite com esplenomegalia e varizes
Causas e clínica da hipertensão porta intra hepática sinusoidal
A principal causa é a cirrose. Cursa com ascite de difícil controle, esplenomegalia e varizes gastroesofagicas
Causas e clínica da hipertensão porta intra hepática pôs sinusoidal
Doença veno oclusiva. Lesão da veia centrolobular. Cursa com poucas varizes e muita ascite.
Causas e clínica da hipertensão porta pôs hepática
Pode ocorrer na veia hepática, veia cava inferior e coração direito.
- Síndrome de budd-chiari: trombose de veia hepática. Ocorre por hipercoagulabilidade. Hepatomegalia e ascite.
- Obstrucao de Veia cava inferior: hepatomegalia, ascite, edema de membros inferiores.
- doença cardíaca: hepatimegalia, ascite, turgencia jugular, edema de membros superiores, edema de membros inferiores. Causada por pericardite constrictiva, insuficiência tricúspide.
O que é ascite?
Presença de líquido livre na cavidade abdominal. Pode ser transudato ou exsudato.
Diagnóstico da ascite
Paracentese
Gradiente de albumina soro ascite
> 1,1 = transudato ( hipertensão porta)
< 1,1 = exsudato (doença do peritoneo)
O que avaliar no líquido ascitico
Aspecto macroscópico, exames bioquímicos (proteina, LDH, glicose), contagem de células, citologia oncotica e bacteriologia (cultura, gram)
Tratamento da ascite
- restrição de sódio
2. Diurético se a restrição não adiantar (furosemida + espironolactona)
Paracentese de Ascite de grande volume
> 5L. Repor 8-10 gramas de albumina para cada L retirado para repor volemia.
Como ocorre a PBE
Ocorre por translocacao bacteriana e diminuição das opsoninas (momobacteriana)
Quando pensar em PBS
Ascite polimicrobiana
Clínica da PBE
Dor abdominal, febre, ascite e encefalopatia hepática
Diagnóstico da PBE
> 250 PMN + cultura positiva
Quando estou autorizado a tratar PBE
Quando há >250 PMN. Aguardar resultado de cultura para manter ou suspender tratamento.
Ascite neutrofilica
> 250 PMN e cultura negativa
Bacterascite
< 250 PMN e cultura positiva
Como é o diagnóstico de PBS
Leucocitose com desvio, polimicrobiana e 2 ou mais: proteina > 1g, glicose < 50 e LDH elevado.
Tratamento da PBE
Usar cefalosporina de 3a. Ex. Cefotaxima por 5 dias.
Profilaxia da PBE
Primária:
- aguda: quando houver sangramento por varizes. Ceftriaxone ou norfloxacino por 7 dias
- cronica: proteina < 1,5g/dL. Norfloxacino 400mg/d por tempo indeterminado.
Secundaria: todos. Norfloxacino 400mg/d
Abordagem a varizes de esôfago que nunca sangrou
Pacientes com cirrose Rastreamento com EDA.
Profilaxia primária se: Calibre aumentado, Cherry red spots, Child B ou C. O que fazer? Propanolol OU ligadura elástica
Abordagem a varizes gastroesofagicas que sangraram
- Estabilizar hemodinâmica (manter Hb 7-8)
- Descobrir fonte e tratar
- Prevenir complicação
Como é o tratamento da varizes gastroesofagicas que sangraram?
- Endoscopia: ligadura elástica/escleroterapia
- Vasoconstrictores esplancnicos: octreotide, terlipressina, vasopressina
- Balão: tração para estancar sangramento. Segstaken Blakemore ou Minesota. Por no max 24h.
- TIPS: transpassa a obstrução e alivia a pressão. Pode ser causa de encefalopatia.
- Cirurgia de Urgência: shunt Porto cava
Profilaxia da PBE na hemorragia digestiva varicosa
Ceftriaxone IV seguido por norfloxacino por 7 dias
Profilaxia secundaria de sangramento por varizes
Ligadura elástica e beta bloqueador
Quantos lumens tem o balão de segstaken blakemore
3 lumens
Característica anatomopatológica da cirrose hepática
Fibrose + nódulos de regeneração
Grande culpado do rearranjo da arquitetura na cirrose hepática
Células estreladas, que produzem colágeno a partir da agressão prolongada.
Quando tratar hepatite B cronica
Quando houver replicação viral (HBeAg) e lesão hepática ALT >2x ou A2/F2 metavir
Manifestações extra hepáticas da hepatite B cronica
Poliarterite nodosa e nefropatia membranosa
Tratamento da hepatite B cronica
- sem cirrose: tenofovir ou interferon perguilado
- com cirrose, doença renal ou imunossupressão: entecavir
Quando tratar hepatite C cronica
Quando houver replicação viral (HCV-RNA) e lesão hepática (biópsia > F3 ou > F2 há 3 anos)
Manifestações extra hepáticas da hepatite C cronica
Crioglonulinemia, GN mesangiocapilar
Qual o tratamento da hepatite C para o genotipo 1
Sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir
Se Child B ou C: sofosbuvir e daclatasvir
Objetivo no tratamento da hepatite C cronica
Negativação do HCV RNA
Três tipos de doença hepática causada pelo álcool
Esteatohepatite alcoólica, hepatite alcoólica e cirrose alcoólica
Qual a característica da EH alcoólica
AST > ALT. Melhora com abstinência.
Como ocorre a EH não alcoólica?
Resistência à insulina com deposito de triglicerídeos nomfigado. Melhora com dieta e exercício.
Doença de Wilson
Acúmulo toxico de cobre no organismo, principalmente fígado e cérebro
Anéis de Keyser-Fleishcer
Anel de cobre no olho, característico da doença de Wilson
Clínica da doença de Wilson
Afeta fígado (cirrose), cérebro (alteração do movimento e personalidade) e hemato (anemia hemolítica)
Marcador laboratorial da doença de Wilson
Baixa de ceruloplasmina (carreador de cobre no organismo)
Como confirmar a doença de Wilson
Dosagem de cobre livre e na urina. Biópsia hepática.
Tratamento da doença de Wilson
Utilizar quelante de cobre (trientina).
Transplante em casos graves ou refratários.
Característica da Hemocromatose
Acúmulo de ferro no organismo
6 Hs da Hemocromatose
Heart, hepatomegalia, hiperglicemia (diabetes), hiperpigmentação (bronzeado), Hartrite
Tratamento da Hemocromatose
Perder ferro = flebotomias seriadas até ferritina cair.
Alvo terapêutico da flebotomia terapêutica
Ferritina < 50 e sat de transferrina > 50%
Síndrome de reye e achado histopatologico
Encefalopatia tóxico metabólica aguda por aas. Esteatose microvesicular
Deficiência de alfa 1 abtitripsina
Enfisema pulmonar e lesão hepatocelular sem causa aparente
CAGE
Cut down
Annoyed
Guilty
Eye Opener