Princípios Gerais dos Tumores Flashcards
Diagnóstico diferencial de tumores epifiseais
- TCG
- Condroblastoma
- Condrossarcoma de celulas claras
Diagnóstico diferencial de tumores diafisários
ADELE
- Adamantinoma
- Displasia fibrosa
- Ewing
- Linfoma
- Granuloma Eosinofílico
Diagnóstico diferencial de tumores de coluna em > 40 anos
Metástase, mieloma, hemangioma, cordoma.
Diagnóstico diferencial de tumores de coluna em pacientes jovens < 30 anos
Elementos anteriores: H’s
- Hemangioma
- Histiocitoma (Granuloma eosinofílico)
Elementos posteriores: OA, OB, OC, OD
- OA = Cisto ósseo aneurismático
- OB = Osteoblastoma
- OC = Osteocondroma
- OD = Osteoma osteoide
Estadiamento de Enneking para tumores ósseos benignos e malignos
Benigno (obs: numeração em arábicos)
1 = Latente
- Ex: Fibroma não ossificante
2 = Ativo
- Ex: cisto ósseo aneurismático
3 = Agressivo
- Ex: TCG
Malignos (obs: numeração romana)
I: Baixo grau: células bem diferenciadas, poucas mitoses, moderada atipia celular, baixo risco de metástase (<25%)
- A: Intracompartimental
- B: Extracompartimental
II: Alto grau: células pouco diferenciadas, alta taxa de mitoses, alta proporção célula/matriz
- A: Intracompartimental
- B: Extracompartimental
III: Metastático:

Estadiamento AJCC para sarcomas de partes moles
I: baixo grau
II: Alto grau
- Bizu: Que não são III (superficiais, menor ou igual a 5cm profundos)
III: Alto grau
- > 5cm e profundo.
IV: Metastático

Estadiamento AJCC para sarcomas ósseos
Bizu: Bone = 8cm
I: Baixo grau
- A: < ou igual a 8cm
- B: > 8 cm
II: Alto grau
- A: < ou igual a 8cm
- B: > 8cm
III: Skip metástase
IV: Metástase a distância
- A: Pulmonar
- B: Outras

6 Razões pelas quais a biópsia só pode ser realizada após o término dos exames iniciais:
- Pode ser um sarcoma primário, e nesses casos a biópsia deve ser realizada com técnica específica
- Outra lesão mais acessível pode ser encontrada
- Se tratar-se de um carcinoma renal, pode-se considerar embolização pré operatória para evitar sangramento excessivo
- Se for feito diagnóstico de mieloma múltiplo, uma biópsia desnecessária pode ser evitada
- O diagnóstico patológico é mais adequado se ajudado por estudos de imagem
- O patologista pode ficar mais seguro com o diagnóstico de metástase durante a congelação se amparado por avaliação pré operatória adequada
Cuidados na realização da biópsia
- Só realizar biópsia após todos os exames de screening/estadiamento realizados
- planejar o trajeto da biópsia, porque ele deverá ser retirado em bloco junto com o tumor na cirurgia definitiva. Todo trajeto deve ser considerado contaminado.
- se for utilizar garrote, elevar o membro, mas não exsanguinar com smarch para evitar disseminação sistêmica de células tumorais. O garrote deve ser desinsuflado ainda durante a cirurgia, para hemostasia adequada, evitando formação de hematomas contaminados com células tumorais
- incisões transversas devem ser evitadas devido a dificuldades de retirada na cirurgia definitiva
- a incisão profunda deve ser através de um músculo para não contaminar plano intermusculares
- a extensão para partes moles deve estar contida na amostra pois contém tumor mais viável para diagnóstico
- se for necessário perfurar o osso, esse deve ser oval ou redondo para evitar stress e fraturas, e deve ser preenchido com cimento para evitar formação de hematomas.
- se utilizar dreno, o mesmo deve sair pela incisão, para que seu trajeto seja ressecado na cirurgia definitiva
- ferida deve ser bem fechada por planos
Tipos de biópsia
- Agulha fina
- Core biópsia
- Biópsia aberta (incisional)
- Biópsia excisional
Acurácia da biópsia com agulha fina
90% de acurácia para determinar malignidade, mas é baixa para determinar o tipo específico do tumor porque faz somente aspiração de células, não avaliando o tecido (citológica, não histopatológica)
Acurácia da core biópsia
Calibre da agulha maior, capaz de manter a arquitetura do tecido (acurácia de 84 a 98%).
Qual a biópsia padrão ouro para sarcomas de partes moles e ósseo?
Biópsia incisional
Indicações de biópsias excisionais
- Massa subcutânea pequena (<3cm), dolorosa, que não apresenta aspectos de malignidade pode ter ressecção marginal primária.
- Lesões maiores ou profundas à fáscia se a rnm tiver diagnóstico de lesão benigna, como um lipoma.
- Lesões ósseas benignas, como osteoma osteóide ou osteocondroma que possuem aparência radiográfica característica, podem ser ressecadas sem biópsia.
- Lesão dolorosa em ossos “dispensáveis” como ulna distal ou fíbula proximal.
Do que depende a sensibilidade das células à radioterapia?
- Posição da célula no ciclo celular (células mitóticas ativas são mais sensíveis)
- Oxigenação do tecido (hipóxia protege da radiação, porque não há formação de radicais livres de oxigênio)
- Habilidade da célula para reparar o dano no dna ou sua inabilidade para entrar em apoptose em resposta a esse dano
Quais os tumores radiossensíveis?
- Maioria das malignidades ósseas são resistentes, com exceção dos tumores de células pequenas e azuis (ewing, linfoma e mieloma)
- Carcinomas metastáticos, com exceção do carcinoma de células renais, geralmente são sensíveis a radiação
Complicações da radioterapia
- Agudas: irritação da pele, desconforto gastrointestinal, urgência miccional, fadiga, anorexia, edema de extremidades
- Tardias: edema crônico, fibrose, osteonecrose, fraturas patológicas, transformação maligna de tecidos irradiados (geralmente após 10 anos, com prognóstico ruim)
O que é a braquiterapia?
É uma radioterapia guiada e localizada para atingir o tumor e poupar os tecidos vizinhos normais. Os cateteres são implantados no leito tumoral no momento da ressecção (cateter saem pela pele).
Vantagens da QT neoadjuvante
- Regressão do tumor primário, facilitando uma cirurgia de salvamento do membro
- Avaliação da resposta à qt pela necrose tumoral (huvos)
- Qt neo pode diminuir a dispersão do tumor durante a cirurgia
- Pode iniciar imediatamente ao diagnóstico, tratando micrometastases o mais cedo possível
- Dá tempo para o planejamento cirúrgico e confecção de implantes customizados
Tempo para suspender a QT neoadjuvante antes da cirurgia e tempo para iniciar a adjuvante
Atualmente realiza-se a cirurgia 3 a 4 semanas após a ultima dose da QT neoadjuvante, e pode voltar 2 semanas após a cirurgia se a ferida estiver cicatrizada
Tipos de ressecção tumoral
- Intralesional (“debulking”): pode ser adequado em tumores benignos sintomáticos que comprometem estruturas anatômicas importantes
- Marginal: plano de dissecção passa pela pseudocápsula (tecido reacional ao redor do tumor). Adequado para tratar maioria das lesões benignas e algumas lesões malignas de baixo grau
- Ampla: não existe um tamanho de margem definido. Margem precisa ter tecido normal. Se em algum momento tocar a pseudocápsula, a ressecção é considerada marginal. Adequado para maioria das malignidades
- Radical: quando todos os compartimentos que contém o tumor são removidos em bloco. Isso envolve remover o osso envolvido por completo e todo o compartimento de qualquer músculo que esteja envolvido. Resultados oncológicos muitas vezes semelhantes aos com margens amplas
Classificação de Malawer

Classificação para ressecções da pelve e respectiva reconstrução requerida
I: Ilíaco
- Não necessita reconstrução, pode haver discrepância de comprimento dos mmii de 1-2cm. Pode ser reconstruído com aloenxerto.
II: Periacetabular
- Reconstruida com artrodese ileofemoral ou isquiofemoral ou endoprotese em sela
III: Obturador
- Não precisa de reconstrução porque o púbis não sustenta carga
IV: Sacral
OBS: Ressecções de mais de uma área são descritas como uma combinação desses números. A letra “h” é adicionada se a cabeça femoral for ressecada junto com a peça

Classificação de Winkelmann
Classificação referente à rotacionoplastia
