Coledocolitíase Flashcards
O que é a coledocolitíase?
É a presença de cálculo no colédoco.
Quais os 3 tipos de coledocolitíase?
- Primária: cálculo formado no colédoco (cálculo castanho)
- Secundária: cálculo formado na vesícula, que migrou ao colédoco (cálculo de colesterol)
- Residual: coledocolitíase que ocorre até 2 anos após colecistectomia
A primária representa 5% dos casos, e a secundária, 90%.
Como é a clínica clássica da coledocolitíase? Explique-a.
- Icterícia flutuante/intermitente: a bile consegue escapar intermitentemente pela obstrução do colédoco
- Vesícula NÃO-palpável: a vesícula geralmente está escleroatrófica (com tecido cicatricial que impede a dilatação)
Qual o passo-a-passo dos exames para diagnóstico da coledocolitíase?
- 1o passo: USG (se normal, NÃO descarta)
- 2o passo: ColangioRNM ou CPRE (RNM é menos invasiva; CPRE é mais eficiente)
O que a USG pode mostrar na coledocolitíase?
Dilatação do colédoco de mais de 5 mm e presença de cálculos.
A CVL trata a coledocolitíase?
Não. A CVL retira a vesícula, deixando o colédoco intacto.
Quais são as 3 coisas que caracterizam um paciente como tendo alto risco para coledocolitíase?
E o que deve ser feito nesses pacientes?
- USG com cálculo no colédoco
- Colangite
- BT > 4 e USG com colédoco dilatado
Deve-se investigar esses pacientes com CPRE.
Quais são as 3 coisas que caracterizam um paciente como tendo risco médio para coledocolitíase?
E o que deve ser feito para esses pacientes?
- Alterações laboratoriais
- > 55 anos
- Colédoco dilatado
Deve-se realizar colangioRNM ou USG endoscópica para esses pacientes.
Se um paciente tem baixo risco de suspeição para coledocolitíase, qual a conduta para ele?
Realizar a CVL (considerando que é um paciente com indicação para tal).
Paciente de baixo risco é o que não tem características de médio e alto risco, escritas em outros dois flashcards.
Qual o tratamento para a coledocolitíase?
Dica: depende.
- Se diagnosticada antes de uma CVL: CPRE
- Se diagnosticada durante uma CVL: exploração cirúrgica ou CPRE
Quais os “poréns” de uma CPRE?
A CPRE é um procedimento invasivo e pode cursar com várias complicações. Por exemplo, pode haver perfuração duodenal ou pancreatite aguda pós-CPRE (o contraste usado é tóxico).