Pneumo: PNM, CA e TB Flashcards
CURB-65
C - confusão
U - Ureia > 50
R - FR > 30 irpm
B - PAS < 90 ou PAD < 60 mmHg
65 - Idade > 65 anos
0-1: tratamento em casa
2 ou mais: hospital
Doença típica da zona rural, sintomas respiratórios arrastados, infiltrado pulmonar intersticial peri-hilar simétrico bilateral em asa de morcego e lesões cutâneo-mucosas. Dx?
Paracoccidioidomicose
Achado mais provável no exame de escarro de alguém com paracoccidioidomicose
Leveduras grandes de parede celular birrefringente, com brotamentos em roda de leme em exame direto de fluidos corporais ou bx de tecido
Achado de imagem típico da PNM necrotizante
Consolidação heterogênea, com áreas cavitadas (necróticas) no interior
PNM: quando pensar em cobrir P. aeruginosa e S. aureus
Doença pulmonar estrutural
Internações frequentes
Uso de ATB nos últimos 6 meses
PNM: fatores de risco para pensarmos em germes anaeróbios
Dentes em mau estado de conservação e abscesso pulmonar
Critérios de Light
Relação proteína pleural / sérica > 0,5
Relação DHL pleural / sérico > 0,6
DHL pleural > 2/3 DHL sérico
CURB-65
C - Confusão mental
U - Ureia >= 50 mg/dl
R - Respiratoy rate >= 30
B - Blood pressure PAS < 90 ou PAD < 60
65 - Idade >= 65 anos
0 ou 1 = ambulatorial
2 = indica internação enfermaria
3 = obriga internação
4 ou mais = UTI
CURB-65 de 3 ou mais representa uma mortalidade de 22%
Populações com indicação de investigação e tto de ILTB
Lembre-se que o primeiro passo na investigação de ILTB é garantir que não estamos diante de uma infecção ativa. Após isso, checar valor de PPD. Se PPD não reator, repetir exame em 8 semanas para confirmar resultado, se PPD reator já indicar tratamento para ILTB
Indicações de tto de ILTB independente do PPD/IGRA
Tosse por período igual ou superior a 3 semanas deve ser obrigatoriamente investigado para
TB
Manejo adequado logo após diagnóstico da coinfecção HIV-TB
Não iniciar os dois tratamentos simultaneamente. Priorizar o esquema de tratamento para TB com RIPE.
TARV deve ser iniciada entre 2ª e 8ª semana após início do tratamento para TB a depender da contagem de CD4. Se CD4 < 200 ou com sinais claros de imunodeficiência deve-se iniciar a TARV o mais precoce possível, ou seja, na 2a semana após início do RIPE
Preferimos como TARV inicial tenofovir + lamivudina + efavirenz ou dolutegravir dose dobrada
Achado tomográfico sugestivo de
TEP: consolidação em cunha com base pleural (imagem da direita) e sinal do halo invertido com consolidação periférica e vidro fosco no centro (imagem da esquerda)
TC: diferenças entre o vidro fosco da COVID e o da ICC descompensada
COVID: multifocal, bilateral, periférico e arredondado
ICC: acometimento central
_____________ confere maior risco de PAC por S. aureus, sobretudo em pacientes mais jovens
Infecção pulmonar recente por influenza
Critérios de derrame pleural complicado
pH do líquido pleural < 7,2
Glicose do líquido pleural < 60
DHL do líquido pleural > 1000
Identificação de microrganismos na bacterioscopia ou cultura
Dx de PNM retrocardíaca no rx
Sinal da Coluna: ocorre perda da transparência progressiva da coluna (tem que ficar progressivamente mais radioluscente)
Oseltamivir: indicações
Quando utilizado de forma precoce (até 48h do início dos sintomas) pode reduzir a duração dos sintomas e de complicações.
Indicações
- Pacientes com SG com fator de risco ou sinais de piora clínica
- SRAG
D7 de tratamento hospitalar para PNM. Evoluiu com piora e foi feito o rx abaixo. Dx e conduta
Opacificações com contornos retos e redução de volume pulmonar E = atelectasia
Fisioterapia respiratória
ADA > 40 no líquido pleural pensar em
TB, AR, empiema e linfoma
Lesão com ampla base pleural, formando ângulo obtuso com a linha da parede torácica e que não respeita a anatomia pulmonar =
Mesotelioma
Protocolo BLUE: sistematização do POCUS no diagnóstico diferencial de paciente com dispneia. O que significa o ponto PLEPS?
PLEPS: intersecção entre o ponto pulmonar inferior e a linha axilar posterior ipsilateral
É recomendável iniciar a avaliação pelos pontos B
POCUS: mais de 3 linhas B por campo pulmonar é sugestivo de
congestão
Rinossinusite aguda: critérios clínicos para pensar em etiologia bacteriana
Sinais e sintomas de rinossinusite que persistem sem melhora por pelo menos 10 dias
Sinais e sintomas de rinossinusite que pioram dentro de 10 dias após ter apresentado uma melhora inicial (“dupla piora”)
Agente mais comum das PNM atípicas
Mycoplasma pneumoniae
Tumor de Pancoast-Tobias: definição
Carcinoma pulmonar de qualquer tipo histológico que se localiza no sulco pulmonar superior, região pulmonar na altura da clavícula
O mais comum é o carcinoma pulmonar não pequenas células
Tumor de Pancoast: clínica
- Dor no ombro (invasão do plexo braquial de raízes C8-T1 ou irritação pleural adjacente) e dor na distribuição do nervo ulnar, atrofia muscular
- Síndrome de Horner (compressão e lesão de fibras simpáticas da cadeia paravertebral e do gânglio estrelado): ptose, miose, anidrose ipsilaterais e enoftalmia
- Pode ter destruição da 1a e 2a costelas
CA de pulmão: O principal tipo histológico atualmente é o ____________, sendo este também o tumor que mais frequentemente aparece em mulheres e em não tabagistas
adenocarcinoma
CURB-65 de 3 ou mais representa uma mortalidade de __%
22%
Tratamento preconizado para paciente com PAC internado em leito de enfermaria
Associação de betalactâmico com ação antipneumocócica (ceftriaxona) e macrolídeo (azitromicina)
OU
Quinolona respiratória (Levofloxacino, moxifloxacino) em monoterapia
TC de tórax com nódulos “borrados”, de vidro fosco, centrolobulares, esparsos e bilaterais. Suspeitar de
Pneumonite de hipersensibilidade
Achado e dx
Padrão de árvore em brotamento. Pensar em processos infecciosos com disseminação no interior das pequenas vias aéreas. Comumente visto na tuberculose e pneumonias aspirativas. Representa bronquíolos centrolobulares dilatados e preenchidos por muco, células ou pus
TC: aspecto mais clássico da COVID-19
Múltiplos focos de vidro fosco, bilaterais e basais e posteriores
TC: padrão de pavimentação em mosaico (Crazy paving)
Vidro fosco + espessamento septal, pensar em proteinose alveolar, cujo tratamento é com lavagem brônquica
TC: lesão com parede e sem artéria no meio pensar em
Doença cística pulmonar
Se fosse enfizema teria a arteríola pulmonar no centro
Nome desses dois sinais
Laranja: trilho de trem (brônquio não vai se dilatando conforme avança para periferia)
Vermelho: anel de sinete (artéria que corre junto do brônquio ficou pequena após a dilatação da via aérea)
Sugestivos de bronquiectasia
NPS: quando pensar em maligno?
Quandopensar em maligno? Quando o paciente for tabagista, idade maior ou igual a 35 anos, nódulo >0,8cm, for observado crescimento de suas dimensões dentro de 2 anos, houver calcificações ou formato característico (irregular, espiculado, estrelado) e, ainda, quando houver importante captação de contraste.
Lesão em paciente tratado para TB. Dx
Aspergiloma ou bola fúngica colonizando uma cavidade como sequela de TB, com achado do sinal do crescente aéreo
Obs.: é válido destacar que essa bola fúngica é móvel com decúbito. É uma causa importante de tosse crônica e hemoptise (primeira opção é embolização por arteriografia brônquica)
TB: tipo de precaução
Aerossol, assim como sarampo, varicela e COVID-19
Linfonodomegalias hilares + hipercalcemia =
sarcoidose
Eritema nodoso é outro achado que corre por fora
Obs.: São vários os mecanismos da hipercalcemia nesses pacientes, com destaque para o aumento de 1,25 (OH) vitD3 (calcitriol), gerando maior absorção intestinal de cálcio. Uma das justificativas para isso é a produção leucocitária (sobretudo macrófagos) de 1-alfa-hidroxilase, que converte calcidiol em calcitriol
Síndrome da veia cava superior está relacionada a qual tipo de CA de pulmão
Câncer pulmonar pequenas células
E linfoma se a massa for mediastinal
Síndrome da veia cava superior: clínica
- Edema e congestão de face e membros superiores
- Circulação colateral proeminente no tórax
- TJ
Artropatia dolorosa em extremidades, simétrica, associada a baqueteamento digital
Síndrome de Blumberg-Marrie-Pierre, uma osteoartropatia hipertrófica. É uma síndrome paraneoplásica, mais associada ao adenocarcinoma de pulmão
Síndrome de Eaton-Lambert e CA de pulmão
- Mais comum no carcinoma indiferenciado de pequenas células
- Anticorpo anti-canal de cálcio, impedindo que a acetilcolina seja liberada na placa
- Fraqueza proximal (sobretudo na cintura pélvica) que irradia para coxas e que melhora com exercício físico + hiperreflexia + disfunção autonômica
- ENMG com padrão incremental (oposto da miastenia com padrão decremental)
Sítios mais comum de metástase do CA de pulmão - FOCA
F - Fígado
O - Ossos
C - Cérebro
A - Adrenal (mais comum)
CPNPC - Pesquisar ________ no tecido tumoral para direcionar tratamento sistêmico
EGFR
PNM que não melhora temos que pensar em 3 coisas
- Germe resistente ao tto
- PNM complicada com derrame ou abscesso
- TB ou micose pulmonar
- Carcinoma broncogênico
Qual classe de ATB pode falsear o BAAR?
Macrolídeos
Quadro clínico muito parecido com TB mas que não foi confirmada pelos métodos diagnósticos, devemos pensar em
paracoccidioidomicose - PBmicose, podendo estar associada a uma insuficiência adrenal (hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia)
Cultura de escarro para fungos muitas vezes é negativa para o paracocco, uma vez que bactérias locais podem inibir o crescimento do fungo no escarro
Pacientes com câncer pulmonar, em geral, são primeiramente vistos com sintomas e
estádios avançados. Isso ocorre em virtude do parênquima pulmonar não conter
terminações nervosas
Síndromes paraneoplásicas de CA de pulmão: qual tipo histológico está associado à hipercalcemia por secreção de PTH-like?
Epidermoide
Síndromes paraneoplásicas de CA de pulmão: qual tipo histológico está associado à osteoartropatia hipertrófica pulmonar (baqueteamento digital, osteoartrose)
Adenocarcinoma
Síndromes paraneoplásicas de CA de pulmão: qual tipo histológico está associado à SIADH, lambert-eaton (fraqueza)
Oat-cells (pequenas células)
Fatores de risco para associação de 2 drogas no tratamento da PNM
Cardiopatia/pneumopatia/hepatopatia/nefropatia crônicas
DM
Imunossupressão
Etilismo
Neoplasia
Uso de ATB nos últimos 3m
MRSA