Síndrome ictérica Flashcards

1
Q

Hepatite B - indicação de tratamento

A

Hepatite B aguda grave
- INR > 1,5
- Sintomas e icterícia (bilirrubina total (BT) maior que 3 mg/dL ou bilirrubina direta (BD) maior que 1,5 mg/dL) por mais de 4 semanas
- Encefalopatia
- Ascite

Hepatite B crônica
- HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL, independentemente do status do HBeAg E ALT > 1,5 LSN (≥ 52 U/L para homens e ≥ 37 U/L para mulheres) em duas medidas consecutivas, com intervalo mínimo de 3 meses entre elas
- HBeAg + em > 30 anos (independente de transaminases)
- História familiar de CHC
- Coinfecção HCV, HDV e HIV
- Manifestações extra-hepáticas: artrite, vasculite, nefropatia, poliarterite nodosa, neuropatia periférica
- Biópsia hepática ≥ A2 e/ou F2, pela classificação METAVIR
- Elastografia hepática >9 kPa (para níveis normais de ALT) ou >12 kPa (se ALT entre 1 e 5x LSN)
- Prevenção da transmissão por profissionais de saúde que realizam procedimentos com alto risco de exposição
- Prevenção da transmissão vertical em gestantes com carga viral elevada
- Indicação de terapia preemptiva ou profilaxia com antiviral para pacientes submetidos a transplantes e/ou terapia imunossupressora/QT
- Paciente pediátrico com indicação de tratamento.

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2
Q

Hepatites virais - apresenção clássica

A

Trifásica
- Fase prodrômica: síndrome gripal leve, febre, sintomas gastrintestinais inespecíficos, desconforto no QSD, manifestações imunomediadas
- Fase ictérica: icterícia, colúria, acolia
- Fase de convalescença

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3
Q

Hepatites virais - tempo de incubação dos vírus

A

Hepatite A: 4 semanas
Hepatite E: 5-6 semanas
Hepatite C: 7 semanas
Hepatites B e D: 8-12 semanas

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4
Q

Hepatites virais agudas - tratamento geral

A

Repouso relativo e dieta hipercalórica

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5
Q

Hepatite alcoólica - características histológicas

A
  • Lesão centrolobular
  • Corpúsculos de Mallory
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6
Q

Hepatite autoimune - clínica

A
  • Síndrome hepatocelular clássica + artralgias + estigmas de autoimunidade
  • Fulminante
  • Hepatite crônica oligossintomática ou flutuante
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7
Q

Hepatite autoimune - condições associadas (8)

A
  • Anemia perniciosa
  • Vitiligo
  • Sd. de Sjogren
  • DM tipo I
  • Tireoidites
  • Doença celíaca
  • RCU
  • Artrite reumatoide
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8
Q

Hepatite autoimune - anticorpos

A

Tipo 1: FAN, antimúsculo liso – mulher jovem
Tipo 2: anti-LKM1 – meninas (2-15 anos) e homens adultos (> 40 anos)

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9
Q

Hepatite autoimune - tratamento

A
  • Corticoide
  • Azatioprina / 6-mercaptopurina
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10
Q

Síndrome de insuficiência hepática aguda (hepatite fulminante) - clínica (5)

A

Icterícia, coagulopatia, hipoglicemia, acidose metabólica, encefalopatia,

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11
Q

Hepatite fulminante - fatores de mau prognóstico (5)

A
  • Hepatite B + D
  • Idade < 10 anos ou > 40 anos
  • Instalação da encefalopatia > 7 dias após início da icterícia
  • TAP > 50s ou INR > 6,5
  • Bilirrubina > 18
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12
Q

Hepatite fulminante - tratamento

A
  • Suporte
  • Controle da hipertensão intracraniana
  • UTI
  • Transplante hepático
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13
Q

Hepatite C - objetivo do tratamento

A

Resposta virológica sustentada - HCV-RNA negativo após 12-24 semanas do tratamento

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14
Q

Hepatite A - profilaxia pós exposição

A
  • Até 14 dias
  • Vacina > 1 ano
  • Imunoglobulina < 1 ano ou alérgicos
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15
Q

Manifestações extra-hepáticas do HBV

A
  • GN membranosa
  • Síndrome de Gianotti-Crostti
  • Poliarterite nodosa
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16
Q

Manifestações extra-hepáticas associadas à Hepatite C (5)

A
  • Crioglobulinemia
  • Porfiria cutânea tardia
  • Líquen plano
  • Sd. de Sjögren
  • Glomerulonefrite membranoproliferativa
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17
Q

Definição de insuficiência hepática aguda (hepatite fulminante)

A

Sinais e sintomas de insuficiência hepática grave – INR > 1,5 e algum grau de encefalopatia em paciente sem doença hepática prévia significativa, em até 8 semanas ou em até 2 semanas após o início da icterícia em pacientes hepatopatas prévios

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18
Q

Hepatite B na gestante: indicação e tratamento

A
  • HbeAg reagente
  • Carga viral > 200.000
  • ALT > 2x LSN
  • Tenofovir no 3° trimestre (28-32 semanas)
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19
Q

Colangite esclerosante primária - localização, anticorpo e associações

A
  • Grandes vias biliares
    (alteração macroscópica)
  • p-ANCA
  • Homem
  • Retocolite ulcerativa
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20
Q

Pólipos de vesícula - conduta

A

Colecistectomia se sintomáticos ou assintomáticos com risco de malignidade
- Associado à colelitíase
- Idade > 50-60 anos
- Diâmetro > 1cm
- Pólipos adenomatosos
- Crescimento documentado na USG seriada

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21
Q

Hepatite alcóolica - laboratório

A
  • Transaminases < 400UI
  • Predomínio de AST > ALT (TGO > TGP) numa relação 2:1
  • GGT elevada
  • VCM alto com B12 e folato normais
  • Leucocitose (reação leucemoide)
22
Q

Profilaxia pós-exposição Hepatite B

A
  • Não vacinados: imunoglobulina em até 7 dias + vacina
  • Tolerar intervalo de 14 dias para vítima de violência sexual
  • Acidentes biológicos com paciente não respondedor ou alergia grave à vacina: duas doses de IGHAHB, com intervalo de um mês entre as doses.
  • Infecção perinatal: filhos de mães HbsAg positivo ⟶ imunoglobulina dentro de 12h + vacina (uma em cada coxa)
23
Q

Profilaxia pré-exposição Hepatite B

A

Pré-exposição: vacina em 3 doses (0-2-6 meses)
Profissional de saúde: anti-Hbs — mesmo após 3 doses.
Testagem negativa com < 2 meses da última dose: iniciar novo esquema
Testagem negativa com > 2 meses: fazer 1 dose e repetir. Se não positivar, completar as outras 2 doses
Ausência de resposta com 2 tentativas: não repetir. Paciente não respondedor

24
Q

Colecistite aguda - critérios diagnósticos de Tokyo

A

A. Sinais de inflamação local (Murphy +, dor em QSD, massa palpável)
B. Sinais de inflamação sistêmica (leucocitose, febre, PCR elevada)
C. Imagem compatível
- USG típica com Murphy ultrassonográfico, espessamento de parede > 4mm, vesícula distendida > 4cm, cálculo encarcerado e líquido pericolecístico
- TC, RNM ou cintilografia

Suspeita: A + B
Definitivo: A + B + C

25
Q

Colecistite aguda - classificação

A

Grau III (grave):
- Hipotensão com necessidade de droga
- Rebaixamento do nível de consciência
- Relação PaO2/FiO2 < 300
- Oligúria, creatinina > 2
- Plaquetopenia < 100.000

Grau II (moderada)
- Leucócitos > 18.000
- Massa palpável e dolorosa em QSD
- Evolução > 72h
- Sinais de complicação local

Grau I (leve): sem critério para moderada ou grave

26
Q

Colecistite aguda - tratamento

A

Grau I: CVL
Grau II: CVL em centro especializado
Grau III: estabilização + cirurgia por cirurgião experiente
Risco proibitivo: manejo conservador + colecistostomia

27
Q

Colelitíase - fatores de risco para cálculo de colesterol (14)

A
  • Obesidade
  • Dieta gordurosa
  • Perda ponderal rápida
  • Parentes de primeiro grau
  • Gravidez
  • Multiparidade
  • Sexo feminino
  • Aumento da idade
  • Drogas (ceftriaxona, estrogênio, octreotide)
  • Clofibrato
  • NPT
  • Etnicidade (índios americanos PIMA e escandinavos)
  • Doença ileal
  • Hipomotilidade da vesícula
28
Q

Colelitíase - fatores de risco para cálculo pigmentado preto (4)

A
  • Hemólise crônica (anemia falciforme, esferocitose, talassemias)
  • Fibrose cística
  • Cirrose hepática
  • Doença ileal
29
Q

Colelitíase - fatores de risco para cálculo pigmentado castanho (3)

A
  • Estase biliar (doença obstrutiva prévia ou cisto biliar congênito)
  • Doença de Caroli
  • Colangite bacteriana crônica + parasitose (asiáticos)
30
Q

Indicação de colecistectomia na colelitíase assintomática (6)

A
  • Vesícula em porcelana
  • Cálculos associados a pólipos
  • Cálculos > 2,5-3cm
  • Vesícula com anomalia congênita
  • Anemias hemolíticas
  • Portadores de um longo ducto após a junção do colédoco e ducto pancreático
31
Q

Tríade de Charcot

A

Icterícia + febre com calafrios + dor no HCD

32
Q

Pêntade de Reynolds

A

tríade + hipotensão + confusão mental

33
Q

Sinal de Courvoisier-Terrier

A

Vesícula biliar distendida, palpável e indolor

34
Q

Elemento que divide o fígado em direito e esquerdo

A

Veia porta (linha de Cantlie)

35
Q

Visão crítica (Strasberg) - passos

A
  1. Dissecção do tecido fibroso e da gordura na região do trígono de Calot
  2. Dissecção da porção inferior da vesícula biliar do seu leito, expondo a placa cística
  3. Identificação de duas estruturas, e apenas duas (ducto cístico e artéria cística), chegando até a vesícula
36
Q

Trígono de Calot

A

Ducto hepático comum, ducto cístico e borda hepática inferior

37
Q

Risco para coledocolitíase

A

Preditores muito fortes de coledocolitíase
- Presença de cálculo no colédoco à USG
- Clínica de colangite
- Bilirrubina total > 4

Preditores fortes
- Colédoco dilatado na USG (> 6mm)
- Bilirrubina total 1,8-4mg/dl

Preditores moderados
- Testes bioquímicos hepáticos anormais (excetuando bilirrubina)
- Idade > 55 anos
- Clínica de pancreatite biliar

Risco alto: 1 preditor muito forte ou 2 fortes – CPRE

Risco intermediário: 1 preditor forte ou moderado – CVL + colangiografia ou USG intraoperatória ou colangio-RM ou USG endoscópico (se paciente não pode operar ou já passou pela colecistectomia).

Baixo risco: sem preditores – CVL

38
Q

Colangite aguda não grave - clínica e tratamento

A

Tríade de Charcot (icterícia, febre com calafrios, dor em HCD)
Tratamento: ATB + drenagem eletiva

39
Q

Colangite aguda grave - clínica e tratamento

A

Pêntade de Reynolds (tríade + confusão mental + hipotensão)
Tratamento: ATB + drenagem imediata

40
Q

Colangite aguda - critérios de Tokyo

A

Diagnóstico suspeito: 1 sinal inflamatório sistêmico + colestase ou 1 achado de imagem (A + B ou C)
Diagnóstico definitivo: 1 sinal inflamatório sistêmico + colestase + 1 achado de imagem (A + B + C)

A. Sinais inflamatórios sistêmicos
- Febre e/ou calafrios
- Achados laboratoriais de resposta inflamatória

B. Colestase
- Icterícia
- Laboratório evidenciando alteração na função hepática

C. Imagem
- Dilatação das vias biliares
- Evidência de obstrução (cálculo, estenose)

41
Q

Síndrome de Mirizzi - classificação e tratamento

A

Tipo I: obstrução sem fístula - colecistectomia + colangiografia
Tipo II: fístula até 1/3 da circunferência do ducto hepático - rafia primária + dreno de Kehr
Tipo III: fístula até 2/3 da circunferência do duto hepático - coledocoplastia
Tipo IV: fístula de toda circunferência: coledocoplastia ou derivação biliodigestiva
Tipo V: fístula colecistoentérica sem íleo biliar (Va) ou com íleo biliar (Vb) - enterotomia para retirada do cálculo / colecistectomia / enterorrafia ou enterectomia do segmento acometido

42
Q

Colangite biliar primária - fisiopatologia e epidemiologia

A
  • Agressão autoimune aos ductos biliares do espaço porta
  • Histopatológico: proliferação dos canalículos biliares e diminuição dos ductos biliares
  • Mulher 30-60 anos / doenças autoimunes (Sjögren) / ↑IgM
43
Q

Tumor de Klatskin - Classificação de Bismuth

A

Tipo I: hepático comum
Tipo II: junção dos hepáticos
Tipo IIIa: hepático direito
Tipo IIIb: hepático esquerdo
Tipo IV: ambos os hepáticos

44
Q

Cisto de via biliar - classificação de Todani

A

I: dilatação extra-hepática fusiforme
II: dilatação extra-hepática diverticular
III: dilatação extra-hepática intraduodenal ou coledococele
IVa múltiplas dilatações intra e extra-hepáticas
IVb: múltiplas dilatações extra-hepáticas
V: múltiplas dilatações intra-hepáticas ou doença de Caroli

45
Q

Cisto de via biliar - tratamento

A

I, II e IV → Ressecção da via biliar extra + colecistectomia → anastomose biliodigestiva
III (baixo risco) → Esfincterotomia endoscópica (CPRE)
V → Hepatectomia parcial se restrito; Transplante hepático se difuso

46
Q

Lesão iatrogênica de via biliar - classificação de Strasberg

A

Tipo A : vazamento de bile do coto do ducto cístico ou pequenos ductos biliares na fossa da vesícula biliar (ducto de Luschka)

tipo B : oclusão de parte da árvore biliar, comumente do ducto hepático direito aberrante

tipo C: vazamento de bile do ducto hepático direito aberrante

tipo D: vazamento de bile do ducto biliar principal (lesão parcial)

tipo E: lesão do ducto hepático principal; classificado de acordo com o nível da lesão

E1: lesão >2 cm abaixo da confluência

E2: lesão <2 cm abaixo da confluência

E3: lesão na confluência com comunicação preservada entre os ductos esquerdo e direito

E4: lesão acima ou na confluência biliar sem comunicação entre os ductos esquerdo e direito

E5: lesão do ducto hepático direito aberrante, bem como do ducto principal (E+C)

47
Q

Lesão iatrogênica de via biliar - tratamento

A

Intraoperatório
1. Ducto principal
- < 30% da circunferência: Dreno de Kehr
- > 30%: biliodigestiva
2. Ducto secundário
- < 3 mm: ligadura
- > 3 mm: biliodigestiva

Pós-operatório
- Fístula do ducto cístico: drenagem percutânea + CPRE
- Fístula trans-hepática: biliodigestiva
- Estenose cicatricial: CPRE com prótese ou biliodigestiva

48
Q

Colangite biliar primária - clínica e diagnóstico

A
  • Colestase: prurido (mais precoce), icterícia, hiperpigmentação cutânea, xantelasma
  • Disabsorção: esteatorreia, menor absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K)
  • FA aumentada sem dilatação das vias biliares à USG
  • Coagulopatia
  • Dor óssea, fratura

Diagnóstico:
- Anticorpo antimitocôndria
- Biópsia (confirmação, estadiamento)

49
Q

Pólipos de vesícula - indicação de cirurgia (6)

A
  • Sintomáticos
  • Associado a colelitíase
  • Idade > 50-60 anos
  • Diâmetro > 1cm
  • Adenomatosos
  • Crescimento documentado em USG seriada
50
Q

Colangiocarcinoma peri-hilar (tumor de Klatskin) - tratamento

A
  • Tipo I e II: ressecção em bloco dos ductos biliares extra-hepáticos + colecistectomia + linfadenectomia regional + hepaticojejunostomia em Y de Roux. Tipo II pode necessitar de lobectomia hepática
  • Tipo III e IV: igual + lobectomia hepática com ressecção e reconstrução de v. porta e/ou a. hepática