Síndrome dispéptica e disfágica Flashcards
Esôfago de Barret - conduta
- IBP em dose plena para todos
- Vigilância com EDA:
Metaplasia: EDA 3-5 anos
Displasia de baixo grau: ablação endoscópica ou EDA anual
Displasia de alto grau (CA in situ): ablação endoscópica ou esofagectomia
Adenocarcinoma invasor: ressecção cirúrgica com margem + linfadenectomia
Esôfago de Barret - definição
Metaplasia intestinal - substuição do epitélio escamoso estratificado do esôfago por epitélio colunar intestinal
Úlcera péptica - classificação de Johnson
I. Pequena curvatura baixa
II. Corpo
III. Pré-pilórica
IV. Pequena curvatura alta
V. Associada a fármacos, em qualquer localização
Úlcera péptica - quais desenvolvem em hipercloridria e quais desenvolvem em hipocloridria
Hipercloridria: duodenal, tipo II e III de Johnson
Hipocloridria: tipo I e IV
Dispepsia funcional - critérios de Roma IV
Dispepsia nos últimos 3 meses + 1 ou mais:
- Plenitude pós prandial
- Saciedade precoce
- Dor ou queimação
- Ausência de lesão estrutural na EDA
Tratamento: IBP / antidepressivo tricíclico
Dispepsia - indicações de EDA
- > 40 anos
- Sinais de alarme: perda de peso, disfagia, odinofagia, anemia
DRGE - complicações
- Esofagite
- Esôfago de Barret
- Úlceras
- Estenose péptica
Complicações da fundoaplicatura
- Pneumotórax (mais comum)
- Lesões iatrogênias de esôfago, estômago, fígado, baço
Investigação de H. pylori - exames
- EDA (invasivos): teste rápido da urease na biópsia / histologia / cultura
- Sem EDA (não invasivo): teste da ureia respiratória / sorologia (não no controle de cura) / ag fecal
Indicações para erradicação da H. pylori
- Dispepsia
- Úlcera péptica
- Linfoma MALT
- Lesão pré-neoplásica?
Controle de cura - H. pylori e úlcera gástrica
- H. pylori: ≥ 4 sem após o término e não usar sorologia
- Úlcera gástrica: nova EDA 8-12 semanas (afastar possibilidade de ser câncer) - mesmo se melhora dos sintomas
Principal local de sangramento da úlcera
Parede posterior do duodeno (a. gastroduodenal)
Tratamento endoscópico para sangramento de úlcera
Injeção de adrenalina + termocoagulação ou hemoclips (não é necessário em úlceras de baixo risco – Forrest IIC e III)
Principais locais de perfuração de úlcera
- Duodenal: parede posterior
- Gástrica: pequena curvatura
Tratamento clínico na emergência para úlcera perfurada
Úlcera duodenal > 24h de evolução e perfuração tamponada: atb amplo espectro + antissecretor + CNG + hidratação
Úlcera gástrica: igual a duodenal. Fazer biópsia
Cirurgia para refluxo - indicações (3)
- Refratariedade
- Uso crônico de IBP
- Complicações (estenose, úlcera)
Tratamento da H. pylori
- IBP dose plena 12/12h
- Claritromicina 500mg 12/12h
- Amoxicilina 1g 12/12h
14 dias
Dumping precoce
- 15-30 minutos após alimentação
- Distensão, dor, náusea, diarreia
- Taquicardia, rubor
Dumping tardio
- Billroth I e II
- 1-3h após a alimentação
- Pico de insulina
- Hipoglicemia
Gastrite alcalina
- Billroth I e II
- Refluxo de conteúdo biliar
- Dor constante
- Vômitos não aliviam a dor
Síndrome da alça aferente
- Apenas Billroth II
- Obstrução da alça aferente
- Dor que piora com a alimentação
- Vômitos em jato que aliviam a dor
Tratamento cirúrgico das úlceras gástricas
Tipo I: antrectomia + Billroth I
Tipo II: antrectomia + Billroth II + vagotomia
Tipo III: antrectomia + Billroth II + vagotomia
Tipo IV: gastrectomia subtotal + Y de Roux
Tratamento cirúrgico de úlcera perfurada na emergência
Tratamento cirúrgico na emergência:
Fechamento da úlcera + patch omental (procedimento de Graham) + irrigação da cavidade
Tratamento definitivo com vagotomia troncular + antrectomia ou piloroplastia
Acalásia - classificação de Mascarenhas e tratamento
I. Esôfago normal < 4 cm: tratamento conservador. Nitrato, nifedipina, sildenafil, toxina botulínica com endoscopia
II. Megaesôfago 4-7 cm: dilatação do esfíncter com EDA ou cardiomiotomia
III. Megaesôfago 7-10 cm: cardiomiotomia a Heller (videolaparoscópica) ± fundoplicatura (evita o refluxo)
IV. Dolicomegaesôfago > 10 cm: esofagectomia
Fator de risco para câncer escamoso de esôfago
Divertículo de Zenker - tratamento
Cirúrgico
< 2cm: miotomia do esfíncter esofagiano superior
> 2 cm: miotomia + diverticulopexia (até 5cm) ou diverticulectomia
> 5 cm: miotomia + diverticulectomia preferencialmente
Endoscópico
Apenas se > 3 cm. Miotomia + diverticulotomia
Stapler endoscópico – canal comum entre a luz esofagiana e o interior do divertículo (procedimento de Dohlman)
Hérnia de hiato - tipos
Tipo I (deslizamento): JEG deslocada no mediastino posterior e fundo gástrico normal
Tipo II (rolamento): JEG normal + herniação do fundo gástrico pelo hiato diafragmático
Tipo III (mista): JEG deslocada + fundo gástrico herniado
Tipo IV: herniação de outros órgãos
Acalásia - classificação de Chicago
Todos: relaxamento incompleto do EEI
I. Aperistalse e ausência de pressurização esofágica
II. Aperistalse e pressurização panesofágica em no mínimo 20% das deglutições
III. Contrações prematuras (espásticas) com integral de contratilidade distal (DCI) > 450 mmHg.s.cm em ≥ 20% das deglutições
Acalásia - clínica clássica (3)
- Disfagia
- Regurgitação
- Perda de peso
Acalásia - classificação de Rezende
I. Esôfago de calibre aparentemente normal ao exame radiológico. Trânsito lento com pequena retenção de contraste
II. Esôfago com pequeno e moderado aumento de calibre. Retenção apreciável de contraste. Ondas terciárias frequentes, associadas ou não à hipertonia do EEI.
III. Esôfago com grande aumento de calibre. Hipotonia do esôfago inferior. Atividade motora reduzida ou inaparente. Grande retenção de meio de contraste.
IV. Dolicomegaesôfago. Grande retenção, atônico, alongado, dobrando-se sobre a cúpula diafragmática.
Síndrome de Plummer-Vinson
- Diagnóstico diferencial de Anel de Schatzki
- Membranas no esôfago superior e/ou médio associadas à anemia ferropriva
Tratamento das síndromes de dumping
Medidas dietéticas
- Diminuição de carboidratos na dieta
- Fracionar a dieta
- Deitar após as refeições
- Acarbose (dumping tardio), octreotide
- Interposição de alça jejunal entre o estômago e o coto distal
Gastrite alcalina e sd. alça aferente - tratamento
Conversão para Y de Roux
Sd. de Zollinger-Ellison - características e epidemiologia
- Causada por um gastrinoma (tumor neuroendócrino
- Esporádico ou em associação com NEM-1: paratireoide, pâncreas, pituitária
- Dor abdominal, diarreia crônica, pirose, regurgitação, DUP
- Diagnóstico: dosagem de gastrina + pH gástrico
Classificação de Forrest e chance de ressangramento
IA: sangramento em jato/pulsátil (100%)
IB: sangramento em porejamento (55%)
IIA: coto de vaso visível (43%)
IIB: coágulo aderido (22%)
IIC: mancha de hematina plana (10%)
III: úlcera com fundo limpo (5%)