EXAME FÍSICO DO PÉ E TORNOZELO Flashcards
Anamnese
Queixas principais são deformidades, alterações no suporte de carga e dor
Deformidade congênitas ou adquiridas
Identificação paciente, sexo, idade, ocupação e atividades
Calçados utilizados
Caracterizar queixas de forma completa
Identificar problema
Inspeção
Pés desnudos
ectoscopia
Pele
Calosidades, verrugas, ulcerações, lesões
Perfusão
Anexos e fâneros: Unhas e pêlos
Sensibilidade -> L4-L5-S1-S2
Inspeção: Pele
Calosidades, espessamentos fasciais
verrugas, ulcerações, alterações pigmento, umidade, coloração
Pregas cutâneas
Calos simples x Verrugas plantares
Calos simples x Verrugas plantares
Calos: área de atrito ou pressão, linhas cutânea atravessam a zona central da lesão, sem lesões satélites e centro seco e regular. Dor por pressão local
Verrugas: as linhas da pele circundam o centro da lesão sem atravessá-lo, lesões satélites marginais, centro amolecido e irregular com hemorragia punctata em sua base. Dor é desencadeada por compressão latero-lateral da lesão e não pela compressão central
Perfusão
Varicosidades, telangectasias, alterações vasculares
Artéria pediosa: lateralmente a proeminência dorsal da base da 1 MTT-cuneiforme
Artéria tibial posterior: imediatamente atrás do maléolo medial ( túnel tarso)
Enchimento capilar e fâneros
Sensibilidade cutânea
L4 - n. safeno (terço medial anterior)
L5 – n. fibular superficial (terço médio anterior)
S1 – n. sural (terço lateral anterior)
S2 – fibular profundo (terço medial posterior)
Movimentos
Supinação e pronação
Flexão e extensão
adução e abdução
Evensão e inversão
Supinação
Flexão do tornozelo + inversão subtalar+ adução mediotársica e supinação da tarsometatársica
RESUMO: adução + inversão + flexão
Pronação
Extensão do tornozelo + eversão subtalar + abdução mediotársica e pronação da tarsometatársica
Resumo: abdução + eversão + extensão do pé
ADM tornozelo
Flexão dorsal: 45º
Flexão plantar: 25º
ADM Complexo subtalar
Movimentos no sentido de inversão e eversão ( supinação e pronação )
20º inversão e 10º eversão
ADM Complexo Chopart
( médio társica ou talonavicular e calcaneocubóide )
Adução: 10º
Abdução: 10º
ADM Complexo articular de Lisfranc
ADM flexão plantar e dorsal
15º Supinação do antepé em relação médiopé
25º pronação do antepé em relação médiopé
Estabilidade funcional em terrenos irregulares
ADM Articulações metatarsofalângicas
80º flexão dorsal
30º flexão plantar
Palpação cabeças dos MTT
ADM Articulações interfalângicas
IFP
Flexão: 45º
Extensão: 10º
Articulações interfalângicas: o que avaliar
Avaliar mobilidade, deformidades flexíveis e rígidas
Avaliar redutibilidade das deformidades
Fórmula digital
Deformidades interfalangicas
Dedo em martelo
Dedo em garra
Dedo em taco de golfe
Dedo em martelo
Hiperextensão da metatarsofalageana e da interfalanfgiana distal
Flexão da interfalangeana proximal
Dedo em garra
Hiperflexão das interfalangeanas com ou sem hiperextensão da metatarsofalangeanas
Sobre as manobras e testes clínicos no exame físico do pé e tornozelo, assinale a INCORRETA:
o teste de Pillings representa um dos testes possíveis para avaliação das lesões da sindesmose tibiofibular distal
o teste de Jack consiste na dorsiflexãopassiva da articulação metatarsofalangeana do hálux em posição ortostática, avaliando-se o grau de elevação do arco longitudinal do pé
o teste de Kelikian-Ducroquet avalia-se a flexibilidade da deformidade em garra dos dedos com carga simuladano antepé
o Sinal de Mulder é considerado positivo quando existe dor à palpação plantar no 3º espaço intermetatarsal
“… O sinal de Mulder consiste na realização de compressão latero-lateral do pé associada à compressão plantar do espaço intermetatarsal provavelmente acometido por neuroma de Morton( + comum no 3º espaço). Na manobra positiva, espera-se a presença de estalido pelo deslizamento do neuroma e dor referida irradiada para os dedos. A simples presença de dor à palpação plantar do espaço intermetatarsal não representa teste positivo.” Tarcisio
Dedo em taco de golfe
Hiperflexão da IFD
Morfologia dos dedos
Pé egípcio
Pé grego
Pé quadrado
Formulas digitais: Pé egípicio
1>2>3>4>5
Formulas digitais: Pé quadrado
1=2>3>4>5
Formulas digitais: Pé grego
1<2>3>4>5
Avaliação do membro inferior como um todo
Método proposto por Staheli: membros inferiores funcionam como goniômetros
Ângulo coxa-pé
Índice oval: eixo que corta ao meio o oval do calcanhar deve situar-se entre o segundo e terceiro artelho
Exame pé com carga
Procurar anormalidades
Arco plantar medial
Pé normal: retropé imprime uma imagem oval cujo maior eixo, atinge o segundo interdígito
Arco plantar medial
deve ter no mínimo 14mm no adulto
Desvio medial eixo
Valgismo retropé ou abdução antepé
Desvio lateral eixo
Varismo retropé ou adução do antepé
Ângulo calcâneo tibial
5 a 10° valgo
Classificação de VALENTE
largura do istimo (latero-lateral do pé que toca o solo)
largura do antepé
normal e grau 1-4
Classificação de VALENTE: normal
Normal: largura do istmo corresponde a menos da metade da largura total do antepé
Classificação de VALENTE Grau 1
Grau 1: largura do istmo supera a metade da largura do antepé, mas não ultrapassa 2;3 dessa mesma largura
Classificação de VALENTE Grau 2
Grau 2: largura do istmo supera 2;3 da largura do antepé mas não a ultrapassa
Classificação de VALENTE Grau 3
Grau 3: largura do istmo é superior à largura do antepé
Classificação de VALENTE Grau 4
Grau 4: surgimento do arco lateral em função do valgo excessiva do retropé
Músculos do pé
Região Plantar medial
Região Plantar lateral
Região Plantar média
Região dorsal
Região Plantar medial
Abdutor do hálux
Flexor curto do hálux
Adutor do hálux
Região Plantar lateral
Abdutor dedo mínimo
Flexor curto do mínimo
Oponente do mínimo
Região Plantar média
Flexor curto dos dedos Quadrado plantar Lumbricais Interósseos Plantares Interosseos Dorsais
Região dorsal
Extensor curto dos dedos
Extensor curto do hálux
Teste de Thompson
Pcte em decúbito ventral
Compressão súbita e vigorosa na massa muscular do tríceps sural
Se flexão plantar presente → Teste positivo (controversia)
Matles
Paciente em decubito ventral, você pede pra fletir o joelho 90 graus
o normal, pela tração do triceps, é o pé ir pra flexão plantar, se o pé permanecer em neutro ou ficar dorsifletido, sugere lesão do aquiles
Teste da gaveta anterior do tornozelo
Avaliar intregridade:
ligamento talofibular anterior e da porção ântero-lateral da cápsula articular
Apoio com uma das mãos região anterior tíbia e com a outra envolve o calcanhar
Nessa posição, faz força no sentido de deslocar anteriormente o pé, enquanto perna fica fixa
Se lesões → deslocamento tálus dentro da pinça e aparecimento sinal do vácuo
Teste do estresse em varo do tornozelo
Avaliar integridade:
Ligamento calcâneofibular e cápsula lateral tornozelo
Examinador aplica força varizante na região calcanhar, mantendo a extremidade distal da perna fixa
Surge zona de depressão logo abaixo do ML
Teste do estresse em valgo do tornozelo
Avaliação da integridade
Ligamento deltóide
Força valgizante na região calcanhar, com tíbia distal fixa
Pode ser feito sob fluoroscopia
Teste da rotação do talo
Avaliar integridade da sindesmose tibiofibular distal
Manter tíbia distal fixa
Realizar RE do pé, tendo como fulcro a mão que envolve calcanhar
Teste + : dor aguda na topografia sindesmose
Borda medial do pé fica encostada no antebraço do examinador.
Teste da gaveta posterior da fíbula
Avaliar integridade da sindesmose tibiofibular distal
Examinador segura tornozelo com uma das mãos e aplica força com o polegar da outra mão no sentido de deslocar a fíbula posteriormente
Teste +: dor na topografia sindesmose e leve deslocamento posterior da fíbula
Teste da compressão lateral da perna
Teste de Pillings
Avaliar acometimento dos ligamentos e articulação tíbiofibular distal
Compressão firme no terço médio da perna, fíbula contra tíbia
Fíbula é elástica → ocorre arqueamento → stress nos ligamentos e articulação tíbiofibular distal
Teste da mobilidade da articulação subtalar
Avaliar liberdade e ADM em inversão e eversão da talocalcaneana
Uma das mãos mantem relação original entre médio e antepé com o retropé
A outra aplica forças de inversão e eversão
Manobra da hiperextensão do tornozelo e dos artelhos
Utilizada para distender a fáscia plantar
Fáscia fica mais superficial e palpável
Aumenta concavidade do pé
Extensão máxima dos artelhos passivamente
Se inflamação ou rotura → dor
Teste da ponta dos pés
Avaliar integridade dos tendões calcâneo e tíbial posterior
Capacidade neuromuscular
Teste de varização na ponta dos pés: avaliação da integridade subtalar
Se bloqueio na subtalar não ocorre varização
Teste de Jack
Teste da hiperextensão passiva do hálux
Avalia integridade: articulação subtalar, FLH e sincronização entre musculatura intrínsica e extrínsica do pé
Extensão passiva da articulação MF hálux
Teste positivo se: varização do retropé e surgimento da abóboda do pé
Teste da rotação externa passiva da perna
Avalia liberdade de movimento da subtalar
Paciente em posição ortostática e apoio bipodálico
Examinador segura porção média da perna a ser examinada e promove a RE conjunto
Tálus move sobre calcâneo
Ação desses movimentos sobre mediotársica e tarsometatársica → aumento da abóboda plantar do pé, indicando perfeito funcionamento
Testes dos blocos de Coleman
Bloco de Coleman – pé cavo varo flexível ( 3 tempos )
Testes dos blocos de Coleman 1 tempo
1° raio e hálux sem apoio no bloco. Se ocorrer valgização fisiológica do retropé, a deformidade está no 1° raio.
Testes dos blocos de Coleman 2 tempo
apoio apenas no calcanhar, sem contato do antepé com bloco – sem carga no antepé. Se ocorrer valgização do retropé, a deformidade esta no ante pé. Antepé equino e pronado em relação ao restante do pé
Testes dos blocos de Coleman 3 tempo
combinação de dois arranjos anteriores. Retropé é colocado em nível superior ao antepé e o primeiro raio é excluído da carga corporal.
Se ocorrer valgização do retropé podemos afastar o retropé como causador deformidade.
Se varismo fixo retropé: combinação de deformidades do antepé e retropé.
Sinal dos muitos dedos – too many toes
Indica deformidade em abdução do antepé
Associação com pé plano adquirido – insuficiência TP
Normal é ver apenas o 5o artelho
Sinal peek-a-boo
observando-se o paciente de frente, desde que pés estejam paralelos
Em condições fisiológicas retropé é valgo
Se calcâneo aparente na região medial ; retropé é varo
Prova da redutibilidade do valgismo do hálux – Prova de Mcbride
Indica grau de retração dos tecidos moles laterais no HV
Cápsula lateral MTF do primeiro raio
Musculatura adutora hálux
Paciente em posição ortostática, examinador aplica força varizante na borda lateral hálux
Avaliar o grau de redutibilidade
Se alinhar com MTT – sem contraturas
Não se alinha – avaliar necessidade de liberação de estruturas laterais=
Teste da hipermobilidade do primeiro raio
Avalia o grau de movimento da 1a tarsometatársica
Sd. Insuficiência do primeiro raio e no HVJ
Com umas das mãos estabiliza os quatro raios laterais, enquanto polegar e indicador apreendem a cabeça do 1 MTT, realizando forças em sentido plantar e dorsal.
Examinador fixa o retropé e médio pé com uma mão, enquanto o polegar e o indicador seguram a cabeça do 1 MTT
Graduar deslocamento do 1º raio
Excursão > 30º indicam hipermobilidade
Teste da hipermobilidade do primeiro raio: Goniômetro
centrado na face medial do pé e cujo centro coincida com a articulação tarsometatársica do 1 raio.
Teste da compressão látero-lateral do antepé
Avaliar processos inflamatórios e neoplásicos
Força de compressão nas cabeças do 1 e 5 MTT, sentido de aproximá-las
Potencializada: se pressão no espaço intermetatarsal suspeito
Teste gera DOR acompanhada ou NÃO de parestesia
Se neuroma de Morton: estalido local + ressalto doloroso → dor em choque irradiada para os dedos correspondentes = Sinal de Mulder
Teste da gaveta metatarsofalângica
Avalia instabilidade MTF
Examinador fixa com o polegar e os indicadores o colo do MTT e a falange proximal do raio a ser examinado
Teste da redutibilidade das garras
Teste de Kelikian Ducroquet
Avaliar retrações e contraturas das articulações MTF e IF dos dedos dos pés se houver deformidade em garra ou martelo.
Aplica-se pressão com os polegares na região central do antepé
Se contraturas → deformidades não se alteram
Se flexíveis → correção deformidades
Testes musculares: TA
paciente realiza dorsiflexão forçada tornozelo ; TA é o principal extensor tornozelo. TA também é inversor do pé junto com o TP
Testes musculares: TP
paciente realiza inversão e adução do pé contra resistência + flexão plantar
Testes musculares: ELH
paciente realiza extensão do grande dedo contra resistência, pouco saliente na região tornozelo devido ao retináculo dos extensores
Testes musculares: Fibulares
paciente realiza abdução e eversão do pé contra resistência. Além disso o fibular longo faz abaixamento do primeiro raio
Testes musculares: FLH
paciente realiza flexão da IF do hálux contra resistência ; ação do FLH é principalmente na falange distal
Testes musculares: FCH
paciente realiza flexão MTF hálus contra resistência.
Testes musculares: ELD
paciente realiza extensão das articulações IF distais dos quatro pequenos dedos laterais ( II ao V ) contra resistência
Testes musculares: ECD
mantendo-se estáveis as IF dos pequenos dedos, solicita ao paciente que realize a extensão das MTF dos 4 dedos laterais
Testes musculares: FLD
paciente realiza flexão das articulações IF contra resistência; mantendo o examinador a estabilização das MTF
Testes musculares: Lumbricais
Paciente realiza a flexão das MTF dos 4 dedos laterais ; se os lumbricais íntegros: ocorre extensão das IF
Testes musculares: Interósseos
paciente realiza a extensão das IF contra resistência. No pé não há muito sentido fazer esse teste ; já que nos dedos do pé praticamente não há adução e abdução.