ASMA Flashcards
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Fatores de risco:
- Genética
- Atopia
- Exposição à alérgeno
- Obesidade
- Ocupacional
- Tabagismo materno
- Agentes infecciosos, umidade
Fisiopatologia:
- Doença heterogênea
- Inflamação crônica da árvore traqueobrônquica
- Infiltração: células Th2, eosinófilos e mastócitos
- Resultado: hiperreatividade brônquica
- Falta de tratamento: remodelamento brônquico
- Presença de eosinófilos: gravidade
Marcha atópica:
- Evolução da atopia que se manifesta de formas variadas nos primeiro anos de vida:
1) Dermatite atópica
2) Rinite alérgica
3) Asma
Fatores desencadeantes:
- Infecções respiratórias (principal desencadeante)
- Alérgenos
- Irritantes (tabaco, fumaça, ar frio e seco, poluição)
- Temperatura e clima
- Atividade física
- Flutuações hormonais
- Medicamentos
- Fatores emocionais
- DRGE
Fenótipos:
- Alérgica:
1) Atopia
2) Hipersensibilidade tipo 1
3) 80% dos casos inicia na infância
4) Infiltração de eosinófilos e BOA resposta ao CI - Não alérgica:
1) Não há atopia
2) Teste alérgicos negativos
3) Inicio tardio
4) Infitração de neutrófilos e resposta ao CI
Clínica do paciente:
- DTS: Dispneia, Tosse e Sibilância
- Outros sintomas: opressão torácica, tosse noturna, cianose
- Tosse:
1) Seca - pior manhã e noite
2) Pode ser o único sintoma
3) Principal causa de tosse crônica em crianças > 3 anos - Sibilos: passagem pela via aérea estreita:
1) Normalmente expiratório; inspiratório e expiratório são sinais de gravidade
2) Fase expiratória prolongada
3) Tórax silencioso: risco iminente de insuficiência respiratória - Dispneia
1) Retrações torácica, subdiafragmática e de fúrcula
2) Taquipneia compensatória
Diagnóstico (< 6 anos de idade):
- Trabalha com a probabilidade + quadro clínico
- Menor capacidade de cooperação em realizar exame
- Poucos tem asma:
1) Sintomas por > 10 dias durante IVAS
2) 2-3 episódios/ano
3) Assintomático entre os episódios - Alguns tem asma:
1) Sintomas por > 10 dias durantes IVAS
2) > 3 episódios/ano; ou episódios severos e/ou piora durante a noite
3) Tosse ocasional, sibilância ou desconforto respiratório
A maioria tem asma:
1) Sintomas > 10 dias durante IVAS
2) > 3 episódios/ano; ou episódios severos e/ou piora durante a noite
3) Tosse, sibilância ou desconforto respiratório ao brincar ou quando dá risadas
4) Sensibilização alérgica: dermatite atópica, alergia alimentar ou história familiar de asma
Diagnóstico (≥ 6 anos)
- Quadro clínico + espirometria
- Espirometria: ajuda no diagnóstico, monitora, avalia gravidade e resposta ao tratamento
- VEF1 e CVF - VEF1 diminui muito mais que CVF
- Índice de Tiffenau (VEF1/CVF): estará diminuído (< 0,9)
- Criança a partir de 6 anos tende a cooperar com exame + 01 dos seguintes parâmetros:
1) Prova broncodilatadora: VEF1 aumente > 12%
2) Teste do exercício: Queda > 10% VEF1 ou PFE > 15%
3) Variação excessiva na função pulmonar entre consultas: VEF > 12% ou PFE > 15%
4) Variação diária média do PFE (2x/dia - manhã e noite por 2 semanas): média PFE > 13% nas crianças
Lactente sibilante:
- 3 ou + episódios de sibilância em 1 ano, nos 2 primeiros anos de vida OU
- 3 episódios de sibilância em 02 meses OU
- Crise de sibilância que persiste > 30 dias nos 2 primeiros anos de vida
Probabilidade do lactente sibilante desenvolver asma:
- Índice preditivo Castro-Rodriguez:
- Critérios maiores:
1) Um dos pais com asma
2) Diagnóstico de dermatite atópica
Critérios menores:
- Sibilância associada ao resfriado
- Eosinofilia > 4
- Diagnóstico médico de rinite alérgica
- 01 maior ou 02 menores: alta probabilidade
Diagnóstico de alergia:
- Importante p/ pesquisa de fator desencadeante e correlacionar com o quadro clínico do paciente
- Prick Test
- IgE sérica
Avaliação do controle:
4 ÍTENS NAS ÚLTIMAS 4 SEMANAS:
< 6 anos (≥ 6 anos):
- Sintomas diurnos > 1x (2x) por semana
- Despertar ou tosse noturna
- Medicação de resgate > 1x (2x)/semana
- Limitação de atividade (brincar nos < 6 anos)
- Controlado: 0 itens
- Parcialmente controlado: 1-2 itens
- Não controlado: 3-4 itens
Tratamento não farmacológico:
- Manter ambiente limpo, arejado e livre de mofo
- Pano úmido no chão e nos móveis
- Trocar constantemente de roupas de cama e banho
- Usar capa protetora (antiácaro e antimofo) nos travesseiros e colchões
Avaliar antes de mudar medicações:
- Classificar o controle (4 itens em 4 semanas)
- Avaliar fatores de risco
- Treinamento do uso do dispositivo
- Checar técnica
- Educar paciente e cuidadores
- Planejar tratamento
Medicações terapêutico:
- Corticoide inalatório
- SABA
- LABA
- Terapia MART (Beta 2 e CI de manutenção pode ser utilizadas como alívio)
- Outras: antileucotrienos, tiotrópio, entre outras
Etapas de tratamento asma (6 a 11 anos):
- Etapa 1: sintomas < 2x/mês
1) CI (dose baixa) sempre utilizar SABA - Etapa 2: Sintomas ≥ 2x/mês, mas não diários
1) CI dose baixa - Etapa 3: Sintoma quase todos os dias ou despertar noturno ≥ 1x/semana
1) Dose baixa de CI + LABA OU
2) Dose média de CI - Etapa 4: Sintoma quase todos os dias ou despertar noturno ≥ 1x/semana + função pulmonar alterada
Dose média de CI + LABA ou MART (dose baixa de CI) e referência à especialista - Etapa 5: Ausência de controle na etapa 4
Etapas de tratamento (< 6 anos):
- Etapa 1: Sibilância infrequente durante infecções virais - pouco ou nenhum sintoma nos intervalos
1) SABA por demanda - Etapa 2: Sintomas não características de asma, mas SABA mais que 3x
1) CI dose baixa - Etapa 3: diagnóstico de asma e ausência de controle com baixa dose de CI
1) CI em dose dobrada e encaminhar ao especialista - Etapa 4: ausência de controle com dose dobrada
1) Etapa 4: manter dose dobrada e acompanhamento com especialista
NÃO UTILIZAR LABA
Classificação asma:
- Leve: controle nas etapas 1 ou 2
- Moderada: controle 3 ou 4
- Grave: controle na etapa 5 ou refratária
Exacerbação da Asma:
- PIORA dos sintomas devido fatores desencadeantes
- Potencialmente grave: CLASSIFICAR
Risco p/ asma fatal:
- Emergência ou hospitalização
- Baixa adesão
- > 1 FR de medicação de resgate/mês
- Internação em UTI ou IOT
- Uso frequente de corticoide oral
- Alergia alimentar
- Presença de comorbidades
-Arsenal terapêutico na exacerbação:
- SABA: Salbutamol (Aerolin)
- Anticolinérgico: Brometo de ipratrópio (Atrovent)
- Corticoide VO ou EV: avaliar melhor via
- Sulfato de magnésio: relaxa musculatura brônquica, infusão lenta, monitorização
Suporte ventilatório:
- SatO2 alvo: 94-98%
- Indicações de IOT
- Coma/alt estado mental
- PCR
- Apneia
- Respiração agônica
- Fadiga progressiva/tórax silencioso
Classificar gravidade (6 a 11 anos):
- Crise leve à moderada / grave
1) Não agitado/agitado
2) Musculatura acessória: s/ uso / c/ uso de musculatura
3) FR: ≤ 30 / > 30
4) FC: 100-120 / > 120 bpm
5) Capacidade de falar frase: frases / palavras
6) PFE: > 50% do previsto / ≤ 50% do previsto - MUITO GRAVE: sonolento, dispneia importante, tórax silencioso
Tratamento - asma leve a moderada:
- Mnemônico: “BOPS”:
- B: Brometo de ipratrópio - pode ser considerado
- O: Oxigênio - alvo: 94-98%
- P: Prednisolona: 1-2 mg/kg (max: 40mg) na 1ª hora
- S: SABA: 4-10 puff repetidos a cada 20 minutos por 1 hora
Tratamento - Grave:
- Mnemônico: “BOPS-S”
- B: Brometo de ipratrópio obrigatoriamente
- O: Oxigênio 94-98%
- P: Prednisolona (VO ou EV) imediatamente
- S: SABA: 4-10 puff a cada 20 minutos por 1 hora
- S: Sulfato de magnésio - considerado
Tratamento - Muito grave
- Medidas p/ crise
- UTI
- Suporte ventilatório
Classificar gravidade (6 a 11 anos):
- Crise leve à moderada / grave
1) Normal a agitado / agitado até sonolência
2) Padrão respiratório: dispneia leve / dispneia importante
3) FR: ≤ 40 irpm / > 40 irpm
4) FC: ≤ 180 (0-3 anos) e ≤ 150 bpm / > 120 bpm
5) Capacidade de falar frase: frases / incapaz de falar
6) Ausculta: sibilos / tórax pode estar silencioso
Tratamento - asma leve a moderada: