M07 - Distúrbios Metabólicos e Hidroeletrolíticos Flashcards
Hipoglicemia no PS
O que é o mais importante de saber?
- Potencialmente fatal
- Buscar diagnóstico de causa
Hipoglicemia no PS
Qual a definição de hipoglicemia?
Glicose capilar < 45
Em paciente diabéticos: < 70
+
sintomas
+
resolução de sintomas com a correção da hipoglicemia
Hipoglicemia no PS
Quais os sintomas de hipoglicemia?
Adrenérgicos e neuroglicopênicos
Adrenérgicos: ativação do sistema simpático
Neuroglicopênicos: Cefaleia, RNC, déficit neurológico focal, sintomas neurológicos gerais.
Hipoglicemia no PS
Como abordar inicialmente o quadro?
- Tratar
- Pesquisar a causa
- MOV
Hipoglicemia no PS
Se for pouco sintomática, como conduzir?
- Glicose VO
- Copo com açúcar
Hipoglicemia no PS
Se for muito sintomático, como conduzir?
Glicose 50% - 4 amp IV
Cuidado com o acesso, calibroso e firme pois destrói o SC.
Pode repetir.
Hipoglicemia no PS
Quando usar SG 5%?
Quando se achar que pode haver recorrência.
Hipoglicemia no PS
Quais as possíveis causas em pacientes não diabéticos?
- Medicações
- Grave (Sepse, trauma, queimadura)
- Doença clínica (IC, DRC, Insuf hep)
- Inanição
Hipoglicemia no PS
Quando repor tiamina? Que dose?
Repor: desnutridos, hepatopatas e etilistas
Dose: 100-300mg
Hipoglicemia no PS
Quando internar?
- Diabético com alto risco de recorrência
- Indícios de outras patologias (ex. sepse)
- UTI: RNC persistente
Cetoacidose diabética e EHH
O que são?
Complicações associadas à hiperglicemia, podendo haver complicações graves e potencialmente fatais.
Cetoacidose diabética
Qual a definição?
Ausência absoluta de insulina + frequentemente na DM tipo 1
Cetoacidose diabética
Quais pacientes demandam cuidado por pior prognóstico?
- Extremos de idade
- Coma
- Choque
Cetoacidose diabética
Quais os fins fisiopatológicos que justificam o quadro?
- Hiperglicemia
- Corpos cetônicos (acidose metabólica)
- Desidratação
Cetoacidose diabética
Qual a tríade diagnóstica da CAD?
- Cetonemia (ou cetonúria +4)
- Acidemia (ph < 7,3) c/ Ânion GAP aumentado: Na - (Cl + BIC)
- Hiperglicemia ( > 250mg/dL)
Cetoacidose diabética
Qual distúrbio hidroeletrolítico está associado?
Distúrbios do K, pois a insulina transfere K para o intracelular.
Cetoacidose diabética
Qual o quadro clínico?
Evolução rápida com
- Poliúria, polidipsia e perda de peso
- Sinais de desidratação (taquicardia, hipotensão, mucosas hipocoradas)
- TGI (Náuseas, vômitos e dor abdominal)
- Acidose (hálito cetônico e Kussmaul)
EHH
Qual a definição?
Ausência relativa de insulina, + comum em DM tipo 2
EHH
Quais os mecanismos fisiopatológicos?
Hiperglicemia com hiperosmolaridade e desidratação profunda, sem acidose metabólica.
EHH
Qual o quadro clínico?
- Quadro insidioso (dias a semanas)
- Poliúria, polidpsia e polifagia
- Desidratação
- Sintomas neurológicos mais intensos por osmolaridade alterada
EHH
Como fazer o diagnóstico?
- Hiperglicemia ( > 600mg/dL)
- Osmolaridade > 320 mosm/kg
- pH normal
EHH
Como calcular osmolaridade efetiva?
2 x (Na corrigido) + glicemia/18
(Na corrigido) = Na + 1,6*glicemia/100
Cetoacidose diabética e EHH
Que exames solicitar?
- Glicemia sérica
- Urina EAS
- Gasometria arterial
- Eletrólitos (Na, K, P, Cl)
+
Hemograma, função renal
+
Conforme suspeita
Cetoacidose diabética e EHH
Como realizar o tratamento?
VIP
Volume, insulina e potássio
Cetoacidose diabética e EHH
O que realizar em relação ao volume?
- Reposição volêmica vigorosa
- Estabilização hemodinâmica
- 1000-1500mL na primeira hora, aberto, podendo repetir
!! Cuidado com cardiopatas e DRC - Estabilização? 250-50mL
- Calcular Na corrigido
5.1 Se < 135: NaCl 0,9% + glicose 5-10%
5.2 Se ≥ 135: NaCl 0,45% + glicose 5-10%
! Não é o objetivo reduzir a glicemia e sim a acidose! Glicemia é fácil.
Cetoacidose diabética e EHH
O que fazer em relação à insulina?
- Insulina REGULAR EV
- K < 3,3 NÃO FAZ
- Ataque: 0,1 a 0,15 U/kg bolus
-
Infusão: 0,1U/kg/hora
Diluição: 50U + 250ml SF
5ml = 1U de insulina -
Queda adequada: 50-70/h
- Se < = dobrar velocidade
- Se > = metade da velocid. -
Se gl 200-250
- Associar SG 5-10%
Cetoacidose diabética e EHH
O que fazer em relação ao K?
Dosar na gasometria venosa!
-
Se < 3,3
Kcl 40mEq e medir depos -
Se 3,3-5,0
2.1 Insulina
2.2 Kcl 20-mEq/litro de solução
2.3 Medir K de 2/2h
2.4 Manter K entre 4,0 e 5,0 -
Se > 5,0
Dar insulina e medir K de 2/2h
Cetoacidose diabética e EHH
Quando posso dar alta?
CAD
- pH > 7,3
- Bic ≥ 15
- AG ≤ 12
EHH
Correção de glicemia e osmolaridade
Cetoacidose diabética e EHH
Como fazer o esquema sem bomba de infusão?
0,4 U/kg SC/IM
Metade bolus, metade SC/IM
Manter 0,1U/kg/h SC/IM de 1/1h
Injúria Renal Aguda
O que é?
Redução abrupta, algumas vezes reversível da função renal.
Injúria Renal Aguda
Quais as consequências da IRA?
- Retenção de ureia e outras escórias nitrogenadas
- Desregulação de volume
- Desregulação de eletrólitos
Injúria Renal Aguda
Quais os critérios diagnósticos?
Critérios de KADIGO (1 critério)
- ⇡ da creatinina sérica ≥ 0,3mg/dl em 48h
- ⇡ relativo ≥ a 1,5 a creatinina basal sabida ou presumidamente da última semana
- Volume de diurese < 0,5ml/kg/h em período maior que 6h
Injúria Renal Aguda
Quais os estágios da classificação de Kadigo?
1 (risco), 2 (lesão renal) e 3 (falência renal)
Injúria Renal Aguda
Qual o quadro clínico habitual?
- Edema
- HAS
- ⇣ Diurese
- Assintomáticos com ⇡ de creatinina
Injúria Renal Aguda
Quais os 3 tipos de etiologia?
- Pré renal
- Renal
- Pós renal
Injúria Renal Aguda
Qual a etiologia da IRA pré renal?
Perfusão inadequada dos rins
- Hipovolemia (diarreia, vômitos, poliúria, diuréticos, hemorragia, pancreatite)
- Hipofluxo de artéria renal (IC, SHR, estenose de artéria renal e sd. compartimental abdominal e sd. nefrótica grave)
Pode evoluir para IRA renal
Injúria Renal Aguda
Qual a etiologia da IRA renal?
- NTA
- Choque
- Hemólise
- Rabdomiólise
- Intoxicações
- Acidentes ofídicos
- Medicamentos
Injúria Renal Aguda
Como diferenciar NTA ou IRA pré renal?
Testar volume para diferenciar.
Parâmetros laboratoriais
Pré renal: cilindros hialinos
NTA: cilindros granulosos e epiteliais
Injúria Renal Aguda
Qual a gravidade da sepse nesse contexto?
Soma de várias etiologias para a IRA, com:
- hipoperfusão
- vasodilatação sistêmica
- endotoxinas inflamatórias próprias
Injúria Renal Aguda
Quais as etiologias da IRA pós renal?
Obstrução do fluxo urinário
- Bexiga neurogênica
- Medicamentos anticolinérgicos
- Obstrução uretral
- CA de bexiga ou metástases
- HPB ou CA de próstata
- Sondagem!
Injúria Renal Aguda
O que nos direciona a pensar em IRA Renal em exames de laboratório?
- Hematúria
- Proteinúria
- Cilindros
Injúria Renal Aguda
Como identificar a causa da hematúria?
Excluir a manipulação
Se eumórficas: trato urinário baixo
Se dismórficas: glomerular
Injúria Renal Aguda
Que diagnósticos podem estar associados à piúria?
Cilindros leucocitários: pielonefrite
Eosinófilos > 1%: NIA
Injúria Renal Aguda
Como manejar IRA pré renal?
- Fluidoterapia (Ringer ou SF)
- Suspender IECA/BRA/AINES
- Suspender diuréticos
Injúria Renal Aguda
Como manejar IRA Renal?
Cuidar da NTA!
- Prevenção
- Manejo de hipotensão e hipoperfusão
- Suspender nefrotóxicos
- Ajustar drogas
- Suporte clínico
Corrigir DHE
Se oligúria
Furosemida stress test para ver 200ml de diurese em 2h
Se acidose
Bicarbonato 1mEq/kg
Injúria Renal Aguda
Como manejar a IRA pós-renal?
- Desobstrução
- Sonda Vesical de Demora
Injúria Renal Aguda
O que são as urgências dialíticas?
A E I O U
Acidose refratária
Eletrólitos (K!!)
Intoxicações
Overload (congestão)
Uremia (encefalopatia urêmica, derrames cavitários e hemorragia)
Distúrbios do Sódio
Como determinar hiponatremia?
Na < 135mEq/L
Distúrbios do Sódio
Como classificar a hiponatremia?
Em tempo e gravidade
Tempo
Agudo: < 48h
Crônico: > 48h
Gravidade
Leve: 130-135
Moderada: 120-129
Grave: < 120
Distúrbios do Sódio
Qual a clínica da hiponatremia?
Leve
Náusea, mal estar
Moderadas
Náuseas sem vômitos, cefaleia, confusão mental
Graves
Vômitos, sonolência excessiva, convulsões e coma
Distúrbios do Sódio
Quais as principais complicações da hiponatremia?
HIC e herniações cerebrais
Distúrbios do Sódio
Qual o limite da correção de hiponatremia?
No máximo 6 mEq em 24h para evitar síndrome de desmielinização osmótica
Distúrbios do Sódio
Quem deve ser tratado na hiponatremia?
- Todos os com hiponatremia grave
- Casos moderados se:
- 1 Risco de HIC e herniação
- 2 Sintomatologia não explicada por outras causas
Distúrbios do Sódio
Quais os 2 tipos de tratamento de hiponatremia?
Em bolus e contínuo.
Distúrbios do Sódio
Em que casos se faz correção de hiponatremia em bolus? Como fazer?
- Hiponatremia aguda grave
- Hiponatremia crônica com sintomas graves ou patologia de SNC prévio
NaCl 3% 100ml EV bolus, repetir em até 3 vezes, aumenta de 1 a 2 mEq a cada bolus. Dosar sódio 1-2h após
Distúrbios do Sódio
Como fazer NaCl 3%?
NaCl 0,9% 445ml + NaCl 20% 55ml = NaCl 3% 500ml
Distúrbios do Sódio
Em que casos se corrige hiponatremia de forma contínua? Como fazer?
- Hiponatremia aguda moderada
- Hiponatremia crônica sintomática
NaCl 3% a 1ml/kg (para aumentar 1 mEq). Calcula o volume e distribui em 24h
Distúrbios do Sódio
Quais os cuidados da correção da hiponatremia?
- Respeitar o limite de 6 mEq/dka
- Avaliação seriada do sódio (no máx. 6/6h)
- Avaliar sinais de congestão/hipervolemia
- Restrição hídrica
- Diuréticos de alça se necessário
- Tratar causa de base
Distúrbios do Sódio
Quando parar de realizar a correção de hiponatremia na BIC?
Quando chegar em 125.
Distúrbios do Sódio
Quais as indicações de internação na hiponatremia?
- Pacientes com sintomas agudos moderados ou graves
- Pacientes com Na < 125
- Hiponatremia aguda grave = UTI
Distúrbios do Sódio
Quais as etapas da investigação diagnóstica da hiponatremia?
- Glicemia capilar (poder osmótico, dilui o sódio, tem que corrigir)
- É mesmo hiponatremia? (hiperlipidemia + hiperproterinemia atrapalha o laboratório, pedir medida direta)
- Cirugias recentes com soluções hipotônicas (cirurgias urológicas ou ginecológicas)
- Faz uso de diurético ou DRC?
- Buscar congestão no EF
- Tem hipovolemia (de onde está saindo Na?)
-
Se euvolemia
* Osmolaridade urinária*
* *se diminuída:** mecanismo ok, provável ingesta excessiva de líquido
* *se aumentada:** descartar Hipotireoidismo e def de cortisol. Se não = SIADH
Distúrbios do Sódio
Qual a definição de hipernatremia?
Na > 145 associado a perda de água
Distúrbios do Sódio
Quais as classificações de hipernatremia?
-
Hipovolêmica: perde água e sódio, mas mais água que sódio
ex. : perdas renais, TGI -
Euvolêmica: desidratação
ex. : diabetes insupidus ou perdas insensíveis -
Hipervolêmica: sobrecarga de cristaloides
ex. : erros de hemodiálise, ingesta excessiva de sal (maus tratos)
Distúrbios do Sódio
Quais os pacientes sob maior risco de hipernatremia?
- Idosos com perda cognitiva e acesso limitado à água
- Pacientes críticos sem reposição adequada de água livre
- Paciente com diabetes insipidus com acesso limitado à água
Distúrbios do Sódio
Como é o quadro clínico da hipernatremia?
Agudo ( < 48h)
- Letargia
- Astenia
- Irritabilidade
- Convulsões
- Coma
Crônico ( > 48h)
- Oligossintomático
- Confusão mental
- Letargia
- Sede excessiva
- Poliúria
- Polidipsia
- Diarreia
- Vômitos
Distúrbios do Sódio
Como tratar hipernatremia?
Instabilidade hemodinâmica
Reposição volêmica com SF
Caso sabidamente agudo ( < 6h)
- SG 5% 3-6ml/kg/h
- Reduzir 1-2 mEq/L por hora
- Dosar de 4/4h
Euvolemia ou casos crônicos
Calcular déficit de água livre = [(Na sérico - 140)/140] x água corporal total
água corporal total: peso x 0,6 (H) ou 0,5 (M)
-
Se início em < 48h
Taxa: 1 mEq/L/h
Forma: ⅔ Vo e ⅓ EV -
Se início em > 48h
Taxa: 0,5 mEq/L/h
Não ultrapassar 8-10 mEq/24h
Distúrbios do Sódio
Como identificar a etiologia?
Pela osmolaridade.
- Osmolaridade aumentada ( > 700-800)
- Retenção hídrica, ADH aumentado
- Pedir sódio urinário - Osmolaridade diminuida (< 300)
- Urina muito diluída, sem ADH
- Dar ADH para descobrir se é deficiência ou resistência
Hidratação no PS
Como avaliar volemia?
Sinais vitais: taquicardia e hipotensão
Exame físico: TEC, alteração de estado mental, livedo reticular e débito urinário
Hidratação no PS
Quando hidratar?
- Sempre individualizar!
- Cuidados com pacientes com restrição volêmica
Hidratação no PS
Como avaliar a responsividade a volume?
Aumento de PAS em pelo menos 10-15% nos primeiros 10-15 minutos após 250-500ml de cristaloide em bolus
Hidratação no PS
Quais os tipos de soluções cristaloides?
- Hipotônicos
- Isotônicos
- Hipertônicos
- Concentrados
Hidratação no PS
Quais os tipos, as indicações e complicações de soro hipotônico?
Tipos: SG 5%, 10%; SF 0,45% (soro ao meio)
Indicações:
- Correção de déficit de água livre
- Soro de manutenção em casos específicos
- SG 5% em diluição de medicações
Complicações:
- Hiponatremia
- Edema cerebral
- Edema pulmonar
- SG: hiperglicemia e hipocalemia
Hidratação no PS
Quais os tipos, as indicações e complicações de soro isotônico?
Tipos: SF 0,9%, Ringer simples e Ringer lactato ( NaCl, CaCl, KCl + lactato de sódio)
Indicações:
- Ressuscitação volêmica
- Manutenção volêmica
- Diluição de medicações
Complicações:
- Acidose hiperclorêmica
- Sobrecarga volêmica
- Hipercalemia (ringer)
- Hiperglicemia (ringer)
Hidratação no PS
Quais os tipos, as indicações e complicações de soro hipertônico?
Tipos: NaCl 3%
Indicações:
- Correção de hiponatremia
- Tratamento de edema cerebral
Complicações:
- Sind. da dismielinização osmótica
Hidratação no PS
Quais os tipos, as indicações e complicações de soro concentrado?
Tipos: NaHCO3 8,4%; glicose 50%
Indicações:
- Correção de hipoglicemia e manejo de hipercalemia
- Antídoto para intoxicação tricíclica e correção de acidose
Complicações:
- Glicose 50%: flebite
- Bicarbonato 8,4%: alcalose metabólica, hipernatremia
Hidratação no PS
O que são coloides?
Soluções de alto peso molecular (expansores)
Não atravessama a barreira capilar, aumentando a pressão oncótica
Hidratação no PS
Como podem ser classificados?
Naturais: albumina, PFC
Semi-sintéticos: Gelatinas, Dextranas, HES
Hidratação no PS
O que é melhor usar para ressuscitação volêmica, coloide ou cristaloide?
Revisões mostraram que, para ressuscitação, não houve diferença
Hidratação no PS
Quais os objetivos do soro basal?
- Controlar o catabolismo, mantendo um estado basal
- Garantir demanda calórica + reposição de perdas volêmicas e eletrolíticas
- Quando o paciente tem necessidade de jejum
- Evitar a ativação de hormônios contra reguladores.
Hidratação no PS
Como realizar o soro basal?
Avaliar demanda calórica basal (1), de sódio (2), potássio (3).
-
Demanda calórica basal: 400kcal/dia
- 1g de glicose: 4 kcal
- 100g de glicose: 2000 SG5%, 1000 SG10%, 200 SG50% -
Sódio: 80 a 136 mEq
- 10 ml de NaCl 20% = 34,2mEq -
Potássio: 70-110 mEq
- 10ml de KCl19,1% = 25,6mEq
AVP: SG 5% 1000ml + NaCl 20% 20ml + KCl 19,1% 10ml de 12/12h
CVC: SG 50% 190ml + NaCl20% 4amp + KCl 2 amp em BIC 10,4ml/h
Distúrbios do Potássio
Que mecanismos ajustam os níveis séricos de K?
- Ingesta oral
- Excreção renal/TGI
- Shift intra e extracelular
Distúrbios do Potássio
Qual a definição e classificação de HiperK?
K > 5,5
Leve: 5,5-6,0
Moderada: 6,0-6,5
Grave: > 6,5
Distúrbios do Potássio
Quais as principais causas de hiperK?
- Alteração Renal (DRC e hipoaldosteronismo)
- Medicações (betabloq, IECA, AINE)
- Mecanismos patológicos
Distúrbios do Potássio
Quais as alterações no ECG da hipercalemia?
- Onda T alta e apiculada
- Achatamento da onda P
- Aumento do intervalo PR
- Alargamento do QRS
- Ritmo idioventricular
Distúrbios do Potássio
Em que momento aparecem alterações no ECG e quadro clínico de hiperK?
K ≥ 5,5
Distúrbios do Potássio
Qual o quadro clínico da hiperK?
- Fraqueza
- Paralisia muscular
- Arritmia
- Defeitos de condução
Distúrbios do Potássio
Quem tratar logo na hiperK?
- K > 6,5
- HiperK com sintomas
- HiperK com alterações em ECG
- K > 5,5 + disfunção renal e fatores de risco
Distúrbios do Potássio
Quais os mecanismos de tratamento da hiperK?
- Remover a causa da hiperK
- Favorecer o shunt intracelular
- Aumentar a excreção
Distúrbios do Potássio
Quais as medidas iniciais do tratamento de hiperK?
- Monitorização cardíaca contínua
- ECG seriado
- Dosar K 2/2h
- Glicemia capilar 1-1h pois risco de hipoglicemia
- Se ECG alterado = gluconato de Ca 10% 10-20ml em 2-3min
Distúrbios do Potássio
Como espoliar K?
- Resina de troca (Sorcal)
- Diuréticos (furosemida)
- Diálise
Distúrbios do Potássio
Como realizar o shift de potássio?
Glicoinsulinterapia
- Insulina regular 10U
- SG 10% 500ml em 30min
- B2-inalatório
4.
Distúrbios do Potássio
Qual a definição de hipoK?
K < 3,5
Leve: 3,1 - 3,5
Moderada: 2,5 - 3,0
Grave: < 2,5
Distúrbios do Potássio
Qual a clínica da hipoK?
Leve: assintomático
Moderada a grave:
- Fraqueza muscular
- Paralisia ascendente
- Rabdomiólise
- Constipação
- ECG e arritmias
Distúrbios do Potássio
Quais as manifestações no ECG da hipoK?
- Aumento da amplitude da onda U
- Depressão do segmento ST
- Diminuição da amplitude da onda T
- Prolongamento do intervalo QT
Distúrbios do Potássio
Quando tratar hipoK?
K < 3,5
Alvo: K ≥4
Tratar a causa
Distúrbios do Potássio
Como tratar hipoK leve?
Preferencialmente VO
Dias a semanas
Dose: 10-20mEq; 2-4x ao dia
KCl xarope 6% 15ml = 12mEq
KCl cápsula 600mg = 8mEq
Distúrbios do Potássio
Como tratar hipoK moderada a grave?
Necessidade:
VO: 120-160mEq/dia
- *IV: variável**
- *Se K entre 2,5-3,0:** 20-40 mEq
- *Se K < 2,5:** 40-80mEq
Cuidados: reduzir 50% se DRC
Velocidade de infusão: 10-20mEq/h
- *Drogas disponíveis:**
- *KCl 19,1 10ml:** 25mEq
- *KCl 10% 10ml:** 13,4mEq
Concentração máxima:
Periférico: 80 mEq
Central: 120mEq
Distúrbios do Potássio
Como acompanhar a hipoK?
- K de 2/2h a 6/6h
- Parar quando:
Assintomático
K > 3 - Para casa: dieta rica em K
Distúrbios do Cálcio
Qual a distribuição do Ca no corpo?
99% esqueleto
- *1%** extracelular
- *- 50%** Ca ionizável
- *- 40%** ligado a albumina
- *- 10%** ligado a outros íons
Distúrbios do Cálcio
Quais os fatores de regulação do Ca?
- Paratormônio (PTH): estimulante
- Vitamina D: estimulante fraco
- Calcitonina: redutor
Distúrbios do Cálcio
Qual a faixa de normalidade do Ca?
8,5 a 10,5 mg/dL
Distúrbios do Cálcio
Que fatores metabólicos influenciam o Ca?
- Ele deve ser corrigido pela albumina, para fidedignidade
- A ligação Ca-proteína é pH dependente:
Alcalose: reduz Ca
Acidose: aumenta Ca
Distúrbios do Cálcio
Qual a definição de hiperCa?
Ca total > 10,5 mg/dL
Ca iônico > 1,5 mmol/L
Distúrbios do Cálcio
Qual a classificação da HiperCa?
Há a medida sérica (s) e iônica (i)
Leve: 10,5-12 || 5,2-6
Moderada: 12-14 || 6-7
Grave: > 14 || >7
Distúrbios do Cálcio
Quais as principais causas de hiperCa?
- PTH dependente (hiperparatireoidismo)
- PTH independente (neoplasia, vitamina D, causas renais)
Distúrbios do Cálcio
Quais as principais manifestações de hiperCa?
- Renal (nefrolitíase, nefrocalcinose, IRA e desidratação)
- Cardiovascular (encurtamento do intervalo QT)
Distúrbios do Cálcio
Como tratar hiperCa?
- Hidratação venosa vigorosa
4-6L em 24h com alto débito urinário - Furosemida
- Bisfosfonatos
- Calcitonina nos graves
- Corticoide (para impedir vit D)
Distúrbios do Cálcio
Qual a definição de hipoCa?
Ca total < 8,5
Ca ionizável < 4,4
Distúrbios do Cálcio
Quais os principais sintomas de hipoCa?
- Sinal de Trousseau
- Sinal de Chvostek
- Aumento do intervalo QT
Distúrbios do Cálcio
Como tratar hipoCa?
Leve: VO
Grave: Gluconato de Ca 10% IV
Gasometria arterial
Quais os valores de referência?
Gasometria arterial
Quando realizar?
- Distúrbio respiratório
- Distúrbio metabólico
- Intoxicação exógena
- Instabilidade hemodinâmica
- Rebaixamento do nível de consciência
- Paciente grave
Gasometria arterial
Quando pedir arterial ou venosa?
Arterial
- Componente respiratório
- Troca gasosa
- Lactato
Venosa
- Componente metabólico
- Rotina
- SvO2
Gasometria arterial
Como ocorre a regulação do pH?
pH = HCO3/CO2
Alterações mudam o outro componente para equilibrar
Gasometria arterial
Como interpretar?
- Avalie o pH
- Determinar se é respiratório ou metabólico
- Determinar se está compensado ou existe distúrbio misto
- Se for acidose metabólica, calcular o ânion GAP
Gasometria arterial
Qual a resposta apropriada da acidose metabólica?
Aumenta a ventilação e reduz a pCO2.
Gasometria arterial
Qual a utilidade do Ânion GAP?
Identificar se a acidose metabólica hiperlorêmica ou normoclorêmica, pois ajuda a definir a causa.
Gasometria arterial
Como se calcula o Ânion GAP?
Na - (Cl + HCO3)
Gasometria arterial
Quais as causas de Ânion-GAP aumentado?
Surgimento de outro ânion, por exemplo, lactato, CAD, intoxicação, uremia.
Gasometria arterial
Quais as causas de Ânion-GAP normal?
Perca de bic e acúmulo de Cl por exemplo, diarreia e hiperhidratação.
Gasometria arterial
Qual a resposta apropriada da alcalose metabólica?
Acidose respiratória associada