HAS Flashcards

1
Q
A
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2
Q

Que valor de pressão arterial
define um quadro de hipertensão?

A

PA ≥ 140/90 mmHg.

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3
Q

Qual é a faixa pressórica definida
como pré-hipertensão?

A

PA 130-139/85-89 mmHg.

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4
Q

Qual é a recomendação para o
consumo de sal na hipertensão?

A

Restringir consumo diário a 2 g
de sódio ou 5 g de sal

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5
Q

Qual é a recomendação para
atividade física na hipertensão?

A

Realizar pelo menos 150 minutos/semana de
atividade física de moderada intensidade ou
75 minutos/semana de alta intensidade, de
preferência com exercícios aeróbicos.

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6
Q

Qual é a recomendação quanto ao consumo de álcool na hipertensão?

A

Limitar o consumo diário a uma
dose para mulheres e duas
doses para homens.

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7
Q

Em que pacientes podemos fazer
o diagnóstico de hipertensão em
apenas 1 aferição?

A

PA medida ≥ 140/90 mmHg em
paciente com risco cardiovascular alto ou PA ≥ 180/110 mmHg.

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8
Q

Geralmente, quantas aferições de
pressão arterial ≥ 140/90 mmHg
são necessárias para o diagnóstico de hipertensão?

A

2 consultas diferentes.

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9
Q

Qual é a dimensão adequada
do manguito para aferição da
pressão arterial?

A

As dimensões do manguito são definidas a partir
da circunferência obtida no ponto médio entre
o acrômio e o olécrano, sendo recomendável a
largura da bolsa inflável de 40% e o comprimento
de 80% a 100% da circunferência do braço.

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10
Q

Em que braço devemos aferir
a pressão arterial?

A

Na primeira consulta, deve-se aferir a pressão nos dois braços. A partir dessa primeira aferição, deve-se sempre utilizar o membro em que a pressão estava mais alta na primeira visita

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11
Q

Quanto tempo o paciente deve
ficar em repouso antes de
aferirmos a pressão arterial?

A

No mínimo 5 minutos.

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12
Q

Quando for aferir a pressão arterial, você Deve se assegurar de que o paciente não tenha praticado atividade física ou ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos há pelo menos quanto tempo?

A

Pelo menos 60 minutos.

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13
Q

Quando for aferir a pressão arterial, você deve se assegurar de que o paciente não tenha fumado há pelo menos quanto tempo?

A

Pelo menos 30 minutos.

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14
Q

Qual é a posição padrão do
paciente para aferirmos a
pressão arterial?

A

Sentado, com os pés apoiados no chão e as pernas descruzadas; o braço deve
estar na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima

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15
Q

m que fase dos sons de Korotkoff
ocorre o hiato auscultatório?

A

Fase II.

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16
Q

Como calcular a pressão
arterial média?

A

PAM = (2 x PA diastólica) +
PA sistólica / 3.

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17
Q

A presença de pulso palpável mesmo após insuflarmos o manguito de aferição da pressão arterial acima da pressão sistólica é chamada de

A

Pseudo-hipertensão arterial.

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18
Q

O desaparecimento dos sons de
Korotkoff entre a pressão sistólica
e diastólica é chamado de

A

Hiato auscultatório.

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19
Q

A manobra de Osler (insuflar o manguito 30 mmHg acima da pressão sistólica obtida no método palpatório) tem como
finalidade diagnosticar

A

Pseudo-hipertensão arterial.

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20
Q

Qual é o melhor período para
avaliarmos a pressão arterial
em pacientes dialíticos?

A

No intervalo interdialítico (devemos evitar o pré e o pós-diálise).

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21
Q

A hipertensão que ocorre apenas
durante as consultas é chamada de:

A

Hipertensão do
avental/jaleco branco

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22
Q

O paciente que tem pressão
normal no consultório e alterada
fora da consulta é portador de:

A

Hipertensão mascarada.

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23
Q

Qual é o valor de referência
para a pressão arterial aferida
na MRPA?

A

< 130/80 mmHg.

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24
Q

Quanto deve ser a queda da
pressão arterial na MAPA no
período noturno, chamada
de descenso noturno?

A

De 10-20% em comparação com
a pressão arterial na vigília

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25
Q

Como é definida a hipertensão
resistente?

A

A HAS é chamada de resistente quando ocorre ausência de controle da PA apesar do uso de 3 ou mais anti-hipertensivos em doses otimizadas, incluindo, entre eles, 1 diurético ou quando o paciente necessita de 4 medicações

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26
Q

Como é definida a hipertensão
refratária?

A

A hipertensão refratária é definida como a ausência de controle da PA mesmo sob uso de 5 ou mais antihipertensivos de classes diferentes

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27
Q

Quais são os exames obrigatórios
no diagnóstico de hipertensão?

A

Glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), creatinina, potássio, ácido úrico,
taxa de filtração glomerular estimada (TFG-e),
análise de urina (EAS), microalbuminúria, perfil
lipídico, fundo de olho e eletrocardiograma

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28
Q

Qual é a lesão de órgão-alvo
relacionada à hipertensão que
aparece no eletrocardiograma?

A

Sobrecarga do
ventrículo esquerdo

29
Q

Quais são os fatores de risco
que isoladamente indicam
que o paciente hipertenso é
de alto risco cardiovascular?

A

Pacientes com lesões de órgão-alvo, doença cardiovascular, doença renal crônica e diabetes

30
Q

Quando devemos solicitar
ecocardiograma na hipertensão?

A

Quando houver sinais de sobrecarga do VE no eletrocardiograma
ou quando houver suspeita de
insuficiência cardíaca.

31
Q

Qual é o valor do ITB (índice
tornozelo-braquial) que indica lesão de órgão-alvo na hipertensão?

A

Abaixo de 0,9.

32
Q

Quando devemos suspeitar de
hipertensão arterial secundária?

A

Na presença de hipertensão
resistente, refratária, em jovens
(< 30 anos) ou de início súbito

33
Q

Qual é a principal causa não
endócrina de hipertensão
secundária?

A

Apneia obstrutiva do sono.

34
Q

Quais são os principais achados
clínicos da hipertensão renovascular?

A

Sopro abdominal, edema agudo de pulmão súbito, alteração da função renal após uso de IECA, BRA ou espironolactona e assimetria do tamanho dos rins > 1,5 cm.

35
Q

Qual é a principal causa de
hipertensão renovascular na
população idosa?

A

Doença aterosclerótica (90%).

36
Q

Causas de hipertensao secundario

A

As principais causas de hipertensão secundária podem ser lembradas pelo mnemônico “REnal, Endócrino, Coarctação, Droga, Sono”.

  1. Doenças Renais (as mais comuns)
    • Doença Renovascular (estenose de artéria renal) → Sopro abdominal, aumento de creatinina com IECA/BRA.
    • Doença Renoparenquimatosa (ex: glomerulonefrite, pielonefrite crônica, DRC) → História de doença renal prévia, proteinúria.
  2. Causas Endócrinas
    • Hiperaldosteronismo primário → Hipocalemia, hipertensão resistente.
    • Feocromocitoma → Crises de hipertensão + taquicardia + sudorese + cefaleia.
    • Síndrome de Cushing → Obesidade central, fácies de lua cheia, fraqueza muscular.
    • Hipotireoidismo/hipertireoidismo → Pode levar a aumento da PA, especialmente da diastólica.
  3. Coarctação da Aorta
    • Hipertensão em membros superiores com pulsos diminuídos em membros inferiores.
  4. Drogas e Substâncias
    • AINEs, corticoides, anticoncepcionais, eritropoetina, descongestionantes.
    • Álcool e cocaína → Podem causar picos hipertensivos.
  5. Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)
    • Roncos, sonolência diurna, obesidade → Causa hipertensão resistente.

Se a questão perguntar qual a mais comum, é a doença renal crônica. Mas se perguntarem qual a mais comum de causa endócrina, é o hiperaldosteronismo primário

37
Q

Qual é a principal causa de
hipertensão renovascular na
população jovem?

A

Displasia fibromuscular (mais
frequente em mulheres).

38
Q

Qual é o exame de rastreio
na suspeita de hipertensão
renovascular?

A

Ultrassom Doppler
de artérias renais.

39
Q

Qual é o exame padrão-ouro
para o diagnóstico de hipertensão
renovascular?

A

Arteriografia renal.

40
Q

Quais são as indicações de
revascularização na hipertensão
renovascular?

A
  1. Displasia fibromuscular.
  2. Hipertensão renovascular aterosclerótica
    não controlada por medicações, com perda
    progressiva da função renal ou descompensação
    clínica (edema agudo de pulmão, insuficiência
    cardíaca e angina refratária)
41
Q

Qual é o procedimento de
revascularização de escolha na
hipertensão renovascular de
causa aterosclerótica?

A

Angioplastia com stent.

42
Q

Qual é o procedimento de
revascularização de escolha na
hipertensão renovascular por
displasia fibromuscular?

A

Angioplastia por balão.

43
Q

Quais são os principais
achados clínicos da apneia
obstrutiva do sono?

A

Hipertensão resistente ou refratária, ronco alto e frequente, sonolência
diurna excessiva, engasgos noturnos, fadiga excessiva e obesidade.

44
Q

Qual é o exame padrão-ouro
para o diagnóstico de apneia
obstrutiva do sono?

A

Polissonografia.

45
Q

Qual é a causa mais frequente de
hiperaldosteronismo primário?

A

Hiperplasia adrenal cortical
bilateral (50-60%).

46
Q

Quais são os principais achados
clínicos no hiperaldosteronismo
primário?

A

Hipertensão resistente ou refratária, hipocalemia espontânea, alcalose
metabólica e nódulo de adrenal.

47
Q

Quais são os exames de rastreio na suspeita de hiperaldosteronismo primário?

A

Dosagem sérica de
aldosterona (A) e atividade
da renina plasmática (ARP).

48
Q

No hiperaldosteronismo primário, como estão os valores séricos de potássio, aldosterona (A), atividade da renina plasmática (ARP) e a relação A/ARP?

A

K < 3,5 mEq/l;

aldosterona > 15;

renina suprimida (< 2 um/mL);

A/ARP > 30.

49
Q

Cite a tríade clássica do
feocromocitoma.

A

Cefaleia, sudorese profusa
e palpitações

50
Q

Qual é o sinal mais comum
do feocromocitoma?

A

O aumento da pressão arterial

51
Q

Que exames fazem parte do
screening do feocromocitoma?

A

Dosagem de catecolaminas,
de metanefrinas urinárias e
metanefrinas livres plasmáticas

52
Q

Que exame de rastreio possui maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de feocromocitoma?

A

Metanefrinas livres plasmáticas.

53
Q

Como é feito o preparo
pré-operatório para a ressecção
do feocromocitoma?

A

Administração de alfa-1-bloqueadores (doxazosina ou prazosina), hidratação e
aumento da ingesta oral de sódio.

54
Q

Cite os três tipos de crise
hipertensiva.

A

Pseudocrise, urgência e
emergência hipertensiva.

55
Q

Defina crise hipertensiva.

A

Elevação aguda da pressão arterial (PA sistólica ≥ 180 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 120 mmHg) que pode resultar em lesões de órgãos-alvo

56
Q

O que caracteriza uma
pseudocrise hipertensiva?

A

Elevação da pressão arterial diante\ de um evento emocional, doloroso ou algum desconforto.

57
Q

Qual é o tratamento da
pseudocrise hipertensiva?

A

Ambiente calmo, analgesia
e/ou ansiolíticos.

58
Q

O que diferencia a urgência da
emergência hipertensiva?

A

A lesão aguda em órgão-alvo
(presente na emergência e ausente na urgência hipertensiva).

59
Q

Qual é a via de administração
dos anti-hipertensivos na
urgência hipertensiva?

60
Q

Qual é a via de administração
dos anti-hipertensivos na
emergência hipertensiva?

A

Via endovenosa.

61
Q

Qual é o anti-hipertensivo
de escolha no tratamento da
emergência hipertensiva?

A

Nitroprussiato de sódio.

62
Q

Quais são as recomendações gerais de redução de pressão arterial nas emergências hipertensivas?

A
  • ↓ PA média ≤ 25% na 1a hora.
  • PA 160/100-110 mmHg nas próximas
    2 a 6 horas.
  • PA 135/85 mmHg em um período de
    24-48 horas subsequentes
63
Q

Quais são as recomendações de controle da pressão arterial nas emergências hipertensivas em que a lesão aguda de órgão-alvo é no cérebro?

A

*↓ PA média 10-15% na 1a hora.

  • ↓ PA média não mais do que
    25% ao fim do primeiro dia
64
Q

Quais são os principais sinais
e sintomas da encefalopatia
hipertensiva?

A

Elevação da pressão arterial;
alteração do nível de consciência
e edema de papila (papiledema)

65
Q

Quais são os principais sinais
e sintomas da hipertensão
acelerada-maligna?

A

Elevação da pressão arterial;
edema de papila (papiledema)
e insuficiência renal aguda.

66
Q

Que medicações são responsáveis
pelo “roubo” de fluxo coronariano?

A

Hidralazina, nitroprussiato
de sódio e nifedipina

67
Q

Que medicação deve ser evitada
na crise adrenérgica secundária
ao uso de cocaína?

A

Betabloqueadores.

68
Q

Qual é o tratamento de escolha
na intoxicação por cocaína?

A

Benzodiazepínicos. Se necessário, associar nitroprussiato de sódio