Acidente de Trabalho com Material Biológico Flashcards
V ou F: Acidentes com material biológico devem ser tratados como emergências médicas
Verdadeiro, a profilaxia pós-exposição deve ser iniciada o quanto antes.
V ou F: A profilaxia pós-exposição é eficaz em praticamente todos os casos
Falso.
A prevenção primária é a melhor opção
Qual o material biológico que, acredita-se, é o mais infeccioso?
Sangue.
Quais as vias de contaminação por acidente com material biológico?
- Percutânea
- Mucosas, incluindo genitália (???)
- Cutânea (pele não íntegra), p. ex: dermatite ou feridas
- Mordedura (avaliar também o agressor)
Em todos os casos, deve haver exposição a sangue ou outro fluido
Também podem ser considerados os casos com exposição a material concentrado de laboratório
Como se confirma uma transmissão por acidente de trabalho?
Exame soronegativo pré-exposição e positivo após a exposição, sem outros fatores de risco e com paciente-fonte confirmado.
O que é um caso provável de contaminação?
Caso onde houve soropositividade posterior, sem realização de exame na hora do acidente e sem fatores de risco externos identificados.
Quais os fatores definidores do risco de contaminação em acidentes com Hepatite B?
Quantidade de sangue e presença de HBeAg + no paciente fonte
Qual o tempo de sobrevivência do vírus da hepatite B em superfícies?
1 semana
Qual o material com maior risco de contaminação para Hepatite B?
Sangue
Descreva os riscos de contaminação por Hepatite C.
Praticamente apenas por sangue.
O risco de contaminação por outros fluidos não foi quantificado.
Transmissão por mucosas é muito raro, e por pele não-íntegra nunca foi descrito.
A transmissão por superfícies contaminadas é irrelevante, exceto em hemodiálise.
Qual o risco de transmissão de HIV por acidentes?
Percutâneo: 0,3%
Mucosa: 0,09%
Pele não íntegra: Não calculado (estima-se que menor que mucosas)
Quais os cuidados imediatos após uma exposição a material biológico?
- Lavagem local, com água e sabão (pele) ou água/SF (mucosas)¹
- Não aumentar a área de contaminação (cortes ou injeções) nem usar substâncias irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio)
- Determinar o tipo de fluido, e se é potencialmente contaminante
- Determinar tipo e via de acidente
- Determinar situação do paciente-fonte
- Orientar acidentado sobre os riscos e potencial quimioprofilaxia
- Colher consentimento para exames sorológicos e compromisso com acompanhamento de 6 meses
- Prevenir transmissão secundária
- Suporte emocional
- Orientar sinais de alarme: linfadenopatia, rash, dor de garganta, sintomas gripais
- Reorientar práticas de biossegurança
- CAT em 24h
- SINAN
1 - Não há benefício, mas também não há contraindicação ao uso de antisséptico, se desejado
Quais fluidos têm risco potencial de transmissão de HIV, Hepatite B e C?
- Sangue
- LCR
- Líquido pleural
- Líquido ascítico
- Líquido amniótico
- Fluidos com sangue
- Soro/plasma
Quais fluidos não têm risco potencial de transmissão de HIV, Hepatite B e C?
- Suor
- Lágrimas
- Fezes
- Urina
- Vômito
- Secreção nasal
- Saliva
Em quais fluidos é possível encontrar HBV?
- Sangue
- Sêmen
- Secreção vaginal
- Leite materno
- LCR
- Líquido sinovial
- Lavados nasofaríngeos
- Saliva
- Suor
Em quais fluidos é possível encontrar HIV?
- Sangue
- Sêmen
- Secreção vaginal
- LCR
- Líquido peritoneal
- Líquido pleural
- Líquido sinovial
- Líquido pericárdico
- Líquido amniótico
Quais fluidos estão livres de HBV e HCV?
- Escarro
- Suor
- Lágrimas
- Urina
- Vômitos
Quais fluidos estão livres de HIV?
- Fezes
- Secreção nasal
- Saliva
- Escarro
- Suor
- Lágrima
- Urina
- Vômitos
Quais situações aumentam o risco de inoculação do HIV?
- Viremia elevada
- Doença avançada
- Infecção aguda por HIV
Quais exames são solicitados para o paciente-fonte?
- HBsAg
- Anti-HBc
- Anti-HCV
- Anti-HIV
- Teste rápido para HIV
- Verificar vacinação para Hepatite B
Não fazer pesquisa viral para triagem.
O que fazer se houver recusa na coleta dos exames pelo paciente-fonte?
Considerar como existência de risco para transmissão de HIV, HBV e HCV
O que fazer em acidentes sem paciente fonte identificável?
p. Ex: material descartado inadequadamente
Avaliar o risco de contaminação de acordo com probabilidade clínica e epidemiológica, considerando onde ocorreu o acidente (CC? Emergência? Diálise? Laboratório?) e se havia sangue visível.
Na dúvida, tratar como risco de infecção.
V ou F: Um paciente com clínica de AIDS, mas sem exames confirmatórios, pode ser considerado positivo para fins de profilaxia em acidentes
Verdadeiro
Qual a conduta frente a um acidente com HIV +?
Indicar quimioprofilaxia com TARV/PPE, se dentro das indicações.
PPE - Profilaxia Pós-Exposição
Qual a conduta em um acidente com paciente soronegativo para HIV?
Observar.
Qual o prazo máximo de espera para a PPE?
72 horas, porém estudos em animais mostram que não é eficaz mesmo se iniciada após 24-48h.
Início deve ser, preferencialmente, imediato.
Qual a duração da PPE?
28 dias
Qual o esquema preferencial para PPE?
Tenofovir (TDF) 300 mg / Lamivudina (3TC) 300 mg + Dolutegravir (DTG) 50 mg 1x/dia
Resumo:
TDF + 3TC - 1 comp/dia
DTG - 1 comp/dia
Quando deve ser repetido o Elisa?
6 e 12 semanas e 6 meses
(POLÊMICO) Quando está recomendada a associação de terceira droga antirretroviral?
Segundo apostila, casos com risco elevado de transmissão - grande quantidade de sangue e carga viral alta.
O material do MS não fala nada disso, além de recomendar sempre 3 drogas (TDF + 3TC + DTG)
V ou F: Profissionais da saúde previamente infectados por HBV estão imunes e não necessitam de PEP
Verdadeiro
Qual sorologia deve ser considerada positiva para HBV?
- HBsAg +
- Anti-HBc total + ou desconhecido
Qual o período de seguimento em acidentes cujo paciente-fonte é soropositivo para HBV?
3 e 6 meses, realizando HBsAg
V ou F: Não respondedores à vacinação para Hepatite B devem ser afastados de trabalhos em saúde
Falso, devem ser tratados como não imunizados em caso de acidentes. Se trabalharem em centros de hemodiálise, devem realizar Anti-HBc e HBsAg a cada 6 meses.
Qual o manejo do acidentado com risco de Hepatite C?
Seguimento ambulatorial, uma vez que não há medida efetiva pós-exposição.
Realizar PCR RNA-HCV após o acidente e após 6 meses.
Caso positivo, encaminhar para centro de referência para tratamento de hepatite C aguda.