Gastro 3 Flashcards
Doenças hemorroidarias:
Fatores de etiopatogênese?
Perda do tecido de sustentação hemorroidaria;
Hiperfluxo arterial;
Hipertonia do esfíncter interno
Posição dos coxins hemorroidarios?
Anteriores: D
Posteriores: D + E
Fatores relacionados à doença hemorroidaria?
Hábitos higiênicos/dietéticos, aumento da pressão abdominal, ortostatismo/sedentarismo, predisposição individual e esforço evacuatório
Sinais de degeneração das hemorroidas?
Dilatação;
Prolapso;
Sangramento;
Trombose
Sintomas das hemorroidas internas?
Sangramento indolor e prolapso
Sintomas das hemorroidas externas?
Dor e abaulamento
Classificação de Goligher é feita para hemorroidas internas ou externas?
Internas
Classificação de Goligher -
Grau I
Apenas sangramento
Classificação de Goligher -
Grau II
Prolapso com redução espontânea
Classificação de Goligher -
Grau III
Prolapso com redução manual/ digital
Classificação de Goligher -
Grau IV
Prolapso irredutível
Constipação/Doença hemorroidaria/Fissura anal:
Hábitos higienodietéticos para correção da constipação?
Fibras, Líquidos, Laxantes; Atividade física; Não postergar evacuação; Diminuir tempo no vaso; Diminuir esforço evacuatório
Tratamento de fissura anal/doença hemorroidaria - T° Banhos de assento?
Água morna ~40°
Doença hemorroidaria:
Tratamento tópico (farm)?
Supositórios, cremes e pomadas, anestésicos, antitromboticos, miorrelaxantes
Miorrelaxantes indicados para tratamento de fissura anal/ doença hemorroidaria?
Nitratos, BCCS, toxina botulínica
Indicações de tratamento cirúrgico eletivo na doença hemorroidaria?
Tromboses de repetição;
Hemorroidas internas graus III e IV;
Falha do tratamento clínico
Tipos de cirurgia mais feitos para doença hemorroidaria? (2)
Ferguson (fechada) - EUA
Milligan-Morgan (aberta) - Europa
Fístulas anorretais - Classificação de Parks:
Tipo A?
Interesfincteriana (45%)
Fístulas anorretais - Classificação de Parks:
Tipo B?
Transesfincteriana (30%)
Fístulas anorretais - Classificação de Parks:
Tipo C?
Supraesfincteriana (20%)
Fístulas anorretais - Classificação de Parks:
Tipo D?
Extraesfincteriana (5%)
Qual é a posição levada em conta na orientação anatômica das fístulas anorretais?
Posição ginecológica
Tratamento ideal para fístulas anorretais?
Cirúrgico!
O tratamento ideal para as fístulas anorretais é sempre cirúrgico. Quais as possíveis técnicas?
Fistulotomia ou fistulectomia com ou sem sedenho
Princípios básicos do tratamento cirúrgico para fístulas anorretais?
Drenagem local;
Erradicar trajeto fistuloso;
Evitar recidiva;
Preservar função esfincteriana
Para que é utilizada a técnica de Goodman-Salmon quanto às fístulas anorretais?
Identificação dos trajetos fistulosos quanto aos seus orifícios externos e internos
Regra de Goodman-Salmon:
Se o orifício externo estiver na metade anterior, o trajeto da fístula será (retilíneo/curvilíneo) com o orifício interno no mesmo trajeto radial que o externo.
Anterior <5cm = retilíneo
Regra de Goodman-Salmon:
Se o orifício externo estiver na metade posterior, o trajeto da fístula será (retilíneo/curvilíneo) com a saída do orifício intento na linha média da região (anterior/posterior).
Curvilíneo; Posterior
Regra de Goodman-Salmon (exceção)?
Se o orifício externo estiver a mais de 5cm da borda anal, independente de ser anterior ou posterior, a fístula segue um trajeto CURVILÍNEO com a saída do orifício interno na linha média da região POSTERIOR, semelhante à regra para quando o orifício se encontra na região posterior.
Abscessos perianais: Abscesso diagnosticado é abscesso:
Drenado
Abscesso perianal:
Tratamento?
Drenagem e medicamentos
Drenagem: assim que possível, próxima à margem anal
Medicamentos: ATB sempre, analgésicos/aines
Fissura anal: QC?
Dor anal à defecação;
Sangramento;
Prurido eventual.
Etiologias associadas com fissura anal?
Constipação;
Hipotireoidismo;
Obesidade
Tríade clássica da fissura anal crônica?
Plicoma sentinela
Fissura anal
Papila hipertrófica
Tratamento clínico da fissura anal?
Medidas higiene/dietética, banho assento água morna, correção constipação, anestésicos tópicos, drogas miorrelaxantes.
Tratamento cirúrgico da fissura anal?
Esfíncterotomia interna
Escala Bristol de fezes:
Tipos que indicam constipação?
Tipos 1 e 2
Escala Bristol de fezes:
Tipos que indicam normalidade?
Tipos 3, 4 e 5
Escala Bristol de fezes:
Tipos que indicam diarreia?
Tipos 6 e 7
Escala Bristol de fezes:
Tipo 1?
Pedaços separados (cíbalos), duros como amendoim
Escala Bristol de fezes:
Tipo 2?
Forma de salsicha, porém dura e segmentada
Escala Bristol de fezes:
Tipo 3?
Formas de salsicha, mas com fendas na superfície
Escala Bristol de fezes:
Tipo 4?
Forma de salsicha, lisa e mole
Escala Bristol de fezes:
Tipo 5?
Pedaços moles, com contornos nítidos
Escala Bristol de fezes:
Tipo 6?
Pedaços aerados, com contornos esgarçados
Escala Bristol de fezes:
Tipo 7?
Fezes aquosas, sem pedaços sólidos
Constipação:
Critérios de Roma IV gerais?
3 meses/ 6 meses;
Evacuação a cada 4 ou mais dias (2 ou menos por semana);
Fezes de consistência sempre aumentada nos últimos 3 meses;
Critérios insuficientes para IBS
Constipação:
Critérios de Roma IV específicos?
2 ou + de:
Fezes Bristol 1/2; Esforço evacuatório; Evacuação incompleta; Bloqueio anorretal; Manobra digital para evacuar; <3 evacuações por semana
Testes funcionais para constipação primária (funcional)?
Trânsito colônico com marcadores radiopacos;
Manometria anorretal;
Expulsão de balão anorretal
Medicamentos que causam constipação secundária (orgânica)?
4 antis:
- anti histaminicos;
- anti depressivos;
- anti colinergicos;
- anti epilépticos
Laxantes osmóticos?
*Polietilenoglicol (PEG);
Lactulose;
Sorbitol;
Hidróxido/Citrato de magnésio
Laxantes irritativos (catárticos)?
Sene, cáscara sagrada
Uso crônico pode levar à lesão dos plexos mioentericos de Auerbach e distúrbios hidroeletroliticos
Causas de constipação primária?
Inércia colonica;
Constipação com trânsito colônico normal;
Disfunção do assoalho pélvico
Disfunções do assoalho pélvico que levam à constipação?
“PARDO”
Prolapso; Anismo; Retocele; Descida perineal; Obstrução funcional
Megacolon chagasico - Fisiopatologia?
Reação imune desencadeada pelo parasita que leva à destruição dos plexos mioentericos de Auerbach e submucosos de Meissner
Megacolon:
Exames para o dx?
Enema opaco;
Colonoscopia;
Manometria;
Sorologia p/ Chagas
Megacolon:
Complicações?
Volvo;
Perfuração;
Impactação fecal (fecaloma) - sinal de Gersuny
QC da icterícia obstrutiva?
Icterícia;
Colúria;
Acolia/hipocolia fecal;
Prurido
Qual é a principal causa de icterícia obstrutiva e colangite?
Coledocolitíase
“Afecção na qual há distúrbio de motilidade esofágica, com incoordenação peristáltica e falha do relaxamento do EEI”
Definição de acalásia
Estruturas neurológicas destruídas em quadros de acalásia?
Plexos submucosos de Meissner e mioentéricos de Auerbach
As alterações motoras da acalásia idiopática são semelhantes às de que outra patologia? Complicação em comum?
Doença de Chagas;
Megaesôfago
Acalásia - A degeneração das células ganglionares do plexo mioentérico AFETA quais neurônios?
Neurônios produtores de óxido nítrico
Acalásia - A degeneração das células ganglionares do plexo mioentérico POUPA quais neurônios?
Neurônios colinérgicos (relativamente poupados)
Acalásia: O que acontece como consequência ao não relaxamento do EEI e pela aperistalse/atonia do corpo esofágico?
Estase esofágica com hipertonia;
Hipertrofia e espessamento da parede esofágica
Acalásia: 3 principais sinais/sintomas do quadro clínico?
Disfagia, pirose retroesternal e regurgitação/eructação
Como que o T. cruzi está envolvido na fisiopatologia do megaesôfago/cólon chagásico?
Liberação de substâncias neurotóxicas (P. Meissner/Auerbach) e ação autoimune provocada
Síndrome de Allgrove - triplo A
Acalásia da cárdia;
Alacrimia;
Addisonianismo (insuficiência adrenal)
Estase de contraste;
Dilatação do esôfago;
Ondas terciárias;
Ausência de bolha gástrica;
Afilamento gradual do esôfago distal devido à falta de relaxamento do EEI;
Imagem de subtração em meio ao contraste, correspondente ao conteúdo alimentar dentro do esôfago
Achados radiológicos do megaesôfago ao EED
Achados radiológicos do megaesôfago ao EED - Sinal do “bico de pássaro” ou “de cauda de rato”?
Afilamento gradual do esôfago distal
Achados radiológicos do megaesôfago ao EED - Sinal do “miolo de pão”?
Imagens de subtração em meio ao contraste correspondentes ao conteúdo alimentar retido dentro do esôfago
Exame padrão ouro para o diagnóstico de acalásia? Quando que esse exame perda a acurácia?
Manometria esofágica - perde acurácia quando há dilatação esofágica importante (>7cm)
Definida pela presença de aperistalse com ondas de alta amplitude (>40 mmHg) na presença de não relaxamento do EEI
Acalásia vigorosa
Megaesôfago- Classificação clínico-radiológica manométrica (Pinotti):
Megaesôfago incipiente?
Dilatação pequena ou ausente e alterações manométricas representadas basicamente por acalásia. Podem aparecer alterações no corpo esofágico. Principal sintoma é a disfagia baixa.
Megaesôfago- Classificação clínico-radiológica manométrica (Pinotti):
Megaesôfago não-avançado?
Dilatação do esôfago de até 7 cm com estase, mas com o órgão ainda em seu eixo. A ausência de peristaltismo e acalásia é frequente, com amplitude e duração dos complexos alteradas. Além de disfagia, o paciente passa a ter regurgitação.
Megaesôfago- Classificação clínico-radiológica manométrica (Pinotti):
Megaesôfago avançado?
Diâmetro superior a 7 cm, com perda do eixo longitudinal do órgão, associado a alterações manométricas importantes, como hipotonia ou atonia e ondas terciárias. Há melhora da disfagia e piora da regurgitação de alimentos não digeridos, sendo comuns os quadros respiratórios por aspiração.
Por quê a EDA é importante na investigação de megaesôfago?
Fundamental para detectar lesões associadas/DDFs (permite Bx):
Esofagite, leucoplasia, câncer etc
Acalásia:
Valor manométrico de pressão residual que indica relaxamento incompleto ou ausente do EEI?
> 8mmHg
Acalásia:
Valor manométrico que indica tônus pressórico basal do EEI elevado?
> 45 mmHg
Acalásia:
Achado manométrico que indica ausência de peristaltismo do corpo esofágico?
Aperistalse em 100% das deglutições úmidas
Câncer relacionado ao megaesôfago e acalásia?
CEC - estase e proliferação bacteriana e consequente produção de substâncias carcinogênicas
Medicamentos usados no tratamento clínico de acalásia e megaesôfago?
Nitratos, nifedipino, anticolinérgicos, teofilina
Acalásia/megaesôfago:
Para quem está indicada a dilatação endoscópica?
Megaesôfago graus I e II (máximo 7cm)
Acalásia/megaesôfago:
Tempo e pressão no procedimento de dilatação endoscópica?
1 a 3 minutos;
300 mmHg
Acalásia/megaesôfago:
Complicação mais comum da dilatação endoscópica?
Refluxo GE
Acalásia/megaesôfago:
Candidatos à terapia com botox?
Falha tratamento clínico/dilatações, idosos alto risco Cx, divertículos epifrênicos associados
Peptídio produzido pelo Clostridium botulinum?
Toxina botulínica
Ação neural da toxina botulínica?
Bloqueia a liberação de acetilcolina na fibra pré-sináptica do neurônio, levando à paralisia reversível do músculo
Tratamento cirúrgico indicado para megaesôfago graus II e III (>7cm)?
Cardiomiotomia + fundoplicatura
Operação de Heller-Pinotti
Conduta cirúrgica atual no dólicomegaesôfago (IV)?
Miotomia à Heller por VLP e, na falha desta, realiza-se esofagectomia
Acalásia/megaesôfago:
Cirurgia de Heller-Pinotti?
Cardiomiotomia - Ressecção de fita muscular 3 cm abaixo e 6 cm acima da TEG + válvula parcial antirrefluxo
(Cardiomiotomia + fundoplicatura)
Definição:
Ruptura espontânea do esôfago devido ao aumento de pressão intraesofágica combinada com pressão intratorácica negativa. Geralmente causada por esforço intenso de vômito.
Síndrome de Boerhaave
Síndrome de Boerhaave:
Diagnóstico ao RX?
Pneumonediastino/pneumoperitônio;
Posteriormente: Derrame pleural, pneumotórax, enfisema
Síndrome de Boerhaave:
Tratamento clínico inicial?
Jejum, ATB EV, SNG aberta, IBP e drenagem se necessário
Síndrome de Boerhaave:
Tratamento cirúrgico?
Rafia da lesão e drenagem + ATB ev
Síndrome de Boerhaave:
Tratamento em casos extremos?
Esofagectomia
Síndrome de Boerhaave:
Posição de em que a laceração costuma ocorrer?
Posição postero-lateral esquerda no esôfago distal
Síndrome de Boerhaave:
Complicações mais importantes do tratamento cirúrgico?
Deiscência esofágica, mediastinite e sepse
Distúrbios primários de motilidade esofágica - 2 principais hipercontráteis?
Esôfago em quebra-nozes e EEI hipertensivo
Distúrbios primários de motilidade esofágica - Principal distúrbio de motilidade descoordenada?
Espasmo esofagiano difuso
Distúrbios primários de motilidade esofágica - Principal distúrbio hipocontrátil?
Motilidade esofagiana ineficaz e EEI hipotônico
Em qual destes o paciente é mais sintomático:
Esôfago em quebra-nozes ou espasmo esofágico difuso?
Quais os sintomas?
Espasmo difuso do esôfago - disfagia e dor torácica
Contrações simultâneas (aperistalticas) em mais de 20% das deglutições úmidas com amplitude >30 mmHg;
Ondas de pressão que podem se apresentar com 3 ou mais picos, serem repetitivas ou de duração aumentada (>6 segundos).
São critérios de?
Critérios manométricos do espasmo esofágico difuso
Espasmo esofágico difuso:
Achados clássicos, porém sem acurácia, ao EED?
Esôfago em “colar de Rosário” ou “saca-rolhas”
Distúrbio motor do esôfago encontrado em até 10% dos pacientes com dor torácica de origem não explicada, associada à DRGE em até 70% dos casos
Esôfago em quebra-nozes
Contrações peristalticas de alta amplitude no 10 cm distais do esôfago, com pressão média distal maior do que 220 mmHg após 10 ou mais deglutições úmidas.
Critérios de?
Critérios manométricos de esôfago em quebra-nozes
Tratamento no espasmo esofágico difuso e esôfago em quebra-nozes:
Medicamentos com evidência suportada?
Diltiazem e trazodona/imipramina
Tratamento no espasmo esofágico difuso e esôfago em quebra-nozes:
Medicamentos com evidência anedótica?
(Principais)
Sildenafila, nitratos, botox
% dos portadores de esclerose sistêmica que terão envolvimento gastrintestinal?
90%
Anéis esofágicos tipo A:
Composição e localização?
Musculares; TEG
O calibre de qual tipo de anel esofágico varia durante a peristalse?
Tipo A - muscular
Anéis esofágicos tipo B:
Epônimo?
Anéis de Schatzki
Anéis esofágicos tipo B (Schatzki):
Composição e localização?
Estrutura mucosa; TEG
Anéis esofágicos tipo A:
Perfil de paciente?
Pediátrico
Anéis esofágicos tipo B:
Perfil de paciente?
Adultos/idosos
Anéis esofágicos tipo B:
3 condições associadas etiologicamente?
DRGE, esofagite eosinofílica e hérnia hiatal
O anel esofágico tipo B (Schatzki) costuma ser sintomático (disfagia) quando seu diâmetro interno é inferior a:
13mm (13 a 20)
Além da disfagia, quais outros possíveis sintomas quando o anel esofágico tipo B (Schatzki) têm seu diâmetro <13mm?
Pirose, azia e impactação de alimentos sólidos
Anéis esofágicos:
Tratamento quando diafagia?
Dilatação endoscópica
Anéis esofágicos:
Tratamento quando DRGE associado?
IBP e considerar fundoplicatura cirúrgica
Anéis esofágicos:
Conduta nos raros casos de estenose grave?
Conduta cirúrgica
Finas dobras de mucosa do esôfago que protruem para o lúmen, recobertas por epitélio escamoso, principalmente no esôfago superior acima do arco aórtico
Definição de membranas esofágicas
As membranas esofágicas cervicais fazem parte de quais síndromes?
Plummer-Vinson ou Patterson-Kelly
Membranas esofágicas:
Perfil epidemiológico?
Mulheres brancas 4ª a 7ª década
Síndrome de Plummer-Vinson ou Patterson-Kelly:
Tríade clássica + QC?
Membrana esofágica*
Disfagia*
Anemia ferropriva*
Glossite
Onicodistrofia
Acloridria gástrica
Síndrome de Plummer-Vinson ou Patterson-Kelly:
Condições dermatológicas associadas?
Epidermólise bolhosa, pênfigo vulgar, penfigoide bolhoso e imunológicas em geral
Diverticulos de esôfago - classificação quanto à espessura da parede:
Diverticulos verdadeiros?
Envolvem todas as camadas - mucosa, submucosa e muscular
Diverticulos de esôfago - classificação quanto à espessura da parede:
Diverticulos falsos?
Envolvem mucosa e submucosa
Diverticulos de esôfago - classificação quanto à espessura da parede:
Diverticulos intramurais?
Confinados à submucosa
Diverticulos de esôfago - classificação por mecanismo de formação:
Divertículo de pulsão?
Ocorrem em função da pressão intraluminal elevada e da fraqueza da parede, que provocam herniações da mucosa e da submucosa através da muscular, ou seja, diverticulos falsos que envolvem somente a mucosa e a submucosa (como diverticulos de Zenker e epifrênicos)
Diverticulos de esôfago - classificação por mecanismo de formação:
Divertículo de tração?
Anormalidades motoras do esôfago e tração da parede esofágica devido a processos inflamatórios externos - Geralmente são divertículos verdadeiros
Diverticulos de esôfago - classificação de acordo com a localização:
Esôfago cervical?
Faringoesofágico (Zenker)
Diverticulos de esôfago - classificação de acordo com a localização:
Esôfago médio?
Parabrônquicos
Diverticulos de esôfago - classificação de acordo com a localização:
Esôfago distal?
Epifrênicos
Divertículo faringoesofágico (Zenker):
Composição, posição e área de fraqueza?
Pseudodivertículo de localização posterior; Área de fraqueza do músculo cricofaríngeo (trígono de Killian)
Divertículo faringoesofágico (Zenker):
QC?
Disfagia intermitente, Halitose, Pneumonia aspirativa, Regurgitação de alimentos para a boca, Massa cervical, Abscesso pulmonar (idosos), Úlcera com sangramento no divertículo, Carcinoma
Divertículo faringoesofágico (Zenker):
Técnicas de tratamento endoscópico?
Septotomia e grampeamento
Divertículo faringoesofágico (Zenker):
Técnicas do tratamento cirúrgico?
Diverticulectomia ou diverticulectomia com miotomia do cricofaríngeo
Divertículo do esôfago médio (parabrônquico):
Composição e etiologias?
Diverticulos verdadeiros; Retração dos gânglios mediastinais por inflamação (tuberculose, histoplasmose) ou anormalidades motoras do esôfago médio
Divertículo do esôfago médio e distal:
Quando está indicada a cirurgia?
> 2 cm ou sintomáticos
Divertículo do esôfago distal (epifrênicos):
Associações etiologicas?
Distúrbios motores e alterações congênitas
Diverticulos do esôfago:
Quais são os de pulsão?
Esôfago proximal e distal
Diverticulos do esôfago:
Quais são os de tração?
Esôfago médio
Síndrome caracterizada por lacerações longitudinais da mucosa no esôfago distal e estômago proximal, usualmente associadas a vômitos.
Síndrome de Mallory-Weiss
Síndrome de Mallory-Weiss:
O que causa o sangramento?
Quando a laceração esofágica envolve o plexo venoso ou arterial esofágico subjacente
Síndrome de Mallory-Weiss:
Outras possíveis causas, além dos vômitos frequentes em alcoólatras?
Esforço ou manobras de levantamento (Valsalva), massagem cardíaca, convulsões, gastroscopia e trauma abdominal fechado
Síndrome de Mallory-Weiss:
Outra doença que está associada à patogênese?
Hérnia hiatal
Síndrome de Mallory-Weiss:
Principal manifestação clínica?
Hematêmese
Síndrome de Mallory-Weiss:
Exame Dx de escolha?
EDA
Síndrome de Mallory-Weiss:
Necessita de tratamento na maior parte das vezes?
Não, autolimitado na maioria dos casos
Síndrome de Mallory-Weiss:
Terapia endoscópica quando sangramento persistente?
Várias técnicas possíveis: Injeção de adrenalina; coagulação térmica; ligadura; hemoclipe
Estenose cáustica:
Perfis de pacientes?
Crianças, psicóticos, suicidas e alcoólatras
Estenose cáustica:
Soda cáustica - % de dano ao esôfago, estômago e duodeno?
Esôfago 100%
Estômago 94%
Duodeno 30%
Estenose cáustica:
Que tipo de dano causam os álcalis?
Necrose por liquefação
Estenose cáustica:
Tempo para reepitelização e consequências das lesões?
1 a 3 meses; Fibrose e estenose
Estenose cáustica:
Local do esôfago de maior acometimento e por que?
Esôfago superior - estreitamento cricofaríngeo - maior tempo exposto
Estenose cáustica:
Na suspeita de perfuração, que exame está contraindicado?
EDA
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 0?
Normal
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 1?
Edema e hiperemia
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 2A?
Úlceras superficiais, sangramentos, exsudatos
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 2B?
Úlceras profundas circunferenciais ou focais
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 3A?
Necrose focal
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica das lesões - Grau 3B?
Necrose extensa
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica e prognóstico - Graus 1 e 2A?
Excelente prognóstico, sem morbidade aguda ou formação de estenose
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica e prognóstico - Graus 2B e 3A?
Desenvolvimento de estenose em 70 a 100% dos casos
Estenose cáustica:
Graduação endoscópica e prognóstico - Grau 3B?
65% de chance de morte precoce e necessidade de ressecção esofágica
Estenose cáustica:
Principais complicações precoces (até 6 semanas)?
Aspiração pulmonar, sangramentos e perfuração do esôfago
Estenose cáustica:
Duas principais complicações tardias?
Estenose e carcinoma esofágico
Estenose cáustica:
Tratamento agudo da ingesta cáustica?
Reposição hidroeletrolítica agressiva IV, TC e EDA quando estabilidade suficiente
Estenose cáustica:
Após medidas terapêuticas iniciais, como proceder se há perfuração contida e pequena?
ATB, jejum/dieta enteral/parenteral (caso a caso)
Estenose cáustica:
Após medidas terapêuticas iniciais, como proceder se há perfuração livre e possível choque séptico?
Cirurgia, ATB largo espectro e considerar esofagectomia na urgência
Estenose cáustica:
Identificada a estenose, quanto tempo se deve esperar até iniciar a dilatação progressiva?
3 a 6 semanas após o evento de ingestão
O esôfago normalmente é provido ou desprovido de eosinofilos?
Desprovido
Doença esofágica crônica, imunológica/antígeno mediada, relacionada a outras atopias, caracterizada clinicamente por sintomas relacionados à disfunção esofágica, e histologicamente por inflamação com predomínio eosinofílico
Esofagite eosinofílica
Esofagite eosinofílica:
Quadro clínico?
Disfagia, impactação, dor torácica não responsiva à antiácidos, sintomas de refluxo, dor abdominal, estenose - 30%
Esofagite eosinofílica:
Achados endoscópicos?
Esôfago em traqueia, Sulcos lineares, Atenuação do padrão muscular, Pápulas esbranquiçadas (abscessos eosinofílicos) e estenose
Sintomas relacionados à disfunção esofágica;
Biópsia >15 eosinofilos por campo de grande aumento;
Eosinofilia mucosa isolada no esôfago e persistente após 2 meses de tratamento com IBPs;
Causas secundárias de eosinofilia excluídas;
Resposta ao tratamento suporta o diagnóstico, mas não é obrigatória
Critérios diagnósticos da esofagite eosinofílica
Esofagite eosinofílica:
Tratamento?
Retirada de alimentos/substâncias alergênicas; IBP; Corticoide tópico - sistêmico casos graves
Esofagite eosinofílica:
Corticoides tópicos usados no tratamento?
Budesonida/Fluticasona
Esofagite eosinofílica:
Corticoide usado nos casos graves/refratários?
Budesonida oral
Esofagite eosinofílica:
Quando está indicada a dilatação endoscópica?
Não-resposta tratamento clínico e estenoses - cuidar perfuração/lacerações
Esofagite eosinofílica:
2 principais efeitos colaterais relacionados ao uso dos corticoides tópicos?
Esofagite por cândida e herpes
Tumores benignos de esôfago mais comuns?
Leiomiomas
Quando tratar cirurgicamente os tumores benignos de esôfago?
> 2cm ou sintomáticos
Câncer de esôfago:
Relação homem mulher? Região brasileira a ser lembrada?
> 3H:1M;
Sul - chimarrão
Câncer de esôfago: Carcinoma epidermoide (espinocelular) - porção do esôfago mais acometida?
Terço médio
Câncer de esôfago:
Adenocarcinoma - porção do esôfago mais acometida?
Terço distal (Barrett)
Câncer de esôfago:
Por que o CEC está diminuindo em relação ao adenocarcinoma?
- tabagismo e etilismo;
+ obesidade
Doença de Howel-Evans?
Tilose + CEC de esôfago
Doença genética fortemente relacionada ao CEC de esôfago?
Tilose (hiperceratose palmo-plantar e papilomatose de esôfago)
A esclerodermia é um fator de risco para câncer de esôfago?
Não
Ingestão de bebidas muito quentes, esofagite cáustica, esôfago de Barrett e megaesôfago são fatores patogênicos relevantes nos casos de câncer de esôfago?
Sim
Por que o esôfago é dificilmente diagnosticado em estágios iniciais?
Pouco sintomático, e quando há sintomas, geralmente doença já está avançada
Câncer de esôfago:
Primeiro exame para fazer diagnóstico?
EDA com biópsia
Câncer de esôfago:
Melhor exame para avaliar tumor quanto ao avanço/profundidade local?
Ultrassom endoscópico (ecoendoscopia)
Câncer de esôfago:
Principais sinais/sintomas que sugerem doença avançada?
Tosse, cornagem, sialorreia, rouquidão, paralisia de cordas vocais(lesão NLR) e caquexia
Ao que se refere o Ângulo de Picus?
Perda do plano de gordura periaórtica - Ângulo de contato entre tumor de esôfago e artéria aorta
Câncer de esôfago:
Ângulo de Picus <45°?
Ausência de invasão aórtica
Câncer de esôfago:
Ângulo de Picus >90°?
Invasão da aorta
Cancer de esôfago - Classificiacao de Siewert:
Tipo I
Tumor do esôfago distal, com centro da neoplasia entre 1 e 5 cm acima da JEG
Cancer de esôfago - Classificiacao de Siewert:
Tipo II
Tumores verdadeiros da cárdia, com centro da neoplasia entre 1 e 2 cm abaixo da JEG
Cancer de esôfago - Classificiacao de Siewert:
Tipo III
Tumores subcardiais, com centro da neoplasia entre 2 e 5 cm abaixo da JEG, que infiltra a JEG e o esôfago distal de baixo para cima
Cancer de esôfago:
TNM - T1?
Mucosa ou submucosa
Cancer de esôfago:
TNM - T2?
Muscular própria
Cancer de esôfago:
TNM - T3?
Adventícia
Cancer de esôfago:
TNM - T4?
Estruturas adjacentes
Cancer de esôfago:
TNM - Estruturas T4a?
Pleura, pericárdio, veia ázigos, diafragma ou peritônio
Cancer de esôfago:
TNM - Estruturas T4b?
Tu irressecável - Aorta, corpo vertebral ou via aérea
Para ressecção completa do câncer na JEG, é necessária margem gástrica (distal) de quantos centímetros?
Mínimo 4 cm
Para ressecção completa do câncer na JEG, é necessária margem esofágica (proximal) de quantos centímetros?
Mínimo 5 cm
Para ressecção completa do câncer na JEG, é necessária a ressecção de quantos linfonodos?
No mínimo 15
Em pacientes com tumor de esôfago cervical localmente avançado, indica-se cirurgia ou QT?
QT
Câncer de esôfago:
Tratamento T1N0M0/ T2N0M0?
Cirurgia
Câncer de esôfago:
Tratamento T3 com ou sem linfonodos/ T4?
QT e RT, seguida por cirurgia
Câncer de esôfago:
TNM - N0?
Linfonodos regionais negativos
Câncer de esôfago:
TNM - N1?
1 ou 2 linfonodos
Câncer de esôfago:
TNM - N2?
3 a 6 linfonodos
Câncer de esôfago:
TNM - N3?
7 ou mais linfonodos
Câncer de esôfago:
Situações em que se faz tratamento paliativo?
Irresecaveis, inoperáveis, metástases, envolvimento aorta, NL recorrente, fístula esofagotraqueal/brônquica
Câncer de esôfago:
A cirurgia é o principal tratamento - por quanto tempo, no mínimo, faz-se o suporte nutricional prévio por SNE?
Mínimo 15 dias
Câncer de esôfago:
3 campos da abordagem cirúrgica?
Laparotomia mediana;
Toracotomia direita;
Cervicotomia esquerda
Câncer de esôfago:
Em caso de impossibilidade de utilizar o estômago no tratamento curativo, faz-se:
Esofagocoloplastia
Câncer de esôfago:
O que normalmente se faz antes da esofagectomia radical?
QT+RT neoadjuvantes
Câncer de esôfago:
V ou F - O comprometimento linfonodal supraclavicular nos tumores da JEG torna o tumor irressecável?
Verdadeiro