Gastro 2 Flashcards
Hérnias da parede abdominal:
Relação homem/mulher?
4:1
Hernias:
Local/frequência
Inguinofemorais 74%; Umbilicais 10%; Incisionais 10%; Epigástricas 6%; Outras <1%
Hérnia de Grynfeltt
Trígono lombar superior:
12ª costela, musculatura paravertebral, músculo oblíquo interno
Hérnia de Petit
Trígono lombar inferior:
Crista ilíaca, músculo oblíquo externo e músculo latissimo dorsal
Hérnia obturadora
Canal obturador:
Sinal de Howship-Romberg (dor na face medial da coxa)
Hérnia perineal
Duas principais etiologias?
Congênita;
Pos operatória
Hernias:
Apresentação clínica
(4)
Dor;
Abaulamento;
Tumoração fixa;
Parestesias
Hérnias:
Exame físico
(3)
Posição de pé;
Manobra de Landivar;
Palpação de todos os eventuais locais de hérnia
Hérnias:
Diagnóstico diferencial
(6)
Neoplasias (b/m); Linfonodos; Hidrocele; Orquite; Torção de testiculo; Varicocele
Hérnias:
Classificação
(3)
Redutível;
Encarcerada;
Estrangulada
Hérnias:
Quais classificações representam urgência cirúrgica?
Encarcerada e estrangulada
Hérnias:
Significado de “hérnia encarcerada”?
Irredutível, sem mobilidade, pode ser crônica ou aguda
Risco que uma hérnia estrangulada causa?
Sofrimento de alça: grave
Hérnia inguinal:
Anatomia
Do anel inguinal profundo ao superficial
Hérnia inguinal:
Conteúdo homem/mulher
Homem: Funículo espermático (várias estruturas)
Mulher: ligamento redondo
Conteúdo do Funículo espermático?
Ramo genital do nervo genitofemoral; Artérias e veias testiculares; Veias do plexo pampiniforme; Ducto deferente; Músculo cremaster
Área de fraqueza associada às hérnias inguinais?
Triângulo de Hasselbach
Hérnia inguinal direta (HID):
Definição
Saco herniário sofre protrusão para fora e para frente, medialmente ao anel inguinal interno e vasos epigástricos inferiores
Hérnia inguinal indireta (HII)
Definição
Saco herniario passa obliquamente pelo anel inguinal interno, em direção ao anel inguinal externo, lateralmente aos vasos epigastricos
Classificação NYHUS:
Classifica quais tipos de hérnia?
Hérnias inguinais
Hérnias inguinais:
NYHUS I
Indireta sem alargamento de anel
Hérnias inguinais:
NYHUS II
Indireta com alargamento de anel
Hérnias inguinais:
NYHUS III
Defeitos na parede posterior:
IIIA: Direta
IIIB: Indireta com destruição da parede posterior
IIIC: Hérnia femoral
Hérnias inguinais:
NYHUS IV
Recidivadas:
IV A: Direta
IV B: Indireta
IV C: Femoral
IV D: Mista
Hérnia de Richter
Porção da borda antimesentérica do intestino é apreendida dentro da hérnia (pode estrangular, sem obstruir)
Hérnias de deslizamento:
Tipos (5)
Hérnia de Garangeot; Hérnia de Amyand; Hérnia de Littre; Hérnia de Cooper; Hérnia de Spiegel
Hérnia de Garangeot
Ceco e apêndice
Hérnia de Amyand
Apendicite
Hérnia de Littre
Divertículo de Meckel
Hérnia de Cooper
Hérnia femoral que continua até o saco escrotal ou grandes lábios
Hérnia de Spiegel
Borda lateral do músculo reto e linha semilunar
Técnica cirúrgica padrão-ouro para correção de hérnias inguinais?
Lichtenstein
Técnica cirúrgica mais usada para correção de hérnia femorais?
McVay
Hérnias: VLP - prós
Alta precoce;
Menor tempo recuperação
Hérnias: VLP - contras
Tempo cirúrgico prolongados;
Recidiva;
Anestesia geral
Hernias femorais acontece mais em pacientes do sexo:
Feminino >45 anos
Hernias femorais possuem baixo/alto risco de estrangulamento
Alto
Qual a incidência de hérnias incisionais por laparotomias?
10~15%
Hérnia umbilical tem baixo/ alto risco de estrangulamento
Baixo
Hérnia umbilical:
Causa?
Persistência do anel umbilical -> aumento da pressão intraabdominal/gestação
Obesidade:
Indicações de bariátrica?
IMC >40;
IMC >35 com comorbidades;
Falha tto clínico prévio
Cirurgia bariátrica:
Classificação
Pelo mecanismo de funcionamento:
Predominantemente restritivas;
Predominantemente desabsortivas
Cirurgias bariátricas restritivas?
2
Balão intragástrico; Gastrectomia vertical (sleeve)
Cirurgia bariátrica padrão-ouro?
Fobi-Capella:
“Bypass gástrico”
Derivações gastrojejunais em Y de Roux
Cirurgias bariátricas:
Scopinaro
Cirurgia predominantemente disabsortiva: Derivação biliopancreática com gastrectomia horizontal, com ou sem preservação gástrica distal.
Cirurgias bariátricas:
Duodenal Switch
Cirurgia predominantemente disabsortiva: Derivação biliopancreática com gastrectomia vertical e preservação pilórica.
Complicações das cirurgias bariátricas, em geral?
Deficiência de vit B1, B9, B12, D e cálcio
Efeito Dumping é complicação de qual cirurgia bariátrica? Efeito?
Complicação da cx de Fobi-Capella, o “bypass gástrico”.
Mal estar após ingestão de açúcares
Quais hormônios reguladores de apetites sofrem diminuição sérica após bariátrica?
Grelina e CCK
Quais hormônios reguladores de apetites sofrem aumento sérico após bariátrica?
GLP-1 e PYY
Presença de DRGE e DM pesam a favor de qual técnica de cirurgia bariátrica?
Bypass gástrico
Onde são formados os cálculos biliares?
VB
Grupo de risco para cálculos biliares?
4Fs: Female Fat Fourty Fortunity
Qual o primeiro e melhor exame de imagem para o diagnóstico de colelitíase? Qual exame fazer depois?
US;
Enzimas pancreaticas e hepáticas
Colecistolitíase:
Significado?
Cálculo na VB
Colelitíase:
Componentes dos cálculos?
Cristais de colesterol: mais comum, amarelado
Cristais de Bb:
Cálculos pigmentados -
Pretos: formados na VB
Marrons: formados nos dutos biliares
Colelitíase:
Perfil de paciente mais provável de ter cálculos de bilirrubina pretos?
Doença hepática alcoólica;
Idade avançada;
Anemia hemolítica
Colelitíase:
Significado?
Cálculo na VB ou dutos biliares
Colelitíase:
Modalidades de tratamento?
VLP;
Colecistectomia;
Colangiografia
Colecistolitíase sintomática e colecistite aguda:
QC?
Cólica biliar:
Dor em epigástrio/ hipocôndrio direito, podendo irradiar para ombros e/ou FID
Colecistolitíase sintomática e colecistite aguda:
Achado semiológico mais importante?
Sinal de Murphy
Sinal de Murphy
Indicativo de colecistite, quando o paciente suspende a inspiração por dor à compressão do rebordo costal direito.
Colecistolitíase sintomática e colecistite aguda:
Tratamento?
ATB / Cirurgia
Colecistite aguda alitiásica:
Definição?
Sem pedra
Icterícia obstrutiva:
Principais causas?
(4)
Obstrução do fluxo de bile extra-hepático;
Deficiências metabólicas;
Doenças hepatocelulares;
Doenças hepatocanaliculares
Icterícia obstrutiva:
QC?
Icterícia;
Colúria;
Hipocolia fecal;
Prurido
Icterícia obstrutiva:
Exames complementares?
Enzimas hepáticas e pancreáticas;
Marcadores inflamatórios;
Coagulação
Icterícia obstrutiva:
Primeiro exame de imagem a ser solicitado?
US
Colangite aguda:
Definição?
Colangite aguda é uma infecção na árvore biliar que constitui uma emergência médica potencialmente fatal se não for tratada imediatamente
Colangite aguda:
Fisiopatologia?
Obstrução vias biliares/VB
- > estase
- > proliferação bacteriana
- > colangite
Icterícia obstrutiva:
Ordem dos exames de imagem a serem solicitados?
US RNM TC CPRE Cintilografia
Colangite aguda/tóxica:
Tratamento?
ATB;
Drenagem biliar imediata;
Tratar causa
Vesícula em porcelana?
Calcificação da VB acreditada a ser causada por cálculos biliares excessivos
Vesícula em porcelana:
QC?
Icterícia;
Dor hipocôndrio direito;
Associação com câncer de VB
Vesícula em porcelana:
Tratamento?
Remoção cirúrgica
O câncer de VB costuma ser muito ou pouco agressivo?
Muito agressivo
Tumor maligno da VB?
Adenocarcinoma
Colangiocarcinoma
Colangiocarcinoma:
Tratamento?
Remoção cirúrgica
V ou F:
Com relação à Colecistite aguda em pacientes idosos com condições clínicas críticas, a colecistostomia por punção percutânea é uma opção terapêutica.
Verdadeiro
Na colangite infecciosa, qual é a causa mais comum? Qual a sequência preferencial de tratamento?
Coledocolitíase;
ATB para Gram (-) e CPRE
Principal gérmen G negativo causador de colangite infecciosa?
E. coli
Diarreia aguda:
Definição?
Evento súbito com elevação da frequência de defecação e/ou diminuição da consistência das vezes
Diarreia aguda:
Tipos principais?
(2)
Diarreia inflamatória;
Diarreia não inflamatória
Diarreia aguda inflamatória:
Características/QC?
Ruptura da barreira mucosa;
Associação com dor abdominal ou pélvica;
Sangue, pus ou muco nas fezes (disenteria)
Diarreia aguda inflamatória:
Causas principais?
(7)
Clostridium difficile*; Shigella; Campylobacter; Salmonella; E histolytica; Yersinia; E. coli enteroinvasiva
Diarreia aguda não inflamatória:
Características/QC?
Caráter secretório;
Diarreia aquosa
Diarreia aguda não inflamatória:
Principais agentes etiologicos?
Vibrio; Giardia; Cryptosporidium; E. coli enterotoxigênica; Rotavírus; Norwalk virus; Toxinas alimentares
Causa mais comum de diarreia aguda?
Diarreia viral
Identificação de diarreia aguda potencialmente grave:
Exame clínico?
Sinais sistêmicos;
Dor abdominal;
Toque retal
Identificação de diarreia aguda potencialmente grave:
Exames complementares?
(6)
Exame de fezes Leucócitos Cultura Parasitológico Pesquisa de toxinas Endoscopia
Diarreia aguda:
Princípios de tratamento?
Orientação dietética;
ATB empírica;
Sintomáticos;
Probióticos
Tratamento de diarreia aguda:
Orientação dietética?
Aumentar a ingestão de líquidos;
Evitar alimentos laxativos ou que irritam a mucosa
Tratamento de diarreia aguda:
ATB empírica - quando fazer?
Sinais sistêmicos ou locais de doença invasiva;
Controle de doenças altamente infectantes;
Risco de morte;
Viajantes;
Deficiências imunológicas
Fluirquinolonas/Ciprofloxacino
Tratamento da diarreia aguda:
Antidiarreicos? Objetivo?
Loperamida;
Diminuir perdas e alívio dos sintomas
Tratamento de diarreia aguda:
Contraindicações da Loperamida?
Sinais inflamatórios sistêmicos;
Doenças invasivas;
Crianças;
IMSS
Tratamento de diarreia aguda:
Probióticos - função/indicações?
Recolonização da mucosa intestinal;
Diarreias relacionadas aos ATBs, viajantes
Colangite aguda:
Tríade de Charcot?
Icterícia
Dor abdominal
Febre
Coledocolitíase:
Definição?
Litíase da via biliar principal (ducto coledoco)
Coledocolitíase:
Condutas possíveis?
CPRE com papilotomia;
Coledocolitotomia à Kehr
Colangite aguda:
Pentade de Reynolds?
Icterícia Dor abdominal Febre Hipotensão Alteração SNC
Quais agentes etiológicos causam diarreia aguda líquida?
Vibrio cholerae;
E. coli enterotoxigênica;
Clostridium perfringens
Quais agentes etiológicos causam diarreia aguda sanguinolenta?
E. coli enterohemorragica
Quais agentes etiológicos causam diarreia aguda inflamatória?
Salmonella spp;
Campylobacter jejuni
Diarreia aguda:
Quais agentes etiológicos causam disenteria?
Shigella spp;
Vibrio parahemolyticus
Diarreia aguda viral:
Principais agentes etiologicos?
Rotavírus (+ em crianças);
Norwalk vírus (+ em adultos);
CMV (HIV)
Diarreia agudas:
Protozoários causadores?
Entamoeba hystolytica;
Giardia lamblia;
Cryptosporidium
Diarreia aguda nosocomial:
Etiologias?
Induzida por medicamentos;
Relacionada à ATBs;
Clostridium difficile
Diarreia aguda:
Agentes etiologicos que possuem tratamento com antibióticos específicos?
(4)
Clostridium difficile;
Shigelose;
Cólera;
Salmonelose extraintestinal
Clostridium difficile:
Além de diarreia aguda, o que mais suas toxinas podem causar?
(4)
Colite pseudomembranosa;
Megocólon tóxico;
Perfuração do cólon;
Sepse
Clostridium difficile:
Tratamento?
Metronidazol/ Vancomicina;
Probióticos
Diarreia crônica:
Definição?
Diarreia com duração superior a 30 dias ou a ocorrência de 3 episódios de diarreia no período de 60 dias
Diarreia crônica:
Causas?
(4)
Diarreia: Osmótica; Gordurosa/ má absorção; Inflamatória; Secretoria
Síndrome do intestino irritável:
Definição?
Distúrbio do trato digestivo que provoca dor abdominal e/ou diarreias recorrentes
Síndrome do intestino irritável:
QC?
Dor/desconforto abdominal;
Alterações do hábito intestinal;
Piora com alimentação;
Melhora com evacuação
Classificação de Roma IV:
Alterações funcionais do intestino?
C
Classificação de Roma IV:
C1
Síndrome do intestino irritável
Classificação de Roma IV:
C2
Distensão abdominal
Classificação de Roma IV:
C3
Obstipação funcional
Classificação de Roma IV:
C4
Diarreia funcional
Classificação de Roma IV:
C5
Alteração funcional não especificada
Síndrome do Intestino Irritável:
Tratamento?
Depende dos sintomas:
Orientação higienodietética;
Dieta rica em fibras;
Laxantes ou obstipantes;
Antidepressivos/ansiolíticos
Doença celíaca?
Intolerância permanente ao glúten
Doença celíaca:
Sinônimos?
Espru celíaco;
Espru não-tropical;
Enteropatia glúten-sensível;
Alergias à farinhas de trigo, centeio, cevada, aveia e malte
Doença celíaca:
Sintomas mais clássicos?
Diarreia; Anemia; Emagrecimento; Dor abdominal; Vômitos
Doença celíaca:
Músculo geralmente atrofiado em crianças?
Glúteos
Doença celiaca:
Condições associadas?
Linfoma não Hodgkin;
Adenocarcinoma de intestino delgado;
Carcinoma de células escamosas de esôfago e orofaringe;
Osteoporose;
Infertilidade, menarca tardia, menopausa precoce, amenorreia, abortos recorrentes;
Deficiências de ferro, B9, B12, cálcio
Doença celíaca:
Exames laboratoriais?
Anticorpo antitransglutaminase tecidular (AAT);
Anticorpo antiendomísio (AAE)
Doença celíaca:
Exame padrão ouro para diagnóstico?
Endoscopia com biópsia:
4 fragmentos da porção mais distal do duodeno
Doença celíaca:
Tratamento?
Evitar por toda a vida alimentos que contenham glúten
Doença celíaca:
Após a restrição de glúten na dieta, quando tempo leva para sintomas melhorarem?
1 a 2 semanas após o início da dieta
Doença celíaca:
Após cessado o consumo de glúten, quanto tempo o intestino leva para se recuperar totalmente?
De 6 a 12 meses
Doenças Inflamatórias Intestinais (DII):
Principais?(2)
Doença de Crohn; Retocolite Ulcerativa (RCU)
DIIs:
Fisiopatologia?
Mecanismo imune:
Atividade de linfócitos T;
Desregulação imunológica
Fator genético;
Fator ambiental
Doença de Crohn:
Genes relacionados?
NOD2, cromossomo 16
Doença de Crohn:
Áreas comprometidas?
Pode comprometer da boca ao ânus.
75% I. Delgado;
90% ileíte;
20% colite
Doença de Crohn:
Características do comprometimento?
Descontínuo*; Áreas sãs/doentes; Alça/meso espessados; Projeções digitiformes; Aderências; Úlceras lineares; Aspecto em Cobblestone (paralelepípedo)*; Fístula gastrocólica; Cicatrização com estenose
Doença de Crohn:
Achados anatomopatológicos?
Inflamação transmural:
Úlceras em todas as camadas intestinais*;
Fístulas, abscessos, cicatrização com estenose
Doença de Crohn:
Achado patognomônico?
Granuloma não caseoso
Doença de Crohn:
Sintomas mais comuns?
Dor abdominal;
Diarreia;
Febre;
Perda de peso
Doença de Crohn:
Clínica?
Crises e remissões;
Sintomas inflamatórios, fibroestenoticos e de perfuração
Doença de Crohn:
Exames complementares?
Sangue
Fezes
Imagem
Endoscópicos
Crohn x RCU:
ASCA (+) e pANCA (-)?
Epsecificicidade de 92% para DC
Crohn x RCU:
ASCA (-) e pANCA (+)?
Especificidade de 98% para RCU
Achado mais específico de RCU?
Abscesso de cripta
RCU:
Características gerais?
Comprometimento do cólon e reto*;
Padrão distal para proximal contínuo;
Apenas camada mucosa
RCU:
Clínica?
Crises com pródromos; Diarreias/cólicas; Sangue/pus nas fezes; Puxo e tenesmo; Febre; Sensibilidade FIE
RCU:
Complicações?
Megacolon tóxico; Perfuração; Estenoses; Hemorragia maciça; Câncer
A doença de Crohn tem uma apresentação de lesão contínua/salteada, enquanto a RCU tem lesão continua/salteada.
DC: salteada;
RCU: continua
Síndrome do intestino irritável (IBS):
Nos critérios de ROMA IV, qual passou a ser considerado sintoma central das IBS?
Dor abdominal
Síndrome do intestino irritável:
Quantos subtipos?
4 subtipos de acordo com as características das fezes, segundo a Bristol Stool Form Scale (BSFS).
Paciente com demência cortical, internado, com pneumonia aspirativa, em uso de clindamicina e ceftriaxona, desenvolve quadro de irritação gastrointestinal.
Qual o agente etiológico mais provável? Qual o exame diagnóstico mais adequado?
Clostridium difficile;
Pesquisa fecal de toxinas A e B
V ou F:
A presença de doença perianal, fístulas, abscessos, estenoses, retite, ileíte e granulomas são mais presentes na DC do que na RCU.
Falso, pois retite é mais presente na RCU. Os demais estão corretos.
Doença de Crohn:
Doença perianal?
Pode ocorrer em 1/3 dos pacientes, e manifesta-se por dor perianal e drenagem, fissura anal, fístula e abscesso perirretal.
Doença de Crohn:
Colangite esclerosante?
Aproximadamente 1% dos casos de DC - é uma manifestação hepática importante que ocorre em 5% daqueles com elevação de fosfatase alcalina e GGT.
Cancer 2° lugar em mortalidade, atrás apenas do de pulmão?
Câncer de cólon e reto
Faixa etária no Brasil responsável por 75% dos cânceres colorretais?
50 aos 80 anos
Cancer colorretal:
Localizações mais prevalentes?
Reto: 43% Sigmoide: 25% Colon ascendente: 18% Colon transversal: 9% Colon descendente: 5%
Cancer colorretal:
Fatores de risco?
História familiar;
Fatores ambientais;
Polipose adenomatosa familiar (PAF);
Cancer colorretal hereditário não-polipoide (HNPCC)
Câncer colorretal:
Etiologias (além da genética):
DII principalmente RCUI;
Ureterossigmoidostomia;
Irradiação de tumores ginecológicos;
Ressecção colorretal por neoplasia prévia
Cancer colorretal:
Fatores supostamente protetores?
Fibras vegetais;
Selênio, cálcio, vit C e E, betacarotenos;
AAS e AINES
Cancer colorretal:
Fatores genéticos - Síndromes polipóides?
Pólipo: *Adenoma; *Hamartoma; Inflamatório; Hiperplasico
Cancer colorretal:
PAF - quanto de chance de formação de câncer até os 40 anos?
100% até os 40 anos
Câncer colorretal:
Polipose Adenomatosa Familiar (PAF):
Síndromes associadas?
Síndrome de Gardner;
Síndrome de Turcot;
Síndrome de Peutz-Jeghers;
Polipose juvenil
Polipose adenomatosa familiar (PAF):
Qual gene está mutado?
Gene APC
Polipose adenomatosa familiar (PAF):
Características/Definições?
Inúmeros pólipos adenomatosos (>100) no cólon e reto;
100% de chance de adenocarcinoma até os 40/55 anos;
Manifestações extracolonicas: Adenoma de duodeno
Polipose adenomatosa familiar (PAF):
Tratamento?
Proctocolectomia total
Câncer colorretal:
Rastreamento? A partir de que idade?
> 45/50 anos em pacientes sem fatores de risco (história familiar);
Pesquisa de sangue oculto + colonoscopia
Tipos de cânceres colorretais com envolvimento genético (não esporádico)?
Poliposes;
HNPCC
Síndrome de Gardner
Pólipos adenomatosos;
Cistos cutâneos, osteomas e fibromas;
Tumores desmoides, tumores de estômago, pâncreas e I. Delgado;
Hipertrofia congênita de epitélio retiniana pigmentado
Síndrome de Turcot
Pólipo adenomatoso;
Tumores de SNC (gliomas);
Neurinomas e tumores intracranianos
Polipose juvenil
3~100 pólipos hamartomatosos;
0,01% dos casos de CCR
Síndrome de Peutz-Jeghers
Pólipos hamartomatosos no TGI;
Mais frequente no I. delgado;
Manchas melanóticas nos lábios, boca e dedos
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Sinônimo?
Câncer de Lynch
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Prevalência dentre os CCR?
3~5% (mais comum que PAF)
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Origem? Topografia?
Originam-se de pólipos esporádicos;
Mais tumores no cólon direito
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Mutações em que genes?
Mutações em genes de proteínas de reparo: MLH1 e MLH2
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Critérios para o diagnóstico clínico?
Critérios de Amsterdam I e II
Câncer Colorretal Hereditário Não-Polipose (HNPCC):
Os critérios de Amsterdam giram em torno de que?
Fatores genéticos/ confirmação anatopatológica
Câncer Colorretal Esporádico:
Epidemiologia?
70~80% (tipo mais comum de CCR);
Pacientes sem história familiar de CCR;
>50 anos + fatores de risco
Câncer Colorretal Esporádico:
Etiologia?
Pólipo adenomatoso:
Tubulares (75%);
Tubulovilosos (15%);
Vilosos (10%)
Sequência adenoma-carcinoma (5 a 10 anos)
Câncer Colorretal Esporádico:
As lesões exofíticas são mais comuns em cólon D/E, enquanto as lesões estenosantes são mais comuns em cólon D/E
Lesões exofíticas: D
Lesões estenosantes: E
Câncer Colorretal Esporádico:
Diagnóstico?
Palpação abdominal: massas, distensão
Toque retal;
Prateleira de Blumer
Cancer em cólon direito:
QC?
Dor FID;
Anemia, palidez, cansaço, astenia, tontura, sangramento oculto, perda ponderal, fezes líquidas
Cancer em cólon esquerdo:
QC?
Redução do calibre das fezes; Alternância entre diarreia e constipação; Sangue e muco nas fezes; Pode obstruir (estenoses)
Cancer em reto:
QC?
Sangue vivo nas fezes;
Tenesmo;
Fezes “em fita”;
Obstrução intestinal
CCR:
Características do marcador tumoral CEA?
NÃO tem valor diagnóstico;
Valor prognóstico apenas;
Pode estar elevado em fumantes
Bilirrubina:
Concentração sérica normal?
<1mg/dL
Bilirrubina:
Valor sérico quando há icterícia?
> 3mg/dL