Dc Valva Ao Flashcards

1
Q

Quais são as 3 principais etiologias da Estenose Aórtica (EAo) em adultos?

A

1) Degeneração fibrocalcífica (mais comum em idosos); 2) Doença reumática crônica (associada a valvopatia mitral); 3) Válvula congênita bivalvular.

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2
Q

Qual é o padrão de hipertrofia ventricular na EAo compensada?

A

Hipertrofia concêntrica (paredes espessadas, cavidade pequena) com FEVE preservada.

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3
Q

Quais são os 3 sintomas clássicos da EAo grave?

A

1) Insuficiência cardíaca (dispneia); 2) Síncope; 3) Angina (tríade de prognóstico ruim sem tratamento).

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4
Q

Por que a síncope ocorre na EAo grave?

A

Hipoperfusão cerebral por vasodilatação periférica não acompanhada de aumento do débito cardíaco + bradiarritmias transitórias ou taquiarritmias (ex: FA).

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5
Q

Qual achado do pulso carotídeo sugere EAo grave?

A

Pulso parvus (baixo volume) e tardus (ascenso lento).

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6
Q

Descreva o sopro da EAo.

A

Sopro sistólico ejetivo em ‘diamante’ (crescendo-decrescendo), mais intenso no foco aórtico, irradiando para carótidas. Pico tardio (próximo a B2) indica gravidade.

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7
Q

O que é o fenômeno de Gallavardin?

A

Sopro da EAo que irradia para foco mitral, simulando regurgitação mitral devido à vibração de estruturas cardíacas.

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8
Q

Qual é o critério ecocardiográfico para EAo grave?

A

Área valvar <1 cm² (ou <0,6 cm²/m² em índice de área), velocidade transvalvar ≥4 m/s, gradiente médio ≥40 mmHg.

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9
Q

Por que a B2 pode estar ausente ou única na EAo?

A

Fechamento tardio da válvula aórtica calcificada (A2 atrasada), fundindo-se com P2 ou tornando-se inaudível.

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10
Q

Qual é o tratamento definitivo para EAo sintomática?

A

Troca valvar (cirúrgica ou TAVI). Não há tratamento clínico eficaz.

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11
Q

Quais fatores aceleram a progressão da EAo?

A

Hipercolesterolemia, tabagismo, diabetes, disfunção renal, hipercalcemia, etiologia congênita.

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12
Q

Por que pacientes com EAo têm angina mesmo sem DAC?

A

Aumento da demanda de O2 (hipertrofia ventricular) + redução da perfusão subendocárdica (pressão diastólica final elevada).

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13
Q

Qual achado ecocardiográfico diferencia EAo degenerativa de reumática?

A

Reumática: espessamento comissural e abertura em ‘cúpula’. Degenerativa: calcificação nodular.

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14
Q

O que causa a B4 na EAo?

A

Contração atrial contra um VE hipertrofiado e pouco complacente (disfunção diastólica).

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15
Q

Qual é a sobrevida média após o início dos sintomas de EAo sem tratamento?

A

~2 anos para IC, ~3 anos para síncope, ~5 anos para angina (dados clássicos).

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16
Q

Quais são as causas raras de EAo?

A

Doença de Fabry, LES, alcaptonúria, distúrbios do metabolismo mineral (ex: hipercalcemia).

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17
Q

Qual é o mecanismo da dispneia na EAo?

A

Congestão pulmonar por aumento da pressão diastólica final do VE + incapacidade de aumentar débito cardíaco no esforço.

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18
Q

Por que o ECG não é diagnóstico para EAo?

A

Pode mostrar sobrecarga VE (onda R alta em V5-V6, onda S profunda em V1-V2), mas é inespecífico.

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19
Q

Qual é a indicação de valvotomia percutânea na EAo?

A

Ponte para cirurgia em pacientes instáveis ou paliativo em casos inoperáveis (não muda história natural).

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20
Q

Quais alterações hemodinâmicas ocorrem na EAo avançada?

A

Disfunção sistólica (FEVE reduzida), diminuição do débito cardíaco, aumento da pressão de capilar pulmonar.

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21
Q

Quais são as etiologias da Insuficiência Aórtica (IAo) crônica?

A

Doença dos folhetos (degenerativa, reumática, bivalvular) ou da raiz da aorta (ex: aneurisma, dissecção).

22
Q

Qual é o padrão de hipertrofia ventricular na IAo crônica?

A

Hipertrofia excêntrica (cavidade dilatada + paredes espessadas) por sobrecarga de volume.

23
Q

Cite 3 sinais de ampla pressão de pulso na IAo.

A

1) Pulso de Corrigan (ascenso/descenso rápido); 2) Sinal de Duroziez (sopro femural); 3) Sinal de Hill (PAS poplítea >20 mmHg que braquial).

24
Q

Qual é o sopro característico da IAo?

A

Sopro diastólico decrescendo (início logo após A2), melhor auscultado em foco aórtico com paciente sentado e em expiração.

25
Q

Por que pacientes com IAo podem ter angina sem DAC?

A

Redução da perfusão coronariana diastólica (pressão diastólica aórtica baixa) + aumento da demanda por hipertrofia ventricular.

26
Q

O que causa a B3 na IAo?

A

Enchimento ventricular rápido e abrupto (volume diastólico aumentado).

27
Q

Qual é o critério ecocardiográfico para IAo grave?

A

Regurgitação holodiastólica, volume regurgitante ≥60 mL, fração de regurgitação ≥50%, diâmetro do VE >70 mm.

28
Q

Quais são as causas de IAo aguda?

A

Endocardite, dissecção aórtica, trauma. Difere da crônica por apresentar edema pulmonar súbito sem hipertrofia compensatória.

29
Q

Qual é o tratamento da IAo sintomática?

A

Troca valvar cirúrgica. Vasodilatadores (ex: nifedipina) podem ser usados temporariamente em IAo crônica assintomática com disfunção VE.

30
Q

Por que a IAo crônica permanece assintomática por anos?

A

Mecanismos compensatórios: dilatação e hipertrofia excêntrica do VE mantêm débito cardíaco.

31
Q

Qual achado radiológico sugere IAo avançada?

A

Cardiomegalia (VE dilatado) + congestão pulmonar. ‘Coração em sapato’ na radiografia.

32
Q

O que é o sinal de Quincke?

A

Pulsação capilar visível nas unhas ou lábios, associada à IAo grave.

33
Q

Qual é a diferença entre os sopros sistólicos da EAo e IAo?

A

EAo: sopro ejetivo em diamante. IAo: sopro mesossistólico por hiperfluxo (menos intenso).

34
Q

Por que a IAo aguda é uma emergência?

A

VE não tem tempo para dilatar, levando a edema pulmonar fulminante e choque cardiogênico.

35
Q

Quais exames avaliam a raiz da aorta na IAo?

A

Ecocardiograma transesofágico, angio-TC ou RM de aorta.

36
Q

Qual é o papel dos betabloqueadores na IAo?

A

Evitados na IAo crônica (pioram a regurgitação). Úteis na IAo aguda por dissecção ou síndrome de Marfan.

37
Q

Quais são as indicações cirúrgicas na IAo crônica?

A

Sintomas, FEVE <50%, diâmetro VE >65 mm, ou cirurgia de aorta ascendente (ex: aneurisma >5 cm).

38
Q

Como a doença reumática causa IAo?

A

Espessamento e retração dos folhetos, impedindo coaptação adequada. Frequentemente associada a estenose mitral.

39
Q

O que é o sinal de Traube?

A

Estalido sistólico e diastólico nas artérias femorais na IAo grave.

40
Q

Qual é a fisiopatologia da dispneia na IAo?

A

Sobrecarga volumétrica → disfunção sistólica → aumento da pressão venocapilar pulmonar.

41
Q

Por que a IAo degenerativa é mais comum em idosos?

A

Degeneração mixomatosa ou calcificação dos folhetos, similar à EAo degenerativa.

42
Q

Qual é o prognóstico da IAo assintomática com VE normal?

A

Bom (sobrevida ~90% em 10 anos), mas piora rapidamente com disfunção VE ou sintomas.

43
Q

Quais são as causas de IAo por doença da raiz aórtica?

A

Síndrome de Marfan, aortite (ex: espondilite anquilosante), hipertensão arterial, degeneração cística da média.

44
Q

Qual é o mecanismo da B2 única na EAo grave?

A

Fechamento aórtico (A2) atrasado pela obstrução, fundindo-se com P2 ou tornando-se inaudível.

45
Q

Como diferenciar EAo bivalvular da degenerativa pelo ecocardiograma?

A

Bivalvular: folhetos fusionados em rafe, abertura em ‘boca de peixe’. Degenerativa: calcificação nodular em válvula trivalvular.

46
Q

Quais são os critérios para TAVI em EAo?

A

Alto risco cirúrgico, senilidade, comorbidades graves, calcificação valvar adequada para ancoragem.

47
Q

Qual é o papel do ecocardiograma seriado na IAo assintomática?

A

Monitorar diâmetro VE, FEVE e parâmetros de gravidade (anual se VE dilatado ou FEVE limítrofe).

48
Q

Por que a IAo reumática é menos comum hoje?

A

Redução da incidência de febre reumática em países com acesso a antibióticos.

49
Q

Qual é o achado auscultatório mais específico para IAo grave?

A

Sopro diastólico de longa duração (holodiastólico), mesmo que de baixa intensidade.

50
Q

Como a hipertensão arterial afeta a IAo crônica?

A

Aumenta a pós-carga, acelerando a disfunção VE. Controlar PA é essencial (IECAs ou BRA preferidos).

51
Q

Qual é a diferença entre os achados de palpação precordial na EAo vs IAo?

A

EAo: ictus sustentado (hipertrofia concêntrica). IAo: ictus hiperdinâmico e desviado (dilatação VE).