Anestesia para Obstetrícia Flashcards

1
Q

Alterações cardiovasculares da gestante

A

Fluido intravascular ^^ 35-45%
Volume plasmático ^^ 45-55%
Débito cardíaco ^^ 45-50%
Volume sistólico ^^ 25-30%
FC ^^ 15-25%

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2
Q

Por que a gestante dessatura mais rápido quando entra em apneia?

A

O aumento do volume uterino desloca cefálica ente o diafragma resultando em REDUÇÃO do -volume residual, -da capacidade de reserva expiratória e da -capacidade residual funcional

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3
Q

Fatores da coagulação
Aumentam
Diminuem

A

aumentados I, VII, VIII, IX, X e XII

reduzidos XI, XIII, anti trombina III e ativadores do plasminogenio (tPA)

não mudam II e V

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4
Q

Fatores da coagulação
Aumentam
Diminuem

A

aumentados I, VII, VIII, IX, X e XII

reduzidos XI, XIII, anti trombina III e ativadores do plasminogenio (tPA)

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5
Q

Gestante e atividade da colinesterase plasmática

A

Ocorre redução de 40% da atividade da colinesterase plasmática, mas a duração da ação da paralisia muscular esquelética não está prolongada devido ao aumento no volume de distribuição nestas pacientes

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6
Q

Fenômeno de compressão aortocava
Fisiologia

A

Com o aumento uterino, ocorre compressão da veia cava com redução de 20% do DC, em resposta há aumento do tônus simpático

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7
Q

Indicação de deslocamento do útero para esquerda

A

1o Bloqueio neuroeixo
2o Hipotensão materna
3o comprometimento fetal

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8
Q

Comportamento do DC (posições supina e lateral) ao longo da gestação e até 6 m após o parto

A

SUPINA
Não grávida aumento progressivo
16s continua aumentando
24s pico
40s reduz ao pré gestação
6m

DECÚBITO LATERAL
Não grávida
16s aumenta
24s aumento progressivo
40s continua aumentando com pico no pós parto (auto transfusão)
6m

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9
Q

Comportamento do VS (posições supina e lateral) ao longo da gestação e até 6 m após o parto

A

Volume sistólico
Parecido com curva do DC mas o pico é no final do segundo trimestre, não aumenta durante o parto

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10
Q

Comportamento da FC (posições supina e lateral) ao longo da gestação e até 6 m após o parto

A

Invertida,
Ocorre maior pico na posição supina por reflexo

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11
Q

Redução PAM na gestação

A

Vasodilatação sistêmica
Redução de 20% da PAM até 20 semanas após

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12
Q

Alterações ECOCARDIOGRAMA da gestante

A

ECO
-Efusão pericárdica pode ocorrer
-^^ 10% câmaras esquerdas
-Desvio para esquerda
-^^ % câmaras direitas
-Regurgitação pulmonar e tricúspide é comum
-Aumento de ~25% regurgitação mitral
-Aórtica não dilata

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13
Q

Alterações nos volumes e capacidades pulmonares

A

CPT reduz 5%
Volume residual (VR) e Volume de reserva expiratório (VRE) reduz 20%

Volume corrente (VC) aumenta 40%

Volume de reserva inspiratório aumenta fica igual ou aumenta um pouco (^^5%)

CRF reduz em 20%
Capacidade inspiratório aumenta 10%

PEGADINHA: capacidade vital mantida

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14
Q

Qual o aumento de consumo de O2? Como a gestante alcança isso??

A

Aumento de 30% do consumo O2
A partir de um aumento de 40-50% do volume minuto (VC - ^^40% x FR-^^10%)

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15
Q

Gasometria gestante

A

PaCO2 menor ~30 (referência 40)
HCO3 menor ~ 20 (referência 24)
PaO2 103 (referência 100)
PH 7,44 (referência 7,40)

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16
Q

Padrão da espirometria da gestante

17
Q

Fatores anticoagulantes na gestante aumentam?

A

Nenhum
Proteína C não muda
Proteína S e antitrombina reduzem
Plaquetas reduzem de 0-10%

18
Q

Tromboelastograma da gestante

A

Mais forte
Cresce mais rápido
Demora a quebrar

19
Q

Alterações renais da gestante

A

Aumento fluxo sanguíneo renal em 50%
Aumento tx de filtração glomérulo 50%
Aumento Clearance de creatinina
.
Redução de 50% ureia e creatinina
.
Urina com proteinúria 300mg/24h e glicosuria 10g/24h

20
Q

Por que a gestante tem maior propensão a infecção urinária

A

Relaxamento sistema coletor

21
Q

Alterações TGI

A

Incompetência do esfíncter esofágico inferior
O aumento da progesterona reduz o tônus&raquo_space; levando a aumento do refluxo
Placenta produz gástrica: volume gástrico maior e mais ácido
Esvaziamento gástrico: tendência atual é que só a progesterona não justifica

22
Q

Quem é a gestante estômago cheio?

A

Em trabalho de parto
Com dor ou ansiedade
Em uso de opioides (venosos ou BNE)

23
Q

Constituição placenta

A

1 veia e duas artérias

24
Q

Afinidade e p50 da Hb fetal e Hb materna

A

Hb fetal tem maior afinidade com P50 menor (18 vs 27

25
Passagem barreira placentária Possibilidades
Difusão passiva Difusão facilitada Mediado por transporte Transporte vesicular
26
Características pra passagem passiva
Peso molecular pequeno (menor que 1000 daltons) Ser não ionizada Baixa ligação proteica Ser lipossolúvel Diferença de concentração *mais importante*
27
BNM e a passagem pela placenta
Adespolarizantes: alto peso molecular e baixa lipossolubilidade Despolarizante: baixo peso, mas altamente ionizável Ambas não passam
28
Inalatorios, hipnóticos e opioides e a passagem placentária
Todas essas passam
29
Fator mais importante pra passagem placentária
Diferença de concentração
30
1A e 2A maiores causas de morte materna
1o Sangramento 2o Distúrbios hipertensivos (10% em 1o lugar sangramento intracraniano)
31
4 distúrbios hipertensivos
Antes das 20 semanas 1o Hipertensão crônica 2o Hipertensão gestacional 3o Pré eclâmpsia (HAS + ptnuria e/ou sinais de gravidade 4o Eclampsia (pré eclâmpsia + convulsões)
32
Pré eclâmpsia Causa e fisiopatologia
Causa exata não clara… placenta anormal Artérias espiraladas ao se inserir se dilatam. Na PE, se tornam fibrosas e estreitas levando a uma isquemia com mal perfusão liberando substâncias inflamatórias: renina e outras substâncias… associado a lesão endotelial = vasoconstrição sistêmica e hipertensão
33
Mecanismo de lesão endotelial e liberação do ácido aracdônico
AA fica preso na membrana fosfolipídica. Numa lesão, o mecanismo o libera, a partir da fosfolipase. A2. AA > COX > prostaglandina pode virar tromboxano A2 (plaquetas.. efeito pró coagulante, trombótico) ou prostaciclinas (endotélio.. efeito anticoagulante.. vasodilatador) ÃÃ > FLOX > leucotrienos
34
Desregulação tromboxano e prostaciclina
Ocorre desregulação com 7x mais tromboxano do que prostciclina
35
Consequências do vasoespasmo na pré eclâmpsia
RINS: oligúria e proteinúria RETINA: luzes piscantes e escotomas FÍGADO: aumento das transaminases e dor abdominal ENDOTÉLIO: formação de trombos: hemólise, plaquetopenia. Maior permeabilidade .. edema generalizado com edema pulmonar e edema cerebral (convulsões, hiperrreflexia)
36
Critérios diagnósticos Pré-eclâmpsia
1)Hipertensão após 20 semanas até 6 semanas pós parto 2)Hipertensão maior 140/90 3)Proteinúria 300mg/24h ou medida única PTNuria/Cr maior que 0,3 (não é obrigatória se houver sinais de gravidade)
37
Critérios de gravidade- PÉ
6 HAS SEVERA >160/110 Plaquetas abaixo 100.000 Transaminases 2x ou dor abd intensa Cr 2x lesão renal aguda
38
Critérios de gravidade PÉ
1)HAS SEVERA > 160/110 2)PLAQUETAS ABAIXO DE 100.000 3)AUMENTO DE 2x TRANSMINASES (ou dor abd intensa) 4)AUMENTO 2x CR LESÃO RRNAL AGUDA 5)EDEMA PULMONAR 6)DISTÚRBIO VISUAL/CEREBRAL
39
BNE e pre eclampsia
Acima 100.000 ok Entre 50-100.000 individualizar Abaixo 50.000 contraindicado