ROCCO TORAX Flashcards

1
Q

Qual deve ser a posição do paciente para o exame físico do tórax?

A

O paciente deve estar sentado de costas para o examinador, com as mãos apoiadas nos joelhos e o tórax desnudo. No caso de mulheres, as mamas devem ser cobertas com um lençol, preso pelas axilas, para garantir o acesso ao dorso, às paredes laterais e à porção superior da parte anterior do tórax.

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2
Q

Por que não é aceitável examinar o paciente sobre as vestes?

A

Porque o contato direto do estetoscópio com a pele é essencial, especialmente durante a ausculta respiratória, para garantir a precisão na identificação de sons pulmonares.

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3
Q

Como deve ser realizado o exame em pacientes que não podem sentar-se?

A

O paciente deve ser examinado deitado. Para examinar a parede posterior do tórax, o paciente deve ser posicionado de lado, com auxílio de um assistente, se necessário. No entanto, essa posição impõe restrições ao exame.

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4
Q

Qual é a importância das linhas topográficas do tórax no exame físico do aparelho respiratório?

A

As linhas topográficas do tórax são referências anatômicas que auxiliam na localização precisa das estruturas intratorácicas, permitindo a delimitação dos pulmões e do espaço pleural, além de ajudar na descrição de possíveis alterações.

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5
Q

Quais são as principais linhas topográficas do tórax na região anterior?

A
  1. Linha médioesternal: Da fossa supraclavicular ao apêndice xifoide, divide o tórax em duas metades.
    1. Linha paraesternal: Inicia na articulação esternoclavicular e percorre a borda esternal.
    2. Linha hemiclavicular: Passa pelo ponto médio entre as articulações esternoclavicular e acromioclavicular.
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6
Q

Quais são as linhas topográficas localizadas na região lateral do tórax?

A
  1. Linha axilar anterior: Desce pela borda do músculo peitoral maior.
    1. Linha axilar média: Desce a partir do vértice da axila.
    2. Linha axilar posterior: Segue a borda inferior do músculo latíssimo do dorso.
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7
Q

Quais são as linhas topográficas na região posterior do tórax?

A
  1. Linha vertebral: Percorre as apófises espinhosas.
    1. Linha interescapular: Passa medialmente à borda interna da escápula em posição anatômica.
    2. Linha paravertebral (ou paraespondileia): Paralela e equidistante entre as linhas vertebral e escapular.
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8
Q

Quais são os limites inferiores do pulmão, de acordo com as linhas de referência?

A

• Sexto arco costal na linha hemiclavicular.
• Oitavo arco costal na linha axilar média.
• Décimo arco costal na linha paravertebral.

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9
Q

Quais são os limites inferiores da pleura, segundo as linhas de referência?

A

• Oitavo arco costal na linha hemiclavicular.
• Décimo arco costal na linha axilar média.
• Décimo segundo arco costal na linha paravertebral.

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10
Q

Onde estão localizadas as bases e os vértices pulmonares?

A

• Bases pulmonares: 5 a 7 cm abaixo do ângulo inferior da escápula.
• Vértices pulmonares: Cerca de 2 cm acima do bordo superior da clavícula.

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11
Q

VER FOTOS DO ROCCO ASSOCIANDO TORAX E PORCOES DO PULMAO

A
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12
Q

Como a inspeção do tórax é dividida e qual a posição ideal do paciente para a inspeção estática?

A

A inspeção do tórax é dividida em inspeção estática e inspeção dinâmica. Na inspeção estática, o paciente deve estar sentado, e o examinador deve observar as paredes anterior, lateral e posterior do tórax para avaliar diferentes características.

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13
Q

Quais são as principais cicatrizes cirúrgicas que devem ser observadas na inspeção estática do tórax?

A

• Esternotomia mediana
• Toracotomia posterolateral
• Drenos
• Escrófulas (adenopatia cervical associada à tuberculose)

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14
Q

O que são abaulamentos e como podem ser classificados?

A

Os abaulamentos são elevações anômalas no tórax.

•	Abaulamentos pulsáteis: Indicativos de aneurisma.
•	Abaulamentos não pulsáteis: Associados a tumores ou cistos.
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15
Q

Quais erupções cutâneas são observadas na inspeção estática do tórax?

A

• Herpes-zóster: Inicia-se com placas eritematosas na região intercostal, evoluindo para vesículas, pústulas e crostas.

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16
Q

O que é o Sinal de Troisier e em quais condições é encontrado?

A

O Sinal de Troisier é a linfonodomegalia supraclavicular isolada, também conhecida como gânglio de Virchow. Está associado a cânceres torácicos e abdominais, principalmente de estômago e pâncreas.

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17
Q

Quais gânglios axilares podem ser encontrados na inspeção do tórax?

A

Os gânglios axilares hipertrofiados são encontrados em pneumopatias infecciosas ou em metástases ganglionares de neoplasias mamárias.

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18
Q

O que é ginecomastia e quais são suas causas?

A

A ginecomastia é o aumento do tecido mamário masculino.

•	Não dolorosa: Associada a cirrose e tuberculose pulmonar com desnutrição intensa.
•	Dolorosa: Causada pelo uso de hidroclorotiazida, digital (digoxina) ou espironolactona.
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19
Q

O que são unhas em vidro de relógio e em quais doenças são encontradas?

A

As unhas em vidro de relógio apresentam uma curvatura aumentada e são características de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

As unhas em vidro de relógio (hipocratismo digital) ocorrem em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) devido à hipóxia crônica e à ativação de mecanismos vasculares e inflamatórios.

1️⃣ Hipóxia crônica
- Na DPOC, há redução da oxigenação sanguínea devido à limitação do fluxo aéreo e destruição alveolar.
- A hipóxia estimula a produção de fatores de crescimento (como o VEGF – Fator de Crescimento Endotelial Vascular), promovendo angiogênese e dilatação capilar nas extremidades dos dedos.

2️⃣ Aumento da vascularização distal
- A hipóxia crônica aumenta a perfusão nas falanges distais, causando proliferação vascular e espessamento do tecido subungueal.
- Esse crescimento altera a curvatura da unha, levando ao aspecto arredondado e convexo característico das unhas em vidro de relógio.

3️⃣ Ativação de mediadores inflamatórios
- Substâncias como prostaglandinas e fatores inflamatórios são liberadas devido à inflamação sistêmica da DPOC, estimulando mudanças no tecido conjuntivo e promovendo o hipocratismo digital.

  • O hipocratismo digital não é específico da DPOC, mas pode ser um indicador de hipóxia crônica e doenças pulmonares avançadas.
  • Ele também pode ser encontrado em doenças cardíacas cianóticas, fibrose pulmonar e algumas doenças hepáticas.
  • Na DPOC, o hipocratismo digital deve levantar a suspeita de outra doença pulmonar associada, como bronquiectasias ou câncer de pulmão, pois não é uma manifestação típica da DPOC isolada.

🔎 Resumo: Pacientes com DPOC desenvolvem unhas em vidro de relógio principalmente devido à hipóxia crônica, que leva ao aumento da vascularização nas extremidades dos dedos e à proliferação de tecido conjuntivo, alterando a morfologia das unhas.

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20
Q

O que é circulação colateral do tipo cava superior ou braquiocefálico?

A

A circulação colateral tipo cava superior ou braquiocefálico, também chamada de circulação em esclavina ou pelerine, é uma rede venosa desenvolvida na parede torácica anterossuperior, associada a:

•	Tumor de Pancoast (tumor do sulco superior do pulmão)
•	Aneurisma da aorta torácica

A circulação em escravina ocorre quando há um desvio do fluxo sanguíneo devido à obstrução de grandes vasos, formando uma circulação colateral na parte superior do tórax, ombros e pescoço. Um aneurisma da aorta torácica pode causar esse fenômeno devido à compressão ou trombose da aorta ou de seus ramos principais, levando ao desenvolvimento de colaterais.

1️⃣ Compressão da aorta ou ramos supra-aórticos
- O aneurisma pode comprimir ou causar estenose da aorta descendente ou de artérias como a subclávia e carótida.
- Isso dificulta o fluxo sanguíneo para a parte superior do corpo, obrigando o sangue a encontrar caminhos alternativos.

2️⃣ Formação de circulação colateral
- Com a obstrução parcial do fluxo, o corpo ativa vias alternativas para irrigar a região supradiafragmática.
- A rede de colaterais envolve veias superficiais torácicas, cervicais e escapulares, que dilatam-se e tornam-se visíveis, formando o padrão em escravina (distribuído na parte superior do tórax, pescoço e ombros).

3️⃣ Hipertensão venosa na parte superior do corpo
- Se o aneurisma comprimir também a veia cava superior, pode ocorrer estase venosa, agravando ainda mais a dilatação das veias superficiais.

  • A circulação em escravina sugere obstrução de fluxo sanguíneo torácico, podendo indicar um aneurisma de aorta torácica ou outras condições, como síndrome da veia cava superior (ex. tumores mediastinais).
  • O aneurisma da aorta torácica pode ser assintomático por anos, e a circulação colateral visível pode ser um dos primeiros sinais clínicos de uma obstrução progressiva.

🔎 Resumo: O aneurisma da aorta torácica pode gerar circulação em escravina ao comprimir grandes vasos, dificultando o fluxo sanguíneo e forçando o desenvolvimento de colaterais superficiais no tórax, pescoço e ombros.

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21
Q

Quais são as formas anômalas do tórax que podem ser identificadas na inspeção estática?

A
  1. Tórax em tonel, barril ou enfisematoso
    1. Pectus carinatum (tórax em quilha ou quereniforme)
    2. Tórax chato
    3. Tórax em sapateiro ou infundibuliforme (pectus excavatum)
    4. Tórax em formato de sino ou cone (associado à ascite crônica ou grandes hepatoesplenomegalias)
    5. Tórax piriforme
    6. Tórax cifoescoliótico
    7. Tórax lordótico
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22
Q

VER INSPECAO DINAMICA DIRETO

A
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23
Q

Como é realizada a avaliação da elasticidade do tórax?

A

A elasticidade do tórax é avaliada posicionando as mãos do examinador em pontos diametralmente opostos (anteroposterior ou laterolateral) e aplicando pressão simétrica e simultânea. A elasticidade é inversamente proporcional à resistência oferecida pela parede torácica.

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24
Q

Quais são as condições fisiológicas que alteram a elasticidade do tórax?

A

• Aumento da elasticidade: Em crianças.
• Diminuição da elasticidade: Em idosos.

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25
Q

Quais são as condições patológicas que alteram a elasticidade do tórax?

A

• Diminuição bilateral:
• Enfisema pulmonar
• Tuberculose crônica
• Diminuição unilateral:
• Síndromes de derrame pleural
• Massas pulmonares extensas
• Aumento bilateral:
• Osteomalácia (raquitismo em atividade)
• Aumento unilateral:
• Pneumotórax não hipertensivo

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26
Q

Qual é o objetivo da avaliação da expansibilidade do tórax?

A

A avaliação da expansibilidade do tórax verifica a mobilidade dos ápices, dorso e bases pulmonares, buscando movimentações simétricas ou aproximadamente iguais. A pesquisa na parede anterior do tórax não acrescenta informações relevantes.

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27
Q

Como é realizada a manobra de Ruault para avaliar a expansibilidade dos ápices pulmonares?

A

O paciente deve estar sentado, e o examinador, posicionado atrás do paciente, coloca as mãos sobre os trapézios, com os dedos apontando para as clavículas e os polegares na parede posterior, sobre a apófise transversa da 7ª vértebra cervical, formando um ângulo de 90°. Ao pedir que o paciente inspire profundamente, observa-se a abertura gradual e simétrica dos polegares. A assimetria da amplitude constitui o sinal de Ruault.

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28
Q

Como se avalia a expansibilidade do dorso?

A

O exame é feito no sentido craniocaudal, observando a simetria da prega cutânea formada pelos polegares durante a expiração e sua dissolução na inspiração. Os dedos restantes devem estar posicionados em cada espaço intercostal.
POLEGARES PARALELOS

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29
Q

Como é realizada a manobra de Lásegue para avaliar a expansibilidade das bases pulmonares?

A

A técnica é semelhante à do dorso, mas os polegares ficam vis-à-vis (um de frente para o outro), em vez de paralelos. A simetria das incursões das bases pulmonares é observada durante a respiração.

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30
Q

O que é o frêmito toracovocal (FTV) e qual sua importância no exame físico do tórax?

A

O frêmito toracovocal (FTV) é a sensação tátil da voz do paciente transmitida pela parede torácica e percebida pela face palmar dos dedos do examinador. É fundamental para diferenciar síndromes pulmonares, como o derrame pleural e a hepatização pulmonar, auxiliando no diagnóstico de pneumopatias e pleuropatias.

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31
Q

Como deve ser realizada a palpação do frêmito toracovocal (FTV) e qual a ordem correta a ser seguida?

A

A palpação do FTV deve ser comparativa contralateral, seguindo o padrão da “barra grega”, tanto na região anterior quanto na posterior do tórax. A técnica envolve:

•	Utilizar sempre a mesma mão;
•	Solicitar ao paciente que fale “trinta e três” (português), “Brasília” (português), “ninety-nine” (inglês) ou “quarante-quatre” (francês);
•	Usar a ponta dos dedos na região supraclavicular (ápices pulmonares);
•	Usar a face palmar dos dedos nas demais áreas;
•	Utilizar a face ulnar para determinar o limite inferior dos pulmões.
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32
Q

Por que o frêmito toracovocal (FTV) é mais intenso no hemitórax direito?

A

O FTV é naturalmente mais intenso no hemitórax direito devido ao maior diâmetro do brônquio fonte direito e à sua maior proximidade com a traqueia, o que facilita a transmissão das vibrações sonoras.

33
Q

Quais são as áreas do tórax que devem ser investigadas durante a palpação do frêmito toracovocal (FTV)?ver rocco nessa

A

• Região anterossuperior do tórax (devido à anteriorização dos lobos superiores);
• 2º ao 4º espaços intercostais à direita;
• 2º espaço intercostal à esquerda (devido à presença do coração à esquerda e do fígado à direita);
• Regiões laterais, com o paciente colocando uma das mãos na cabeça, ambas as mãos na cintura ou abraçando o próprio tórax (mão direita na clavícula esquerda e vice-versa).

34
Q

Quais são as principais causas de aumento e diminuição do frêmito toracovocal (FTV)?

A

• Aumento do FTV:
• Condensação pulmonar
• Tuberculose
• Pneumonias
• Hemorragia
• Neoplasias infiltrativas
• Diminuição ou abolição do FTV:
• Derrame pleural
• Pneumotórax
• Tumores pleurais

35
Q

O que é o frêmito brônquico e em que contexto ele é observado?

A

O frêmito brônquico é a vibração percebida durante o ciclo respiratório, mesmo sem o paciente falar. Ele está relacionado à presença de secreções nas vias respiratórias e pode ser detectado durante a palpação do tórax.

36
Q

Quais ganglios devem ser citados no estudo do torax?

A

Comecemos pelo ganglio de Irish, ou seja, um ganglio axilar esquerdo aumentado que tende a indicar cancer gastrico. (Imagino que todos os relativos a neoplasia sejam petrios)

Sinal de troisier ou linfonodo de Virchow, seria o linfonodo supraclavicular esquerdo, indica cancer no torax e abdomen, especialmente pancreatica, estomacal ou hepatica.

Linfonodos axilares, podem indicar pneumopatia infecciosa ou neoplasia mamaria.

Linfonodos epitrocleares, podem ser indicativos de doencas linfoploriferativas sistemicas.

37
Q

O que seriam doencas linfoploriferativas sistemicas?

A

As doenças linfoproliferativas sistêmicas são um grupo de doenças caracterizadas pela proliferação descontrolada de linfócitos, que são células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo. Essas doenças podem afetar múltiplos órgãos e tecidos, como linfonodos, medula óssea, fígado e baço.

  • Linfomas (Hodgkin e não-Hodgkin) – Tumores malignos que surgem nos linfócitos e podem se espalhar pelo corpo.
  • Leucemias linfocíticas – Afetam a medula óssea e o sangue, causando aumento descontrolado de linfócitos anormais.
  • Síndromes linfoproliferativas pós-transplante (PTLD) – Ocorrem em pacientes transplantados devido à imunossupressão.
  • Doenças autoimunes linfoproliferativas – Como a síndrome linfoproliferativa autoimune (ALPS), onde há falha na regulação da apoptose dos linfócitos.

Essas doenças podem ter origem genética, infecciosa (como a relação entre o vírus Epstein-Barr e alguns linfomas) ou imunológica. O tratamento varia conforme o tipo e pode incluir quimioterapia, imunoterapia, transplante de medula óssea e corticoides.

38
Q

Ver sensibilidade do rocco

39
Q

O que é a percussão no exame físico?

A

A percussão é uma técnica semiológica utilizada para produzir sons ao bater suavemente na superfície do corpo, permitindo avaliar estruturas internas e detectar alterações patológicas.

40
Q

Quais são os subtipos de percussão?

A

A percussão é dividida em dois subtipos:

1.	Percussão direta – O examinador percute diretamente a superfície do corpo com os dedos.
2.	Percussão indireta – O examinador posiciona o dedo médio sobre a região a ser examinada e percuti-lo com um dedo da outra mão (digitodigital).
41
Q

Qual a principal utilidade da percussão direta?

A

A percussão direta é utilizada principalmente para:

•	Avaliação dos ápices pulmonares percutindo as clavículas.
•	Percussão do esterno para avaliar dor (sinal de Craven), que pode estar presente em doenças infiltrativas da medula óssea, como leucoses.
42
Q

Como deve ser feita a percussão indireta?

A

Na percussão indireta:

•	O dedo médio da mão examinadora é posicionado sobre a área a ser percutida.
•	A batida deve ser feita com um dedo da outra mão, preferencialmente sobre a interfalangiana distal do dedo apoiado.
•	Os outros dedos da mão que toca o paciente não podem encostar no corpo para evitar abafamento do som.
•	O antebraço da mão que percurte deve permanecer imóvel, movimentando apenas o punho.
•	Devem ser feitas duas percussões por vez.
43
Q

Qual a sequência correta da percussão do tórax?

A

A percussão do tórax deve seguir a mesma sequência topográfica da palpação do FTV:

•	Descida em barra grega, explorando as regiões laterais.
•	Incluir os ápices pulmonares e a região anterior do tórax.
•	Nos ápices, deve-se usar a ortopercussão de Von Plesch, que consiste em:
•	Apoiar a ponta do dedo médio na região supraclavicular.
•	Flexioná-lo a 90° com a falange proximal.
•	Percutir a interfalangiana proximal desse dedo com outro dedo.
44
Q

Quais são os tipos de sons percussivos?

A

Os sons produzidos pela percussão podem ser classificados em cinco tipos principais:

1.	Som atimpânico
2.	Som maciço
3.	Som timpânico
4.	Som submaciço
5.	Som hiper-ressonante
45
Q

O que é o som atimpânico?

A

O som atimpânico (ou som claro pulmonar) é o som normal do pulmão.

•	No oco axilar, onde há menor espessura muscular, o som atimpânico é ainda mais evidente, sendo chamado de “som puro” em pulmões saudáveis.
46
Q

O que é o som maciço?

A

O som maciço indica ausência de ar e presença de uma estrutura densa no local percutido.

•	Encontrado na percussão de órgãos maciços, como fígado e coração.
•	Patologicamente, ocorre em:
•	Pneumonia (fase de hepatização do parênquima pulmonar).
•	Atelectasia.
47
Q

O que é o som timpânico?

A

O som timpânico indica a presença de ar na região percutida.

•	É o som normal das alças intestinais e do fundo gástrico.
•	Tem extrema importância no diagnóstico de pneumotórax hipertensivo, onde há acúmulo anormal de ar no espaço pleural.
48
Q

O que é o som submaciço?

A

O som submaciço é um som intermediário entre o atimpânico (pulmonar) e o maciço (fígado).

•	Pode ser ouvido na transição entre pulmão e fígado.
•	É mais evidente em pacientes com DPOC.
49
Q

O que é o som hiper-ressonante?

A

O som hiper-ressonante é um som de transição entre o atimpânico e o timpânico.

•	Encontrado em pacientes com enfisema pulmonar.
50
Q

Qual a profundidade máxima avaliada pela percussão?

A

Mesmo quando realizada corretamente, a percussão só avalia estruturas até 6 cm de profundidade da pele.

•	Isso significa que apenas 4 cm do parênquima pulmonar podem ser analisados com segurança.
51
Q

OUVIR CADA UM NO YT E VER INTRODUCAO A AUSCULTA NO ROCCO

52
Q

O que é o som traqueal normal e quais suas características?

A

• Timbre: Som vazio e não musical.
• Intensidade: Claramente audível em todas as fases da respiração.
• Melhor localização: Região interescapulovertebral.
• Origem: Reflete a passagem de ar para os pulmões.
• Alterações: Pode se tornar barulhento e musical caso haja alteração na patência da via aérea superior.

53
Q

O que é o som pulmonar normal (murmúrio vesicular - MV)?

A

• Timbre: Som macio e não musical.
• Fases respiratórias: Audível na inspiração e expiração.
• Localização: Regiões periféricas do tórax.
• Variações patológicas:
• Diminuído → Fibrose pulmonar, DPOC.
• Abolido → Pneumectomia, derrame pleural, pneumotórax.

•	Mais intenso na inspiração.
•	Presente no início da expiração, mas menos audível. ✅ Origem do som:
•	O murmúrio vesicular é produzido pelo fluxo de ar dentro dos pequenos brônquios e alvéolos.
•	Os sons mais graves e turbulentos da traqueia e brônquios principais são filtrados pelo pulmão, resultando no som suave do murmúrio vesicular.
54
Q

O que é o som da respiração brônquica?

A

• Timbre: Macio e não musical, semelhante ao som traqueal normal.
• Fases respiratórias: Audível na inspiração e expiração.
• Localização: Regiões onde normalmente deveria haver murmúrio vesicular.
• Sinonímia: Também chamado de broncofonia.
• Significado clínico: Indica condensação do parênquima pulmonar (ex.: pneumonia) ou fibrose ao redor de uma via respiratória patente.

55
Q

O que são cornagem e estridor?

A

São sons musicais de alta frequência, que podem ser ouvidos à distância, sem necessidade de estetoscópio.
OU SOBRE A VIA AEREA SUPERIOR
• Cornagem: Ruído predominantemente inspiratório, indica obstrução supraglótica.
• Estridor: Ruído inspiratório e expiratório, indica obstrução infraglótica.

56
Q

Quais são as causas de cornagem e estridor?

A
  1. Lesões extratorácicas (som mais intenso na inspiração):
    • Laringomalácia.
    • Lesão de corda vocal.
    • Lesão pós-extubação.
    1. Lesões intratorácicas (som mais intenso na expiração):
      • Traqueomalácia.
      • Broncomalácia.
      • Compressão extrínseca.
    2. Lesões fixas (som bifásico, audível na inspiração e expiração):
      • Crupe.
      • Paralisia de ambas as cordas vocais.
      • Massa laríngea, NO CASO SERIA INFRAGLOTICA

Tanto a cornagem quanto o estridor indicam obstrução parcial das vias aéreas superiores, mas suas causas podem ser distintas.

Faixa etária | Causas principais |
|—————|—————–|
| Neonatos | Laringomalácia, estenose congênita, traqueomalácia |
| Crianças | Laringotraqueíte (crupe), epiglotite, corpo estranho |
| Adultos | Tumores, paralisia de cordas vocais, estenose subglótica |
| Idosos | Doenças neuromusculares, broncoaspiração, SAOS |

🔸 Obstrução da laringe, traqueia ou grandes brônquios por processos inflamatórios, infecciosos, mecânicos ou congênitos.
🔸 O som é agudo e áspero, mais comum na inspiração, podendo ser bifásico ou expiratório, dependendo da localização da obstrução.

Epiglotite aguda (H. influenzae tipo B, Streptococcus)
Abscesso periamigdaliano ou retrofaríngeo
Angioedema (alérgico ou hereditário)
Obstrução por corpo estranho na faringe
Paralisia bilateral de cordas vocais

Laringotraqueíte viral (crupe, geralmente por Parainfluenza)
Estreitamento subglótico congênito
Estenose subglótica adquirida (intubação prolongada, trauma)
Papilomatose laríngea (HPV)
Tumores laríngeos ou traqueais

Corpo estranho na traqueia ou brônquio principal
Compressão extrínseca por tumor mediastinal ou aneurisma da aorta
Traqueomalácia (colapso da traqueia na expiração)
Estenose traqueal pós-intubação

🔸 A cornagem é um som grave e vibratório, semelhante a um “ronco alto”, causado por obstrução dinâmica da laringe ou faringe.
🔸 Mais comum em pacientes neurológicos ou inconscientes.

Paralisia bilateral de cordas vocais (AVC, trauma cirúrgico, esclerose lateral amiotrófica)
Miastenia gravis ou doenças neuromusculares
Obstrução faríngea por secreções em paciente inconsciente (ex.: broncoaspiração)
Síndrome de obstrução laríngea funcional (espasmo laríngeo, distonia)
Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)

📌 Estridor é causado por obstrução da laringe ou traqueia e pode indicar emergência respiratória.
📌 Cornagem ocorre por disfunção neuromuscular da laringe ou faringe e é mais comum em pacientes inconscientes ou neurológicos.
📌 A localização da obstrução determina se o estridor é inspiratório, bifásico ou expiratório.
📌 Obstrução total pode levar à insuficiência respiratória e necessidade de intubação ou traqueostomia de urgência.

57
Q

O que são sibilos?

A

• Timbre: Som musical agudo, semelhante a um assobio ou chiado.
• Causa: Estreitamento das vias aéreas.
• Localização: Pode ser localizado (causado por corpo estranho ou tumor) ou difuso (causado por asma, DPOC, asma cardíaca).
• Importância clínica:
• O número de sibilos é proporcional ao grau de limitação do fluxo aéreo.
• Podem desaparecer em casos graves, como asma grave e enfisema destrutivo, devido à redução drástica do fluxo de ar.

Os sibilos são ruídos adventícios contínuos, com som agudo e musical, semelhantes a um “chiado”. Eles ocorrem principalmente na expiração, mas também podem ser ouvidos na inspiração em casos mais graves.

Os sibilos refletem estreitamento ou obstrução parcial das vias aéreas menores (bronquíolos e pequenos brônquios), geralmente devido a:
🔹 Broncoespasmo (contração da musculatura brônquica)
🔹 Edema da mucosa
🔹 Acúmulo de secreção viscosa

Asma brônquica → Causa mais comum; sibilos expiratórios difusos, associados a dispneia e sensação de aperto no peito.
DPOC (enfisema/bronquite crônica) → Sibilos geralmente expiratórios, associados a roncos e estertores.
Bronquiolite viral → Frequente em crianças pequenas, causada por vírus como o VSR.
Insuficiência cardíaca congestiva (“asma cardíaca”) → Sibilos podem estar presentes devido à congestão pulmonar.
Reações alérgicas graves (anafilaxia) → Sibilos generalizados associados a edema de glote e risco de asfixia.

📌 Sibilos difusos bilaterais → Doenças generalizadas, como asma e DPOC.
📌 Sibilo localizado (unilateral) → Sugere obstrução focal, como corpo estranho, tumor ou compressão extrínseca.

🔹 Sibilos → Som agudo e musical (parecido com um apito), associado a broncoespasmo e obstrução dos bronquíolos.
🔹 Roncos → Som grave, associado a secreções nos brônquios médios e grandes, podendo desaparecer após a tosse.

📌 Sibilos indicam estreitamento das vias aéreas menores, sendo comuns em asma, DPOC e bronquiolite.
📌 Quando os sibilos são intensos e difusos, associados a dispneia grave, podem indicar crise asmática severa ou anafilaxia, exigindo intervenção imediata.

58
Q

O que são roncos?

A

• Timbre: Som musical grave, de baixa frequência.
• Fases respiratórias: Pode ocorrer na inspiração, expiração ou ambas. Mas especialmente expiracao.
• Causa: Associado à ruptura de filmes de secreções e colapsibilidade da via aérea.
• Características clínicas:
• Frequentemente desaparece com a tosse, indicando a presença de secreções nas grandes vias respiratórias.
• Comum em:
• Bronquite crônica.
• DPOC.
• Espessamento da mucosa ou edema.
• Broncoespasmo. O ronco na ausculta pulmonar é um ruído adventício caracterizado por um som grosso, grave e contínuo, semelhante a um ronco ou ressonância, que ocorre principalmente na expiração.

O ronco está associado à presença de secreção ou obstrução parcial das vias aéreas grandes (brônquios de médio e grande calibre).

Doenças com hipersecreção de muco
- Bronquite crônica (DPOC)
- Asma brônquica OBS apenas em casos mais descompensados, usualmente asma esta associada aos sibilos
- Pneumonia (secreções espessas nos brônquios)
- Bronquiectasias

Obstrução brônquica parcial
- Tumores de vias aéreas
- Corpo estranho nas vias respiratórias

Edema de mucosa brônquica
- Reações alérgicas
- Inflamação brônquica

📌 Ronco → Som grave, semelhante a um “roncar”, geralmente expiratório e pode desaparecer após a tosse (pois está relacionado a secreções móveis).
📌 Sibilos → Som agudo, chiado, associado à obstrução dos bronquíolos (asma, DPOC).
📌 Estertores → Sons crepitantes, semelhantes a velcro, associados a doenças pulmonares intersticiais ou pneumonia.

O ronco pode sugerir acúmulo de secreção, indicando necessidade de fisioterapia respiratória ou aspiração. Se persistente, pode estar associado a doenças pulmonares crônicas e requer investigação.

59
Q

Quando ocorrem sibilos e roncos?

A

Sibilos e roncos são sons respiratórios anormais que indicam diferentes condições patológicas. Vamos explorar as causas de cada um:

Sibilos são sons agudos, musicalizados e de alta frequência, geralmente ouvidos durante a expiração, mas que também podem ocorrer na inspiração. Eles são causados pela passagem de ar através de vias aéreas estreitadas ou obstruídas.

  • Asma brônquica: A causa mais comum de sibilos, devido à inflamação e broncoconstrição.
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): Bronquite crônica e enfisema podem causar sibilos.
  • Bronquiolite: Comum em crianças, causada por infecções virais (ex.: vírus sincicial respiratório - VSR).
  • Infecções respiratórias: Pneumonia, bronquite aguda.
  • Reação alérgica (anafilaxia): Edema das vias aéreas superiores.
  • Corpo estranho nas vias aéreas: Pode causar obstrução localizada e sibilos.
  • Insuficiência cardíaca (asma cardíaca): Acúmulo de líquido nos pulmões pode causar sibilos.
  • Fibrose cística: Doença genética que causa acúmulo de muco espesso nas vias aéreas.
  • Tumores ou compressão extrínseca: Massas que comprimem as vias aéreas.

Roncos são sons graves, de baixa frequência e contínuos, geralmente ouvidos durante a inspiração ou expiração. Eles são causados pela vibração de secreções (muco) nas vias aéreas maiores.

  • Acúmulo de secreções: Bronquite aguda ou crônica, pneumonia, bronquiectasias.
  • Edema das vias aéreas: Inflamação ou infecção que aumenta a produção de muco.
  • DPOC: Principalmente na bronquite crônica, onde há excesso de secreção.
  • Fibrose cística: Acúmulo de muco espesso nas vias aéreas.
  • Abscesso pulmonar: Coleção de pus que pode causar roncos.
  • Tumores ou obstruções: Massas que bloqueiam parcialmente as vias aéreas.
  • História clínica: Duração dos sintomas, fatores desencadeantes, história de alergias ou doenças cardíacas.
  • Exame físico: Ausculta pulmonar para identificar a localização e características dos sons.
  • Exames complementares: Radiografia de tórax, espirometria, tomografia, etc.

Em resumo, sibilos e roncos são sinais importantes que ajudam a identificar a causa subjacente de problemas respiratórios. O tratamento depende da condição específica que está causando esses sons. 😊

Característica | Sibilos | Roncos |
|————————-|———————————–|———————————-|
| Som | Agudo, musicalizado | Grave, contínuo |
| Fase respiratória | Predominantemente expiratório | Inspiratório ou expiratório |
| Causa | Estreitamento das vias aéreas | Vibração de secreções nas vias aéreas |
| Exemplos de causas | Asma, DPOC, bronquiolite | Bronquite, pneumonia, acúmulo de muco |

60
Q

🔹 O que são estertores finos e como eram anteriormente denominados?

A

➡ Sons não musicais, curtos, explosivos e agudos, audíveis do meio para o final da inspiração e ocasionalmente na expiração.
➡ Eram antes chamados de estertores crepitantes ou inspiratórios.

📌 Explicação:

•	O termo “crepitante” foi abandonado para evitar confusão com outras terminologias respiratórias.
•	Ocorrem devido à abertura súbita de pequenas vias aéreas colapsadas ou preenchidas por líquido. Esta mais associado aos alveolos mesmo. Eu acho que a insuficiencia cardiaca pode tanto provocar sibilos (por conta do broncoespasmo reflexo) quanto estertores finos.
61
Q

🔹 Com que sons os estertores finos podem ser comparados?V

A

➡ O som lembra:
1️⃣ Jogar sal em uma frigideira quente.
2️⃣ Esfregar uma mecha de cabelos próxima ao ouvido.

📌 Explicação:

•	Essa comparação é útil para identificação clínica, pois esses sons simulam pequenas bolhas de ar rompendo em um meio líquido ou a abertura brusca de estruturas aderidas.
62
Q

🔹 Qual a fisiopatologia dos estertores finos?

A

➡ São causados por líquido ou exsudato dentro dos alvéolos (intra-alveolar), levando à abertura súbita de vias aéreas colapsadas durante a inspiração.

📌 Explicação:

•	Os alvéolos podem colapsar devido a pressão aumentada no interstício, como ocorre na insuficiência cardíaca congestiva ou fibrose pulmonar.
•	Diferente dos estertores grossos, não estão associados a secreções, o que explica por que não são afetados pela tosse.

Ótima pergunta! Pode parecer contraintuitivo, mas quando os alvéolos estão preenchidos por líquido, eles não conseguem se expandir adequadamente. Vamos entender o porquê:

🔹 Normalmente, os alvéolos são cheios de ar, permitindo que o oxigênio passe para o sangue.
🔹 Se os alvéolos estão cheios de líquido (como no edema pulmonar ou pneumonia), o ar não consegue entrar.
🔹 Isso impede a ventilação alveolar, criando shunt pulmonar (áreas perfundidas, mas não ventiladas).

🔹 O líquido nos alvéolos dilui ou remove o surfactante pulmonar, que é essencial para reduzir a tensão superficial.
🔹 Sem surfactante, os alvéolos tendem a colapsar na expiração devido à alta tensão superficial.
🔹 Quando o paciente inspira, os alvéolos precisam ser reabertos com esforço, o que gera os estertores finos.

🔹 Em condições como edema pulmonar ou SDRA, o acúmulo de líquido no interstício e nos alvéolos aumenta a rigidez pulmonar.
🔹 Isso faz com que a distensibilidade pulmonar (compliance) diminua, dificultando a expansão alveolar.
🔹 O pulmão se torna mais rígido e “pesado”, dificultando a entrada de ar.

📌 O líquido dentro dos alvéolos não os mantém “abertos”, mas sim dificulta sua ventilação e favorece o colapso.
📌 A remoção ou diluição do surfactante aumenta a tensão superficial, levando ao colapso alveolar na expiração.
📌 Na inspiração, os alvéolos colapsados precisam se abrir abruptamente, gerando os estertores finos.

63
Q

🔹 Os estertores finos podem ser transmitidos até a boca?

A

➡ Não, eles não se transmitem até a boca.

📌 Explicação:

•	Sons originados nas vias aéreas distais (como os estertores finos) não se propagam tanto quanto os sons das vias aéreas centrais (como roncos e estridores).
64
Q

🔹 Quais doenças podem causar estertores finos?

A

➡ Principais causas:
✔ Fibrose pulmonar intersticial
✔ Insuficiência cardíaca congestiva
✔ Pneumonia
✔ Fibrose pulmonar idiopática
✔ Asbestose

📌 Explicação:

•	Na fibrose pulmonar intersticial, há espessamento e rigidez do interstício, dificultando a expansão dos alvéolos e causando estertores característicos.
•	Na insuficiência cardíaca congestiva, o aumento da pressão venosa leva a edema pulmonar, resultando na presença de líquido nos alvéolos.
•	Na pneumonia, o exsudato inflamatório dentro dos alvéolos pode causar estertores finos.
65
Q

🔹 Os estertores finos podem ser um dos primeiros sinais de alguma doença?

A

➡ Sim, podem ser o primeiro sinal de doenças como:
✔ Fibrose pulmonar idiopática
✔ Asbestose

📌 Explicação:

•	Na fibrose pulmonar idiopática, os estertores finos podem surgir antes mesmo de alterações detectáveis em exames de imagem.
•	Na asbestose, os estertores finos indicam comprometimento pulmonar precoce, antes do desenvolvimento da placa pleural e da fibrose extensa.
66
Q

O QUE SAO OS ESTERORES GROSSOS? Eu nao entendi nem um pouco

A

Sons não musicais, curtos, explosivos, audíveis no início da inspiração e durante a expiração. Mobilizados pela tosse e transmitidos até a boca. Indicam a abertura e o fechamento de vias respiratórias com secreção (p. ex., bronquite crônica).

A diferença fisiopatológica entre estertores finos e estertores grossos está relacionada à localização, mecanismo de formação e tipo de alteração pulmonar subjacente.

Característica | Estertor fino | Estertor grosso |
|—————–|—————-|—————-|
| Som | Agudo, tipo “velcro” | Grave, bolhoso, borbulhante |
| Localização | Alvéolos e pequenos bronquíolos | Médios e grandes brônquios |
| Momento da ausculta | Final da inspiração | Inspiração e expiração |
| Mecanismo | Abertura súbita de alvéolos colapsados | Passagem de ar por secreções brônquicas |
| Desaparece com a tosse? | ❌ Não | ✅ Sim, pode diminuir |
| Doenças principais | Edema pulmonar, fibrose pulmonar, pneumonia inicial | Bronquite crônica, pneumonia tardia, bronquiectasias |

Som: Agudo, curto, tipo “velcro se abrindo”.
Localização: Alvéolos e pequenos bronquíolos terminais.
Momento da ausculta: Final da inspiração.
Mecanismo fisiopatológico:
- Ocorrem devido à abertura súbita de alvéolos ou vias aéreas colapsadas, que estavam fechadas por líquido, fibrose ou edema.
- São causados por doenças do interstício pulmonar ou acúmulo de líquido alveolar.

Principais doenças associadas:
🔹 Edema pulmonar (insuficiência cardíaca congestiva) → líquido nos alvéolos.
🔹 Doenças intersticiais (fibrose pulmonar, pneumoconioses, doenças do colágeno) → alvéolos rígidos.
🔹 Pneumonia na fase inicial → colapso alveolar parcial.

Som: Grave, bolhoso, semelhante a um “borbulhar de secreção”.
Localização: Grandes e médios brônquios.
Momento da ausculta: Início da inspiração e expiração.
Mecanismo fisiopatológico:
- Ocorrem devido à passagem de ar por secreções espessas dentro dos brônquios.
- São sons úmidos, que podem desaparecer após a tosse, pois as secreções podem ser mobilizadas.

Principais doenças associadas:
🔹 Bronquite crônica (DPOC) → excesso de muco nas vias aéreas.
🔹 Pneumonia na fase de resolução → secreção residual nos brônquios.
🔹 Edema pulmonar severo → grande quantidade de líquido nos brônquios.
🔹 Bronquiectasias → acúmulo de secreção nas dilatações brônquicas.

📌 Estertores finos → Doenças intersticiais e alveolares, sem secreção significativa (exemplo: fibrose pulmonar, ICC).
📌 Estertores grossos → Doenças brônquicas, com secreção ou edema em grandes vias aéreas (exemplo: bronquite crônica, pneumonia tardia).
📌 Se um estertor desaparece após a tosse, provavelmente é grosso!

67
Q

🔹 O que é o atrito pleural e como ele soa?

A

➡ Som não musical, explosivo e bifásico, geralmente audível nas regiões basais do pulmão.
➡ O som lembra o roçar de duas peças de couro.
➡ Está associado a inflamações pleurais ou tumores da pleura.

📌 Explicação:

•	Ocorre pelo deslizamento áspero da pleura visceral contra a pleura parietal devido à inflamação ou infiltração tumoral, causando atrito.
•	Diferente dos estertores, não desaparece com a tosse e pode persistir mesmo após a respiração cessar, auxiliando na diferenciação.
68
Q

🔹 O que é o sopro tubário e qual sua principal característica?

A

➡ Som glótico transmitido por condensações pulmonares.
➡ Intensidade e tonalidade aumentadas na expiração.
➡ Comparado ao som de soprar um tubo.
➡ É o sopro clássico das condensações pulmonares.

📌 Explicação:

•	Ocorre quando os alvéolos estão preenchidos por líquido ou exsudato, como na pneumonia, permitindo a transmissão mais clara dos sons glóticos.
•	Diferente da respiração normal, onde o som é atenuado pelo tecido pulmonar cheio de ar, nas condensações pulmonares ele se torna mais intenso.

🫁 Por que o som do sopro tubário é “glótico”?

O sopro tubário apresenta um som semelhante ao produzido na laringe durante a respiração forçada porque:
✅ Na consolidação pulmonar, o pulmão perde a capacidade de filtrar e atenuar os sons da laringe e traqueia.
✅ Como resultado, o som respiratório chega amplificado à ausculta, com um timbre “glótico”, parecido com a respiração traqueal.
✅ Isso ocorre principalmente na inspiração e pode ser audível na expiração.

📌 Mas se os dois ocorrem na pneumonia, o que determina se ouvimos um ou outro?

📌 O estágio da pneumonia determina qual som predomina!

1️⃣ No início da pneumonia → Estertores finos predominam

🔹 Antes da consolidação pulmonar, a infecção causa inflamação e edema alveolar, levando ao colapso e reabertura alveolar → produzindo estertores finos.

2️⃣ Com a progressão da pneumonia → Surge o sopro tubário

🔹 Quando há consolidação completa, os alvéolos deixam de ventilar e o pulmão se torna uma massa sólida de exsudato.
🔹 Isso faz com que o som traqueal (sopro tubário) seja transmitido diretamente até a parede torácica.
🔹 Como os alvéolos não estão mais colapsando e reabrindo, os estertores finos desaparecem.

📌 Conclusão

📌 Estertores finos indicam alvéolos colapsados que ainda se reabrem.
📌 Sopro tubário indica consolidação pulmonar, onde os alvéolos já não ventilam mais.
📌 Na pneumonia, os estertores finos vêm primeiro, e o sopro tubário aparece quando há consolidação.

69
Q

🔹 O que é o sopro pleural e como ele se diferencia do sopro tubário?

A

➡ O sopro pleural é um sopro tubário modificado, mas com menor intensidade e tonalidade mais aguda.
➡ Surge devido à presença de uma camada líquida (derrame pleural) entre o pulmão condensado e a parede torácica.

📌 Explicação:

•	O líquido no espaço pleural atenua a transmissão do som glótico, tornando-o menos intenso, mas com uma frequência mais alta (aguda).
•	Pode ser um indicativo de derrame pleural com brônquios ainda permeáveis.
70
Q

🔹 O que é o sopro cavitário e quais suas características?

A

➡ Sopro tubário modificado, caracterizado por um som grave, rude e áspero.
➡ Mais intenso na expiração.
➡ Ocorre devido à presença de uma cavidade contendo ar entre a zona pulmonar condensada e a parede torácica.

📌 Explicação:

•	A cavidade funciona como uma caixa de ressonância, amplificando e modificando o som.
•	Pode estar presente em doenças como tuberculose pulmonar cavitária, abscesso pulmonar e cistos rompidos.
71
Q

🔹 O que é o sopro anfórico e como ele soa?

A

➡ Outra modificação do sopro tubário, caracterizado por um som metálico, de baixa tonalidade e pouca intensidade.
➡ Comparável ao som produzido ao soprar dentro de uma garrafa com um pouco de líquido.
➡ Pode ser encontrado em pneumotórax, grandes cavernas pulmonares e, raramente, em grandes derrames pleurais.

📌 Explicação:

•	O som metálico ocorre porque há uma cavidade de paredes lisas com comunicação aberta com os brônquios, permitindo um eco característico.
•	É um achado menos comum que os outros sopros modificados.
72
Q

🔹 Qual a importância da ausculta da voz no exame pulmonar?

A

➡ A ausculta da voz é fundamental para o diagnóstico de algumas doenças pulmonares.
➡ Pode ser dividida em:
✔ Ausculta da voz normal
✔ Ausculta da voz baixa (sussurrada ou cochichada)

📌 Explicação:

•	Alterações na transmissão da voz podem indicar condensações pulmonares, derrames pleurais ou pneumotórax.
•	Exemplos incluem broncofonia, egofonia e pectorilóquia afônica, que auxiliam na localização de lesões pulmonares.
73
Q

🔹 Como é realizado o exame da voz auscultada?

A

➡ O paciente é solicitado a falar uma frase, palavra ou número enquanto o examinador ausculta sua parede torácica.
➡ Em condições normais, não é possível distinguir claramente as sílabas da fala.
➡ A compreensão perfeita de algumas sílabas ou da fala inteira é considerada patológica.

📌 Explicação:

•	A transmissão dos sons vocais é atenuada pelo tecido pulmonar normal, rico em ar.
•	Quando há condensação pulmonar ou líquido interposto, a propagação do som muda, tornando-se mais nítida ou alterada.
74
Q

🔹 O que é broncofonia e qual sua principal característica?

A

➡ A broncofonia é o aumento da intensidade e clareza dos sons vocais ouvidos através da parede torácica.
➡ A voz ainda é confusa, sendo possível distinguir apenas algumas sílabas da fala do paciente.
➡ É encontrada em hepatizações pulmonares e equivale ao sopro tubário.

📌 Explicação:

•	A hepatização ocorre quando os alvéolos estão preenchidos por exsudato, como na pneumonia, facilitando a transmissão do som.
•	A broncofonia indica condensação pulmonar com brônquios ainda permeáveis.
75
Q

🔹 O que é pectorilóquia e como se diferencia da broncofonia?

A

➡ Semelhante à broncofonia, mas com uma diferença:
✅ A fala do paciente é compreendida perfeitamente pela ausculta.
➡ Ocorre em áreas de condensação pulmonar intensa.

📌 Explicação:

•	A pectorilóquia sugere transmissão sonora ainda mais eficiente devido à ausência de ar nos alvéolos, permitindo que os sons cheguem com maior nitidez à parede torácica.
76
Q

🔹 O que é egofonia e quais são suas características?

A

➡ Som anasalado, caprino (parecido com o balido de uma cabra).
➡ Presente em derrames pleurais de médio volume, pneumonias, cavernas pulmonares e hidrotórax não muito abundante.
➡ Basicamente, é uma broncofonia modificada pela interposição de líquido.
➡ Equivale ao sopro pleural.

📌 Explicação:

•	A egofonia ocorre porque a camada líquida presente modifica a propagação do som, causando a tonalidade anasalada.
•	Frequentemente auscultada na borda superior de um derrame pleural, sendo um sinal clínico útil para sua detecção.
77
Q

🔹 O que é a voz anfórica (anforofonia) e quando ocorre?

A

➡ Som vibrante e metálico, semelhante ao som produzido ao soprar dentro de uma garrafa.
➡ Presente em grandes cavernas pulmonares e pneumotórax.
➡ Equivale ao sopro anfórico.

📌 Explicação:

•	O som metálico ocorre devido à ressonância gerada pela cavidade aérea com comunicação aberta com os brônquios.
•	É um achado raro, mas pode ser um sinal de destruição tecidual pulmonar.
78
Q

🔹 O que é a pectorilóquia afônica e qual sua importância?

A

➡ A pectorilóquia afônica é a versão da pectorilóquia na ausculta da voz sussurrada.
➡ É um sinal mais precoce que a broncofonia, pectorilóquia ou o sopro tubário em condensações pulmonares.

📌 Explicação:

•	Se um pulmão estiver normal, a voz sussurrada é inaudível na ausculta torácica.
•	Quando há condensação pulmonar significativa, o som do sussurro se torna audível, sendo um indicativo sensível de patologia pulmonar.
79
Q

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