Oncogénese viral Flashcards
Varmus e Bishop
Descobriram que haviam genes ancestrais no genoma dos organismos complexos qd expressos em elevada qtd e aumento da atividade
HPV
Produção de alterações epiteliais importantes CIN 1 e 3 após infeção por HPV
Infeção por HPV
- pode haver clearance ao final de 1 ano
- ou ao final de 5 a 10 anos aparecer lesões epiteliais de alto grau (HSIL)
HSIL levam ao cancro
Vírus pode infetar a zona de transformação e transformar epitélio estratificado (ectocérvix) em epitélio colunar monocamada (endocérvix)
- Fenótipo de cancro com expressão desregulada para E6 e E7
Abordagem de lesões HPV no colo do útero
Citologia: baixa sensibilidade, testar em intervalos menores
Teste HPV: alta sensibilidade, testar em intervalos maiores
Dx: biópsia por colposcopia
TTO: excisão
HPV
▪ Nos países mais desenvolvidos, até aos 30 anos existe uma prevalência relativamente elevada, ocorrendo depois uma diminuição/eliminação;
▪ Na India, existe uma prevalência mais elevada e estável ao longo das diferentes faixas etárias em comparação com os países mais desenvolvidos;
▪ Na África, existe uma prevalência ainda mais elevada em comparação com a Índia e os países mais desenvolvidos;
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TTO Cancro do colo do útero
Estadio Ia1 e Ia2- Cirurgia conservadora
Estadio Ib1 e IIa - Histerectomia radical pressupõe a não realização de QRT, à exceção G3, margens de resseco +, todos múltiplos, invasão lindo-vascular
Estadio Ib2, IIb, IVa - QRT definitiva ou neoadjuvante
QT - cisplatina/paclitaxel
HPV
- países mais ricos gastam mais dinheiro com a saúde e têm menos recidiva com cancro do colo do utero pq em estadios + avançados, fazem QRT ao contrário do que acontece em áfrica
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Pintar o colo do útero com ácido acetico para identificar lesões suspeitas
Técnica para não perder o follow-up é conseguir fazer TTO e rastreio no mesmo dia
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Sul coreanos com elevada taxa de carcinoma da orofaringe e da cavidade oral causados pelo HPV em homens novos
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aumento da incidência das neoplasias HPV + (explicada pela alteração de comportamentos sexuais e uso de marijuana) e um decréscimo das HPV - (relação com alcoolismo, tabagismo, higiene oral deficitária).
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Neo HPV + - amígdala e base da língua
Nao-queratinizante, tumores pequenos com doença ganglionar aumentada
Aumento p16 e p53
A QRT é superior à RT isolada, no que toca à ↓ das metástases à distância, nos seguintes grupos:
▪ N3
▪ N2c
▪ N2b + fumadores > 10 UMA
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CHC
- epidemiologia
- incidência
Epidemiologia
▪ >90% dos cancros primários do fígado (provocado por dois tipos de vírus – HBV e HCV);
▪ 6o cancro mais comum a nível global; (o slide 47 refere que é o 5o - a prof disse 6o e depois 5o – não sei em que acredite – se sair no exame reclamem!)
▪ 3o cancro mais mortal (global);
o > 800.000 mortes em 2015
o Em 40 países, é a principal
causa de morte oncológica em homens e em 5 países
o Mais comum em homens (rácio 4:1)
▪ 2o causa de anos de vida de perdida por neoplasia;
Incidência
Maior incidência - África sub sahariana, Mongólia, china
CHC - vírus hepatotrópicos
✓ 60% - associados ao VHC
✓ 20% - devido ao VHB
✓ 20% - alcoolismo crónico
CHC - fatores de risco
Cirrose: > 80%
- viral: HBV, HCV
- alcoolica
- hemocromatose
Hepatite viral crónica
- HBV
- HCV
Aflatoxina B1
Hepatite estado não alcoolica
Adenoma hepático
Cofatores: sexo, tabaco
Patogénese molecular VHC e VHB
VHC
- fatores de crescimento epidérmico e fator de crescimento da insulina
VHB
Desregulação da SRC, dos fatores de crescimento epidérmico e dos genes mitocondriais
- HDAC e via NF-kbeta
CHC associada a obesidade
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VIH/SIDA
- Neoplasias definidoras de SIDA
- Neoplasias não definidoras de SIDA
- Neoplasias definidoras de SIDA
Sarcoma de Kaposi
Linfomas não-Hodgkin
Carcinoma cervical invasivo
- Neoplasias não definidoras de SIDA Doença Hodgkin Carcinoma anal Neoplasia escamosa ocular Carcinoma hepatocelular Carcinoma pulmão, mama e próstata
NEOPLASIAS ASSOCIADAS AO VIH
Relacionadas com Infeções
▪ Sarcoma de Kaposi e outras HHV-8 associadas (linfoma efusivo primário e doença de Castleman multicêntrica)
▪ EBV – linfomas de não Hodgkin ou doença de Hodgkin
▪ HPV – carcinomas do colo do útero, canal anal
▪ HBV, HCV – carcinoma
hepatocelular
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África Sub Sahariana, as neoplasias no contexto de SIDA tem um papel importante:
✓ A 2a causa de morte por VIH é o cancro do colo do útero (ultrapassa o cancro de mama) ✓ A 5a causa de morte por VIH é o sarcoma de Kaposi
✓ A 10a causa de morte por VIH é o linfoma não Hodgkin
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Neoplasias no mundo ocidental:
✓ Linfoma não Hodgkin – 8a causa de morte
✓ Cancro do colo do útero – 14a causa de morte
✓ Sarcoma de Kaposi – é uma doença evanescente, menos no Amadora Sintra, onde ainda
aparece muito – os doentes tem bom prognóstico desde que tenham algum grau de reconstituição imunológica)
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Regime CHOP seguro, efetivo e fazível em doentes VIH+ ou VIH - com linfoma não Hogdkin agressivo
EM PAÍSES COM BAIXO RECURSO ECONÓMICO
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CONCLUSÕES – VIH E CANCRO NA ÁFRICA SUB SAHARIANA
O crescimento de doença na África sub Sahariana (ASS – desculpem já estava farto!!) é enorme em termos de VIH e outras doenças relacionadas, nomeadamente, cancro.
À medida que a TARV aumenta na ÁSS, as causas de morte em doentes VIH+ vai alterar-se, assumindo o cancro maior importância (infeções descem, cancro sobe)
O crescimento de cancro do colo do útero e Kaposi é desproporcionalmente elevado na ASS. As co- infeções que são mais comuns na ASS podem obscurecer o diagnóstico e complicar o tratamento do cancro.
Existem barreiras estruturais no acesso aos cuidados de saúde na ASS.
É preciso melhor integração dos tratamentos VIH e de cancro.
É preciso uma tornar normal e corriqueiro o tratamento do cancro nos doentes VIH e considerar que eles devem ser tratados de forma exatamente igual aos doentes não VIH.
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O prognóstico do linfoma não difere nos doentes VIH +. Portanto, não devem existir quaisquer alterações dos regimes terapêuticos.
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