Nefrologia Flashcards
Indicações de biópsia em quadros de síndrome nefrítica (5)
- Hematúria macroscópica por mais que 4 semanas
- Alteração da função renal por mais que 4 semanas
- Proteinúria nefrótica por mais que 4 semanas
- Complemento baixo por mais que 8 semanas
- PA persistentemente elevada por mais que 4 semanas
Agentes etiológicos de SHU
E. coli (mais comum), Streptococcus pneumoniae
Tríade da SHU
Anemia hemolítica microangiopática + lesão renal aguda + plaquetopenia
Pródromo clássico da SHU e quanto tempo antes do seu surgimento
5-10 dias antes, com quadro de dor abdominal, diarreia com muco e sangue, vômitos
Achado do esfregaço de sangue periférico em casos de SHU
Esquizócitos
Exames laboratoriais da SHU: HMG, Coombs D, haptoglobina, bilirrubina, LDH, ureia, creatinina, urina, ADAMS 13
HMG: Hb menor que 8, plaquetopenia em torno 44.
Coombs D negativo
Haptoglobina reduzida
Bilirrubina levemente aumentada às custas de BI
LDH elevado
Ureia e creatinina aumentadas
Urina: hematúria microscópica, proteinúria leve a moderada
ADAMS 13 normal
Tétrade da síndrome nefrítica
- HAS
- Edema
- Oligúria
- Hematúria
Características da hematúria glomerular
Presença de cilindros hemáticos e dismorfismo eritrocitário
Principal representação de síndrome nefrítica
Glomerulonefrite pós-estreptocócica
Tempo entre infecção estreptocócica e surgimento da síndrome nefrítica
Faringoamigdalite: 1-3 semanas
Piodermite: 4-6 semanas
Principal cepa relacionada à glomerulonefrite pós-estreptocócica
Streptococcus pyogenes
Fisiopatogenia GNPE
Deposição de imunocomplexos, levando à inflamação glomerular difusa
ASLO, anti-DNAse, C3, C4 e CH50 na GNPE
ASLO > 333
Anti-DNAse positivo
C3 baixo
C4 normal
CH50 baixo
Porcentagem de pacientes com hematúria microscópica na síndrome nefrótica
20%
Causa da hipercoagulabilidade na síndrome nefrótica
Perda de fatores antitrombóticos como antitrombina III e proteína S
Nível de proteinúria na síndrome nefrótica em 24h
Maior ou igual a 50mg/kg/dia ou 40mg/m2/h
Indicações de terapia de substituição renal (4)
- Hipervolemia com repercussão clínica refratária
- Hipercalemia e acidose metabólica refratárias às medidas clínicas iniciais
- Síndrome urêmica franca, com pericardite ou encefalopatia
- Intoxicação exógena por metanol, etilenoglicol ou salicinato
Achados laboratoriais LRA pré- renal: osmolaridade urinária, densidade urinária, fração de excreção do sódio, sódio urinário
Osmolaridade urinária: > 500
Densidade urinária: > 1020
Fração de excreção do sódio: < 1%
Sódio urinário: < 20
Achados laboratoriais LRA renal: osmolaridade urinária, densidade urinária, fração de excreção do sódio, sódio urinário
Osmolaridade urinária: < 350
Densidade urinária: < 1010
Fração de excreção do sódio: > 2%
Sódio urinário: > 20
Na suspeita de GNPE, como buscar evidência de faringite prévia por estretococo? E de piodermite?
Faringite com ASLO, piodermite com anti-DNAse B.
Classe da furosemida
Diurético de alça
Local e mecanismo de ação da furosemida
Age na alça de Henle.
Age inibindo o cotransportador Na+/K+/Cl2-, inibindo sua reabsorção e aumentando assim a diurese
Principais efeitos colaterais da furosemida
Hipocalemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, alcalose metabólica, hipovolemia, hipotensão
Classe medicamentosa da hidroclorotiazida
Diurético tiazídico
Local e mecanismo de ação da hidroclorodiazida
Age no túbulo contorcido distal.
Inibe o cotransportador Na+/Cl-, reduzindo a reabsorção de sódio e cloreto e aumentando a diurese
Principais indicações para uso da hidroclorotiazida (2)
HAS e edema em renais crônicos e hepatopatas
Principais efeitos colaterais da hidroclorotiazida
Hipocalemia, hiponatremia, hipomagnesemia, desidratação, hipotensão
Principais indicações de furosemida (4)
ICC, edema agudo de pulmão, síndrome nefrótica, lesão renal aguda
Classe medicamentosa da espironolactona
Antagonista da aldosterona
Local e mecanismo de ação da espironolactona
Age no tubo coletor, antagonizando a aldosterona. Assim, há inibição da reabsorção de sódio e da excreção de potássio, mecanismo que leva ao aumento da diurese.
Principais indicações de uso da espironolactona (3)
ICC, síndrome nefrótica, hiperaldosteronismo primário
Principais efeitos colaterais da espironolactona (2)
Hipercalemia e acidose metabólica
Classe medicamentosa do manitol
Diurético osmótico
Local e mecanismo de ação do manitol
Túbulo proximal e alça de Henle.
Inibe a reabsorção de água, levando a uma diurese abundante
Principais indicações do manitol (2)
- Hipertensão intracraniana
- Edema cerebral
Principais efeitos colaterais do manitol (3)
- Hipovolemia
- Desidratação
- Hipernatremia
Diurético que pode levar à acidose metabólica
Espironolactona
Diurético que pode levar à alcalose metabólica
Furosemida
Diuréticos que podem causar hipocalemia
Furosemida e hidroclorotiazida
Diurético que pode causar hipercalemia
Espironolactona
Prognóstico GNPE
Cura em mais de 95% casos
Tríade síndrome nefrótica
Proteinúria nefrótica + hipoalbuminemia + edema