INFECTO Flashcards

1
Q

Tríade leptospirose

A
  • Febre
  • Sufusao conjuntival
  • Dor em panturrilhas
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2
Q

Principal causa de derrame pleural unilateral em jovens

A

TB pleural

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3
Q

Principal acometimento da TB ossea

A

Espondilodiscite Tuberculosa
- acomete lombar e toracica
- sinais neurologicos localizatorios, progressivos (paraparesia/pegia)
- nao respeita discos vertebrais e poupa pediculos (diferente de neoplasia)
- forma ABCESSO PARAVERTEBRAL (50% dos casos)
- DDX: cirurgia c biopsia
- TTO: estender fase de manutencao para 1 ano

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4
Q

Quando suspeitar de MeningoTB

A

Meningite subaguda com hiperproteinorraquia/celularidade com mais de 30% linfocitos, ainda mais se acompanhada de febre e par craniano

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5
Q

como diferenciar os tipos de Staphilo de estrepto

A
  • São Cocos gram-positivos;
  • teste da coagulase: diferencia o Aureus dos outros;
  • Teste da catalase: diferencia Staphylo de estrepto e enterococos

em cachos: especies de estafilo
em cadeia: estrepto e enterococo

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6
Q

Mecanismo LRA no uso de Anfotericina B
(IAMSPE 2021)

A
  • Poliuria, Hipocalemia e hipomagnesemia, ATR tipo I
  • As fórmulas não-lipídicas são mais nefrotóxicas;
  • Nefrotoxicidade pela anfotericina:
    • Mecanismo da IRA: vasoconstrição renal (pré-renal) e necrose tubular aguda (NTA);
    • Distúrbios eletrolíticos associados: ocorre devido ao aumento da permeabilidade da membrana causado pela anfotericina B, o potássio vaza do citoplasma em um gradiente de concentração favorável para o lúmen (perda urinária de potássio e outros íons).
      Podemos observar: hipocalemia, ATR tipo I, hipomagnesemia;
  • A anfotericina B é causa de IRA com hipocalemia;
  • Como prevenir? Uso de formulações lipídicas, expansão de volume com uso de soluções salinas e evitar uso de outras drogas nefrotóxicas concomitantes.
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7
Q

Sorologias para hepatite B, interpretacao

A
  • Triagem para HBV: para a maioria das pessoas assintomáticas, fazemos a triagem para HBsAg e anti-HBs. Também realizamos testes para anti-HBc (total ou anti-IgG) nos seguintes grupos: portadores de HIV, portadores de infecção por HCV que receberão antivirais de ação direta, pacientes que necessitam de terapia imunossupressora e doadores de sangue e órgãos;
  • Infecção aguda: positividade para HBsAg e anti-HBc IgM;
  • Infecção prévia: positividade pelo anti-HBs IgG e anti-HBc IgG;
  • Vacinação: positividade de Anti-HBs isolada.
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8
Q

exame padrao ouro para diagnostico de febre maculosa

A

Reacao de imunoflorescencia direta -RIFI

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9
Q

TTO febre maculosa

A
  • O tratamento recomendado para a Febre Maculosa é realizado preferencialmente com Doxiciclina (não pode ser utilizada em gestantes e crianças abaixo de 8 anos de idade), tendo como segunda opção o Cloranfenicol.

Doxiciclina oral 12/12h devendo ser mantida ate 3 dias apos a febre.

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10
Q

3 neoplasias mais comuns em pacientes com AIDS/portadores de HIV
(SMS-SP 2023)

A
  • As três neoplasias mais comuns e definidoras de AIDS são sarcoma de Kaposi, carcinoma cervical invasivo e certos linfomas não Hodgkin (NHL; linfoma não Hodgkin de células B de alto grau sistêmico, linfoma de sistema nervoso central primário);
  • Mesmo com CV Indetectável e CD4 > 350 células, há chances de desenvolver Linfoma Não-Hodgkin em pessoas vivendo com HIV.
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11
Q

Calendario vacinal SBIm adulto nao gestante
(20-59a)

A
  • As vacinas da SBIm para adultos não-gestantes são:
    • Dupla adulto (difteria e tétano) ou tríplice bacteriana acelular (difteria, tétano e coqueluche)
    • Influenza
    • Pneumocócica
    • Herpes zoster (VZA e VZR) – recomendada a partir dos 50 anos
    • Tríplice viral – para adultos com esquema completo, não há necessidade de dose adicional (exceto em surtos)
    • HPV
    • Varicela
    • Meningocócicas conjugadas (ACWY) ou C
    • Meningocócicas B
    • Febre amarela
    • Dengue – até os 60 anos independente do contato prévio com o vírus (QdengaR)
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12
Q

Papel TRM-TB
(UNICAMP 2021)

A
  • O Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) é indicado para diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e extrapulmonar e na triagem de resistência à rifampicina nos casos de retratamento, de falência ao tratamento da TB ou de suspeita de resistência.
  • Detecta o DNA do complexo M. tuberculosis (MTB) e de cepas resistentes à rifampicina. O teste apresenta o resultado em duas horas, necessitando somente de uma amostra de escarro.
  • No entanto, o teste não pode ser usado para acompanhamento dos casos, sendo necessária a realização de baciloscopias de controle, exceto quando for utilizado para triagem da resistência à rifampicina em pessoas com suspeita de falência ao esquema básico.
  • O TRM-TB pode ser utilizado para diagnóstico de TB extrapulmonar, nas seguintes amostras: líquor, gânglios linfáticos e outros tecidos. Nesses casos, como a sensibilidade é mais baixa que nas amostras pulmonares, o resultado negativo não exclui tuberculose, sendo necessário manter a investigação.
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13
Q

Alteracoes laboratoriais em Malária

A
  • Anemia normocítica e normocrômica:
    • Comum, especialmente em formas graves ou pacientes crônicos.
    • Associada à hemólise intensa.
  • Icterícia discreta:
    • Predominância de bilirrubina indireta.
    • Causada pela hemólise (predomínio do Plasmodium vivax ou falciparum).
  • Enzimas hepáticas:
    • Aumento moderado de ALT e AST.
    • ALT raramente ultrapassa 200 UI.
  • Insuficiência renal:
    • Em formas graves, pode ocorrer necrose tubular.
    • Elevação de ureia, creatinina e potássio.
    • Necessidade de métodos dialíticos até recuperação da função renal.
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14
Q

Diferenca na IRA da Leptospirose e malaria

A

Na leptospirose, a injúria renal aguda (IRA) é geralmente hipocalêmica, devido à perda renal de potássio, que ocorre como resultado de uma disfunção tubular renal característica da doença. Essa hipocalemia é uma particularidade da leptospirose e ajuda a diferenciá-la de outras causas de IRA, que costumam cursar com hipercalemia.

Na Malária é Hipercalemica

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15
Q

Qual objetivo laboratorial principal no TTO do HBV?

A

“O objetivo principal do tratamento é reduzir o risco de progressão da doença hepática e de seus desfechos primários, especificamente cirrose, CHC e óbito. Desfechos substitutivos ou intermediários – como níveis de HBV-DNA, títulos de aminotransferases e marcadores sorológicos – estão validados e têm sido utilizados como parâmetros para inferir a probabilidade de benefícios da terapêutica em longo prazo. O conjunto desses exames pode refletir supressão da replicação viral sustentada e atividade necroinflamatória no fígado, reduzindo o risco de complicações, de progressão para cirrose e de CHC.** A perda sustentada do HBsAg, com ou sem soroconversão para anti-HBs, é o resultado ideal da terapia.”**

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16
Q

Interpretacao de AgHBe

A
  • AgHBe (Antígeno HBe):
    • Positivo: Alta replicação viral e maior infectividade.
    • Negativo: Redução da replicação viral ou mutantes pré-core (avaliar HBV-DNA).
  • Anti-HBe (Anticorpo contra HBe):
    • Positivo: Controle parcial da replicação (HBV-DNA baixo). Pode indicar mutantes pré-core (avaliar HBV-DNA).
    • Negativo: Infecção ativa ou ausência de soroconversão.
  • Cenários Comuns:
    1. AgHBe+ / Anti-HBe-: Replicação ativa.
    2. AgHBe- / Anti-HBe+: Controle parcial ou mutantes pré-core.
    3. AgHBe- / Anti-HBe-: Infecção inativa ou fase precoce.
    4. AgHBe+ / Anti-HBe+: Fase de transição (raro).
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17
Q

highlights manejo COVID
(UNICAMP 2023)

A

Fatores de risco para evolução desfavorável no Covid-19:
- Condições: Patologias pulmonares, idade ≥ 65 anos, hepatopatia, DRC, estado de imunossupressão, doenças cardiovasculares, obesidade e tabagismo.
- Sintomas para hospitalização: Dispneia importante, dessaturação, alteração do sensório e choque hemodinâmico.
- Tratamento em não vacinados (≥ 50 anos ou ≥ 65 anos com comorbidades): Paxlovid (nirmatrelvir-ritonavir) para evitar hospitalização/mortalidade.
- Internados: Corticoterapia (dexametasona 6 mg/dia ou equivalente).
- Anticoagulação: Tema polêmico. Sociedades recomendam profilática em UTI; plena somente quando indicado.
- Conduta comum: Manter anticoagulação profilática.

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18
Q

Paciente com antecedente de uso de corticoide, associado à infecção por HTLV, com quadro de evolução abrupta pulmonar e aparecimento de larvas, nos leva ao diagnóstico de:
(UEL 2023)

A

Estrongiloidíase disseminada com acometimento pulmonar.

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19
Q

TTO estrogiloidiase

A

O tratamento é realizado com Ivermectina, na dose de 200 µg/kg/dia, por 2 dias, para infecções assintomáticas. Em caso de doença disseminada/hiperinfecção, o tratamento é com a mesma medicação e mesma dose, sendo realizado até 2 semanas após o espécime de diagnóstico (fezes, escarro) manter-se negativo.

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20
Q

ICS por S.AUREUS com Endocardite manejo
(HSL 2024)

A
  • Infecção de corrente sanguínea por S. aureus: muito comum a ocorrência de focos metastáticos. Endocardites infecciosas são tratadas por pelo menos 4-6 semanas, com antibiótico endovenoso.
  • A remoção do cateter de longa permanência é sempre recomendada em ICS; entretanto, em casos de instabilidade hemodinâmica, choque séptico persistente, infecção metastática ou infecção de orifício de saída do cateter, a retirada deve ser imediata!
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21
Q

Pode-se afirmar que, nos pacientes em uso crônico de IECA, o antimicrobiano que deve ser evitado, pelo risco de cardiotoxicidade é:
(UFRJ 2024)

A
  • Sulfametoxazol/trimetropim
  • Bactrim e IECA associados aumentam o risco de hipercalemia e, portanto, de cardiotoxicidade;
  • Vancomicina e Amicacina podem gerar nefrotoxicidade e ototoxicidade;
  • Ceftriaxona como todos os beta-lactâmicos são drogas seguras e com poucos efeitos colaterais.
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22
Q

TTO Colite pseudomembranosa

A
  • Não severa/leve - Leucocitose < 15 mil células/mL e Cr < 1,5 mg/dL:
    • Vancomicina oral 125 mg, 4x/d por 10 dias;
    • Alternativa se indisponível - Metronidazol oral 500 mg 3x/d, 10 dias.
  • Severa – Leucocitose > 15 mil e/ou Cr > 1,5 mg/dL:
    • Vancomicina oral 125 mg 4x/d por 10 dias.
  • Fulminante – Choque, sepse, íleo paralítico, megacólon tóxico e/ou hipotensão:
    • Vancomicina 500 mg oral 4x/d + Metronidazol IV 500 mg 8/8h;
    • Na presença de íleo paralítico - Enema de Vancomicina via retal.
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23
Q

Infeccao por bacteria ESBL usar preferencialmente:
(UNIFESP 2021)

A

> Meropenem
- A betalactamase de espectro estendido (ESBL) confere resistência a beta-lactâmicos, cefalosporinas de todas as gerações e aztreonam.
- Em infecções por germes ESBL (sao sempre gram-), carbapenêmicos costumam ser o tratamento mais eficaz.

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24
Q

Diferenca clinica entre Erisipela e Celulite

A

Erisipela e celulite são diferenciadas com base na profundidade da infecção.

  • Erisipela: Afeta camadas mais superficiais da pele, com borda elevada claramente demarcada.
  • Celulite: Envolve camadas mais profundas da pele, com bordas indistintas que não são elevadas.

Ambas se manifestam como áreas de eritema, edema e calor na pele. Na dúvida diagnóstica, a celulite é tratada por precaução.

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25
Q

TTO Endocardite Infecciosa

A
  1. Tratamento empírico inicial:
    Utilizado antes da identificação do agente, cobrindo os principais patógenos (Staphylococcus spp., Streptococcus spp., Enterococcus spp.):

>Válvula nativa:

-Oxacilina 2g EV a cada 4h + Gentamicina 3 mg/kg/dia
Se alergia a beta-lactâmicos: Vancomicina + Gentamicina

>Válvula protética (< 1 ano de colocação):

-Vancomicina + Gentamicina + Rifampicina 300 mg 12/12h
Cobertura contra Staphylococcus coagulase-negativo e Staphylococcus aureus.

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26
Q

Formas mais comuns de TB extrapulmonar em HIV negativos e positivos
(UFES 2024)

A

TB Extrapulmonar:
- Mais comum:
- Não HIV: Tuberculose pleural.
- HIV positivo: Tuberculose ganglionar.
- Tratamento: 6 meses (exceto meningoencefálica e osteoarticular).

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27
Q

Indicacoes de cada terapeutica em COVID

A

Terapias para COVID-19

  1. Remdesivir:
    • Indicação: Pacientes com suporte de O2 não invasivo.
    • Benefício: Reduz o tempo de recuperação e risco de ventilação mecânica.
    • Dose: 200 mg no primeiro dia, seguido de 100 mg/dia por 5-10 dias.
  2. Dexametasona:
    • Indicação: Pacientes em oxigenoterapia (baixo fluxo, não invasivo ou ventilação mecânica).
    • Benefício: Reduz mortalidade em pacientes hospitalizados.
    • Dose: 6 mg/dia por 10 dias ou até alta hospitalar.
  3. Tocilizumabe:
    • Indicação: Pacientes com hipoxemia e inflamação sistêmica (PCR > 7,5 mg/dL) em uso de dexametasona.
    • Benefício: Reduz mortalidade e necessidade de ventilação mecânica invasiva.
    • Dose: 8 mg/kg (máximo 800 mg/dose), infusão intravenosa única.

Essas terapias devem ser administradas de acordo com as características e estágio da doença em cada paciente.

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28
Q

Paciente morador de área rural do sul/sudeste com tosse produtiva e febre há 8 meses. Na ectoscopia, lesão ulcerada e opacidades reticulonodulares confluentes foram observadas em TC, pensar em

A

Paracoccidioidomicose

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29
Q

caracteristica RX torax em Paracoccidioidomicose

A

Infiltrado peri-hilar em padrao asa de borboleta

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30
Q

Grupos Dengue

A

Grupos de tratamento:
- Grupo A: Tratamento ambulatorial com hidratação oral (80 mL/kg/dia);
- Grupo B: Prova do laço positiva. Tratamento em leito de observação (80 mL/kg/dia VO) até resultado de hemograma completo. Se hematócrito alterado, hidratação oral supervisionada ou parenteral;
- Grupo C: Sinais de alarme. Tratamento em leito de internação com hidratação venosa (20 mL/kg/h) com reavaliação a cada 2 horas;
- Grupo D: Sinais de choque. Tratamento em terapia intensiva com hidratação venosa (20 mL/kg a cada 20 minutos por até 3 vezes). Reavaliação a cada 15-30 minutos e hematócrito após 2 horas.

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31
Q

Resumo TTO Sifilis
(UNICAMP 2020)

A
  • Screening inicial com teste não treponêmico (VDRL, PRP), confirmação do diagnóstico com teste treponêmico (FTA-Abs, TPHA, MHA-TP);
  • Levar em conta o histórico de sífilis prévia. Caso o paciente já tenha tratado sífilis previamente, o diagnóstico pode ficar mais incerto, devendo ser avaliado a titulação do teste não treponêmico (geralmente VDRL > 1:4);
  • Determinar o momento da infecção (possível exposição e manifestações clínicas) e categorizá-lo de acordo em sífilis recente ou tardia;
  • Tratamento de sífilis recente (primária, secundária, latente recente) é com dose única de penicilina benzatina 2.400.000 UI, intramuscular.
  • Tratamento de sífilis tardia (latente tardia ou indeterminada) é com três doses semanais de 2.400.000 UI de penicilina benzatina, intramuscular.
  • Tratamento de neurossífilis é com penicilina cristalina, endovenoso, por 10-14 dias.
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32
Q

Amebas sem indicacao de TTO
(ENARE banca nova 2024)

A
  • Em relação às amebas, a E. coli, E. dispar e E. nana são consideradas espécies NÃO patogênicas e, portanto, não requerem tratamento específico ao serem identificadas em amostras de fezes.
  • E. histolytica (Entamoeba histolytica) é tratada com:
  1. Metronidazol ou Tinidazol: Usados para tratar a forma invasiva da doença, como amebíase intestinal sintomática ou abscesso hepático amebiano.
    • Metronidazol: 500-750 mg, 3 vezes ao dia, por 7-10 dias.
    • Tinidazol: Dose única diária de 2 g, por 3-5 dias.
  2. Paramomicina ou Iodoquinol: Utilizados como agentes luminais para eliminar os cistos na forma não invasiva, prevenindo recaídas e transmissão.
    • Paramomicina: 25-35 mg/kg/dia, divididos em 3 doses, por 7 dias.
    • Iodoquinol: 650 mg, 3 vezes ao dia, por 20 dias.

O tratamento geralmente inclui um agente para a forma invasiva seguido por um agente luminal para eliminar os cistos e prevenir reinfecções.

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33
Q

TTO Meningite bacteriana
(UFRJ 2023)

A

Para o Streptococcus pneumoniae, de acordo com a literatura estrangeira, é recomendado Ceftriaxona 2g a cada 12 horas + Vancomicina 15-20 mg/kg de 8 ou 12 em 12 horas + Dexametasona. Já de acordo com a nossa bibliografia nacional, Ceftriaxona sozinha já é suficiente (juntamente com a Dexametasona).

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34
Q

Achados liquor meningites

A
  1. Bacteriana
    • Aspecto: Turvo, opalescente
    • Celularidade: > 500 (neutrófilos)
    • Proteínas: Elevada (> 200)
    • Glicose: Muito baixa (↓↓ < 40)
  2. Viral
    • Aspecto: Opalescente
    • Celularidade: 100-500 (linfócitos)
    • Proteínas: Normal ou levemente aumentada
    • Glicose: Normal
  3. Fúngica
    • Aspecto: Límpido ou opalescente
    • Celularidade: Normal ou < 500 (linfócitos)
    • Proteínas: Normal ou levemente aumentada
    • Glicose: Normal ou levemente baixa
  4. BK/TB
    • Aspecto: Opalescente
    • Celularidade: 100-1000 (neutrófilos e linfócitos)
    • Proteínas: Elevada (> 300)
    • Glicose: Muito baixa (↓↓ < 40)
  5. Neoplasia
    • Aspecto: Límpido
    • Celularidade: Pouco aumentada (linfócitos)
    • Proteínas: Normal ou levemente aumentada
    • Glicose: Normal ou levemente baixa
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35
Q

Meninigite apos infeccoes de via aerea superior (otites e etc), pensar em qual agente etiologico?
(UNICAMP 2020)

A

Pneumococo

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36
Q

Profilaxia meningite
(UNICAMP 2023)

A

Quimioprofilaxia para meningite:
- Preferencialmente: Rifampicina.
- Alternativas: Ciprofloxacino ou Ceftriaxona.
- Indicação: Até 14 dias após exposição, idealmente até 48 horas.

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37
Q

TTO Amebise, Ancilostomiase e Esquistossomose
(UEPA 2021)

A

Tratamentos:
- Amebíase: Metronidazol ou Tinidazol.
- Ancilostomíase: Albendazol.
- Esquistossomose: Praziquantel.

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38
Q

Aconselhamento a PVHIV e parceiros quanto a relacoes sexuais
(HCPA-RS 2020)

A

Aconselhamento a PVHIV e parceiros(as):

  1. Transmissão HIV: Não há comprovação de transmissão por pessoas com supressão viral.
  2. Risco insignificante: Casos com CV-HIV indetectável por ≥6 meses têm risco mínimo.
  3. Condições para redução de transmissão:
    • Excelente adesão à TARV e monitoramento regular.
    • Ausência de outras IST.
  4. Educação e orientação:
    • Informar que TARV não protege contra outras IST ou gravidez; métodos contraceptivos são essenciais.
    • Estimular comunicação aberta com o(a) parceiro(a).
    • Enfatizar importância do preservativo e métodos de prevenção combinada caso supressão viral não seja alcançada.
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39
Q

Achado USG compativel com PAC
(USP-SP 2023)

A
  • Pulmao hepatizado com broncogramas aereos - padrao C compativel com PAC
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40
Q

DDX Dengue
(SES-DF 2022)

A
  • Caso suspeito de dengue:
    • Doença febril aguda (até 7 dias) + dois sinais ou sintomas (cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração ou exantema, com ou sem sangramentos) + história epidemiológica positiva (área com Aedes aegypti nos últimos 15 dias).
    • Todo caso suspeito deve ser notificado!
  • Diagnóstico:
    • Primeiros 5 dias: RT-PCR (positivo nos primeiros 5 dias) ou antígeno NS1 (até o 7º dia).
    • Após 6 dias: IgM (soroconversão entre fase aguda e convalescente) ou aumento de 4x no título de anticorpos.
  • Conduta inicial:
    • Classificação de risco: Identificar sinais de alarme e choque.
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41
Q

DDX e TTO ILTB
(UEL 2023)

A

Rastreamento e Tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB):

  • Objetivo do rastreio: Identificar indivíduos com risco aumentado para desenvolvimento de tuberculose ativa e, assim, oferecer tratamento preventivo.
  • Diagnóstico:
    • Realizado por PPD ou IGRA.
    • Considera-se PPD positivo se ≥ 5 mm em pacientes imunossuprimidos (ex.: HIV, QT, anti-TNF, transplantados).
  • Tratamento:
    • Alternativas de 1ª linha:
      1. Rifampicina diariamente por 4 meses.
      2. Isoniazida + rifampicina diariamente por 3 meses.
      3. Isoniazida + rifapentina semanalmente por 3 meses.
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42
Q

Efeitos adversos dos principais ATBs
(ENARE 2021)

A

Efeitos adversos por classes de antimicrobianos:

  • Penicilinas e Cefalosporinas: reação de hipersensibilidade.
  • Macrolídeos: alargamento de QT, hepatotoxicidade, náuseas, vômitos e diarreia.
  • Aminoglicosídeos: nefrotoxicidade, ototoxicidade.
  • Fluoroquinolonas: tendinopatia, artropatia, alargamento de QT.
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43
Q

Mecanismos de resistencia bacteriana
(SMS-SP 2024)

A

Mecanismos de resistência bacteriana:

  • Resistência intrínseca ou adquirida, causada por:
    • Diminuição da expressão de porinas: impede a entrada do antibiótico na célula.
    • Produção de beta-lactamases: enzimas que inativam os antibióticos.
    • Bombas de efluxo: eliminam o antibiótico para fora da célula.
    • Alteração do sítio de ligação: reduz a eficácia do antibiótico ao alvo.
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44
Q

Sorologias para HBV resumo
(TECM 2023)

A
  • HBsAg (+): Confirma a presença do vírus B.
  • Anti-HBc (+):
    • IgM (+): Indica contato recente com o vírus.
    • IgG (+): Indica contato remoto com o vírus.
  • Anti-HBs (+): Indica imunidade ao vírus, seja ela por cura ou vacinação.
  • HBeAg (+): Indica replicação viral.
  • Anti-HBe (+): Geralmente indica que o vírus não está se replicando.
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45
Q

Agente etiologico Hanseniase

A

Mycobacterium Leprae
- parasita intracelular acido-alcool resistente
-alta infectividade; baixa patogenicidade
- predilecao por pele e nervos perifericos, especificamente celulas de Schwann
- transmissao por goticulas
- incubacao 2 a 7 anos

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46
Q

Hanseniase Indeterminada resumo

A

Hanseníase indeterminada
- Forma inicial: pode evoluir para cura ou formas polarizadas em ~25% dos casos em 3-5 anos.
- Características:
- Geralmente, apenas 1 lesão, mais clara que a pele normal.
- Distúrbio de sensibilidade.
- Possível alopecia e/ou anidrose.

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47
Q

Hanseniase Tuberculoide

A

Hanseníase tuberculoide
- Forma clínica: ocorre em pessoas com maior resistência imune, com lesões limitadas e formação de granulomas bem definidos.
- Características das lesões:
- Poucas (ou única), limites bem definidos e pouco elevadas.
- Ausência de sensibilidade (dormência) e distribuição assimétrica.
- Proximidade das lesões em placa com filetes nervosos espessados.
- Perda total da sensibilidade térmica, tátil e dolorosa.
- Ausência de sudorese e/ou alopecia.
- Comprometimento nervoso:
- Atinge tronco nervoso, causando dor, fraqueza e atrofia muscular.
- Forma nodular infantil:
- Acomete crianças de 1 a 4 anos em ambiente com foco multibacilar no domicílio.
- Caracterizada por lesões papulosas ou nodulares únicas ou em pequeno número, principalmente na face.

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48
Q

Hanseniase Dimorfa

A

Hanseníase dimorfa (ou borderline)
- Forma clínica: Caracterizada por imunidade intermediária e instável, com características que se aproximam dos polos tuberculoide ou virchowiano.
- Lesões cutâneas:
- Variadas (placas, nódulos eritemato-acastanhados).
- Grande número, com tendência à simetria.
- Lesões pré-foveolares ou foveolares:
- Sobrelevadas ou não.
- Áreas centrais deprimidas com aspecto de pele normal.
- Limites internos nítidos e externos difusos.
- Comprometimento nervoso:
- Extenso, podendo levar a neurites graves.
- Grave prognóstico.

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49
Q

Hanseniase Virchowiana

A

Hanseníase Virchowiana
- Imunidade: Celular nula, com resposta humoral exacerbada.
- Evolução:
- Multiplicação excessiva de bacilos.
- Alta gravidade da doença, com anestesia nos pés e mãos.
- Complicações:
- Lesões traumáticas que podem causar deformidades, atrofia muscular e inchaço das pernas.
- Lesões cutâneas:
- Placas infiltradas e nódulos (hansenomas).
- Cor eritemato-acastanhada ou ferruginosa.
- Infiltração facial: madarose superciliar e ciliar.
- Hanseníase histoide: hansenomas em órgãos internos (fígado, baço, suprarrenais, testículos).
- Aspecto de quelóides ou fibromas.
- Características adicionais:
- Espessamento e acentuação dos sulcos cutâneos.
- Envolvimento laríngeo (rouquidão).
- Grande número de bacilos e comprometimento de troncos nervosos.

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50
Q

Reacao tipo 1 Hanseniase

A

Reação Tipo 1 (Reação Reversa)
O que é: É uma resposta imunológica exacerbada que ocorre principalmente em pacientes com formas tuberculoide e dimorfa da hanseníase. Está associada a uma intensificação da resposta imunológica celular (Th1).
Características:
-Surgimento ou piora de lesões cutâneas já existentes (manchas, placas, com ou sem infiltração).
-Edema e alteração de cor nas lesões.
-Neurite (inflamação de nervos): pode causar dor e comprometimento sensitivo e motor.
Importância clínica: Pode levar a danos irreversíveis nos nervos, como paralisias e incapacidades, se não tratada de forma adequada.
Tratamento: Uso de corticosteroides (prednisona) para reduzir a inflamação e prevenir lesões permanentes nos nervos.

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51
Q

Reacao Hansenica tipo 2

A

Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico)
O que é: É uma resposta imunológica humoral que ocorre em formas mais avançadas da hanseníase, como a dimorfa e virchowiana. Está relacionada a complexos imunes que geram uma resposta inflamatória sistêmica (Th2).
Características:
Eritema nodoso: nódulos subcutâneos dolorosos, principalmente nos membros.
-Febre, dores articulares, mal-estar generalizado.
-Neurite pode ocorrer, mas é menos frequente do que na reação tipo 1.
Importância clínica: É uma manifestação sistêmica que pode comprometer a qualidade de vida e, se severa, pode exigir internação.
Tratamento: Corticosteroides (prednisona) ou talidomida (em casos leves ou moderados, exceto em mulheres grávidas devido ao risco teratogênico).

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52
Q

Reacao Hansenica cronica

A

Reação Crônica ou Subintrante
O que é: Reação inflamatória crônica e intermitente que ocorre durante ou após o tratamento da hanseníase, muitas vezes associada à reação tipo 2.
Características:
-Surtos repetidos de inflamação que podem incluir nódulos dolorosos, febre e mal-estar.
-Podem ocorrer surtos mesmo após o término do tratamento da hanseníase.
-Não necessariamente indicam atividade da doença, mas sim um estado imunológico reativo.
Importância clínica: Pode prolongar a necessidade de tratamento com corticosteroides, aumentando o risco de efeitos colaterais.
Tratamento: Continuar o uso de medicamentos anti-inflamatórios (corticosteroides) ou ajustar as doses. Controle rigoroso para evitar recaídas e complicações.

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53
Q

TTO Hanseniase

A

- PQT-U
Tratamento para Hanseníase - Esquema Multibacilar

  1. Rifampicina (RFM):
    • Dose mensal: 600 mg (2 cápsulas de 300 mg).
    • Administração supervisionada.
  2. Clofazimina (CFZ):
    • Dose mensal: 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) supervisionada.
    • Dose diária: 50 mg autoadministrada.
  3. Dapsona (DDS):
    • Dose mensal: 100 mg (1 comprimido de 100 mg) supervisionada.
    • Dose diária: 100 mg autoadministrada.

Hanseníase Paucibacilar
- Duração: 6 doses.
- Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada.
- Critério de alta: o tratamento estará concluído com 6 doses supervisionadas em até 9 meses. Na última dose do tratamento, devem-se realizar o exame físico, a avaliação neurológica simplificada e a avaliação do grau de incapacidade física, e dar alta por cura.

Hanseníase Multibacilar
- Duração: 12 doses.
- Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada.
- Critério de alta: o tratamento estará concluído com 12 doses supervisionadas em até 18 meses. Na última dose do tratamento, devem-se realizar o exame físico, a avaliação neurológica simplificada e a avaliação do grau de incapacidade física, e dar alta por cura.

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54
Q

Achado biopsia Hanseniase em reacao hanseica tipo 1 reversa

A

Granuloma epitelioide com linfócitos perigranuloma e edema na derme.

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55
Q

Quando indicar terapia dupla em PVHIV

A

Terapia Dupla (Lamivudina + Medicamento de Alta Barreira Genética - Dolutegravir ou Darunavir com Ritonavir):

Condições para Recomendação:
1. Ausência de falha virológica prévia.
2. Adesão regular à TARV.
3. Carga viral indetectável nos últimos 12 meses (última carga realizada há pelo menos 6 meses).
4. Exclusão de coinfecção com hepatite B ou tuberculose.
5. Idade ≥ 18 anos.
6. Não estar gestante.
7. Taxa de filtração glomerular ≥ 30 mL/min (sem necessidade de ajuste da dose de lamivudina).

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56
Q

Fenomeno de Lucio - hanseniase
(UFRJ 2020)

A

Fenômeno de Lucio:
Reação rara e grave associada à hanseníase, mais frequentemente observada na forma virchowiana da doença, especialmente em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados.

Características principais:
1. Causa: Está relacionado a uma vasculite necrosante secundária à presença de bacilos de Mycobacterium leprae nas paredes dos vasos sanguíneos.
2. Manifestações clínicas:
- Lesões cutâneas ulcerativas dolorosas, irregulares e extensas;
- Áreas de necrose que podem evoluir para ulcerações profundas;
- Localização predominante em extremidades (membros inferiores) e face.
3. Complicações:
- Infecções secundárias nas úlceras;
- Sepse e falência orgânica, em casos graves.
4. Fatores predisponentes:
- Pacientes imunossuprimidos ou desnutridos;
- Falta de tratamento adequado para hanseníase virchowiana.

Diagnóstico:
- Clínico, com base nas manifestações cutâneas características;
- Biópsia das lesões pode evidenciar bacilos e vasculite necrosante.

Tratamento:
1. Controle da hanseníase:
- Início imediato da poliquimioterapia (PQT) padrão para hanseníase multibacilar.
2. Controle da vasculite:
- Corticoides sistêmicos para reduzir a inflamação.
3. Cuidados adicionais:
- Tratamento de infecções secundárias;
- Cuidados locais das lesões ulceradas;
- Suporte clínico geral, incluindo hidratação e manejo de complicações.

O manejo deve ser realizado em ambiente hospitalar devido à gravidade potencial do quadro.

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57
Q

Hanseniase pauci ou multibacilar, como diferenciar

A

- Hanseníase Paucibacilar: Presença de 1 a 5 lesões cutâneas, sem presença demonstrada de BAAR na baciloscopia ou exame histopatológico.

- Hanseníase Multibacilar: Presença de mais de cinco lesões de pele; ou com envolvimento dos nervos; ou com a presença demonstrada de bacilos em esfregaço ou biópsia de pele, independentemente do número de lesões cutâneas.

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58
Q

Dapsona pode causar:
(UNICAMP 2023)

A
  • Anemia hemolitica (principalmente naqueles com deficiencia de G6PD) e Metahemoglobinemia
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59
Q

TAKE HOME MESSAGES HANSENIASE

A

Classificação Clínica da Hanseníase:
- Dimorfa, tuberculoide, virchowiana e indeterminada.

Classificação Operacional:
- Paucibacilar: Até 5 lesões e sem BAAR evidente em exame complementar.
- Multibacilar: Mais de 5 lesões ou evidência de BAAR em exame complementar.

Tratamento:
- Paucibacilar: Rifampicina, dapsona e clofazimina por 6 meses.
- Multibacilar: Rifampicina, dapsona e clofazimina por 12 meses.

Observações:
- Dapsona associada à anemia hemolítica (especial em deficiência de G6PD) e metemoglobinemia.
- Reação Tipo I: Neurite e piora das lesões, comuns na forma dimorfa. Tratamento: Corticoides.
- Reação Tipo II: Mais comum no polo virchowiano, com eritema nodoso, iridociclite, orquite, nefrite e hepatite. Tratamento: Talidomida.
- Fenômeno de Lúcio: Reação cutânea necrótica grave em pacientes virchowianos sem tratamento. Lesões dolorosas evoluindo com necrose e úlceras.

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60
Q

TTO Neurotoxoplasmose

A

Esquemas de escolha para tratamento:

  1. Sulfadiazina + Pirimetamina:
    • Sulfadiazina: 1.000 mg (peso < 60 kg) a 1.500 mg (peso ≥ 60 kg) VO, a cada 6 horas.
    • Pirimetamina: 200 mg VO no primeiro dia, seguida de 50 mg/dia (peso < 60 kg) a 75 mg/dia (peso ≥ 60 kg) VO.
    • Ácido fólico: 10 mg/dia VO.
    • Duração: 6 semanas.
  2. SMX-TMP:
    • Dose: 25 mg/kg de SMX, duas vezes por dia, VO ou EV.
    • Duração: 6 semanas.
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61
Q

Estagios da infeccao pelo HIV

A

Estágios da Infecção por HIV:

  1. Transmissão viral:
    • Momento inicial de entrada do vírus no organismo.
  2. Infecção aguda por HIV:
    • Também chamada de infecção primária ou síndrome de soroconversão aguda.
  3. Infecção crônica pelo HIV:
    • Subdividida em:
      • Infecção crônica, sem AIDS:
        • Pacientes com contagem de CD4 acima de 200 células/μL e sem condições definidoras de AIDS.
      • AIDS:
        • Caracterizada por contagem de CD4 < 200 células/μL ou pela presença de condições definidoras de AIDS.
      • Infecção avançada por HIV:
        • Termo usado para pacientes com contagem de CD4 < 50 células/μL.
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62
Q

Principal DDX de Neurotoxoplasmose em PVHIV

A

Linfoma primario de SNC

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63
Q

Dica para decorar reacoes Hansenicas

A

Reações Hansênicas:

  • Reação tipo 1: Neurite.
  • Reação tipo 2: Eritema nodoso (“noDOISo”).
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64
Q

DDX e Ordem de perda de sensibilidade Hanseniase

A

Investigação de Hanseníase:

  • Pesquisa de sensibilidade nas lesões da pele ou áreas suspeitas com estesiômetro:
    • Perda de sensibilidade vibratória/térmica → seguida de dolorosa → por fim, tátil.
  • Palpação de nervos.
  • Provas celulares (ex.: Teste de Mitsuda).
  • Pesquisa do bacilo em esfregaço de raspado intradérmico (ex.: orelha, cotovelo, joelhos).
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65
Q

TRM-TB com resistencia a rifampicina, que esquema usar?
(FAMERP 2023)

A

Iniciar tratamento com Levofloxacina, Bedaquilina, Linezolida e Terizidona e reavaliar o esquema terapêutico indicado após divulgação do resultado da cultura para micobactérias e teste de sensibilidade.

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66
Q

5 principais informacoes de quadro de Paracocidioidomicose

A
  • Exposição rural
  • Quadro pulmonar arrastado
  • Lesões úlcero-vegetantes
  • Leveduras em roda de leme
  • Infiltrado peri-hilar simétrico (asa de morcego)
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67
Q

PVHIV e cada doenca de acordo com contagem de CD4

A

Contagem de Linfócitos T CD4+ e Doenças Infecciosas:

CD4+: 200-500/mm³
- Pneumonia bacteriana
- Tuberculose pulmonar
- Herpes simples recorrente
- Herpes-zóster
- Candidíase orofaríngea
- Criptosporidiose (autolimitada)
- Leucoplasia pilosa oral

CD4+: < 200/mm³
- Pneumocistose
- Coccidioidomicose
- Histoplasmose disseminada
- LEMP (Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva)
- Tuberculose extrapulmonar/disseminada

CD4+: < 100/mm³
- Herpes simples crônico ou disseminado
- Neurotoxoplasmose
- Criptococose
- Criptosporidiose crônica
- Microsporidiose
- Candidíase esofágica

CD4+: < 50/mm³
- Citomegalovirose disseminada
- Micobactéria atípica disseminada

68
Q

Principal causa infecciosa de obitos em PVHIV

A

Tuberculose

69
Q

TARV de escolha e colaterais da Zidovudina (AZT)

A
  • A TARV de escolha é Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir, sem impedimento do uso de DTG para mulheres em idade fértil agora devido à reavaliação do estudo que colocava a medicação como facilitadora de problemas de fechamento de tubo neural em fetos quando usada em idade gestacional inferior a 12 semanas.
  • A Zidovudina (AZT) não faz mais parte do esquema preferencial, nem tampouco de 1ª opção em esquemas alternativos, vistos seus altos efeitos colaterais gastrointestinais e possibilidade de acidoses lática e mielotoxicidade.
70
Q

Paciente PVHIV em uso de TARV que apresenta aumento da CV e reducao de CD4 pensar em (. ) como DDX

A
  • A infecção por sífilis está relacionada, independentemente da TARV, com aumento transitório da CV-HIV e redução da contagem de LT-CD4+, sem alterar a evolução da infecção pelo HIV.
  • Portanto, em uma PVHIV previamente estável que apresente elevações súbitas da CV-HIV, deve-se considerar a infecção por sífilis no diagnóstico diferencial.
71
Q
  • Paciente: 4 meses de síndrome consumptiva, alteração comportamental e crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas.
  • Exames:
    • LCR: Proteína elevada (180 mg/dL), celularidade linfomonocitária (240 células; 62% linfócitos, 10% monócitos, 28% neutrófilos), ADA = 48 U/L.
    • Imagem: RM com hidrocefalia, atrofia cortical e quebra de barreira.

PENSAR EM :
(USP-SP 2021)

A

Neurotuberculose em PVHIV

  • Paciente: 4 meses de síndrome consumptiva, alteração comportamental e crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas.
  • Exames:
    • LCR: Proteína elevada (180 mg/dL), celularidade linfomonocitária (240 células; 62% linfócitos, 10% monócitos, 28% neutrófilos), ADA = 48 U/L.
    • Imagem: RM com hidrocefalia, atrofia cortical e quebra de barreira.
  • Diagnóstico: Neurotuberculose (sugestiva por ADA > 30 U/L e padrão do LCR).
  • Epidemiologia: Neurotuberculose ocorre em até 10% dos PVHIV.
  • Tratamento:
    • Fase intensiva (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol (doses ajustadas por peso).
    • Fase de manutenção (10 meses): Rifampicina + Isoniazida.
    • Corticoterapia:
      • Prednisona: 1-2 mg/kg/dia (4 semanas) ou
      • Dexametasona (0,3-0,4 mg/kg/dia), com redução gradual em 4-8 semanas.

Nota: Associar TARV conforme estabilidade do paciente apenas apos 08 semanas de tratamento devido ao risco de Sindrome de Reconstituicao Imune

72
Q

Quando realizar Genotipagem pre-tratamento em PVHIV?

A

Genotipagem Pré-Tratamento em HIV

  • Objetivo: Avaliar mutações de resistência do HIV a inibidores de protease e transcriptase reversa.
  • Prevalência no Brasil: 9,5%.
  • Indicações:
    • Pessoas infectadas com parceiro (passado ou atual) em uso de TARV.
    • Gestantes.
    • Crianças e adolescentes.
    • Pessoas com histórico de uso de PrEP durante ou após provável infecção.
    • Pessoas com co-infecção TB-HIV.
73
Q

Classes de medicamentos para TARV

A

Esquema Inicial para Tratamento da Infecção pelo HIV

  • Composição:
    1. Dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN).
    2. Um terceiro agente de uma das seguintes classes:
      • Inibidor da integrase (INI).
      • Inibidor de protease potencializado com ritonavir.
      • Inibidor da transcriptase reversa não análogo de nucleosídeos.
  • Administração: Feito com dose única diária.
  • Esquema padrão inicial:
    • Adultos sem contraindicações ou resistência viral: Tenofovir e lamivudina (ITRN) com dolutegravir (INI).
74
Q

Conduta em acidente com perfuro em ambiente hospitalar
(ABC 2021)

A

Orientações após acidente com exposição:

  1. Higienização da área exposta:
    • Lavagem com água e sabão em casos de exposição percutânea ou cutânea.
    • Em exposições de mucosas, lavar com água ou solução salina fisiológica.
    • Não há evidências de que o uso de antissépticos reduza o risco de transmissão, mas não é contraindicado.
  2. Cuidados a evitar:
    • Não realizar procedimentos que aumentem a área exposta (cortes ou injeções locais).
    • Evitar soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio).
  3. Seguimento do acidentado:
    • HIV: Pacientes HIV negativos devem realizar coleta de Anti-HIV 1 e 2 (ELISA) no dia da exposição, após 30, 90 dias e, se necessário, ao 6º mês.
    • HBV: Pacientes sem marcadores positivos para HBV realizam sorologia para AgHBs e Anti-HBs no momento do acidente, após 30, 90 e 180 dias.
    • HCV: Coleta de Anti-HCV no momento do acidente, após 30, 90 e 180 dias.

(a) Se a pessoa exposta apresentar HBsAg não reagente, avaliar suscetibilidade e indicação de (re)vacinação.

(b) Avaliar resposta à vacina (caso a imunização tenha sido recomendada).

Fonte: PCDT PEP, Ministério da Saúde, 2021

Profilaxia contra o HIV
Duração: 28 dias, realizada com:
- Tenofovir 300 mg (TDF) + Lamivudina 300 mg (3TC) + Dolutegravir 50 mg (DTG)
(distribuída em dois comprimidos diários: um contendo TDF e 3TC e outro composto de DTG).

Indicações para prescrição em acidentes com material pérfuro-cortante:
- Paciente-fonte com sorologia para HIV reagente e paciente acidentado com sorologia para HIV não reagente.
- Casos com fonte desconhecida (ex.: agulha em lixo comum, lavanderia, coletor de material pérfuro-cortante) ou fonte conhecida com sorologia desconhecida (ex.: pessoa-fonte que faleceu ou não se apresenta ao serviço para testagem).

Decisão sobre PEP deve ser individualizada.

75
Q

Monitoramento de PVHIV

A

Em pacientes com uso regular de TARV, assintomáticos, com carga viral indetectável e CD4 >350 células/mm³ em dois exames consecutivos, com pelo menos 6 meses de intervalo, não há necessidade de solicitar novo CD4. Se o CD4 fosse <350 células/mm³, aí sim, a indicação seria de coletar a cada seis meses.

76
Q

Monitoramento de TB em PVHIV

A
  • Pessoas vivendo com HIV devem passar por uma anamnese detalhada e exame físico abrangente nas primeiras consultas. Durante seu seguimento, devem ser questionados sobre sintomas de Tuberculose em TODAS as consultas, com indicação de realização de **PPD anual caso seu primeiro exame seja <5mm.
77
Q

Vacinacao em PVHIV
(ENARE banca nova 2024)

A

Indicações Gerais:
- Adiar vacinas em casos de imunodeficiência grave (CD4 < 200) até reconstituição imune com TARV.
- Vacinas com vírus vivos atenuados (ex.: febre amarela, varicela) só são indicadas com CD4 > 200 e estabilidade clínica.

Vacinas Compostas por Vírus Vivo Atenuado:
- Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola);
- Varicela Zoster;
- Febre Amarela;
- Dengue (prevista para 2024).

Vacinas Indicadas em Adultos com HIV:
- dT/dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche);
- Haemophilus influenzae tipo B;
- Influenza;
- Hepatite A e Hepatite B (esquema de 4 doses com dose dupla);
- Pneumocócica (13 e 23 valente);
- HPV (Quadrivalente);
- Meningo C e Meningo ACWY.

Nota:
- Para Hepatite B, realizar sorologia (anti-HBs) após o esquema completo. Resposta satisfatória: anti-HBs > 10 mUI/mL.

78
Q

Colaterais de antirretrovirais para HIV
(ENARE 2021)

A

1. Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (ITRN):
- Exemplos: Tenofovir, Lamivudina, Zidovudina.
- Efeitos colaterais:
- Tenofovir: Nefrotoxicidade, redução da densidade óssea.
- Zidovudina: Anemia, neutropenia, mialgia, acidose lática (rara).
- Contraindicações: Insuficiência renal grave (cautela com Tenofovir).

2. Inibidores da Transcriptase Reversa Não Análogos de Nucleosídeos (ITRNN):
- Exemplos: Efavirenz, Nevirapina.
- Efeitos colaterais:
- Efavirenz: Sonhos vívidos, tontura, depressão, risco de teratogenicidade.
- Nevirapina: Hepatotoxicidade grave, rash cutâneo (Síndrome de Stevens-Johnson).
- Contraindicações: Gestação (Efavirenz no 1º trimestre), hepatopatia ativa (Nevirapina).

3. Inibidores da Protease (IP):
- Exemplos: Atazanavir, Lopinavir/ritonavir, Darunavir.
- Efeitos colaterais:
- Atazanavir: Hiperbilirrubinemia indireta, nefrolitíase.
- Lopinavir/ritonavir: Diarreia, hipertrigliceridemia, resistência à insulina.
- Contraindicações: Interação com medicamentos que prolongam o intervalo QT.

4. Inibidores da Integrase (INI):
- Exemplos: Dolutegravir, Raltegravir, Bictegravir.
- Efeitos colaterais:
- Dolutegravir: Ganho de peso, insônia, cefaleia.
- Raltegravir: Miopatia, aumento de CPK.
- Contraindicações: Uso cauteloso na gestação precoce (risco teórico de defeitos do tubo neural) - ja caiu por terra

5. Inibidores de Fusão:
- Exemplo: Enfuvirtida.
- Efeitos colaterais: Reações locais no local da injeção, hipersensibilidade.
- Contraindicações: Hipersensibilidade ao fármaco.

6. Inibidores de CCR5:
- Exemplo: Maraviroque.
- Efeitos colaterais: Infecções respiratórias, hepatotoxicidade.
- Contraindicações: Uso em pacientes com tropismo para CXCR4 (confirmar tropismo antes do uso).

Nota Geral:
- Acidose lática: Pode ocorrer com ITRN, principalmente em combinação com Zidovudina.
- Interações medicamentosas: Muitos ARVs, especialmente IP, têm interações importantes (ex.: rifampicina, amiodarona, anticoagulantes, anticonvulsivantes).

79
Q

Resumo PEP

A
  • A profilaxia de pós-exposição ao HIV deve ser avaliada para casos de violência sexual (relação sexual desprotegida - sem o uso de camisinha ou com seu rompimento) e acidentes ocupacionais (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico);
  • A profilaxia, se indicada, deve ser iniciada em até 72h após a exposição, com um esquema de três antirretrovirais com duração de 28 dias.
80
Q

Highlights Cardiopatia D.Chagas
(UNESP 2023)

A
  • Meios de adquirir doença de Chagas: através das fezes do vetor, ingestão de alimentos contaminados pelo parasita, via materno-fetal, transfusão sanguínea ou transplante, sexual e por acidentes laboratoriais;
  • Diagnóstico da forma crônica: duas sorologias IgG positivas, feitas por métodos diferentes;
  • Quando indicar CDI em Chagas: após morte súbita ou FEVE menor ou igual a 35%, um escore de Rassi maior ou igual a 10 e expectativa de vida de pelo menos 1 ano;
  • Não utilizar amiodarona de rotina, apenas em casos determinados (pouco importância em desfechos duros);
  • Escore de Rassi prediz mortalidade em pacientes com cardiopatia chagásica.
81
Q

Teste de maior sensibilidade para TB Peritoneal
(SUS-BA 2023)

A
  • Método Diagnóstico: Visualização direta do Mycobacterium tuberculosis no líquido peritoneal, cultura micobacteriana, teste de amplificação de ácido nucleico ou biópsia do peritônio.
  • Laparoscopia: Melhor método para biópsia e visualização do peritônio; sensibilidade de 93% e especificidade de 98%.
  • Achados Laparoscópicos:
    • Lesões branco-amareladas (granulomas caseosos).
    • Peritônio espessado, com ou sem aderências.
    • Padrão fibroadesivo.
    • Linfonodos aumentados e fios fibrinosos (“corda de violino”).
    • Espessamento omental.
  • Granulomas: Podem indicar outras condições (e.g., histoplasmose, criptococose, sarcoidose).
82
Q

Classes de Ambler e tratamento

A

Definição:
Enzimas que hidrolisam β-lactâmicos, divididas em 4 grupos:
- A, C, D: Serina no sítio ativo (SBLs).
- B: Zinco no sítio ativo (MBLs), inibidas por EDTA.

Grupos de Carbapenemases:
1. A: KPCs – Hidrolisa todos os β-lactâmicos.
2. B: MBLs – (NDM, VIM, IMP) - Hidrolisa todos exceto aztreonam.
3. C: AmpC – Hidrolisa todos os β-lactâmicos, espectro estendido.
4. D: Oxacilinases – Pseudomonas e Acinetobacter.

Tratamento:
1. Grupo A (KPC):
- Inibidores de β-lactamases (ceftazidima/avibactam, meropenem/vaborbactam).
- Combinação com tigeciclina, colistina ou fosfomicina.

  1. Grupo B (MBLs):
    • Aztreonam combinado com ceftazidima/avibactam (por ser resistente às MBLs).
    • Terapias combinadas com polimixinas ou fosfomicina.
  2. Grupo C (AmpC):
    • Cefepime (alta dose) ou carbapenêmicos (em infecções graves).
    • Inibidores de AmpC (avibactam).
  3. Grupo D (Oxacilinases):
    • Combinações de colistina, tigeciclina e carbapenêmicos de alta dose.
    • Meropenem com vaborbactam pode ser eficaz em casos específicos.

Nota: Terapias combinadas são frequentemente necessárias em infecções graves ou resistência multirresistente.

83
Q

Colaterais Tenofovir

A
  • O tenofovir é um antirretroviral que pode desencadear distúrbios renais, como lesão renal aguda (elevação de creatinina) e Síndrome de Fanconi (acidose tubular renal, hipofosfatemia, hipouricemia, glicosúria com glicemia normal e proteinúria tubular), além de distúrbios ósseos, como osteopenia e osteoporose.
  • Pacientes evoluindo com esses eventos adversos têm indicações de switch de terapia, podendo ser utilizado: Abacavir (necessário teste negativo para HLA-B 5701), Zidovudina ou terapia dupla (deverá preencher TODOS os critérios).
84
Q

Medicamentos que reduzem risco de obito em COVID grave em uso de O2
(UNESP 2024)

A
  • Para pacientes hospitalizados (que necessitem de O2), são terapias aprovadas:
    • Dexametasona: mostrou as reduções mais importantes de mortalidade;
    • Remdesivir: apesar de evidências modestas, vários serviços ainda recomendam;
    • Tocilizumabe / Baracitinibe: casos refratários.
  • Para pacientes ambulatoriais:
    • Pacientes com <65 anos sem comorbidades e vacinados devem ser tratados apenas com suporte;
    • Pacientes acima dos 65 anos ou com comorbidades, podemos utilizar o Nirmatrelvir - ritonavir (Paxlovid).
85
Q

Pacientes pos tranasplante renal, quais cuidados e profilaxias
(FAMEMA 2022)

A
  • No transplante renal e nos transplantes de órgão sólidos no geral, as infecções oportunistas ocorrem principalmente nos primeiros meses pós-transplante devido ao grau de imunossupressão;
  • Um quadro que ocorre em alguns pacientes transplantados renais é a PTLD (Post Transplant Lymphoproliferative Disease), que está intimamente relacionada com o vírus Epstein-Barr. Os pacientes apresentam as características clássicas de febre, faringite, linfadenopatia cervical, hepatosplenomegalia e linfocitose atípica.
  • O citomegalovírus é o principal causador de infecções virais nesses pacientes, com inclusive indicação de profilaxia.
  • Lembrar da importância das ITUs nos pacientes transplantados renais, que estão associadas ao aumento de hospitalização e mortalidade, portanto necessita de profilaxia.
86
Q

Sindrome de Weil e doenca que se apresenta

A
  • Ictericia + IRA + Hemorragia
  • Se apresenta em Leptospirose na fase tardia
87
Q

Onde ocorre a IRA na Leptospirose?

A
  • Tubulo contorcido proximal, por isso causa IRA Hipocalemica
88
Q

Acinetobacter Baumanni TTO

A

Atualmente, cerca de 80% das infecções são por Acinetobacter baumannii resistentes à carbapenêmicos. Assim, na prática clínica recomenda-se como droga de escolha a Ampicilina-Sulbactam (se sensível no antibiograma). Em cepas resistentes a essa medicação, a droga recomendada é Polimixinas, seguida de Tigeciclina.

89
Q

Complicacao tardia de Febre Amarela
(ENARE FGV 24)

A
  • A Hepatite Tardia é uma complicação tardia que pode ocorrer em cerca de 16% dos pacientes com Febre Amarela.
  • Normalmente, os pacientes cursam com astenia ou são assintomáticos.
  • Tem início cerca de 40-70 dias após o início dos sintomas da infecção inicial e cursa com níveis elevados de aminotransferases, notadamente ALT > AST.
  • Seu curso é benigno, sem necessidade de tratamento específico.
90
Q

DDX e manejo CMV em pos transplante
(UNICAMP 2024)

A
  • Risco Após Transplante Renal:
    • Infecção por CMV pós-transplante renal aumenta o risco de falência do enxerto e morte.
  • Manifestações da Doença por CMV:
    • Doença por CMV pode apresentar-se como síndrome (viremia sintomática);
    • Doença invasiva em órgãos como trato gastrointestinal, fígado, pulmões, sistema nervoso, olhos e rins.
  • Diagnóstico e Gravidade:
    • PCR quantitativo é o teste principal para diagnóstico;
    • Monitoramento rotineiro de carga viral é recomendado;
    • Sorologia não é adequada para diagnóstico ativo;
    • Gravidade considera cargas virais elevadas (>10.000 cópias/mL) ou aumento rápido, associadas ou não a doença invasiva.
91
Q

DDX TB Pulmonar highligts

A
  • Para diagnóstico confirmatório de TB, podemos utilizar diversos métodos, entre eles: baciloscopia (pBAAR), Teste Rápido Molecular para tuberculose (TRM-TB) e cultura para micobactérias;
  • A baciloscopia do escarro permite detectar de 60% a 80% dos casos de TB pulmonar em adultos;
  • A sensibilidade do TRM-TB é inclusive maior que a da baciloscopia, chegando a 90% no escarro;
  • A cultura é um método de elevada especificidade e sensibilidade no diagnóstico da TB. Nos casos pulmonares com baciloscopia negativa, a cultura do escarro pode aumentar em até 30% o diagnóstico bacteriológico da doença. A cultura é também o que possibilita o teste de sensibilidade (TS), que será muito importante em casos que é preciso avaliar resistência.
92
Q

DDX Lesao em SNC em PVHIV
(USP-RP 2023)

A
  • Linfoma primário de SNC: Em geral lesão única e heterogênea;
  • LEMP: Envolvimento periventricular e subcortical multifocal e assimétrico. Há pouco ou nenhum efeito de massa ou realce. Pacientes tendem a cursar com rebaixamento de nível de consciência, sonolência, confusão mental e menos déficits focais;
  • Neurotoxoplasmose: Múltiplas lesões hipodensas, com realce nodular ou anelar, predominantemente nos gânglios da base e na junção corticomedular. Em geral, pacientes soropositivos para Toxoplasma gondii;
  • Criptococose: O grande marco na avaliação dessa doença é a pesquisa da tinta da China positiva no líquor, exame altamente específico que colore a cápsula redonda e espessa da levedura.
93
Q

Paciente com HIV e diagnostico de TB conduta

A

Para o tratamento de pacientes com coinfecção de HIV e TB temos três cenários:
- Se o diagnóstico de ambas ocorrer ao mesmo tempo, sem tratamento prévio para ambas: iniciar primeiro RIPE e introduzir a TARV após a 4ª até a 6ª semana do início do tratamento;
- Diagnóstico de HIV ocorrer após o diagnóstico da TB: mesma conduta do primeiro cenário;
- Diagnóstico de TB ocorrer após o diagnóstico de HIV e paciente já em uso de TARV: iniciar imediatamente tratamento para TB.

94
Q

O que introduzir em DDX de influenza?
(UNIFESP 2022)

A

Em relação ao tratamento da Influenza, deve-se introduzir o antiviral oseltamivir até 48 horas do início dos sintomas, com duração de 5 dias, nos seguintes casos: pacientes com síndrome gripal aguda grave, ainda que não haja confirmação laboratorial ou que o teste rápido resulte negativo ou naqueles com síndrome gripal, com fatores de risco, independente da situação vacinal.

95
Q

BGN nao fermentador e oxidase positivo é:
(SCMBH 22)

A

Pseudomonas aureoginosa

  • Bactéria gram-negativa que possui diversos mecanismos de resistência, intrínsecos e adquiridos.
    Para o tratamento dessa bactéria, pode ser utilizado (lembrando de verificar sua sensibilidade no antibiograma):
    -Piperacilina-tazobactam (Tazocin),
    -Aztreonam,
    -Carbapenêmicos (com exceção do Ertapenem),
    -Cefalosporinas (apenas Ceftazidima, Cefepime e Ceftolozane têm ação),
    -Aminoglicosídeos,
    -Fluoroquinolonas e Polimixinas.
96
Q

Fisiopatologia da reacao do PPD em ILTB

A

A inoculação desencadeia uma reação do tipo antígeno-anticorpo, seguida de uma resposta dependente da reatividade de linfócitos T sensibilizados. Algumas células chave estão envolvidas além dos linfócitos, como monócitos, polimorfonucleares e granulócitos. É uma reação de hipersensibilidade tardia.

97
Q

Quando nao realizar anti- RK39 em suspeita de Leishmaniose visceral?
(SURCE 22)

A
  • PVHIV; Nestes pacientes pode-se realizar Aspirado de medula ossea que é muito sensivel quando carga parasitaria elevada.
98
Q

Resumo das indicações de tratamentos listados para COVID-19:

A

Resumo das indicações de tratamentos listados para COVID-19:

  • Sotrovimabe:
    • Indicação: Tratamento de COVID-19 em adultos e adolescentes com mais de 12 anos e peso ≥ 40 kg, com risco de progressão para doença grave.
    • Uso: Pacientes não hospitalizados, sem necessidade de oxigênio suplementar. Dose única de 500 mg, infusão intravenosa.
  • Baricitinibe:
    • Indicação: Pacientes hospitalizados com necessidade de oxigênio suplementar ou de ventilação mecânica não invasiva.
    • Uso: Reduz inflamação por inibir a ação de citocinas inflamatórias.
  • Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir):
    • Indicação: Adultos com risco aumentado de progressão da COVID-19 grave que não necessitam oxigênio suplementar.
    • Uso: Administrar o mais cedo possível após início dos sintomas. Combinação de antiviral direto (nirmatrelvir) e inibidor de protease (ritonavir).
  • Molnupiravir:
    • Indicação: Pacientes adultos com risco de progressão para COVID-19 grave, sem acesso a opções alternativas aprovadas.
    • Uso: Evitar em grávidas ou lactantes devido a riscos potenciais ao feto.
  • Tocilizumabe:
    • Indicação: Pacientes hospitalizados com níveis elevados de IL-6, sinais de síndrome de liberação de citocinas ou necessidade de ventilação mecânica.
    • Uso: Inibidor de IL-6 para reduzir inflamação em casos graves.
  • Plasma de convalescente:
    • Indicação: Pacientes graves. Estudos mostram resultados variados, com benefícios principalmente no início da doença.
    • Uso: Infusão de plasma obtido de pacientes recuperados para potencialmente reduzir carga viral.
  • Corticosteroides (Dexametasona):
    • Indicação: Pacientes hospitalizados com COVID-19 grave, em ventilação mecânica ou suplementação de oxigênio.
    • Uso: Reduz inflamação e mortalidade; dose recomendada é de 6 mg por dia.
  • Anticoagulantes:
    • Indicação: Prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes hospitalizados com COVID-19.
    • Uso: Necessário avaliar risco-benefício, especialmente em pacientes graves.
99
Q

ICS por Staphyloccocus manejo
(UFES 24)

A

Diagnóstico:
- Hemoculturas positivas para Staphylococcus aureus.
- Sinais de infecção local no sítio do cateter (eritema, calor, secreção purulenta) ou ausência de outro foco infeccioso.

Manejo inicial:
1. Retirada do cateter:
- Sempre indicada em bacteremia por S. aureus devido ao risco elevado de complicações (endocardite, abscessos).
- Coletar ponta do cateter para cultura.

  1. Hemoculturas de controle:
    • Coletar novas hemoculturas 48-72h após início do tratamento antibiótico para confirmar clearance da bactéria.
  2. Antibioticoterapia empírica:
    • Iniciar com Vancomicina ou Daptomicina (cobre MRSA).
    • Ajustar conforme perfil de sensibilidade.

Avaliação de complicações:
- Risco elevado de complicações metastáticas, como:
- Endocardite infecciosa: Realizar ecocardiograma transesofágico (ETE).
- Abscessos metastáticos: Investigar sinais/sintomas (ex.: dor lombar → realizar TC/RM para excluir abscesso epidural).
- Artrite séptica/osteomielite: Suspeitar se dor localizada ou sinais inflamatórios.

Tratamento definitivo:
1. Duração do antibiótico:
- Bacteremia simples (sem complicações): 14 dias após a negativação das hemoculturas.
- Bacteremia complicada (endocardite, abscessos, osteomielite): 4-6 semanas, dependendo do local acometido.

  1. Opções antibióticas:
    • MSSA: Oxacilina ou Cefazolina (preferida).
    • MRSA: Vancomicina ou Daptomicina.

Monitoramento:
- Hemoculturas repetidas até negativação.
- Acompanhamento clínico para sinais de complicações metastáticas.
- Avaliar função renal e ajuste de dose do antibiótico se necessário.

Prevenção:
- Uso de técnicas assépticas na inserção e manipulação do cateter.
- Retirada precoce de cateteres desnecessários.

100
Q

Resumo PrEP

A

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) consiste no uso de antirretrovirais (ARV) para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. A eficácia e a segurança da PrEP já foram demonstradas em diversos estudos clínicos e subpopulações, e sua efetividade foi evidenciada em estudos de demonstração. No estudo iPrEx, que avaliou a PrEP oral diária em homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans, houve redução de 44% no risco de aquisição de HIV com o uso diário de comprimido único de Emtricitabina (FTC) combinada ao fumarato de Tenofovir desoproxila (TDF). A eficácia da profilaxia foi fortemente associada à adesão: em participantes com níveis sanguíneos detectáveis da medicação, a redução da incidência do HIV foi de 95%.

101
Q

DDX Reativacao HBV

A

O diagnóstico da reativação é feito na presença do aumento do DNA do HBV detectado por PCR.
- Um nível de HBV DNA detectável quando eles anteriormente tinham DNA HBV indetectável;
- Um aumento >1 a 2 logarítmico (10 a 100 vezes) no DNA do HBV;
- Sororreversão (quando um paciente previamente HBsAg negativo/anti-HBc positivo torna-se HBsAg positivo).

102
Q

Prevencao reativacao HBV
(HC-GO 21)

A

Prevenção da reativação:
- Risco baixo ou risco muito baixo: Monitoramento frequente para que a reativação do HBV possa ser detectada precocemente em seu curso;
- Risco moderado a muito alto: A terapia antiviral deve ser administrada concomitantemente ou antes de iniciar a terapia imunossupressora para pacientes com risco moderado a muito alto de reativação do HBV. Pode ser feita com tenofovir ou entecavir.

103
Q

Complicacao otologica da reativacao do Herpes-Zoster

A
  • A Síndrome de Ramsay Hunt configura-se como a principal complicação otológica da reativação do vírus herpes zóster;
  • A clínica consiste na tríade de paralisia facial ipsilateral, otalgia e vesículas no canal auditivo;
  • O tratamento consiste na administração de valaciclovir 1g 3x/dia por 7 a 10 dias e prednisona 1mg/kg por cinco dias, ambos via oral;
  • Em casos mais graves que cursam com vertigem, zumbido ou perda auditiva, a terapia intravenosa pode ser necessária;
  • Os pacientes imunocomprometidos, especialmente os mais graves como os receptores de transplante de órgãos, devem ser internados para a realização de terapia antiviral com aciclovir endovenoso.
104
Q

Tratamento Herpes-Zoster agudo
(SUS-BA 22)

A

Tratamento Herpes Zoster Agudo:
- Objetivo: cicatrização mais rápida, diminuir a gravidade e a duração da dor, reduzir a incidência ou gravidade da neuralgia pós-herpética;
- Pacientes com < 72 horas de sintomas: terapia antiviral para todos, sendo de maior benefício em pacientes com mais de 50 anos de idade;
- Pacientes com > 72 horas de sintomas: a terapia antiviral pode ser indicada se novas lesões estiverem aparecendo. Provavelmente a terapia antiviral tem algum benefício, mesmo que mínimo, em pacientes com apenas lesões crostosas;
- Tratamento: aciclovir, valaciclovir e famciclovir via oral por sete dias;
- Zoster complicado (manifestacoes oculares, oticas ou neurologicas): terapia antiviral intravenosa e/ou prolongada;
- Corticoide: não está indicado de rotina;
- Imunossuprimidos: terapia antiviral mesmo se > 72 horas de sintomas para todos os pacientes.

105
Q

Necrose retiniana aguda

A

A necrose retiniana aguda (NRA) é uma doença caracterizada por retinite necrotizante, vasculopatia oclusiva e inflamação da câmara anterior e vítreo que requer um diagnóstico e tratamento precoces. O diagnóstico é essencialmente clínico, no entanto, a confirmação do agente por técnica de reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) pode ter utilidade prognóstica. O descolamento de retina é a sua complicação mais temida, podendo causar perda visual irreversível.

106
Q

Complicacoes Herpes-Zoster

A
  • Complicações Diversas: O herpes zoster pode resultar em complicações variadas, desde dor prolongada até condições graves que afetam os olhos, sistema nervoso central e outras áreas;
  • Compreensão Crucial: Entender essas complicações é essencial para um manejo eficaz do herpes zoster, visando alívio imediato e prevenção de sequelas a longo prazo;
  • Destaques das Complicações:
    • Neuralgia Pós-Herpética: Dor persistente, reduzível com vacinação;
    • Herpes Zoster Oftálmico: Risco grave de perda da visão, afetando a divisão oftálmica (V1);
    • Necrose Retiniana Aguda: Inflamação ocular grave com iridociclite, vitrite e retinite necrosante;
    • Outras complicações: Paralisia facial, risco de infecções bacterianas, meningite, encefalite, neuropatia e síndrome de Guillain-Barré.
107
Q

Vacina e vigilancia epidemiologica Herpes-Zoster
(SUS-BA 22)

A
  • Vacina: vírus vivo atenuado, contraindicada para imunossuprimidos, indicada de rotina para idosos, dose única, aguardar 1 ano entre o episódio agudo e a vacinação;
  • Vírus varicela-zoster: causa duas doenças diferentes: varicela (catapora - infecção primária com lesões disseminadas) e o herpes-zóster (“cobreiro” - reativação, lesões respeitam dermátomos, mas podem ser generalizadas no imunossuprimido);
  • Pessoas suscetíveis ao se infectarem: quadro primário e não reativação;
  • Pessoas com infecção prévia com vírus latente: não desenvolvem quadro de zóster diante de uma nova exposição;
  • Isolamento quando indicado (varicela ou zóster disseminado, imunossuprimidos): é tanto para aerossóis quanto para contato;
  • Notificação: somente casos graves, surtos ou óbitos.
108
Q

Indicacoes e cortes ILTB para TTO ILTB
(ENARE FGV 24)

A

**PT ≥ 5mm ou IGRA positivo: **
- PVHIV
- Contatos adultos e adolescentes (≥ 10 anos)
- Alterações radiológicas fibróticas sugestivas de sequela de TB
- Uso de inibidores do TNF-α (preferencialmente antes da sua utilização)
- Uso de corticosteroides (equivalente a > 15 mg/dia de prednisona por mais de 1 mês)
- Pré-transplante que fará uso de terapia imunossupressora

**PT ≥ 10mm ou IGRA positivo: **
- Silicose
- Neoplasia de cabeça e pescoço, linfomas e outras neoplasias hematológicas
- Insuficiência renal em diálise
- Neoplasias com quimioterapia imunossupressora
- Diabetes mellitus
- Baixo peso (< 85% do peso ideal)
- Tabagistas (> 20 cigarros/dia)
- Calcificação isolada (sem fibrose) na radiografia

109
Q

TTO Alternativo Neurotoxoplasmose
(Enare FGV 24)

A

Neurotoxoplasmose é uma das infecções de sistema nervoso central mais frequentes vistas em pacientes com imunossupressão (CD4 abaixo de 100 céls/mm³). Em pacientes com histórico de alergia à sulfa, recomenda-se o tratamento com clindamicina 600 mg VO ou EV, a cada seis horas + pirimetamina + ácido folínico por 06 semanas.

110
Q

Acompanhamento Sifilis apos tratamento
(HCPA-RS 23)

A

Critérios de resposta imunológica e retratamento na sífilis

Resposta imunológica adequada:
- Teste não treponêmico com queda de 2 diluições (ex.: 1:64 para 1:16) em:
- Até 6 meses para sífilis recente (primária ou secundária).
- Até 12 meses para sífilis tardia.

Critérios de retratamento:
- Ausência de redução de 2 diluições nos testes não treponêmicos em 6 meses (sífilis recente) ou 12 meses (sífilis tardia).
- Aumento de 2 diluições ou mais (ex.: de 1:16 para 1:64).
- Persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos.

Investigação de neurossífilis:
- Indicação: Casos de retratamento sem justificativa aparente (ex.: ausência de exposição recente).
- Em PVHIV: Realizar investigação com punção lombar em todos os casos de retratamento.

111
Q

TTO hepatite C resumo

A

Objetivo:
- Erradicação do vírus (RNA-HCV indetectável 12 semanas após o término do tratamento - SVR, resposta virológica sustentada).

Esquemas de tratamento:
- Baseados em Antivirais de Ação Direta (DAAs):
- Sofosbuvir + Velpatasvir: Pan-genotípico, indicado para todos os genótipos, duração de 12 semanas.
- Glecaprevir + Pibrentasvir: Pan-genotípico, duração de 8 semanas em pacientes sem cirrose.
- Elbasvir + Grazoprevir: Indicado para genótipos específicos, ajuste para genótipo 1 e resistência.

Duração:
- 8 semanas: Pacientes sem cirrose e carga viral baixa com Glecaprevir/Pibrentasvir.
- 12 semanas: Pacientes com cirrose compensada ou uso de Sofosbuvir/Velpatasvir.

Critérios de escolha:
- Avaliação do genótipo do HCV (se necessário).
- Presença de cirrose (compensada ou descompensada).
- Função renal (Atenção com Sofosbuvir em pacientes com ClCr < 30 mL/min).
- Coinfecções (ex.: HIV).

Monitoramento:
- Avaliar função hepática (ALT/AST), carga viral (HCV-RNA) e hemograma antes, durante e após o tratamento.
- Confirmar SVR (RNA-HCV indetectável) 12 semanas após o término.

Efeitos adversos:
- Cefaleia, fadiga, náuseas (geralmente leves).

Contraindicações:
- Uso concomitante de certos medicamentos (ex.: amiodarona com Sofosbuvir).

Prevenção de reinfecção:
- Educação sobre práticas seguras (ex.: evitar reutilização de agulhas).
- Rastreamento e tratamento de contatos.

112
Q

aplicabilidade do LAM em TB

A

Antígeno Lipoarabinomanana (LAM)

Definição:
- Componente da parede celular do Mycobacterium tuberculosis (MTB), detectado na urina.

Indicações:
- Diagnóstico de TB ativa em pacientes com HIV (CD4 < 200 células/mm³).

Método:
- Teste Alere LAM: Rápido (15-30 min), não invasivo, detecta LAM na urina.

Vantagens:
- Simplicidade, utilidade em imunossuprimidos e áreas de baixa infraestrutura.

Limitações:
- Baixa sensibilidade em imunocompetentes.
- Não substitui cultura ou GeneXpert.

Uso:
- Diagnóstico e início precoce do tratamento em pacientes vulneráveis.

113
Q

TTO TB em gestantes

A
  • O tratamento da tuberculose em gestantes e puérperas segue as mesmas diretrizes para a população em geral.
  • Não há indicação de suspensão da amamentação. A mãe deve usar uma máscara N95 durante as mamadas e quando estiver em contato próximo com o bebê, especialmente até que se torne não contagiosa (geralmente após algumas semanas de tratamento efetivo).
114
Q

Indicacoes TTO ambulatorial COVID

A

Tratamento Ambulatorial de COVID-19

Indicações:
- Pacientes com COVID-19 leve a moderado (sem hipóxia) e risco de progressão grave (idade avançada, comorbidades, estado imunológico, histórico de vacinação).

Não indicado para:
- Assintomáticos ou sintomáticos sem fatores de risco.

Opções de tratamento:
- Nirmatrelvir-ritonavir: Terapia preferencial para redução de hospitalização e mortalidade.
- Remdesivir: Alternativa para quem não pode usar nirmatrelvir-ritonavir, como inibidor da RNA polimerase.
- Baricitinibe: Indicado em pacientes com oxigênio de baixo fluxo que progridem, em combinação com dexametasona.
- Corticosteroides sistêmicos: Não recomendados para pacientes sem hospitalização ou uso de oxigênio.

Considerações:
- Avaliar riscos e benefícios com base no quadro clínico e fatores individuais do paciente.

115
Q

TB + TARV em PVHIV, como manejar

A

Início da Terapia Antirretroviral (TARV):
- CD4 < 50 células/mm³: Iniciar TARV o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 2 semanas após o início do tratamento para TB.
- CD4 ≥ 50 células/mm³: Iniciar TARV nas primeiras 8 semanas após o início do tratamento para TB.
- TB meningoencefálica: Considerar iniciar TARV entre 8 a 12 semanas após o início do tratamento para TB, devido ao risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS).

Esquema preferencial de TARV:
- Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Efavirenz (EFV). Este esquema é preferido devido à **menor interação com Rifampicina. **

Interações medicamentosas:
- A Rifampicina pode reduzir a eficácia de alguns antirretrovirais, especialmente inibidores de protease. O uso de Efavirenz é preferível devido à menor interação.

ou seja:
- HIV + TB: Aguardar 8 semanas para início da TARV (2 semanas se CD4 < 50).
- Sem critérios de gravidade: Tenofovir, Lamivudina + Efavirenz.
- Com critérios de gravidade, qualquer dos (CD4 < 100, presença de outra infecção oportunista, necessidade de internação ou TB disseminada): Tenofovir + Lamivudina + Raltegravir.

116
Q

Profilaxia antirrábica
(SMS-SP 22)

A
  • Para pacientes que tiveram exposição de risco à raiva (em geral mordedura por mamíferos silvestres), recomenda-se a profilaxia pós-exposição (Grau 1A de evidência).
  • O regime utilizado para a profilaxia pós-exposição depende do histórico de imunização anterior do paciente e do estado imunológico:
    • Não previamente vacinados: Imunoglobulina no dia 0 + vacina IM nos dias 0, 3, 7 e 14.
    • Previamente vacinados: A imunoglobulina não está indicada e a vacina deve ser administrada IM nos dias 0 e 3.
117
Q

Triagem e DDX Hepatite C

A

A triagem inicial para HCV inicia-se com a dosagem de anticorpos. Para a maioria dos pacientes, um teste negativo indica que o paciente não tem infecção crônica pelo HCV. Um teste de anticorpo reativo ou indeterminado deve ser seguido pela dosagem do RNA-HCV (PCR para HCV). Se o RNA do HCV for detectado, o diagnóstico é confirmado. Se não for detectado, então o anticorpo positivo provavelmente representa uma infecção anterior pelo HCV que foi posteriormente eliminada ou um teste de anticorpos falso-positivo.

118
Q

Colaterais Isoniazida

A
  • Eventos adversos neurológicos: A isoniazida pode causar neuropatia periférica, parestesias e ataxias, especialmente em pacientes com fatores de risco (HIV, insuficiência renal, diabetes, hepatopatias, álcool, desnutrição, crianças, idosos, gestantes). **Prevenção: uso de piridoxina (vitamina B6). **
  • Hepatotoxicidade: Relacionada a metabólitos da isoniazida, ocorre mais em pacientes com variações genéticas que afetam a metabolização. Geralmente, aparece nos primeiros dois meses de tratamento.
  • Outros efeitos: Artralgias, erupções cutâneas, distúrbios gastrointestinais e diarreia (associada à formulação líquida).
119
Q

Colaterais RIPE

A

Rifampicina (R):
- Hepatotoxicidade.
- Febre, exantema (reações alérgicas).
- Coloração avermelhada de urina, lágrimas e outras secreções.
- Interações medicamentosas (indução enzimática).

Isoniazida (I):
- Hepatotoxicidade.
- Neuropatia periférica (prevenção com piridoxina - vitamina B6).
- Reações cutâneas.

Pirazinamida (P):
- Hepatotoxicidade.
- Hiperuricemia (risco de gota).
- Artralgias.

Etambutol (E):
- Neurite óptica (alteração na visão de cores, especialmente vermelho e verde).
- Risco maior com doses elevadas ou uso prolongado.

120
Q

Manejo TB em paciente com doenca hepatica

A

Pacientes com doença hepática prévia:
- Sem cirrose:
- TGO/TGP > 5x LSN: Substituir por 9 meses de Rifampicina, Etambutol e Levofloxacino ou 5 meses de Capreomicina, Etambutol, Levofloxacino / 7 dias por semana de Levofloxacino.

  • TGO/TGP ≤ 5x LSN: Manter Esquema Básico.
  • Com cirrose:
    • Usar 5 meses de Capreomicina, Etambutol e Levofloxacino / 7 dias por semana de Levofloxacino.

Pacientes sem doença hepática prévia:
- TGO/TGP ≥ 5x LSN (assintomáticos):
- Interromper tratamento. Monitorar função hepática (cada 3-7 dias) até normalização.
- Reintroduzir esquema (Rifampicina e Etambutol → Rifampicina, Etambutol e Isoniazida → Rifampicina, Etambutol, Isoniazida e Pirazinamida) ou iniciar Esquema Especial.

  • TGO/TGP ≥ 3x LSN (sintomáticos, com icterícia):
    • Interromper tratamento e monitorar.
  • Casos graves de TB ou hepatotoxicidade persistente (> 4 semanas):
    • Iniciar 5 meses de Capreomicina, Etambutol e Levofloxacino / 7 dias por semana de Levofloxacino.
121
Q

TTO e inicio de TARV pneumocistose
(USP-RP 22)

A

Tratamento da Pneumocistose:
- Primeira escolha: Sulfametoxazol + Trimetoprima (SMX-TMP) por 21 dias.
- Alternativas:
- Pentamidina IV.
- Clindamicina + Primaquina.
- Atovaquona (para casos leves/moderados).

Corticosteroides (se PaO₂ < 70 mmHg):
- Prednisona:
- Dias 1-5: 40 mg 2x/dia.
- Dias 6-10: 40 mg 1x/dia.
- Dias 11-21: 20 mg 1x/dia.

Início da TARV:
- Iniciar após 2 a 4 semanas do tratamento da pneumocistose.
- Esquema preferido: Tenofovir + Lamivudina/Emtricitabina + Dolutegravir.

122
Q

Conduta diante de TRM-TB positivo com resistencia a rifampicina e baciloscopia negativa
(UNIFESP 22)

A

Repetir TRM-TB

123
Q

Doencas causadas por bacterias espiroquetas

A

Lyme, Leptospirose e sifilis

124
Q

Reação de Jarisch-Herxheimer
(USP 22)

A
  • Definição: Reação inflamatória aguda após o início de antibióticos, especialmente em infecções por espiroquetas (ex.: sífilis, leptospirose).
  • Causa: Liberação de endotoxinas e produtos bacterianos devido à morte rápida das bactérias.
  • Sintomas: Febre, calafrios, mialgia, cefaleia e exacerbação das lesões cutâneas (em sífilis secundária).
  • Início: Nas primeiras 24 horas após o início do tratamento.
  • Condições associadas: Sífilis (mais comum), leptospirose, borreliose de Lyme, febre recorrente.
  • Manejo:
    • Reação autolimitada (resolve em 24-48 horas).
    • Sintomáticos: Antitérmicos e hidratação.
    • Não suspender o antibiótico.
  • Importante: Monitorar pacientes graves, como gestantes ou com neurossífilis, devido ao risco de complicações.
125
Q

DDX Mpox
(SURCE 23)

A

A mpox é uma infecção viral transmitida por meio do contato íntimo com as lesões. O diagnóstico é realizado através de técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) para DNA de orthopoxvírus em raspados das lesões.

126
Q

Indicacoes de profilaxia reativacao HBV em pacientes imunossupressos
(USP-SP 20)

A
  • Risco Alto (HBsAg+ ou HBsAg-/anti-HBc+):
    • Indicações: Quimioterapia, imunossupressores (ex.: anti-CD20, anti-CD52), transplantes.
    • Conduta: Profilaxia antiviral obrigatória.
  • Risco Moderado:
    • Indicações: Uso isolado de anti-TNF, baixas doses de esteroides, transplantes, ou quimioterapia para tumores sólidos.
    • Conduta: Profilaxia ou terapia preemptiva.
  • Risco Baixo:
    • Indicações: Esteroides isolados por poucos dias.
    • Conduta: Não requer profilaxia.
  • Monitoramento (se não houver profilaxia):
    • Acompanhar carga viral do HBV e ALT a cada 1-3 meses.
    • Critérios de reativação: Aumento ≥2 log na viremia basal, surgimento de HBV-DNA positivo ou HBsAg positivo.
  • Tratamento:
    • Drogas de escolha: Entecavir ou tenofovir.
    • Duração: Pelo menos 6 meses após fim da terapia imunossupressora ou indefinido em casos como transplantes.
127
Q

Liquor Neurossifilis

A

Achados no líquor na neurossífilis
- Pleocitose linfocitária: ≥5 células/mm³ (≥20 células/mm³ em HIV).
- Proteínas elevadas: >40 mg/dL.
- VDRL positivo: Específico, mas sensibilidade baixa.
- FTA-ABS no líquor: Sensível, menos específico.
- Pressão de abertura: Normal ou levemente elevada.

128
Q

PrEP =

A

Tenofovir + Entricitabina

129
Q

Analise do liquido pleural em TB pleural

A

Análise do líquido pleural na tuberculose:

  • Características: Exsudato, predomínio linfocítico.
  • Glicose: Pouco consumida, geralmente 60-100 mg/dl.
  • LDH: Elevado na maioria dos casos, > 500 UI/L.
  • ADA: > 45 a 60 mg/dl é muito sugestivo de tuberculose.
  • Cultura para micobactérias: Geralmente negativa no líquido pleural; a biópsia pleural sensibiliza o diagnóstico.
130
Q

DDX Neurossifilis

A
  1. História clínica e sintomas neurológicos:
    • Cefaleia, rigidez de nuca, déficits neurológicos focais, alteração do nível de consciência ou convulsões.
    • Alterações neuropsiquiátricas, como confusão mental ou alteração de comportamento.
  2. Exames complementares:
    • Exame do líquor (LCR):
      • Pleocitose linfocítica (>5 células/mm³).
      • Aumento da proteína (>40 mg/dL).
      • VDRL no LCR positivo (altamente específico, mas pouco sensível).
    • Testes adicionais no LCR:
      • FTA-Abs ou TPHA no LCR (sensível, mas não específico).
      • PCR para Treponema pallidum (útil em casos específicos).
  3. Interpretação diagnóstica:
    • Diagnóstico baseado em:
      • Clínica sugestiva e
      • Alterações do LCR e
      • Teste treponêmico positivo no soro ou no LCR.
    • VDRL positivo no LCR confirma o diagnóstico, mas sua ausência não descarta.
  4. Populações especiais:
    • Indicação de punção lombar em:
      • Sífilis ocular ou otológica.
      • Falha terapêutica (queda insuficiente de títulos não treponêmicos).
      • Sífilis tardia ou latente com suspeita neurológica.

Nota:
- Sempre correlacionar os achados laboratoriais com a clínica.
- Em casos de dúvida, considerar reavaliação após tratamento.

131
Q

Doenca de Poncet é:

A

Polissinovite aguda e simétrica de pequenas e grandes articulações periféricas relacionada à TB.
Não necessariamente consigo isolar BK nas articulações. Melhora com o tratamento de TB. É uma condição rara, mas HIV é fator de risco.

132
Q

Causas de PPD falso negativo

A

Falsos negativos → quando o indivíduo não tem imunidade celular (CD4 < 350, tuberculose grave disseminada, idosos, desnutridos, neoplasias, uso de imunossupressores, etc.)

133
Q

Indicacoes de tratamento para Hepatite B cronica

A
  • Alto risco de carcinoma hepatocelular
  • Manifestação extra-hepática
  • AgHBE (+) com > 30 anos ou aumento de TGO/TGP
  • Mutante pré-core
  • Todo imunossuprimido com contato prévio
  • Quem vai usar rituximab e tem contato prévio
134
Q

como definir Hepatite B cronica e quando indicar tratamento

A
  • A infecção crônica pelo HBV é definida pela persistência do HBsAg reagente por período igual ou superior a 6 meses;
  • Pacientes com HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL, independentemente do status do HBeAg e níveis de ALT elevados (≥ 52 U/L para homens e ≥ 37 U/L para mulheres) em duas medidas consecutivas, com intervalo mínimo de 3 meses entre elas, devem ser tratados.
135
Q

Tratamento Hepatite C

A
  • Se anti-HCV positivo, dosar HCV-RNA. Se CV positiva, iniciar TTO:
    -O esquema terapêutico recomendado para pacientes sem tratamento prévio é Sofosbuvir + Velpatasvir por 12 semanas para pacientes sem cirrose ou cirrose CHILD A e para CHILD B ou C o mesmo esquema por 24 semanas ou por 12 semanas se associado à Ribavirina.
136
Q

Virus da familia Herpes-Virus

A

os vírus da família Herpesviridae são 8 -
Herpes 1, Herpes 2, VSV (Herpes 3), Epstein-Barr Vírus (Herpes 4), Citomegalovírus (Herpes 5), Herpes 6 (HHV-6), Herpes 7 (HHV-7) e Herpes 8 (HHV-8, vírus do Sarcoma de Kaposi).

137
Q

Estruturas em ‘‘roda de leme’‘presentes em:

A

Paracoccidioidomicose

138
Q

Como diferenciar na prova as principais arboviroses

139
Q

ATBs concentracao-dependentes(Cmax) e tempo (T>CIM)

A
  • Drogas concentração dependentes:
    • Aminoglicosídeos;
    • Necessário concentração (Cmax) sérica muito superior à CIM da bactéria para ter o efeito desejado;
    • Não é necessário que essa concentração se mantenha por muito tempo por conta do efeito pós-antibiótico.
  • Drogas tempo dependentes:
    • Betalactâmicos;
    • Manutenção da concentração sérica acima do CIM por um período de tempo prolongado (T>CIM);
    • Não há efeito pós-antibiótico aqui.
  • Drogas concentração e tempo dependentes:
    • Fluoroquinolonas, glicopeptídeos, macrolídeos, tetraciclinas, polimixinas, metronidazol e clindamicina;
    • Tanto a alta concentração sérica quanto o tempo de manutenção dessa concentração são importantes;
    • Eficácia do antibiótico se relaciona com a área abaixo da curva (AAC).
140
Q

Definicao de Neutropenia Febril

A

A neutropenia febril (FN) é definida como uma temperatura de >38,3°C ou duas leituras consecutivas de >38,0°C durante 2 horas e uma contagem absoluta de neutrófilos de <500/μL OU uma expectativa de declínio para <500/μL.

141
Q

Manejo Neutropenia Febril

A
  • A neutropenia febril é caracterizada por uma temperatura de >38,3°C e uma contagem absoluta de neutrófilos de <500/μL OU uma expectativa de declínio para <500/μL.
  • MASCC ≥ 21 é considerado baixo risco e o paciente provavelmente poderá ser tratado em regime ambulatorial com antibioticoterapia oral (amox/clav + cipro).
  • MASCC < 21 deve ser considerado alto risco e o paciente precisa ser internado e iniciada antibioticoterapia de amplo espectro endovenosa com cobertura antipseudomonas (Cefepime).
  • Caso haja fatores de risco para S. aureus MRSA, deve-se adicionar um glicopeptídeo ao esquema (Vanco).
142
Q

Criterios para suspeicao de SIR

A
  • Critérios para suspeição de SIRI: Piora de doença reconhecida ou surgimento de nova manifestação após início da TARV, CD4 <100 células/mm³ antes do início ou da modificação do esquema; Relação temporal entre o início da TARV e o aparecimento das manifestações inflamatórias (geralmente, dentro de 4 a 8 semanas do início da TARV); Presença de resposta imune, virológica ou ambas após início da TARV; Exclusão de falha ao tratamento, efeitos adversos ou superinfecção.
  • A TARV não deverá ser interrompida, exceto em casos graves, em particular nas neuroinfecções por tuberculose e criptococose.
  • Nos casos mais intensos, pode ser necessária terapia anti-inflamatória, incluindo corticosteroides nos casos graves. Nessas situações, introduzir prednisona (0,5 mg a 1,5 mg/kg/dia) ou equivalente, durante uma a duas semanas, com posterior e gradual retirada.
143
Q

a afeccao da TB Peritoneal se da atraves de disseminacao por:

A

via hematogenica
- A TB peritoneal ocorre mais comumente após a reativação de focos de tuberculose latentes no peritônio estabelecidos por disseminação hematogênica a partir de um foco pulmonar primário. Também pode ocorrer por disseminação hematogênica no contexto de TB pulmonar ativa ou TB miliar.

144
Q

como ficam as transaminases, o hemograma e qual o tipo de LRA em febre amarela?

A

Febre amarela é uma doença bifásica, marcada inicialmente por um período virêmico inespecífico (febre alta, mal estar, calafrios, náuseas e vômitos), uma melhora transitória e aí então fenômenos clássicos de insuficiência hepática aguda (sangramentos principalmente gastrointestinais, alteração neurológica, disfunção hemodinâmica e injúria renal aguda). Exibem os maiores valores de transaminases, justamente pela hepatite intensa. E é essa hepatite que causa o sinal de Faget - dissociação pulso-temperatura. Laboratorialmente, temos leucopenia com linfocitose relativa (é uma doença viral), alargamento de INR e transaminases > 1.000 (é uma hepatite fulminante), aumento de bilirrubina direta (por sepse e hepatite), injúria renal clássica (oligúria e hipercalemia).

145
Q

Como é caracterizada a soroconversao no paciente recem-infectado pelo HIV

A

Soroconversão: é a positividade da sorologia para o HIV. A soroconversão é acompanhada de uma queda expressiva na quantidade de vírus no plasma (carga viral), seguida pela recuperação parcial dos linfócitos T CD4+ no sangue periférico. Esta recuperação é devida tanto à resposta imune celular quanto à humoral. Nesta fase observa-se o sequestro das partículas virais e das células infectadas (linfócitos T-CD4+) pelos órgãos linfoides responsáveis por nossa imunidade, particularmente os linfonodos.

146
Q

Conduta em paciente HIV ja em uso de TARV que diagnostica TB atualmente

A

*Caso um paciente seja diagnosticado com infecção por HIV e concomitância com tuberculose, o esquema preferencial é de TDF+3TC+ EFZ, com solicitação de genotipagem pré-tratamento obrigatória;
* Mesmo assim, comumente o esquema introduzido atualmente é TDF+3TC+DTG dose dobrada, devido à melhor barreira genética e menores efeitos colaterais deste antiretroviral;
* No caso de pacientes que já estão em uso de TARV com esquema com DTG e diagnosticam Tuberculose, deve-se apenas dobrar a dose do dolutegravir e manter ela dobrada até 15 dias após o término da Rifampicina.

147
Q

Principais manifestacoes de infeccoes de SNC em NeuroAIDS

A

*NeuroAIDS com sinal neurológico focal em parte motora e fala, frequentemente com crise convulsiva: neurotoxoplasmose;
*NeuroAIDS com sinal neurológico focal em par craniano, rebaixamento do nível de consciência: neuroTB;
*Neuro AIDS sem sinal neurológico focal, com sinais de hipertensão intracraniana (cefaléia de forte intensidade, vômitos): neurocripto.

148
Q

Apos quanto tempo iniciar TARV nas principais infeccoe oportunistas

A
  1. Criptococose meningea:
    • Iniciar TARV após 4-6 semanas do início do tratamento antifúngico para evitar síndrome inflamatória de reconstituição imune (SIRI).
  2. Neurotoxoplasmose:
    • Iniciar TARV após 2 semanas do início do tratamento específico.
  3. Pneumocistose (Pneumocystis jirovecii):
    • Iniciar TARV entre 2-4 semanas após início do tratamento da infecção.
  4. Citomegalovírus (CMV):
    • Iniciar TARV após conclusão do tratamento específico para retinite ou outra manifestação grave.
  5. Infecções graves ou generalizadas (ex.: sepse):
    • Iniciar TARV após estabilização clínica.

Tuberculose (TB) e HIV:
1. Pacientes com TB e CD4 < 50 células/mm³:
- Iniciar TARV em até 2 semanas após o início do tratamento específico para TB.

  1. Pacientes com TB e CD4 ≥ 50 células/mm³ (sem formas graves de TB):
    • Iniciar TARV entre 2 a 8 semanas após o início do tratamento para TB.
  2. Pacientes com TB meningea (formas graves de TB):
    • Iniciar TARV após 8 semanas do início do tratamento específico para evitar maior risco de síndrome inflamatória de reconstituição imune (SIRI).

Considerações adicionais:
- O início precoce da TARV (em até 2 semanas) reduz mortalidade em pacientes com CD4 < 50, mas aumenta o risco de SIRI.
- Sempre monitorar sinais de SIRI e ajustar condutas conforme necessário.

149
Q

TARV em gestantes

A
  • A TARV está indicada para toda gestante infectada pelo HIV e poderá ser iniciada a partir da 14ª semana de gestação, independentemente de critérios clínicos e imunológicos, e não deverá ser suspensa após o parto, independentemente do nível de LT-CD4+.
  • Reduz a taxa de transmissão vertical do HIV de aproximadamente 30% para menos de 1%.
  • A genotipagem pré-tratamento está indicada para todas as gestantes infectadas pelo HIV
  • Início da TARV não deve ser
    retardado até a obtenção de resultado desse evame
150
Q

Principais efeitos colaterais dos antirretrovirais (ARV)

A
  • Tenofovir (TDF): Toxicidade renal, osteopenia.
  • Abacavir (ABC): Risco de hipersensibilidade (testar HLA-B*5701).
  • Lamivudina (3TC)/Emtricitabina (FTC): Bem tolerados.
  • Efavirenz (EFV): Efeitos neuropsiquiátricos, dislipidemia.
  • Dolutegravir (DTG): Insônia, ganho de peso.
  • Ritonavir/Boosted protease inhibitors: Gastrointestinais, dislipidemia.
  • Enfuvirtida: Reações no local da injeção.
  • Maraviroque: Toxicidade hepática.
151
Q

Principal causa de meiningite asseptica em nosso meio

A

Leptospirose

152
Q

Principal causa de meiningite asseptica em nosso meio

A

Leptospirose

153
Q

Indicacoes de TTO para hepatite B em gestante

A

*O vírus da Hepatite B pode ser transmitido de forma vertical no momento do parto por contaminação com fluidos/sangue materno.
*Gestantes com Hepatite B crônica podem ser tratadas durante a gestação, habitualmente no 3° trimestre com tenofovir, se carga viral entre 26 a 28 semanas de gestação de DNA do HBV >200.000 Ul/mL ou >1000000 cópias/mL.
Recém nascidos de mães com Hepatite B devem receber imunoglobulina e vacinação para Hepatite Bem até 12h após o parto.

154
Q

Classes de Ambler

A
  • Grupo A: KPCs (Klebsiella pneumoniae carbapenemase): hidrolisa todos os B-lactâmicos;
  • Grupo B: Metallo-B-lactamases (NDM, VIM, IMP, etc): hidrolisam todos os B-lactâmicos, com exceção do monobactâmico, aztreonam;
  • Grupo C: ESAC (AmpC de espectro estendido): hidrolisa todos os B-lactâmicos;
  • Grupo D: Oxacilinases: hidrolisa todos os B-lactâmicos, mais comuns em Pseudomonas e Acinetobacter.
155
Q

Bacterias MYSPACE

A

MY-SPACE:
*Morganella;
* Yersinia;
* S erratia_;
* Providencia;
* Acinetobacter;
* Citrobacter:
* Enterobacter;
-> Ceftazidima é mais estável em relação a Ceftriaxona nesses germes.

156
Q

Quando retirar o Cateter de longa permanencia em ICS

A

*Pseudomonas com ICS + imagens pulmonares => embolização séptica;
Sempre retirar cateter de longa permanência quando:
* Instabilidade hemodinâmica;
* Endocardite;
* Infecção metastática;
* Tromboflebite séptica;
*Bacteremia > 72h após introdução de ATB;
* Infecção de trajeto (tunelite ou abscesso);
* S. aureus;
* P. Aeruginosa;
* Bacilos gram negativos multirresistentes;
* Candida

157
Q

Quando pensar em contaminacao em HMC e quais os principais agentes envolvidos?

A

Até 50% das amostras positivas podem corresponder a uma contaminação;
*O principal agente contaminante isolado é o Staphylococcus coagulase negativo, correspondendo a 75% dos casos;
*Devemos pensar que se trata de uma contaminação, quando há o crescimento de um agente sugestivo de contaminante em apenas uma amostra com o tempo de crescimento superior a 20h;
*Agentes como Staphylococcus aureus e Candida spp. nunca devem ser considerados contaminantes e sempre devem ser tratados.**

158
Q

Achado em TC de torax que mostra sinais de TB ativa

A

Cavidades de paredes espessas e (ou) nódulos centrolobulares de distribuição segmentar.

*Outras alterações também podem ocorrer, como por exemplo: presença nódulos centrolobulares de distribuição segmentar ou confluentes, presença de consolidações, espessamento brônquico, o famoso aspecto de “árvore em brotamento”, massas pulmonares ou até mesmo bronquiectasias;
* Já as alterações sequelares geralmente são nódulos calcificados, cavitações de paredes finas, bronquiectasias de tração ou espessamento pleural.

159
Q

tabela de quantidade de CP por peso do paciente no esquema RIPE para TB

160
Q

Classificacao de contaminacao de cirurgias

A
  • Limpa: Definida como uma ferida não traumática, sem inflamação, quebra técnica ou sem adentrar no trato respiratório, genitourinário ou digestório. Na maioria das vezes não é indicada antibioticoprofilaxia para esses procedimentos, no entanto, em uso de tela (hérnias), prótese ortopédica, neurocirurgias e cirurgias oftalmológicas a antibioticoprofilaxia é indicada, pois o risco de um quadro infeccioso é temerário pelo grau de complicação. Exemplos: cirurgia cardíaca, neurocirurgia, cirurgia plástica;
  • Limpa-contaminada: Nesse caso há violação do trato aerodigestivo, no entanto, não há extravasamento ou contaminação local significativa. O uso de antibióticos nesses casos é obrigatório (até o ato operatório). Exemplos: cirurgia esofágica, biliar, jejuno-ileal, colônica;
  • Contaminada: Quebra de técnica operatória, ferimento traumático, extravasamento significativo de conteúdo gastrointestinal. O uso de antibioticoprofilaxia é obrigatório (mantida até 24 horas após). Exemplo: colecistectomia em colecistite aguda;
  • Infectada: Infecção clínica supurativa. Víscera perfurada. Ferida traumática com tecido desvitalizado, contaminação fecal. Nesses casos o uso de antibiótico é terapêutico, com tempo prolongado (5 dias). Exemplo: Apendicite aguda supurada, rotura de víscera por tempo > 4 horas.
161
Q

ATB de escolha em profilaxia peri operatoria

A
  • Cefazolina ou cefuroxima (maioria das cirurgias);
  • Cefazolina ou cefuroxima associadas a metronidazol (cirurgias do cólon).
162
Q

Achado AP Bartonelose

A

Linfadenite granulomatosa supurativa

163
Q

DDX Peritonite associada a dialise peritoneal

A

*A Peritonite associada a diálise peritoneal deve ser suspeitada em pacientes com efluente peritoneal turvo e dor abdominal. O diagnóstico é confirmado quando a contagem de células no efluente mostra >100 leucócitos/mcL, sendo ≥50% neutrófilos;
*Pacientes com diabetes, idade avançada, obesidade, desnutrição e baixa função renal residual têm maior risco de PADP. O
Staphylococcus coagulase negativo é o agente mais comum, seguido por E. coli e Pseudomonas. O uso de antibióticos profiláticos e mupirocina reduz o risco de infecção por Staphylococcus aureus;
*O tratamento empírico deve cobrir cocos Gram-positivos e bacilos Gram-negativos. A abordagem padrão inclui vancomicina + ceftazidima por via intraperitoneal ou endovenosa, com duração de 14 a 21 dias, dependendo do agente. A escolha da via de administração ainda é debatida, mas há evidências de que a intraperitoneal pode ser mais eficaz.

164
Q

Atualizacao vacina hpv 2024

A
  • PVHIV e imunossuprimidos com idade de 9 até 45 anos recebem 3 doses.
  • A vacina foi estendida para usuários de PrEP e vítimas de violência sexual, também na faixa de 9 aos 45 anos.
  • Para crianças de 9 a 14 anos, o esquema atualizado prevê dose única.
165
Q

Ddx Clostridium difficile e peculiaridades dos testes

A

A confirmação da CDI depende da combinação de quadro clínico sugestivo e testes laboratoriais. Os principais métodos incluem:
* GDH (Glutamato Desidrogenase): Detecta a presença de C. difficile com alta sensibilidade, mas não diferencia cepas toxigênicas e não toxigênicas (ou seja, pode ser positivo em pacientes sem colite). É ideal como teste inicial;
* Teste de Toxinas (A e B): Identifica as toxinas produzidas por cepas toxigênicas. Apresenta menor sensibilidade, com risco de falsos negativos, especialmente em casos com baixa produção de toxinas;
* NAAT (Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos): Detecta genes das toxinas A e B. É o método mais sensível, mas pode identificar colonização assintomática. Deve ser interpretado no contexto clínico.

Em geral realizamos uma combinação de testes, sendo o GDH e teste de toxinas usados como triagem inicial e o NAAT para confirmar casos indeterminados (é um exame menos disponível).

166
Q

TTO Endocardite por Enterococos

A

O tratamento da endocardite por Enterococo depende da sensibilidade da cepa:
Para cepas sensíveis à penicilina, utiliza-se ampicilina combinada com ceftriaxona ou gentamicina; a duração é de quatro semanas para sintomas recentes e seis semanas para sintomas prolongados ou recidivas, limitando gentamicina a duas semanas para reduzir toxicidade;
Para cepas resistentes à penicilina, recomenda-se vancomicina por seis semanas associada a gentamicina por duas semanas.*