SNC 9 Flashcards

1
Q

O que é gliomatose cerebri?

A

É uma infiltração difusa de células gliais neoplásicas que afeta mais de dois lobos cerebrais e pode envolver estruturas infratentoriais ou a medula espinhal.

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2
Q

Qual a importância da mutação IDH nos gliomas difusos?

A

A mutação IDH está associada a um melhor prognóstico e pode influenciar a escolha terapêutica, incluindo o uso de quimioterapia alquilante.

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3
Q

Por que a cirurgia não é adequada para gliomatose cerebri?

A

Devido à sua natureza difusa, a remoção cirúrgica não é viável e a radioterapia de campo amplo pode causar neurotoxicidade grave.

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4
Q

Quais são as principais características clínicas dos gliomas ópticos?

A

Causam perda de acuidade visual, estrabismo, nistagmo, comprometimento do campo visual, puberdade precoce e, em casos hipotalâmicos, síndrome diencefálica.

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5
Q

Qual a relação entre NF1 e gliomas ópticos?

A

Até 50% dos pacientes com glioma óptico possuem NF1, apresentando geralmente lesões no nervo óptico anterior e curso mais indolente.

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6
Q

Qual o principal método diagnóstico para gliomas ópticos?

A

A ressonância magnética é a melhor ferramenta para detectar aumento da via óptica e infiltração tumoral.

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7
Q

Quando a cirurgia é indicada para gliomas ópticos?

A

Em casos de efeito de massa significativo, como proptose grave, hidrocefalia ou envolvimento hipotalâmico sintomático.

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8
Q

Qual o papel da radioterapia nos gliomas ópticos?

A

É adiada em crianças, sendo usada apenas em casos progressivos onde a quimioterapia falhou ou para estabilizar a visão funcional.

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9
Q

Quais são os principais regimes quimioterápicos para gliomas ópticos?

A

Vincristina com carboplatina é a combinação padrão, mas cisplatina, temozolomida e inibidores de mTOR são opções em estudos.

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10
Q

O que é a síndrome de Moyamoya induzida por radiação?

A

É uma vasculopatia oclusiva progressiva pós-radioterapia, mais comum em pacientes com gliomas ópticos tratados com doses >55,5 Gy.

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11
Q

Quais os principais subtipos de gliomas do tronco encefálico?

A

DIPG (difuso), gliomas focais, exofíticos dorsalmente, cervicomedulares e tectais.

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12
Q

Quais os achados típicos do DIPG na RNM?

A

Aumento difuso da ponte com sinal T2 mal definido envolvendo ≥50% da ponte, geralmente sem realce.

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13
Q

Por que a cirurgia não é indicada no DIPG?

A

A ressecção é inviável devido à localização e infiltração difusa; biópsias são reservadas para diagnóstico diferencial.

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14
Q

Qual o papel da radioterapia no DIPG?

A

É o tratamento primário e pode estabilizar sintomas, com doses de 54 Gy sendo padrão.

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15
Q

Há benefício de quimioterapia no DIPG?

A

Nenhum regime quimioterápico mostrou aumentar a sobrevida além da radioterapia isolada.

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16
Q

Quais mutações genéticas são associadas ao DIPG?

A

A mutação H3K27M é um biomarcador prognóstico ruim e pode ser alvo de novas terapias.

17
Q

Quais as diferenças prognósticas entre gliomas do tronco pediátricos e adultos?

A

Adultos podem ter prognóstico mais favorável devido a diferenças moleculares, incluindo maior frequência de mutações IDH1.

18
Q

Qual a importância da inibição de ADAM10 em OPGs associados à NF1?

A

A inibição de ADAM10 pode bloquear a liberação de NLGN3, impedindo a progressão tumoral.

19
Q

O que diferencia astrocitomas cerebelares de outros gliomas pediátricos?

A

São geralmente bem circunscritos, de baixo grau e têm excelente prognóstico com ressecção completa.

20
Q

Quais mutações são comuns nos astrocitomas cerebelares?

A

A fusão KIAA1549-BRAF é frequente e pode ser alvo de terapias futuras.

21
Q

Qual a principal abordagem terapêutica para astrocitomas cerebelares?

A

A ressecção completa é curativa na maioria dos casos; radioterapia é reservada para recorrências ou doença residual.

22
Q

Por que a quimioterapia não é frequentemente usada em astrocitomas cerebelares?

A

A maioria responde bem à cirurgia, mas carboplatina pode ser usada em casos recorrentes.

23
Q

Quais são as indicações para terapia de prótons em gliomas pediátricos?

A

Pode ser usada em gliomas cerebelares residuais, reduzindo toxicidade em comparação com radioterapia convencional.

24
Q

Por que a hidrocefalia pode persistir após ressecção de gliomas da via óptica?

A

Possivelmente devido a obstrução crônica das vias do LCR ou alterações na absorção do líquor.

25
Q

Quais fatores prognósticos influenciam a sobrevida no glioma óptico?

A

NF1, idade <5 anos no diagnóstico e ausência de anormalidades do disco óptico estão associadas a melhor prognóstico.

26
Q

Quais são os efeitos adversos tardios da radioterapia em gliomas pediátricos?

A

Déficits neurocognitivos, endocrinopatias e vasculopatia, como a síndrome de Moyamoya.

27
Q

Qual a importância da metilação do promotor do gene MGMT?

A

A metilação do MGMT está associada a melhor resposta à quimioterapia alquilante e prognóstico mais favorável.

28
Q

Quais agentes estão sendo investigados para DIPG?

A

ONC201, panobinostat e inibidores de histona desmetilase estão em estudo para alvos moleculares específicos.

29
Q

Por que tumores esporádicos da via óptica têm pior prognóstico?

A

Tendem a progredir mais rapidamente, apresentam menor resposta ao tratamento e maior taxa de perda visual.

30
Q

Como a atividade neuronal pode influenciar o crescimento tumoral?

A

A liberação aberrante de NLGN3 induzida pela mutação NF1 pode promover o crescimento do glioma óptico.