SNC 6 Flashcards
Pergunta
Resposta
Qual o tratamento adjuvante padrão para glioblastoma?
Radioterapia até 60 Gy + TMZ concomitante e adjuvante por até 6 ciclos.
Qual a vantagem da adição de TMZ à radioterapia no tratamento do glioblastoma?
A sobrevida mediana aumentou de 12,1 para 14,6 meses, com taxas de sobrevida de 2 anos de 27% versus 10%.
Qual biomarcador indica maior resposta ao TMZ no tratamento do glioblastoma?
Metilação do promotor do gene MGMT.
Por que a metilação do promotor do MGMT melhora a resposta ao TMZ?
Porque leva ao silenciamento da proteína de reparo MGMT, tornando os tumores mais suscetíveis a agentes alquilantes.
O que mostrou o estudo RTOG sobre TMZ de dose densa versus regime padrão?
Não houve melhora na eficácia, mas foi associada a maior linfopenia e fadiga.
O que são os TTFields e qual seu benefício no tratamento do glioblastoma?
Campos elétricos alternados que interferem na divisão celular, aumentando a sobrevida quando combinados ao TMZ.
Qual a dose padrão de radioterapia para glioblastoma?
60 Gy em frações fracionadas.
O que mostrou o ensaio BN011 sobre a combinação de lomustina e TMZ?
Pacientes com tumores MGMT metilados tiveram sobrevida mediana superior (48,1 vs 31,4 meses).
Quais são as principais toxicidades associadas ao tratamento com TTFields?
Toxicidade cutânea leve a moderada, mas perfil geral semelhante ao TMZ.
Qual o benefício da radioterapia adjuvante em glioblastomas?
Melhora o controle local e aumenta a sobrevida global.
O que estudos mostraram sobre a escalada de dose de radioterapia acima de 60 Gy?
Não há melhora na sobrevida com dose superior a 60 Gy.
Quais fatores clínicos influenciam o prognóstico do glioblastoma?
Idade, histologia, status de Karnofsky e duração dos sintomas.
Como a reirradiação impacta pacientes com glioblastoma recorrente?
Pode aumentar a sobrevida, mas tem risco elevado de necrose por radiação.
Qual o impacto da terapia de prótons no tratamento de glioblastoma?
Pode reduzir toxicidade tardia, mas sem impacto significativo na sobrevida.
Por que a SRS não é recomendada rotineiramente para glioblastoma?
Não mostrou benefício significativo na sobrevida em ensaios clínicos.
O que a terapia com braquiterapia demonstrou para glioblastoma?
Dois ensaios randomizados não mostraram vantagem na sobrevida.
Quais são as opções terapêuticas para glioblastoma em idosos?
RT hipofracionada, TMZ isolado (se MGMT metilado) ou suporte paliativo.
O que o estudo NOA-08 demonstrou sobre TMZ isolado em idosos?
TMZ isolado não foi inferior à radioterapia isolada em pacientes >65 anos.
Qual a recomendação para pacientes idosos com glioblastoma MGMT não metilado?
Radioterapia isolada, pois a resposta ao TMZ é inferior.
Qual a abordagem para glioblastoma recorrente?
Ensaios clínicos, reirradiação, cirurgia paliativa e terapias-alvo.
Qual o impacto da reoperação no glioblastoma recorrente?
Pode melhorar sintomas, mas tem benefício limitado na sobrevida.
Qual a sobrevida mediana esperada após cirurgia de resgate para glioblastoma recorrente?
Entre 11 e 12 meses, dependendo do perfil do paciente.
O que estudos mostram sobre o uso de bevacizumabe em glioblastoma?
Reduz edema e necessidade de corticoides, mas sem melhora significativa na sobrevida.
Qual a principal indicação de bevacizumabe no glioblastoma?
Controle de edema e redução da necessidade de corticoides.
Por que o bevacizumabe não é recomendado como tratamento padrão inicial?
Apesar da melhora na PFS, não há aumento significativo na sobrevida global.
Qual a recomendação para pacientes com pseudoprogressão sintomática?
Considerar bevacizumabe para reduzir edema e necessidade de corticoides.
O que estudos mostraram sobre a combinação de bevacizumabe e lomustina?
Melhora a PFS, mas não impacta significativamente a sobrevida global.
O que a metanálise de RTOG 0825 e AVAglio mostrou sobre bevacizumabe?
Não melhora a sobrevida global em glioblastoma recém-diagnosticado.
Quais as opções terapêuticas para glioblastoma MGMT metilado em idosos?
TMZ isolado pode ser uma opção viável.