Sífilis Flashcards
Qual é o agente etiológico da sífilis?
Treponema pallidum, uma bactéria da ordem Spirochaetales.
Quais são as características morfológicas do Treponema pallidum?
É uma bactéria espiralada, de 10 a 13 micrômetros de comprimento e 0,15 micrômetros de largura, visível apenas em microscopia de campo escuro.
Qual é a principal forma de transmissão da sífilis?
Contato sexual direto com lesões infectantes; também pode ser transmitida verticalmente da mãe para o feto.
Qual a relevância epidemiológica da sífilis no mundo?
Em 2016, a OMS estimou 6,3 milhões de novos casos de sífilis em adultos entre 15 e 49 anos.
Quais populações têm maior risco de adquirir sífilis?
Homens que fazem sexo com homens (HSH), gestantes e indivíduos imunocomprometidos, como pessoas vivendo com HIV.
Como a coinfecção com HIV influencia a sífilis?
A coinfecção aumenta a probabilidade de neurossífilis e formas atípicas da doença.
Qual é o impacto da sífilis congênita globalmente?
Causa significativa de morbidade e mortalidade neonatal, com mais de 200.000 óbitos por ano associados à transmissão vertical.
Como a sífilis pode ser transmitida além do contato sexual?
Por via transplacentária, transfusão de sangue (raro) e exposição direta a lesões infectadas.
Quais são os fatores de risco comportamentais associados à sífilis?
Uso de drogas recreativas, múltiplos parceiros sexuais e práticas sexuais desprotegidas.
Qual é o papel da prevenção na redução da incidência de sífilis?
Aumento do uso de preservativos, triagem em populações vulneráveis e tratamento precoce de casos detectados.
Quais são os principais estágios clínicos da sífilis?
Primária, secundária, latente (precoce e tardia) e terciária.
Como se apresenta a sífilis primária?
Úlcera indolor (cancro duro) no local da infecção, com linfadenopatia regional.
Quais são os sinais típicos da sífilis secundária?
Lesões cutâneas maculopapulares, incluindo palmas e plantas, febre e linfadenopatia generalizada.
O que caracteriza a sífilis latente?
Ausência de sintomas clínicos, mas com testes sorológicos positivos.
Quais são as manifestações da sífilis terciária?
Gomas, sífilis cardiovascular (aneurisma de aorta) e neurossífilis tardia (paralisia geral e tabes dorsalis).
O que é neurossífilis e como ela se apresenta?
Infecção do sistema nervoso central por T. pallidum, podendo causar meningite, AVC e alterações cognitivas.
Quais são as complicações oculares da sífilis?
Uveíte, neurite óptica e retinite, podendo levar à perda visual.
Como a sífilis congênita se manifesta?
Anormalidades ósseas, hepatomegalia, icterícia, surdez neurossensorial e lesões cutâneas.
Quais são os sinais tardios da sífilis congênita?
Dentes de Hutchinson, deformidades ósseas e ceratite intersticial.
Quais condições podem simular as lesões da sífilis secundária?
Pityriasis rosea, sarcoidose, psoríase e paracoccidioidomicose.
Quais são os principais testes sorológicos para diagnóstico de sífilis?
Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-ABS, TPHA, testes rápidos).
Qual a diferença entre os testes treponêmicos e não treponêmicos?
Os testes treponêmicos detectam anticorpos específicos contra o T. pallidum, enquanto os não treponêmicos avaliam anticorpos contra antígenos lipídicos liberados pelo dano tecidual.
Qual é o papel do VDRL no diagnóstico de neurossífilis?
É realizado no líquor e, quando positivo, sugere fortemente neurossífilis.
Como é feita a confirmação diagnóstica da sífilis congênita?
Baseia-se em sorologia materna positiva, achados clínicos neonatais e testes no soro ou líquor do recém-nascido.
Quais são os critérios diagnósticos para neurossífilis?
Sintomas neurológicos associados a alterações no líquor, como pleocitose, aumento de proteínas e VDRL positivo.
Quais métodos moleculares podem ser usados no diagnóstico da sífilis?
PCR para detecção do DNA do Treponema pallidum em amostras clínicas.
Quando os testes não treponêmicos podem apresentar falso-positivo?
Em condições como lúpus, malária, hepatites virais e gravidez.
Como é avaliada a resposta ao tratamento na sífilis?
Pela queda de títulos nos testes não treponêmicos após o tratamento.
Qual a importância dos testes rápidos no diagnóstico de sífilis?
Permitem diagnóstico rápido e acessível, especialmente em áreas com poucos recursos.
Quais são os achados laboratoriais no líquor que indicam neurossífilis?
Pleocitose linfocítica (>5 células/μL), aumento de proteínas (>45 mg/dL) e VDRL positivo.
Qual é o tratamento de escolha para sífilis primária, secundária e latente precoce?
Penicilina benzatina, 2,4 milhões de unidades, dose única intramuscular.
Como tratar sífilis latente tardia ou de duração desconhecida?
Penicilina benzatina, 2,4 milhões de unidades IM, uma vez por semana por 3 semanas.
Qual é o tratamento recomendado para neurossífilis?
Penicilina G cristalina, 18-24 milhões de unidades por dia, intravenosa, por 10-14 dias.
Quais são as alternativas à penicilina para pacientes alérgicos?
Doxiciclina ou azitromicina para sífilis sem complicações; ceftriaxona para neurossífilis.
Quando deve ser realizada a dessensibilização à penicilina?
Em pacientes alérgicos com indicação de penicilina, especialmente para neurossífilis ou sífilis na gravidez.
Como é monitorada a resposta ao tratamento da sífilis?
Redução de pelo menos 4 vezes nos títulos dos testes não treponêmicos após 6-12 meses.
Qual é o manejo da sífilis em gestantes?
Penicilina benzatina, ajustada ao estágio da doença, com monitoramento rigoroso para evitar transmissão congênita.
Como tratar recém-nascidos com sífilis congênita?
Penicilina G cristalina intravenosa ou penicilina procaína intramuscular por 10 dias.
O que é a reação de Jarisch-Herxheimer?
Reação inflamatória aguda associada à liberação de endotoxinas após início do tratamento, com febre e mialgia.
Qual é a conduta frente à persistência de títulos elevados após tratamento?
Avaliar possibilidade de reinfecção ou falha terapêutica; repetir o tratamento se necessário.