Pneumocistose Flashcards
Qual é o agente etiológico da Pneumocistose em humanos?
Pneumocystis jirovecii, um fungo oportunista.
Por que o Pneumocystis jirovecii foi previamente classificado como protozoário?
Devido a características fenotípicas; estudos genéticos confirmaram sua classificação como fungo.
Quais são as principais vias de transmissão do Pneumocystis jirovecii?
Transmissão aérea de pessoa para pessoa e possível colonização pulmonar assintomática.
Quais grupos populacionais estão mais vulneráveis à Pneumocistose?
Pacientes com HIV/AIDS, transplantados, portadores de neoplasias hematológicas e usuários de corticosteróides.
Como a resistência aos tratamentos influencia a epidemiologia da Pneumocistose?
Casos de resistência ao TMP-SMX podem dificultar o controle e aumentar a morbimortalidade.
Qual é o impacto do HIV na incidência de Pneumocistose?
A Pneumocistose é uma das principais infecções oportunistas em pacientes com HIV e CD4 <200 células/μL.
Quais fatores ambientais aumentam o risco de transmissão do Pneumocystis?
Condições de superlotação e imunossupressão em comunidades hospitalares ou residenciais.
Qual é a prevalência global da Pneumocistose?
Alta em áreas com acesso limitado a profilaxia e tratamento, especialmente em países em desenvolvimento.
Como a colonização pulmonar assintomática contribui para a epidemiologia da Pneumocistose?
Indivíduos imunocompetentes colonizados podem servir como reservatórios e disseminadores.
Quais avanços recentes influenciam a detecção e estudo do Pneumocystis jirovecii?
Uso ampliado de técnicas moleculares como PCR para diagnóstico e vigilância epidemiológica.
Quais são os sintomas mais comuns da Pneumocistose pulmonar em pacientes com HIV?
Tosse seca, dispneia progressiva, febre e fadiga.
Como a Pneumocistose se apresenta em pacientes imunocomprometidos sem HIV?
Pode ser mais insidiosa, com sintomas menos específicos e progressão mais rápida para insuficiência respiratória.
Quais complicações pulmonares podem ocorrer na Pneumocistose?
Pneumotórax, SDRA e hipoxemia grave.
Quais manifestações extrapulmonares podem ocorrer na Pneumocistose?
Involvimento de fígado, baço, linfonodos e até medula óssea em casos graves.
Quais são os achados típicos na radiografia de tórax na Pneumocistose?
Infiltrados bilaterais difusos, predominando na região peri-hilar.
Como a TC de tórax contribui para o diagnóstico da Pneumocistose?
Revela opacidades em vidro fosco e cistos pulmonares, especialmente em casos avançados.
Quais características ajudam a diferenciar Pneumocistose de outras pneumonias em pacientes com HIV?
Progressão lenta dos sintomas, tosse seca e ausência de produção significativa de escarro.
Como a Pneumocistose pulmonar pode evoluir em pacientes tratados inadequadamente?
Progressão para insuficiência respiratória grave e potencial óbito.
Quais alterações laboratoriais são típicas em casos graves de Pneumocistose?
Hipoxemia, aumento do LDH e, em alguns casos, elevação de marcadores inflamatórios.
Quais são os fatores de risco para maior gravidade na Pneumocistose?
CD4 <50 células/μL, falta de profilaxia e comorbidades, como insuficiência renal.
Qual é o método padrão-ouro para diagnóstico da Pneumocistose?
Identificação de Pneumocystis jirovecii por imunofluorescência em amostras respiratórias.
Quais exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da Pneumocistose?
PCR para DNA de Pneumocystis, teste de LDH elevado e gasometria arterial para hipoxemia.
Qual o papel da broncoscopia no diagnóstico de Pneumocistose?
Permite coleta de lavado broncoalveolar (LBA) para análise microbiológica e molecular.
Quando a biópsia pulmonar é indicada no diagnóstico de Pneumocistose?
Em casos inconclusivos com métodos menos invasivos, especialmente em pacientes não HIV.
Quais são os achados característicos na gasometria de pacientes com Pneumocistose?
Hipoxemia com gradiente alveolo-arterial de oxigênio aumentado.
Como a radiografia de tórax auxilia no diagnóstico de Pneumocistose?
Pode mostrar infiltrados bilaterais difusos, mas tem baixa sensibilidade.
Quais marcadores laboratoriais podem indicar Pneumocistose em pacientes HIV positivos?
LDH elevado (>500 U/L) é sugestivo, embora inespecífico.
Quais diagnósticos diferenciais devem ser considerados em pacientes com suspeita de Pneumocistose?
Tuberculose, pneumonia bacteriana, histoplasmose e aspergilose.
Como a técnica de coloração de prata é utilizada no diagnóstico da Pneumocistose?
Detecta cistos de Pneumocystis em amostras respiratórias.
Qual é o papel da análise do lavado broncoalveolar (LBA) no diagnóstico?
Alta sensibilidade para identificação do patógeno em pacientes imunossuprimidos.
Qual é o tratamento de primeira linha para Pneumocistose?
Trimetoprima-sulfametoxazol (TMP-SMX), administrado oralmente ou intravenoso.
Quais são as alternativas ao TMP-SMX para pacientes intolerantes?
Pentamidina intravenosa, atovaquona oral ou clindamicina com primaquina.
Quando o uso de corticosteroides é indicado na Pneumocistose?
Em casos graves com hipoxemia (PaO2 <70 mmHg ou gradiente alveolar >35 mmHg).
Qual é a duração típica do tratamento para Pneumocistose?
21 dias para pacientes imunocomprometidos, como os com HIV.
Quais são os principais efeitos adversos do TMP-SMX?
Rash, leucopenia, aumento de transaminases e hipercalemia.
Como manejar a Pneumocistose em pacientes não HIV?
Tratamento semelhante ao de pacientes com HIV, porém com maior risco de falha terapêutica.
Quais fatores determinam a escolha da terapia para Pneumocistose?
Gravidade da doença, comorbidades e tolerância aos medicamentos.
Qual é o papel do suporte ventilatório no manejo da Pneumocistose grave?
Indicado em insuficiência respiratória, incluindo ventilação mecânica se necessário.
Quando considerar terapia empírica para Pneumocistose?
Em pacientes com alto risco e quadro clínico sugestivo, enquanto se aguarda confirmação diagnóstica.
Como o tratamento de Pneumocistose se diferencia em pacientes transplantados?
Pode incluir ajuste imunossupressor, além do tratamento antimicrobiano.