SAVped Flashcards
Como posso estimar o peso de uma criança entre os 1 e 14 anos?
Peso (kg) = [idade em anos + 4] * 2
Qual a volémia num RN?
80 ml/kg
Como avaliar a permeabilidade da via aérea?
Ver - Movimentos da parede toracica e abdominal
Ouvir - Sons/ruídos respiratórios junto do nariz/boca
Sentir - Movimento de ar junto ao nariz e boca
Como avaliar a respiração?
R - freq Respiratória
T - Trabalho (esforço) respiratório
V - Volume corrente
O - Oxigenação
Causas de taquipneia sem esforço respiratório?
Causas de bradipneia?
Taqui: Cetoacidose, Insuficiência circulatória
Bradi: Depressão SNC, hipotermia
O que é uma respiração paradoxal?
Movimento paradoxal do abdómen durante a respiração: Abdómen expande-se e tórax contrai-se durante a contração do diafragma.
É um tipo de respiração INEFICAZ - Volume corrente diminui kd o esforço resp aumenta.
A que se deve o estridor?
Obstrução parcial da via aérea extratorácica.
Bifásico: traqueia superior
Expiratório apenas: Porção inferior da traqueia.
Como classificar a situação respiratória?
- Estável
- Insuficiência respiratória compensada
- IR descompensada
Qual o volume corrente em respiração espontânea?
7 ml/kg
5 Ps a avaliar na circulação?
- Pulso (FC)
- Pulsos (Amplitude, Volume)
- Perfusão periférica
- Pressão arterial
- Pré carga
A partir de quando se considera o choque descompensado?
Quando surge hipotensão e a perfusão de órgãos vitais (coração, cérebro) é comprometida, manifestando-se por diminuição de nível de consciência e pulsos centrais fracos.
V/F No choque a PA e o Débito cardíaco estão sempre diminuídos
F - pode ocorrer choque com DC ou PA aumentados, diminuídos ou normais.
De que depende a perfusão de órgãos?
Essencialmente da PA, mais especificamente da PAM.
Como estimar a Resistência Vascular Periférica?
Pelo TRC, temperatura cutânea e PA diastólica
Como estimar a Resistência Vascular Periférica?
Pelo TRC, temperatura cutânea e PA diastólica
Diminuição da perfusão cutânea é sinal precoce ou tardio de choque?
Precoce
Nos RN qual a primeira resposta à hipoxia em relação à FC?
Bradicardia
Diminuição dos pulsos centrais é sinal de alarme para?
Paragem cardiorrespiratória iminente.
Como avaliar o volume de ejeção?
Através da palpação dos pulsos
Que reflete a amplitude do pulso?
Reflete a diferença entre a pressão arterial sistólica e diastólica
Entre a PAS e a PAM, qual a mais útil para determinar a perfusão tecidular?
PAM
Como estimar a PAM?
PAM Normal = 55 + 1,5 x idade (anos)
PAM percentil 5 = 40 + 1,5 x idade (anos)
Sinais de Pré-carga aumentada? Em que situações pode ocorrer? Que nos ajuda a distinguir?
Sinais pré-carga aumentada: Ingurgitamento Jugular, Hepatomegalia (> 1cm bordo costal), Crepitações AP.
Ocorre se sobrecarga de fluidos ou insuficiência cardíaca
Ajuda a distinguir choque cardiogénico de outras formas de choque
Avaliação rápida do estado de consciência?
AVDS: Alerta Voz - reação à estimulação verbal D - Dor - reação apenas ao estímulo doloroso S - Sem Resposta
Como desencadear o estímulo doloroso?
Pressão esternal ou supraorbital
Sinais sugestivos de HIC?
Depressão grave do estado de consciência + alterações pupilares
Parâmetros a avaliar a Escala de Coma de glasgow?
- Abertura dos olhos (0 - 4)
- Resposta verbal (0 - 5)
- Resposta motora (0 - 6)
A partir de que DU é considerado um indicador de perfusão renal inadequada?
< 1 ml/kg/hora
Parâmetros a avaliar na CGS relativamente à abertura dos olhos?
E4 - Espontânea, E3 à voz, E2 à dor, E1 Nenhuma
C - Olhos fechados por edema ou pensos
Parâmetros a avaliar na CGS relativamente à rsp verbal?
V5 - Orientado, V4 - Confuso, V3 - Palavras inapropriadas V2 - Sons incompreensíveis V1 - Sem rsp à dor
T - Intubado
Parâmetros a avaliar na CGS relativamente à rsp motora?
M6 - Obedece a ordens, M5 - Localiza dor supraorbital ou retira ao toque, M4 - Retira face a dor no leito ungueal, M3 - Flexão com dor supraorbital (Descorticação) M2 - Extensão com dor supraorbital (descerebração) M1 - Sem rsp à dor supraorbital (flacido)
Acrónimo para lembrar o E (de (ABCDE)?
AMPLE A - Alergias M - Medicações P - Passado (AP) L - Lanche (Refeições) E - Evolvente/exposição
Quando é preferível a subluxação da mandibula ao invés da extensão da cabeça e elevação do mento?
Situações que haja necessidade de imobilização da coluna cervical
Que tubos orofaríngeos existem? Como avaliar dimensões adequadas?
Tubos Guedel / Mayo.
Dimensões adequadas quando vai desde os incisivos até ao ângulo da mandibula, quando colocado sob a face da criança.
Na dúvida entre dois tamanhos, utilizar o mais pequeno.
V/F Introdução de via orofaríngea elimina risco de aspiração de conteúdo gástrico
F
Como determinar comprimento adequado do tubo nasogastrico? Qual o diâmetro adequado?
Comprimento:
Distancia da ponta do nariz ao trago da orelha
Diâmetro estimado pelo diâmetro do 5º dedo da criança
CI para introdução de tudo nasogástrico?
- Suspeita de fratura de base do crânio
- Coagulopatia grave
O O2 suplementar deve ser aquecido e humidificado, porquê?
Aquecido: Previne broncospasmo e hipotermia
Humidificado: Previne secura das secreções
Qual a máscara de 1ª escolha para adm O2 numa criança gravemente doente em respiração espontânea?
Máscara de oxigénio com reservatório
Qual o débito de O2 adequado numa máscara de O2 com reservatório, porquê?
12-15L/min, para evitar o colapso do reservatório durante a inspiração
Qual a concentração de O2 numa máscara de oxigénio simples? Qual o débito mínimo de O2 nestas máscaras, e porquê?
Concentração até 60% O2, deve ter um débito mínimo de 4L/min para evitar reinalação.
Qual o débito máximo de uma cânula nasal? Qual a FiO2 max?
Débito de 4L/min. FiO2 40%.
Quando preferir mascaras com insuflador anatómicas? e Circulares?
Circulares - Lactentes e crianças pequenas
Anatómicas - Crianças maiores e adultos
Quais os efeitos nocivos de uma ventilação excessiva (hiperinsuflação) com Ventilação com máscara e insuflador?
Aumenta pressão intratorácica e diminui perfusão coronária e cerebral
- Pode diminuir débito cardíaco, distender o estomago.
Perante uma via aérea assegurada (intubação traqueal ou dispositivo supraglótico bem adaptado), qual a frequência de ventilação com pressão positiva que se deve manter?
Nesta situação deve-se interromper as compressões torácicas?
- Frequência respiratória de 10-12/minuto, sem interromper compressões torácicas.
- Nota: Na RCP, faz-se uma frequência INFERIOR à fisiológica
Vantagens de intubação traqueal?
- Processo mais seguro e eficaz de estabelecer e manter uma via aérea.
Permite controlo otimizado das pressões de ventilação (PEEP) - Previne distensão gástrica e protege pulmões de aspiração de conteúdo gástrico
- Permite manter compressões sem interrupção na RCP
Indicações para intubação traqueal?
Quando a VMI não é eficaz, via aérea insegura ou se antecipa período de suporte ventilatório prolongado.
- Obstrução grave da VA
- Necessidade de proteger VA, de pressões elevadas, de um controlo preciso dos níveis de CO2, ou de aspiração de secreções
- Instabilidade ou probabilidade elevada de um dos anteriores ocorrer durante ou antes de um transporte
Fórmula para estimar o comprimento do TET para lá do lábio?
12 + (idade/2) cm
Fórmula para estimar o comprimento do TET para lá da narina?
15 + (idade/2) cm
Fórmula para estimar o diametro interno do TET num RN pré-termo?
IG/10 mm
Fórmula para estimar diâmetro interno do TET em crianças > 2 anos
Sem cuff: Idade / 4 + 4 mm
Com cuff: Idade / 4 + 3,5 mm
Equipamento necessário a ter pronto antes de uma intubação?
1) Fármacos para indução e sedoanalgesia
2) Insuflador autoinsuflável
3) Oxigénio
4) Vias aéreas naso/orofaríngeas
5) Laringoscópio
6) Lâminas apropriadas
7) Tubos traqueais
8) Introdutor
9) Dispositivo de aspiração e sondas adequadas
10) Fitas/Adesivo
11) Monitorização: Capnografia, oximetria pulso, ECG
12) Dispositivos de recurso: Via aérea supraglótica, videolaringoscopia..
O que é a manobra de Sellick?
Aplicação de pressão cuidadosa para baixo, com dois dedos na cartilagem cricóide.
Evita distenção gástrica, regurgitação e aspiração de conteúdo gástrico.
NÂO É RECOMENDADA POR ROTINA!!
O que suspeitar perante o agravamento súbito numa criança intubada?
- DOPES -
D eslocação do tubo O bstrução do tubo, da traqueia, do ventilador ou filtro P neumotorax (Ou outras complic. pulmonares - atelectasia, broncospasmo, edema, HTP) E quipamento (falha fonte O2, Insuflador, conectores, ventiladores) S tomach (distensão pode alterar mecânica diafragmática)
Numa situação de deslocação do tubo traqueal, o que a deteta mais rapidamente, a capnografia ou oximetria?
A capnografia, (exceto no caso de deslocação do tubo para um brônquio principal).
Quando se recomenda a monitorização do CO2?
Após posicionamento do tubo traqueal.
Após 6 ventilações iniciais, assume-se que o CO2 é proveniente dos pulmões.
V/F Numa paragem cardiorrespiratória, a não deteção de ETCO2 implica que o tubo está incorrectamente colocado.
F
Nestas circunstâncias o fluxo sanguíneo pulmonar pode ser mt baixo, pelo que pode n ser detectavel. A posição do tubo deve ser confirmada clinicamente nestas situações.
Num contexto pós reanimação, como devem ser avaliados os níveis de CO2?
A pCO2 arterial deve ser avaliada para orientar a ventilação.
Tipos de choque?
- Hipovolémico
- Distributivo
- Sético /anafilático: VD + aumento permeabilidade capilar
- Neurogénico: Perda de tónus capilar
- Dissociativo (Intox CO)
- Cardiogénico (Miocardite, Cardiomiopatia)
- Obstrutivo (Tamponamento cardíaco, pneumotorax HT, embolia pulmonar maciça, S. compartimental abd)
Qual a via de eleição para acesso vascular na paragem cardiorrespiratória ou no choque descompensado?
Via intraóssea
Complicações da colocação de uma Intraóssea?
- Extravasamento
- Embolismo
- Infeção
- Fratura
- Necrose da pele
Situação em que ainda é aceitável a utilização de soluções colóides?
Aceitável como expansor de volume acessório no choque sético
Em que circunstâncias são recomendadas a administração de fármacos por via traqueal?
Nenhuma.
V/F as soluções com glicose devem ser evitadas na reanimação
V - salvo se hipoglicemia confirmada
As catecolaminas são inativadas por outra solução, qual? e como proceder para o evitar?
Por soluções alcalinas, como o bicarbonato de sódio. Separar a administração de ambas com um bolus de SF 2-10 mL
Qual a principal acção farmacológica da adrenalina na paragem Cardiorespiratória?
Vasoconstrição alfa-mediada. Aumenta a perfusão coronária, a pressão diastólica (com melhoria da perfusão coronária). Aumenta ainda a amplitude, frequencia e intensidade da fibrilhação ventricular, tornando a rsp mais favorável à desfibrilhação.
Indicação para usar Amiodarona?
- Ritmos desfibrilháveis, refratários à desfibrilhação juntamente com a adrenalina (após 3º e 5º choque);
- TSV e TV
- Ectopia ventricular após cx cardíaca
Qual a dose indicada de Amiodarona?
- Ritmos desfibrilhaveis: 5 mg/kg por bólus EV, pode ser repetido até 15 mg/kg/dia
- Noutras arritmias deve ser injectada mais
LENTAMENTE ( 5 mg/kg em 20-30 minutos)
Indicações da lidocaína na PCR?
Pode ser uma alternativa à amiodarona e crianças com ritmos desfibrilháveis refratários à desfibrilhação.
Dose de carga 1 mg/kg (Max 100 mg/dose), seguida de perfusão a 25-50 mcg/kg/min
Dose de Lidocaína usada em ritmos desfibrilháveis refratários à desfibrilhação?
Dose de carga 1 mg/kg (Max 100 mg/dose), seguida de perfusão a 25-50 mcg/kg/min
Que fármacos usar na Intubação de sequencia rápida (ISR)?
- Cetamina (2 mg/kg)
- Midazolam (0,1 mg/kg)
- Rocurónio (1 mg/kg)
Indicações para o uso de atropina?
Bradicárdia causada por aumento do tonus vagal
Dose da atropina na bradicárdia por aumento de tonus vagal?
20 mcg/kg por via IO ou IV, máximo de 3mg
Indicações para o uso de bicarbonato de sódio?
Desaconselhado por rotina.
Usado na PCR prolongada, com ABC otimizado, com compressões torácicas eficazes e após adrenalina.
Indicado na hipercaliemia acompanhada de acidose ou na intoxicação por antidepressivos tricíclicos.
Dose de bicarbonato de sódio?
1 mEq/Kg = 1 ml/kg da solução de 8,4% ou 2 mL/kg da solução 4,2%
Indicações para administração de Cálcio?
- Hipocálcemia documentada (frequente na sépsis e transfusões múltiplas)
- Hipercaliémia
- Hipermagnesiémia
- Sobredosagem de BCC
Como deve ser feita a adm de cálcio? Qual a dose? Acesso central ou periférico?
- Injeção IV lenta, preferencialmente por acesso central
- Gluconato de cálcio 10%: 0,4 ml/kg (Máx 20 mL)
- Cloreto de Cálcio 10%: 0,2 mL/kg (Máx 10 mL)
- Pode causar queimaduras químicas se extravasamento para tecidos circundantes
O choque e a hipoglicemia podem-se sobrepor a que níveis?
- Agitação, diminuição do nível de consciencia
- Hipotensão, taquicardia, Má perfusão periférica
- Sudorese
Qual a dose de glicose a administrar no tratamento de uma hipoglicemia documentada?
Bólus de 2-4 mL/kg de glicose a 10%
10 mL = 1g de glicose
Indicação para fazer Naloxona? Em que dose?
Intoxicação por opioides.
Dose inicial 10-40 mcg/kg (máx 2mg), repetido a cada 3 minutos, se necessário.
Poderá ser necessária perfusão 10-160 mcg/kg/hora.
Após inserção de uma IO, qual o cuidado a ter antes de iniciar fluidoterapia por esta via?
Numa criança consciente, deve administrar-se analgesia adequada antes de qualquer medicação ou fluidos.
Injetar na medula 0.5 mg/kg de lidocaína sem adrenalina (a 2 % = 20 mg/ml) ao longo de 1-2 min e deixar atuar cerca de 60 segundos antes do bólus inicial.
Qual a arritmia mais frequente nas crianças?
Bradicardia grave, que evolui para assistolia.
V/F
No caso de um só reanimador, é vital pedir ajuda imediatamente antes de iniciar SBV, mesmo que isso implique parar uns segundos.
F -
Deve-se gritar por ajuda, mas nunca atrasar o SBV antes de ter realizado UM MINUTO da mesma.
Salvo se perante um colapso súbito testemunhado (Pensar em FV ou TV sem pulso)
Primeiros 3 passos no SBV?
- Segurança
- Estimular
- Chamar ajuda
Ao ligar para ao serviço médico de emergência durante o SBV, que informação deve ser transmitida?
1) Onde - localização exata
2) O quê - Tipo de emergência
3) Quem - Nº e idade das vítimas
Quantas vezes deve ser tentada a revisão da via aérea se as insuflações não causam a elevação/descida do tórax esperada? Como proceder de seguida?
5 tentativas de insuflação e reposicionamento. Pensar em obstrução da via aérea por corpo estranho e passar diretamente para compressões torácicas.
Características de uma tosse ineficaz?
- Incapaz de vocalizar
- Tosse silenciosa, inaudível
- Incapaz de respirar
- Cianose
- Nível de consciência diminuído
Fatores que influenciam a impedância torácica?
Tamanho das pás Interface placas/Pás e a pele Nº e intervalo de choques prévios (diminuem) Posição das placas/pás no tórax Pressão aplicada pelas placas/pás Espessura da parede torácica/obesidade
Qual a dose máxima a administrar no 1º choque?
200J (Bifásico) ou 360J (monofásico)
Regras de segurança durante a desfibrilhação? (5)
- Afastar fontes de O2 livre (máscaras, sondas nasais, prolongadores) até plo menos 1 metro da criança. Insufladores ou circuitos de ventilação ligados a tubo endotraqueal PODEM manter-se conectados
- Secar superfícies (incluindo tórax do doente)
- Contacto: Ninguem em contacto com o doente cama/maca ou sistemas de soros
- Pás/placas n estão em contacto com metal ou med transdermica
- Pacemaker /CDI: Cuidado ao colocar as pás, devem ficar afastadas pelo menos 12 cm destes equipamentos, pode ser necessário colocar na posição AP
Causas reversíveis de PCR?
Hipóxia
Hipovolémia
Hiper/hipocalémia, causas metabólicas
Hipotermia
Trombose (pulm/coronária)
pneumoTorax de tensão
Tamponamento (cardíaco)
Alterações tóxicas / Fármacos
Definição de atividade elétrica sem pulso?
É um ritmo desfibrilhavel?
Atividade elétrica organizada na ausência de sinais de vida
Não.
Como evoluem os complexos QRS na AESP?
Rapidamente degeneram em complexos largos e lentos
Definição de assistolia?
Ausência total de atividade elétrica eficaz e de atividade mecânica do coração
Caracterização TV sem pulso?
Frequência ventricular de 120-400/min com complexos QRS largos e regulares, sem sinais de vida (ou pulsos palpáveis)
Caracterização de FV?
Sequencia caótica e desorganizada de despolarizações em que as ondas e complexos são claramente anormais
Numa FV qual o procedimento a efectuar sem demora?
Desfibrilhar
Acções perante um ritmo NÃO desfibrilhável?
1) Manter RCP 15:2 com VMI e O2 suplementar.
2) Estabelecer acesso vascular IV periférico ou IO
3) Administrar ADRENALINA 0,1 mL/kg, máx 10 mL (1 mg). seguido de Bólus de SF 2-10 mL
4) Após 2 mins RCP: Reavaliar ritmo.
» Assistolia: Retomar RCP de imediato
» Ritmo com potencial de perfusão: pesquisar sinais de vida (opcional pulso central)
5)
» Sinais de vida: Cuidados pós reanimação
» Sem sinais de vida: continuar RCP
6) Adrenalina EV/IO pode ser repetida a cada 3-5 minutos
Qual a dose max de adrenalina? Com que frequência pode ser repetida?
10 mL (1 mg). Repetida a cada 3-5 minutos
Perante um doente em PCR, qual o acesso venoso de 1ª escolha?
IO
A partir de que peso se usam pás de adulto?
> 10 kg
Algoritmo ritmo não desfibrilhavel?
1) RCP
2) Ventilar/oxigenar - Acesso IO/IV
3) Fármacos, Intubação
4) Adrenalina 0,01 mg/kg
5) RCP - reavaliação a cada 2 minutos. Adrenalina a cada 2 reavaliações
Algoritmo ritmo desfibrilhavel?
1) RCP
2) Choque 4 J/Kg
3) Ventilar/oxigenar - Acesso IO/IV. Fármacos, Intubação
4) RCP - reavaliação a cada 2 minutos, Seguido de choque se ritmo desfibrilhável.
5) Após 3º choque: Adrenalina 0,01 mg/kg + Amiodarona 5 mg/kg
6) Após 5º choque: Adrenalina 0,01 mg/kg + Amiodarona 5 mg/kg
7) Alternar choques com adrenalina se mantiver FC, TVsp
V/F - Após desfibrilhação eficaz, com conversão de ritmo e pulso a manutenção das compressões deve ser parada pois prejudica o coração
F - é para manter, pois, mesmo que a desfibrilhação tenha sucesso, é improvável que o coração retome de imediato a função de bomba eficaz.
Porque motivo se deve determinar a PaCO2 arterial logo após intubação?
Pode haver uma diferença significativa entre ambos, é feito no sentido de evitar uma hipo ou hiperventilação
Consequências de um tubo traqueal demasiado alto? e demasiado introduzido?
Alto: Deslocar-se acidentalmente para o esófago
Introduzido: Atelectasia e impedir ventilação adequada
Níveis normais de lactato?
2 mmol/L ou 18 mg/dL
Durante a reanimação é preferível soro fisiológico ou soluções com glicose? Porquê?
Soro fisiológico. Soluções com glicose estão associadas a isquemia cerebral
V/F: Uma criança com hipotermia após Retorno de circulação espontânea deve ser aquecida até retorno de temperatura normal?
F
Não deve ser aquecida ativamente a menos que a temperatura central seja inferior a 32ºC
Cuidados a ter quando se administram volumes de fluidos acima da volémia da criança (80 ml/kg) no choque sético?
Incluir hemoderivados suficientes.
O próprio choque séptico já induz anemia, trombocitopenia e coagulopatia, que podem ser exacerbados por esta diluição
Cuidados a ter quando se administram volumes de fluidos acima da volémia da criança (80 ml/kg) no choque sético?
Incluir hemoderivados suficientes.
O próprio choque séptico já induz anemia, trombocitopenia e coagulopatia, que podem ser exacerbados por esta diluição
Cuidados numa criança com choque septico que necessite de mais de 40-60 mL/Kg de fluidos em bolus?
- Considerar precocemente intubação traqueal e ventilação mecânica
- Adição precoce de inotropicos/vasopressores (recomendada a todas as que precisem de mais de 40 mL/kg de fluidos)
[IC pode-se instalar mt cedo por efeito cardiotoxico direto]
Tratamento no choque cardiogénico?
Bólus de volume (10 ml/kg) pode ser benéfico
Perfusão EV contínua de ionotrópico (Dobutamina) é importante.
Qual a causa mais frequente de perturbação do ritmo cardíaco nas crianças?
Insuficiência respiratória e/ou circulatória causando hipoxia, acidose e/ou hipotensão, com consequente alteração do ritmo.
Não a doença cardíaca como nos adultos
Perante uma TV com pulso, e sinais clínicos de choque, como proceder?
Cardioversão: 1º choque 1 J/Kg, 2º choque 2J/kg.
Se mal sucedida » Amiodarona ou procainamida
Como tratar hipoglicemia?
Glucose 10% 2-4 mL/Kg IV
Monitorizar a cada 20-30 mins
Causas de convulsões na pediatria?
Anomalias cerebrais estruturais Epilepsia Lesão traumatica cerebral Convulsões febris Doenças metabolicas Encefalite Perturbações bioquimicas (Hipoglicemia, hiponatremia, hipocalcemia, hipomagnesemia)
Sinais de hipertensão craniana?
- Postura anómala
- Descida ECG
- Hipertensão
- Bradicardia
- Anomalias pupilares
Tratamento hipercaliemia?
- Gluconato de cálcio 10% (0,4 mL/Kg, máx 20 mL em 2-5 mins)
- Insulina + glicose a 20% (2 mL/kg de glicose + 3U de insulina de ação rápida por cada 50 mL de glicose a 20%)
- Salbutamol em nebulização
- Bicarbonato de sódio IV se acidose ou IR
- Hemodialise/hemofiltração
Tratamento da hipocaliemia?
Perfusão de K, sob monitorização ECG
0,5 mmol/kg/hora até qualquer arritmia resolver ou K > 3,5 mmol/L
Tratamento hipercálcemia?
Quando sintomática é obrigatório (Anorexia, mal estar, perda de peso, MPP, vómitos)
» Reanimação com fluidos NaCL 0,9% duas vezes NB)
» Monitorizar nvs K e Mg
» Se sobrecarga de fluidos - furosemido
Qual a radiologia de rotina na sala de reanimação?
Tórax AP
Bacia AP
Coluna cervical Perfil
V/F o uso de colares cervicais é recomendado por rotina perante uma criança traumatizada
F. Recomenda-se a utilização de imobilizadores laterais da cabeça
V/F Um Rx, ou TC cervical normal garante ausência de lesão neurológica
F
Imobilização em linha só pode ser removida com a criança alerta, com exame neurológico normal, na ausencia de sedação, sem défices focais, dor ou edema local.
As lesões são apenas veisíveis por RM.
Em que situações se pode retirar a imobilização lateral cervical?
Imobilização em linha só pode ser removida com a criança alerta, com exame neurológico normal, na ausência de sedação, sem défices focais, dor ou edema local.
Traumatismo craniano associa-se a hipovolémia?
Habitualmente não, exceto em lactentes
Perante a suspeita de hemorragia significativa por fratura pélvica em adolescentes, como proceder?
Aplicar pressão com cinta compressora ou lençois.
V/F um exame ecográfico negativo exclui hemorragia interna grave
F
Não exclui
V/F no trauma grave, o uso de cristaloides deve o mais liberal possível
F - deve ser limitado estritamente (< 40 ml/kg) dando preferência ao uso de hemoderivados em bólus aquecidos
Como tratar a HTA numa HIC?
Com tratamento urgente para a hipertensão intracraniana.
Não com anti-hipertensores
Como promover proteção cerebral em contexto de trauma?
- PAM > P50 para a idade
- Oxigenação adequada
- Normocapnia
- Sedoanalgesia
- Normotermia
- Favorecer drenagem venosa (elevação tronco/cabeceira)
- Controlo glicémico /eletrólitos
- Tratar convulsões
Quais passos sequenciais na abordagem de um doente traumatizado?
1) Primeira avaliação Observacional - Olhar rápido
2) Avaliação primária: ABCDE adaptado
3) Avaliação secundária: Hx clinica dirigida e EO detalhado
4) Avaliação terciária: Complementar - MCDT
Hemorragias internas potencialmente fatais nas crianças?
- Intraabdominal
- Retroperitoneal
- Intratorácica
V/F Perante um amputação traumática o torniquete ou pinça hemostática é o tratamento de primeira linha?
F
Deve ser usado nos casos potencialmente fatais em que a pressão direta não permitiu controlar a hemorragia
V/F Perante uma vitima de afogamento, deve-se sempre tentar remover a água da via aérea
F
Estas tentativas não são uteis e podem atrasar a reanimação
Particularidades na reanimação de uma criança por afogamento?
1) A imobilização VA não indicada a n ser que seja muito provável uma lesão muito grave
2) Oferecer O2 alto débito > CPAP > intubação precoce se não resposta ou diminuição do nvl de consciência
3) Se Temp < 30º e ritmo desfibrilhavel só devem ser efeituadas 3 tentativas de desfibrilhação. Farmacos EV também devem ser evitados até temp > 30º, apos a qual a adrenalina deve ser dada em intervalos duas vezes sup ao normal (6-10 mins) até temp > 35º
Que avaliar no Recem-nascido após nascimento?
1) Respiração
2) Freq cardíaca
3) Tónus
4) Coloração e oximetria de pulso