Cirurgia - Trauma abdominal II Flashcards
Órgão mais acometido por PAF
Delgado
Exames mais confiáveis para trauma de delgado
RX (pneumoperio)
TC - líquido livre ou pneumo
LPD não é confiável
Manejo de lesões de delgado
rafia simples ou enterectomia (segmentos)
Segmentos mais acometidos no trauma de colon
transverso e esquerdo
Abordagem do trauma de colon e reto proximal
reparo primário
ressecções
anastomose primária tardia
colostomia (com reconstrução tardia)
Critérios para reparo primário de colon ou reto proximal
< 50% da circunf estavel dx precoce (4-6h) sem lesão vascular menos de 6 CH
paciente estável mas que não cumpre os critérios primários de sutura do colon. Conduta?
Ressecção de segmento
Por que não anastomosar o colon em paciente instável
alto risco de deiscência
O que é anastomose primária tardia do colon ou reto intraperitoneal (primeira porção)
resseca o segmento, fecha os cotos, UTI
Quando estável reaborda
Como abordar traumas de reto extraperitoneais
Reparo primário com drenagem perineal
*Sempre fazer colostomia para desviar o trânsito
Principais causas de trauma de uretra
Fx pélvica e queda a cavaleiro
Quais segmentos compreendem a uretra posterior
prostático e membranoso
Sinais de lesão de uretra no trauma
uretrorragia, retensão, próstata alta.
Que exame e abordagem inicial são obrigatórios na suspeita de lesão uretral
uretrografia retrógrada
Cistostomia suprapúbica
Sinais e sintomas de trauma renal
hematúria, dor lombar ou em flanco
A intensidade da hematúria tem relação com a gravidade do trauma renal?
Não
Exame de escolha na suspeita de trauma renal e paciente estável
TC com contraste de três fases (arterial, venosa e excretora)
O que são lesões renais menores
hematomas subcapsulares, lacerações o contusões corticais (não atigenm a via excretora)
O que são lesões renais maiores
atingem a via excretora ou avulsão de pedículo.
Como são tratadas as lesões renais que não atingem a via excretora
conservador com repouso e ATB
Como abordar lesões renais maiores (que atingem a via excretora)
Cirúrgico (de pequenos reparos a nefrectomia total)
Exames para diagnosticar lesões ureterais
TC, urografias excretora e retrógrada
Tratamento das lesões de ureter: (1) sem e com perda de substância, (2) distais.
sem perda, reanastomose sem tensão
com perda, ligadura proximal com nefrostomia
distais (reimplantação vesical
*sempre passar duplo J nas reanastomoses
Principal sintoma da lesão traumática vesical
Hematúria franca
Exame diagnóstico de trauma vesical
cistografia
Tratamento da lesão traumática vesical intra e extraperitoneal
intra - sutura por planos com cistostomia
extra- conservador com foley (cura espontânea em até 2 semanas)
O que é considerado uma fratura estável de pelve
Anel alinhado
Abertura da sínfise < 2,5 cm
Qual é a classificação de fraturas pélvicas?
Young e Burgess
O que é fratura de pelve A, B e C
A: laterais
B: trauma AP
C: Vertical
Fraturas de pelve A: Tipos I, II e III
I - fratura de ramo do púbico
II - ramo + asa de íleo
III ramo + asa + descolamento da sínfise contralateral
Fraturas de pelve Tipo B: I, II e III
I - abertura da sínfise
II - abertura da sínfise + rotura de sacroespinhoso e sacrotuberoso
III - abertura da sínfise e de todos os ligamentos daquele lado
Fratura da pelve tipo C
Igual BIII mas por trauma vertical
Quais tipos de fratura pélvica costumam causar mais hemorragia e quais causam mais lesões viscerais
Hemorragias - Tipo B (AP)
Lesão visceral - Tipo A e C
Achados no exame físico que podem sugerir fratura pélvica
Encurtamento ou rotação lateral de membro
uretrorragia, sangramento retal ou vaginal
equimoses pélvicas
Exame de escolha para o paciente com fx de pelve, estável
TC
Tratamento das fraturas estáveis (tipo I)
repouso
Tratamento das fraturas instáveis (II e III) de pelve
fixação externa + interna (quando necessário)
Devemos abordar um hematoma pélvico encontrado na laparo?
Nunca
De onde é a hemorragia de 90% dos casos de fratura pélvica? Como controlar?
Plexo venosos retroperitoneal
Controla bem realinhando a pelve
Do que suspeitar se o paciente com fx pélvica continua instável após alinhamento? Como tratar?
Lesão arterial (+ comum ilíaca interna)
Embolização na angiografia
O que são as zonas de formação de hematoma no abdome
São áreas que sugerem quais são os vasos mais prováveis
Quais vasos podem ser lesados na zona I? Abordagem?
aorta e seus ramos (inclui porção proximal das renais)
Cirúrgico imediato
Hematomas de zona 2. Quais vasos? Abordagem
Laterais (ao redor da loja renal)
Vasos ou parênquima renal
Explorar se ferida aberta
Hematoma de zona 2 em trauma fechado, encontrado em laparotomia (achado) ou exame. O que fazer?
Não abordar. Somente se aumento de volume ou sangramento ativo
Hematoma de zona 3. Como abordar?
pelve. Não abordar. pode sangrar muito.
Princípios básicos do trauma vascular (e que se aplicam no trauma vascular abdominal)
exposião
Controle proxima e distal
Reparo (com enxerto autólogo - safena ou politetrafluretileno PTFE)
Cobertura com tecidos.
Manobra de Mattox para acesso
O que solta? O que expõe
rotação medial esquerda
Solta baço, estômago, cólon esquerdo, corpo e cauda do pâncreas
(expõe toda a aorta)
manobra de Kocher estendida. o que solta? O que expõe?
Rotação direita medial.
Solta o colon direito e o duodeno.
Acesso infrahepático da cava inferir e aorta alta
Manobra de Catell-Braasch. O que solta e o que visualiza?
Solta colon direito, duodeno (kocher) + delgado.
Permite a melhor visualização do retroperitôneo
Quais são os benefícios da cirurgia de controle de dano?
Reduz exposição cirúrgica no paciente grave
O que é feito numa cirurgia de controle de danos?
Controle vascular (ligadura, tamponamento, compressas ou embolização) Ressecção ou sutura do que precisar (evita contaminação)
O que não é feito na cirurgia de controle de danos?
Anastomoses ou reconstruções complexas
Quando reopera o paciente pós controle de danos? Qual é o risco antes da cirurgia?
Quando estável (48-72 h)
Risco de síndrome compartimental abdominal
Cite quatro causas de SCA no paciente de trauma
Reposição volêmica excessiva (transudação)
ascite
hematomas volumosos
compressas de tamponamento
Qual é o valor normal da PIA?
5 a 7
O que é considerado Hipertensão Intra-abdominal e o que é considerado SCA?
Hipertensão acima de 12
SCA > 20 + disfunção de pelo menos 1 órgão
Qual é a primeira manifestação da SCA? E quais suas consequências?
Alteração respiratória (redução dos volumes e complacência). Consequencias: hipoxia, hipercapnia, acidose respiratória
O que acontece quando a PIA chega a 25?
Comprime a cava e cai o retorno venoso
Aumenta a resistência periférica
O que acontece com os rins e intestino na SCA?
Queda na filtração e oligúria (compressão venosa)
Compressão vasos mesentéricos (acidose intramural e edema intestinal)
Método prático de media a PIA?
pressão intravesical
O que é pressão de perfusão abdominal?
Qual é o alvo?
PAM - PIA
Alvo acima de 60
Tratamento inicial da PIA > 20. e se existir falência orgânica, TCE ou aumento da PIC?
Critério nos volumes
Drenagem de coleções
Se TCE, disfunção ou aumento da PIC: laparotomia descompressiva
Tratamento se PIA > 25
Sempre descompressão
Bolsa de bogota
Três direções do trauma pélvico
AP
Lateral
Vertical
O que é considerada uma fratura de pelve estável
Anel alinhado
Abertura da sínfise menor que 2,5
Como se chama a classificação de fraturas de pelve
Yuung e Burgess
O que são os tipos A, B e C de fratura de pelve
A - força lateral
B - força AP
C- Força vertical
Quais são as fraturas estáveis e instáveis na classificação de pelve
I - estáveis
II - instáveis
Graus I, II e III das fraturas pélvicas laterais(tipo A)
I - fratura do ramo púbico
II - ramo púbico e asa do íleo
III - ramo púbico + asa + descolamento da sínfise contralateral
Graus I, II e III das fraturas de pelve laterais (tipo B)
Sempre tem abertura da pelve +
I - só abertura
II - ruptura dos sacroespinhoso e sacrotuberoso
III - Abertura de todos os ligamentos (livro aberto)
Como são as fraturas tipo C da pelve
Igual BIII (ruptura de todos os ligamentos, mas por trauma vertical
Quais são as lesões pélvicas mais graves?
Tipo B (lesão de vasos do plexo sacro)
Quais fraturas tem menor risco de sangramento. Em contrapartida apresentam maior risco de …..
A e C
Maior risco de lesões de vísceras
A radiografia é boa para dignosticar fratura de pelve?
Sim
Achados na fratura de pelve:
instavilidade, equimoses pélvicas, discrepâncias de tamenho de membros
rotações lateais
Que tipos de fraturas são abordadas cirurgicamente? Como?
Tipos II e III (instáveis)
Com fixador externo com ou sem fixação interna
Hematomas de pelve na laparotomia devem ser abordados?
Nunca
Qual é a origem de 90% das hemorragias pélvicas
plexo venoso retroperitoneal
Se o paciente continua instabilizando com o alinhamento pélvico, quadl é a possibilidade? Qual a abordagem nesses casos?
Lesão arterial (sistema ilíaco interno).
Precisa de angio com embolização