Vascular Flashcards
Como são as ulceras arteriais em relação à DOR?
dor severa
Como são as ulceras arteriais em relação à LOCALIZAÇÃO?
Dedos, tornozelo ext
Como são as ulceras arteriais em relação à HEMORRAGIA?
não ocorre
Como são as ulceras arteriais em relação aos SINAIS?
alterações tróficas cutâneas: atrofia e ausência de pilosidade
Como são as ulceras arteriais em relação às CARACTERISTICAS?
bordos a pique
Como são as ulceras venosas em relação à DOR?
moderada
Como são as ulceras venosas em relação à LOCALIZAÇÃO?
tornozelo int
Como são as ulceras venosas em relação à HEMORRAGIA?
moderada
Como são as ulceras venosas em relação aos SINAIS?
edema e dermatite de estase, hemossiderina
Como são as ulceras venosas em relação às CARACTERISTICAS?
bordos circinados
Como são as ulceras neuropáticas em relação à DOR?
sem dor
Como são as ulceras venosas em relação à LOCALIZAÇÃO?
calcanhar e metatarso
Como são as ulceras neuropáticas em relação à HEMORRAGIA?
severa
Como são as ulceras neuropáticas em relação às CARACTERISTICAS?
hiperqueratose
o que é a síndrome de roubo arterial?
complicação de construção cirúrgica de Fístula–Arteriovenosa (FAV) em doentes que vão iniciar hemodiálise.
o que ocorre na síndrome de roubo arterial?
desvio do sangue arterial para a FAV -> menor afluxo distal -> isquemia
como é o quadro da síndrome de roubo arterial?
palidez, (-) pulsos distais, claudicação, parestesias, lesões tróficas e necrose
doenças ARTERIAIS dividem-se em 2 grandes grupos
- Aneurismática
- Oclusiva
como se define um aneurisma?
dilatação de artéria >1,5 do seu diâmetro normal
que tipos de aneurismas existem?
Fusiformes; - Saculares; - Pseudoaneurisma: ; - Aneurisma micótico: aneurismas causados por uma infeção que
o que é um Pseudoaneurisma?
não é constituído por todas as camadas que constituem o vaso (disrupção da íntima, parede do aneurisma é adventícia)
o que é um Aneurisma micótico?
infeção(não necessariamente fúngica) que destrói parcialmente a parede do vaso
Que complicações têm os aneurismas?
Rutura
Trombose/Embolia
Vegetação séptica
O que é, no aneurisma micótico, a Vegetação séptica?
coágulo fica preso às válvulas e vai liberta pequenos êmbolos infetados -> infeção sistémica
como se manifestam os aneurismas da aorta abdominal?
- massa pulsátil
- sopro
- Se rutura: dor intensa irradiada ao dorso ou lombo; hipotensão; síncope; morte
como se manifestam os aneurismas perifericos?
- massa pulsátil inguinal ou poplítea
- Se rutura: dor súbita e isquémia do membro inferior
A cirurgia endovascular de correção do aneurisma abdominal tem menor mortalidade e risco de infeção. Como se faz?
- Arteriografia com colocação de próteses via percutânea através da artéria femoral;
- Prótese coberta pode comprometer emergência de artérias
- Próteses fenestradas garantem passagem de sangue
A cirurgia convencional de correção do aneurisma abdominal é mais invasiva e tem maior risco de infeção. Como se faz?
-por laparotomia, para colocação de prótese, temos de dissecarmos os tecidos envolventes da aorta, vamos ter uma hemorragia difícil de conter
A arteriosclerose é uma Doença Arterial Oclusiva com que fatores de risco?
- Idade
- Sexo masculino
- Tabaco
- HTA
- Diabetes
- Sedentarismo
- Obesidade
- Dislipidémia
A arteriosclerose atinge 1o a intima e depois a média, que vasos afeta mais?
- zonas de bifurcação (sangue é mais turbulento)
- em artérias de médio e grande calibre
apesar da formação de colaterais, a arteriosclerose torna-se preocupante quando?
- estenose >75% do diâmetro
- fluxo for <50% do normal
A trombose está associada à tríade de Virchow:
- Diminuição velocidade (estase)
- Lesão parietal (estenose)
- Hipercoagulabilidade
A trombose acontece mais nos membros inferiores do que nos superiores. E avaliamos este facto através do IPS (índice pressão sistólica):
- razão entre a pressão na artéria tibial e a pressão na artéria umeral
- IPS baixo (<0.9) = mau prognóstico da mortalidade
- índice indireto da gravidade da doença
- Faz diagnóstico e prognostico
Como é o grau I da Doença Arterial Crónica Oclusiva dos Membros Inferiores?
- existem lesões, mas é assintomática
- insuficiência vascular é superada pelos colaterais
Como é o grau II da Doença Arterial Crónica Oclusiva dos Membros Inferiores?
- claudicação intermitente
a) Não incapacitante (> 200)
b) Incapacitante (< 200 m).
Como é o grau III da Doença Arterial Crónica Oclusiva dos Membros Inferiores?
-dor surge em repouso
Como é o grau IV da Doença Arterial Crónica Oclusiva dos Membros Inferiores?
-quando surgem lesões tróficas cutâneas: Úlceras, Gangrena/necrose
quais são os graus de Doença Arterial Crónica Oclusiva dos Membros Inferiores que têm isquémia crítica?
grau III e IV
Como é o tratamento conservador da Doença Arterial Crónica Oclusiva?
- controlo dos fatores de risco
- exercício físico (desenvolver colaterais)
- Cuidados podológico
Que farmacos são usados no tratamento conservador da Doença Arterial Crónica Oclusiva?
- Antiagregantes (AAS e clopidogrel)
- Pentoxifilina (vasodilatador arterial)
- Prostaglandinas (cilostazol)
Como é o tratamento cirurgico da Doença Arterial Crónica Oclusiva?
- Cirurgia endovascular: angioplastia com ou sem stent (ideal)
- Cirurgia clássica/by-pass (lesões extensas)
- Amputação
Na Isquémia Aguda dos Membros Inferiores o fluxo de sangue é interrompido num dado local. O membro vai ficar
- Pálido
- Frio (Polar)
- Doloroso (Pain): súbita tipo pedrada, facada ou tiro
- Sem Pulso
- Parestesias
- Paralisia
Na Isquémia Aguda MI as microembolias periféricas podem originar o Sindrome do Dedo Azul - o que é?
- dor súbita + cor azulada num dedo do pé
- isquémia crónica, arteriosclerose e libertação de um pequeno êmbolo ou placa, que entope um vaso de muito pequeno calibre
Se um embolo se forma no coração e se liberta e entupe um vaso, não havendo queixas de isquémia anterior ou alterações tróficas cutâneas - isto é Isquémia Crónica Agudizada ou Isquémia Aguda?
- Isquémia Aguda
- Normalmente há história passada de Fa, EAM ou substituição valvular
- Grave porque não há colaterais
- Ao fim de 6h já há lesão nervosa
- tromboembolectomia urgente ou amputação
Na Isquémia Crónica Agudizada o doente já tem alterações da doença oclusiva crónica como lesões tróficas e claudicação intermitente Como se distingue a agudização?
- dor intensa súbita que alivia porque há colaterais
- Resolve-se com heparina
- Eventual procedimento de revascularização ou amputação
Quanto mais tempo o membro tiver em isquémia, maior a probabilidade de existir lesão de reperfusão - o que é?
-músculos em isquémia libertam substâncias vasoativas
-após restabelecida a circulação do membro, estes agentes promovem vasodilatação excessiva
-músculos edemaciados contidos nas aponevroses -> Síndrome Compartimental -> comprimir os vasos (isquémia secundária)
Necessário fasciotomia
Caracterização da Doença Vascular Diabética :
- doença arteriosclerótica mais difusa e periférica/distal
- atingimento tibioperonial
- microangiopatia, neuropatia, nefropatia e retinopatia
- associada ao Pé de Charcot
o que é o Pé de Charcot ?
- baixa perfusão e inervação
- atrofia muscular e ligamentar
- luxação tarso-társica do pé e alteração da curvatura plantar normal
- surgimento de úlcera e infeções
Como se faz o retorno venoso do sangue ao coração?
- Contração muscular
- Pressão intratorácica negativa na inspiração
- Diminuição da pressão no átrio direito na diástole
- Vis a tergo (sangue que vem do coração empurra o sangue que estava nos pés)
- Compressão indireta das artérias = pulsação
A que se devem as varizes?
insuficiência das válvulas, permitindo o refluxo venoso. A veia fica dilatada, fina e superficial
O que são as varizes 1arias?
- essenciais ou familiares
- má qualidade das paredes das veias e/ou uma má qualidade do sistema valvular
O que são as varizes 2arias?
- mais habituais
- destruição das válvulas
- relacionadas com TVP, trauma ou obstrução externa
quais são as complicações das varizes?
- Varicorragia e Varicoflebite
- Úlcera venosa
- Lipodermato-esclerose
- Edema
O que é a Varicoflebite?
estase nos vasos, que pode infetar
O que é a Lipodermato-esclerose?
- derme espessada e dura (epiderme muito fininha)
- hemossiderina que confere um tom acastanhado à pele
Como é o tratamento médico das varizes?
- Exercício físico
- Meias de contenção elástica
- Elevação dos membros
- Perda de peso
- Venotrópico oral (Daflon)
O tratamento de varizes por injeção de agentes que impedem que estes vasos fiquem com sangue, deixando de ter estase - tem o nome de?
Escleroterapia
Como é a base do tratamento cirúrgico das varizes?
- varizes mais exacerbadas são retirado
- Uso de Ecodoppler
O que permite perceber a Ecodoppler no tratamento cirúrgico das varizes?
- veias estão insuficientes e têm de ser retiradas
- permeabilidade do sistema venoso profundo
- anatomia
- competência da crossa da veias safena interna e externa
- mapeamento de perfurantes incompetentes que deviam drenar para o sist. prof.
O tratamento cirúrgico das varizes por Avulsão (stripping) da veia safena interna (VSI) é:
- localiza-se safena junto ao maleolo interno
- laqueia-se e secciona-se parcialmente
- na confluência com a V.Femoral passa-se fio até laqueação e prende-se aí
- puxa-se (stripping), e a veia sai
- laqueação de comunicantes insuficientes antes de se tirar a veia
O tratamento cirúrgico das varizes pode-se ainda fazer por:
- Avulsão da VSI por radiofrequência
- Avulsão da VSI por laser endovenoso
- Laqueação seletiva de perfurantes
- Tailored surgery
A TVP pode ser assintomática (50% dos doentes a 1ª manifestação é TEP). Quadro típico?
- dor na coxa ou na perna
- com ou sem edema
- história de cirurgia recente, trauma, tumor, imobilização prolongada, uso de anticoncetivos orais
Como o exame clínico dá o diagnóstico em apenas 50% dos casos. Que meio complementar se usa?
-Ecodoppler é a modalidade diagnóstica de eleição
TVP faz diagnóstico diferencial com?
- Contusão muscular
- Celulite
- Erisipela
- Linfedema
- Rotura do quisto de Baker
O que é o sinal de Hommans na TVP?
dor à dorsiflexão do pé, doente tá deitado, faz-se esse movimento, e o doente tem dor referida na região gemelar → sinal muito inespecífico
Uma TVP proximal (ileofemoral) não tratada pode evoluir para isquémia, originando:
- Flegmasia alba dolens - palidez por isquemia secundaria ao cesse do retorno venoso
- Flegmasia cerulea dolens - cianose, com grave comprometimento circulatório
Como se trata a TVP?
- heparina numa primeira fase e depois a anticoagulação oral (3 a 6 meses)
- trombolíticos (episódio agudo).
Numa TVS surgem sinais inflamatórios, tais como:
-calor/rubor/dor e endurecimento no trajeto da veia -> varicoflebite
Em que situações pode surgir TVS?
- Espontânea
- Pós canulação venosa (soro; toxicodependentes)
- Gravidez e Pós-parto
- Tumor maligno intrabdominal (síndrome de Trousseau)
Como se trata a TVS?
- Antiinflamatórios não esteroides, compressão e elevação do membro.
- Antibioterapia e a Heparina baixo peso
De que resulta a Insuficiência Crónica dos MI?
-Alterações do sistema valvular, constitucionais ou associadas a TVP prévia
O que ocorre na Insuficiência Crónica dos MI?
- aumento permanente da pressão venosa
- não alivia com a marcha
- continua a haver estase
- pode agravar com a marcha: claudicação venosa
Se a estase venosa da Insuficiência Crónica dos MIs não for tratada há:
- edema
- alterações crónicas da derme e epiderme
- depósitos de hemossiderina
- Úlceração cutânea
Como é o tratamento da Insuficiência Crónica dos MIs?
- elevação dos membros
- compressão elástica,
- pensos oclusivos das úlceras
- exercício físico, nutrição
- Tratamento Ablativo, Anti-refluxo, Bypass, Enxerto na úlcera
O que é uma fistula arteriovenosa?
comunicação entre uma artéria e uma veia
como se faz uma fistula arteriovenosa?
- laqueia-se a veia na sua porção mais distal (retorno faz-se por colaterais)
- liga-se veia à arteria mais proximal
- sangue da artéria distal é roubado parcialmente
Qual é o objetivo de uma fistula arteriovenosa?
arterializar uma veia superficial para que esta fique mais acessível a punções repetidas, e que tenha débito suficiente para permitir uma diálise eficaz
Que condições tem a veia para ser puncionada?
- Diâmetro >5 mm
- Segmento puncionável >20 cm
- Profundidade entre o vaso e a epiderme <1 cm
uma fistula arteriovenosa tem o objetivo de dar à veia um debito de:
igual ou superior a 300 ml por minuto de modo a que a hemodialise seja eficaz
quais os tipos de fistulas arteriovenosas existem?
- Autóloga
- Protese PTFE
- Cateter venoso central com duplo lumen (+infeção)
o que é uma fistula arteriovenosa Autóloga?
- veias superficiais do próprio doente:
- Radio-cefálica (A.radial + V.cefálica)
- Umero-cefálica/mediana (A.Umeral + V.Cefálica ou ramo mediano desta)
o que é uma fistula arteriovenosa com Protese PTFE?
- não existem veias superficiais que possamos arterializar
- prótese une V.Axilar à A.Umeral
- prótese será puncionada
o que é uma fistula arteriovenosa Autóloga por Transposição da veia basílica ?
- A.Umeral + V.Basílica
- tem-se de trazer a V. para a superfície – património venoso do doente não é muito bom
Que complicações existem na fistula arteriovenosa?
- trombose (não funcionamento da fístula)
- infeção (na prótese)
- S. Roubo
- IC (sangue não vai todo para o membro e vai logo para o coração, há alguma sobrecarga)
O Linfedema pode ser primário ou secundário - o que é?
-Ausência ou disfunção ou oclusão ou compressão - do sistema linfático a montante
Como se apresenta o membro no Linfedema ?
- edemaciado
- não doloroso
- pálido
- elástico (sem sinal godé)
- perde a forma anatómica
- fibrose progressiva (estase e fibroblastos) =>elefantíase.
Que complicações dá o linfedema?
- linfangite
- erisipela com adenite satélite (“ingua”)
- sinais de inflamação que iriam chegar aos gânglios.
Como se trata o linfedema?
- Compressão mecânica externa
- Cuidado com a pele
- Cirurgia – redução do volume, retalho dermico ou enxerto epiploico; bypass-linfovenoso
Como se caracteriza a Linfangite ?
-linhas vermelhas longitudinais duma ferida até gânglios regionais pelo trajeto dos vasos linfáticos
Que manifestações dá a Linfangite?
- Febre, calafrios e quebra do estado geral
- Dor na zona da ferida primária
- Estreptococos hemolitico ou estafilococos
Como se trata a linfangite?
- Elevação do membro
- Aplicação de calor
- Antibióticos endovenosos
- Limpeza ou drenagem ou desbridamento da ferida primária