Síndrome Metabólica Flashcards
Como fazer o diagnóstico de Sd. Metabólica?
3 critérios:
- PA elevada > 130x80
- TG > ou = 150
- Glicemia > ou = 110
- LDL < 50 em mulheres ou 40 em homens
- CA > 88 em mulheres ou 102 em homens
HAS: quando podemos realizar o diagnóstico na 1a consulta?
PA > ou = 180x110 ou lesão de órgão alvo
HAS: valores de MAPA e MRPA para o diagnóstico
MAPA: vigília > 135x80, 24h > 130x80, sono > 120x70
MRPA > 130x80
HAS: definição de hipertensão sistólica isolada
PAS > 140
PAD < 90
HAS: alvo do tratamento
Geral < 140/90
Alto risco (diabetes, lesão de órgão alvo, 3 fatores de risco ou mais)/ EUA < 130x80
Idoso frágil < 160x90
HAS: cite as medidas de MEV
Redução de peso
Dieta DASH
Restrição de sódio < 2g
Atividade física (30min por dia)
Redução de ingesta alcoólica
HAS: indicações de monoterapia / terapia dupla
Mono - HAS leve ou pré-HAS em paciente de alto risco CV ou idoso frágil
Dupla - HAS 2 ou 3 ou 1 com alto risco CV
HAS: indicações IECA ou BRA
Jovem, branco
Doença renal
Portadores de IC ou DAC
Pacientes com gota (losartana)
HAS: quais são e indicações de diuréticos tiazídicos?
Clortalidona, indapamida e HCTZ
Idoso, negro
Paciente com osteoporose (hipercalcemia)
HAS: quais são e indicações dos BCC?
Vasosseletivos - “dipinas” e cardiosseletivos - verapamil e diltiazem
Idoso, negro
Portadores de DAOP - vasosseletivos
Portadores de FA - cardiosseletivos
HAS: contraindicações IECA e BRA
IRA com Cr > 3
Hipercalemia
Estenose bilateral de artéria renal
IECA pode causar tosse e angioedema
Gestantes
HAS: efeitos colaterais dos diuréticos tiazídicos
4 hipo’s -> volemia, natremia, calemia, magnesemia
3 hiper’s -> glicemia, lipidemia, uricemia
Outro -> fotossensibilidade (fator de risco pra CA de pele)
HAS: efeitos colaterais dos BCCs
Cefaleia, edema e rubor (cardiosseletivos)
Bradiarritmia
Diminuição da FE - IC
Conceito de HAS resistente X refratária
Resistente - não controlada com as 3 drogas de 1a linha otimizadas
Refratária - já fez de tudo e PA permanece elevada
Quando suspeitar de HAS secundária?
< 30 ou > 55 anos
Lesão de órgão alvo desproporcional
Resistente / grave
HAS + hipocalemia: o que / como investigar?
HAS secundária a hiperaldosteronismo
Solicitar aldosterona e renina plasmáticas para o diagnóstico –> pensar em causa primária quando relação aldosterona / renina > 30
Causa secundária = estenose de artéria renal –> pedir Doppler
HAS + aumento da creatinina ou proteinúria: o que / como investigar?
Doença renal parenquimatosa
Solicitar USG renal + clearance de creatinina
HAS + ronco e sonolência: o que / como investigar?
Apneia obstrutiva do sono
Solicitar polissonografia
HAS + cefaleia, sudorese e palpitações: o que / como investigar?
Feocromocitoma
Pesquisar metanefrinas urinárias e no plasma
HAS + paciente jovem com diminuição no pulso femoral: o que / como investigar?
Coarctação de aorta
Angio-TC
HAS + paciente com galactorreia e amenorreia: o que / como investigar?
Macroadenoma de hipófise
Conduta geral para emergência hipertensiva
Anti-hipertensivos venosos
Diminuir PA em 20-25% na primeira hora
Manter PA em 160x100 em 2-6h
Quando alcançar metas - iniciar AHO e desmamar droga IV
Conduta geral para urgência hipertensiva
Alcançar PA de 160x100mmHg em 24-48h
Drogas VO de efeito mais rápido - captopril, furosemida, clonidina
Emergência hipertensiva: quando normalizar a PA imediatamente?
Dissecção de aorta ou hemorragia intracraniana
Emergência hipertensiva: quando manter a PA elevada?
AVE isquêmico - 220x120 ou 185x110 se trombólise
Pseudocrise hipertensiva: o que é? Qual a conduta?
Paciente com PA > 180x120 sem sintomas e com exames normais
Realizar ansiolítico ou analgesia
Fórmula de Friedewald: pra que / como serve?
Cálculo de LDL
LDL = CT - HDL - TG/5 (não usar se TG > 400)
Hipertrigliceridemia: alvo terapêutico? Quando realizar terapia medicamentosa?
< 150
Fibrato quando TG > 500
Qual o alvo do colesterol HDL? Qual terapia estabelecer quando tiver abaixo do esperado?
< 40
MEV
Lembrando: ácido nicotínico aumenta, mas não tem indicação
Terapia de alta intensidade para hiperlipidemia: drogas, alvo terapêutico, quando realizar?
Objetivo é diminuir LDL ≥ 50%
- Risco muito alto (LDL < 50) = paciente com doença CV aterosclerótico
- Risco alto (LDL < 70) = paciente com LDL > 190 ou escore de risco > 20%
Atorvastatina 40-80mg ou Rosuvastatina 20-40mg
Terapia de moderada intensidade para hiperlipidemia: drogas, alvo terapêutico, quando realizar?
Objetivo é diminuir 30-50% do LDL
- Risco alto (LDL < 70) = paciente com LDL entre 70-189 + diabético ou fator de risco de entre 7,5 e 20%
- Risco intermediário (LDL < 100) = DM isolado
Atorvastatina 10-20mg ou Sinvastatina 20-40mg
Estatinas: faixa etária de maior benefício? Efeitos adversos?
40-75 anos
Hepatite e miopatia (evitar associar com fibrato)
Quais drogas instituir em pacientes com dislipidemia intolerantes ou refratários ao tratamento com estatinas?
Associar ezetimibe ou inibidor da PCSK9
Quando devemos rastrear HAS na infância?
Anualmente a partir dos 3 anos
Menores de 3 anos com fatores de risco para HAS secundária (doenças renais, cateterismo umbilical)
Como escolher o manguito para aferir a PA em crianças?
Medir a circunferência braquial no ponto médio entre o olécrano e o acrômio
Deve ter 40% de largura e 80-100% de comprimento
Classificação de HAS na infância para crianças 1 a 13 anos
Normal - PAS e PAD < p90
Elevada - PAS ou PAD entre p90 e p95 ou > 120x80
Estágio 1 - PAS ou PAD > p95 ou > 130x80
Estágio 2 - PAS ou PAD > p95 ou > 140x90
Classificação de HAS na infância a partir dos 13 anos
Normal < 120x80
Elevada - PAS de 120 a 129 e PAD < 80
Estágio 1 - PAS entre 130x80 a 139x89
Estágio 2 - PAS > 140x90
Quando podemos dar o diagnóstico de hipertensão para uma criança?
Após repetir a aferição 3x em uma mesma consulta, em 3 atendimentos distintos
DM1: diagnóstico
Peptídeo C indetectável
Anti-ICA e anti-GAD positivos
O que é DM LADA?
Quadro autoimune tardio - abre o quadro quando adultos, evolução lenta
O que é DM MODY?
Disfunção de células beta por deficiência genética, < 25 anos com DM e anticorpos negativos
Quando realizar rastreio pra DM na população geral?
3 em 3 anos, a partir de 45 anos no BR e 35 nos EUA
Diagnóstico de pré-DM
GJ entre 100-125
Glicemia TTGO pós 2h entre 140-199
HbA1C entre 5,7 e 6,4
Pré-DM: quando introduzir Metformina?
< 60 anos com IMC ≥ 35, glicemia ≥ 110, HbA1C ≥ 6 ou história de DMG
Diagnóstico de DM
2 testes positivos:
GJ a partir de 126
TTGO 2h a partir de 200
HbA1C a partir de 6,5
Apenas 1 teste se:
Glicemia a partir de 200 com sintomas francos
Quando realizar rastreio pra DM em pacientes de risco?
IMC ≥ 25 + fator de risco:
- HF 1o grau de DM
- HAS, DLP, sendentarismo, doença CV
- SOP, DMG
- HIV
Alvo do tratamento para DM
HbA1C < 7% (8% para idosos debilitados)
Glicemia capilar pré-prandial entre 80-130, pós-prandial < 180, pode manter entre 140-180 em pacientes críticos
Descreva o esquema intensivo de insulinoterapia
Dose: 0,5-1 UI/kg/dia
Basal –> NPH 2x/dia ou Glargina 1x/dia
Bolus –> Regular 30min antes das refeições ou Lispro na hora da refeição
O que é o fenômeno do alvorecer + conduta?
Paciente acorda com hiperglicemia porque tomou NPH muito cedo, não foi suficiente pra cobrir a noite inteira
Cd: NPH mais tarde, aumentar NPH se não funcionar
O que é o fenômeno de Somogyii?
Paciente comeu muito cedo ou dose de NPH muito alta –> hipoglicemia de madrugada –> aumento dos hormônios metabólicos –> hiperglicemia de manhã
Cd: Orientar lanche à noite ou diminuir NPH
Metformina: mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Reduz a resistência insulínica, atua no fígado
Vantagens = baixo custo, sem ganho de peso
Desvantagens = manifestações GI, diminui absorção de B12, risco de acidose lática (CI nas insuficiências)
Pioglitazona: mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Reduz a resistência insulínica, atua no músculo
Vantagens = baixo custo, bom pra esteatose, diminui risco de AVC
Desvantagens = aumenta peso, retenção hídrica (CI para IC), aumenta risco de fraturas
Análogo de GLP-1: drogas, mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Glutidas
Aumento da incretina –> aumento da insulina dependente de glicose
Vantagens = perda de peso, proteção cardiorrenal, bom pra esteatose
Desvantagens = alto custo, efeito GI, pancreatite, injetável
Inibidor da DPP4: drogas, mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Inibe a DPP4 (degrada a incretina) –> aumento da insulina dependente de glicose
Vantagens = sem ganho de peso
Desvantagem = efeitos GI
Tirzepatida: mecanismo de ação e vantagem
Análogo de GLP1 e da GIP –> levam o aumento da incretina
Maior redução de peso
Inibidor do SGLT2: drogas, mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Glifozinas
Inibe a reabsorção de glicose pelos rins –> liberada na urina
Vantagens = redução de peso, proteção cardiorrenal
Desvantagens = poliúria, ITU, risco de amputação, cetoacidose euglicêmica
Sulfoniureias: drogas, mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Glibenclamida, gliclazida, gliclazina
Aumento da secreção de insulina - simula a basal
Vantagens = baixo custo
Desvantagens = hipoglicemia, ganho de peso
Glinidas: mecanismo de ação, vantagens e desvantagens
Aumento da secreção de insulina - simula a pós-prandial
Desvantagens = mesmos das sulfas (hipoglicemia, ganho de peso), só que mais discretos
Terapia para paciente sem doença cardíaca ou renal com HbA1C ≤ 7,5
Metformina
Terapia para paciente sem doença cardíaca ou renal com HbA1C ≥ 7,5
Metformina + associar com outra droga
DM2: paciente refratário a terapia dupla, qual o próximo passo?
Terapia tripla ou iniciar insulina basal (NPH noturna bedtime com aumento progressivo da dose)
DM2: Qual droga devemos retirar se formos introduzir insulina no plano terapêutico do paciente?
Sulfoniureias
Paciente diabético recém diagnosticado com HbA1C ≥ 9-10% ou glicemia ≥ 250-300, como tratar?
Associar Metformina com insulinoterapia, pode ser possível retirar a insulina se houver melhora
Quando devemos substituir a Metformina pelos análogos da GLP1 ou inibidores do SGLT2 como 1a droga para tratamento de DM2?
Doença aterosclerótica, IC, DRC, paciente ≥ 55 anos com fatores de risco
Cetoacidose diabética: quadro clínico
Poliúria, desidratação
Hálito cetônico
Dor abdominal
Hiperventilação de Kussmaul
Cetoacidose diabética: diagnóstico
Glicemia > 250
Cetonúria / cetonemia
pH < 7,3 e BIC < 15
Estado hiperglicêmico hiperosmolar: fisiopatologia + clínica
Paciente DM2 com pouca insulina –> polifagia + aumento dos hormônios contra-insulínicos –> osmolaridade sobe, água sai das células e o paciente apresenta polidipsia como mecanismo compensatório, regulando a osmolaridade –> quando o paciente para de beber água, ele cursa com as repercussões = poliúria + confusão mental por desidratação do neurônio, sem acidose ou dor abdominal
Estado hiperglicêmico hiperosmolar: diagnóstico
Glicose > 600
Osmolaridade > 320
pH > 7,3 e BIC > 18
Tratamento da cetoacidose diabética e do estado hiperglicêmico hiperosmolar
Volume –> SF 0,9% 20ml/kg na 1a hora, avaliar natremia com correção (cai 1,6 mEq para cada 100mg/dl de glicemia aumentada), manter 0,9% se < 135 e reduzir para NaCl 0,45% se > 135
Insulina –> 0,1 U/kg em bolus + 0,1 U/kg/h de manutenção OU 0,14 U/kg/h contínuo
*** Reduzir 50-80 por hora, adicionar SG 5% quando chegar a 200
Potássio –> repor 20-30mEq a cada litro de soro
Adiar potássio se K > 5,2 e adiar insulina se K < 3,3
*** Só repor K se DU de 50ml/h
Quando repor BIC na cetoacidose diabética?
pH < 6,9
Quando consideramos o paciente como compensado na CAD e no EHH
CAD –> 2 critérios: pH > 7,3, BIC > 15 ou AG < 12
EHH –> osmolaridade < 310
Quando devemos rastrear as complicações crônicas microvasculares da DM?
DM1 - a partir de 5 anos de doença
DM2 - no diagnóstico
Sobre a retinopatia diabética: descreva a doença não proliferativa
Formação de microaneurisma –> exsudato duro –> hemorragia em chama de vela –> manchas algodonosas –> veias em conta de rosário
Sobre a retinopatia diabética: descreva a doença proliferativa
Formação de neovasos
Quando realizar e o que fazer para retinopatia diabética?
Não proliferativa grave ou proliferativa
Anti-VEGF (impede a formação de neovasos), fotocoagulação
Sobre a nefropatia diabética: quais exames devemos realizar?
Albuminúria e clearance de creatinina
Tratamento para nefropatia diabética
IECA ou BRA + gliflozina
Acrescentar Finerenona se refratário
Controlar a PA
Sobre a neuropatia diabética: quais exames realizar para diagnóstico e qual a principal forma?
Teste do monofilamento
Polineuropatia simétrica distal em luva e bota