HPV e NIC Flashcards
Quais os dois tipos celulares do colo uterino?
A porção externa é formada por epitélio pavimentoso estratificado, enquanto que a porção do endocérvice é formada por epitélio cilíndrico simples(mucosa glandular).
O que é a junção escamo celular ou zona de transformação e qual sua importância?
É uma região de transição entre os diferentes epitélios dessa região. É a área com maior susceptibilidade para surgimento de neoplasias devido a alta taxa de divisão, HPV irá atuar principalmente nessa região.
Qual importância da membrana basal dos dois tipos de epitélio?
Importante no estudo e no prognóstico das neoplasias de colo.
Qual diferença de da JEC evertida para a invertida?
Evertida - para fora.
Invertida - para dentro.
Qual o limite da NIC?
Neoplasia limitada a membrana basal.
Como a NIC é classificada?
De acordo com o grau de células imaturas atípicas, atipias e displasia celular.
Como o HPV atua no processo da doença?
Quando há lesão cervical - ocorre mitose reparadora, porém o HPV culmina com supressão do patrulhamento dos erros genéticos, fazendo com que as células cresçam de forma anárquica e displásico, propiciando o surgimento de neoplasia.
O HPV de baixo risco pode cursar com qual doença?
Condilomas.
Qual o achado característico da infecção pelo HPV na microscopia?
Coilocitose(hipercromasia nuclear, binucleação, atipia, formação de halo ao redor do núcleo) –> não é lesão precursora de câncer.
Quais outros tipos de câncer o HPV está relacionado?
CCE de orofaringe, carcinoma de pênis/canal anal(pacientes HIV).
Quais os tipos de vacina que estão disponíveis no Brasil?
Quadrivalente(SUS - 6/11 16/18) e bivalente.
Como é a administração da vacina?
Meninas entre 9-26 anos, preferencialmente antes do primeiro contato sexual ou após o primeiro contato.
Se meninos 11-13 anos e meninas 9-15 anos - duas doses com intervalo de 6 meses.
Se 15-26 anos –> três doses no esquema 0 - 2 - 6 meses de intervalo.
Qual o esquema vacinal para pacientes com HIV?
Devem receber três doses com 0 - 2 - 6 meses de intervalo.
Quais as características da NIC I?
Substituição de menos de 1/3 por células imaturas atípicas. Grau leve de anaplasia, presença de células com coilocitose(sugestão de infecção pelo HPV), quando coradas pelo Papanicolau - núcleo grande, hipercromasia e/ou halo citoplasmático de reforço.
Quais as características da NIC II?
Alterações celular que ocupam até 2/3 do epitélio escamoso. Diferenciação celular incompleta nas camadas superiores, células intermediárias com núcleos atípicos, quando coradas - células escamosas atípicas menores que as superficiais com características tintoriais de células intermediárias.
Quais as características da NIC III?
Substituição total ou de mais de 2/3 do epitélio escamoso por células escamosas do tipo basal ou parabasal(aspecto basaloide) + as seguinte alterações:
alta relação núcleo/citoplasma, hipercromasia, mitoses atípicas, contornos celulares atípicos.
Alguns autores consideram NIC III como Carcinoma in situ.
Qual a divisão proposta pelo sistema de Bethesda e da nomenclatura citológica Brasileira?
Alterações benignas
Atipias de significado indeterminado(ASC-US - possivelmente não neoplásico e ASC-H, essa última não pode ser descartada como de alto grau)
LSIL(NIC I)
HSIL(NIC II/III)
Adenocarcinoma in situ(NIC III) - inclui a AGC(Atipicous glandular cels)
Carcinoma invasor
Quem dá o diagnóstico definitivo após suspeita?
Biópsia pela colposcopia.
Qual a conduta nos casos de ASC-US?
Repetição da colpocitologia oncótica em 6 meses.
Segunda coleta deve ser feita depois do correto tratamento para possíveis infecções genitais e estrogenização em mulheres na pós meno pausa.
*Se paciente < 30 anos - repetir em 1 ano.
Após dois resultados subsequentes normais - rotina normal(3 em 3 anos).
*se resultado igual ou lesão de maio gravidade –> colposcopia –> se duas normais –> rotina de rastreio.
Se colposcopia alterada - biópsia.
*Se colposcopia insatisfatória, com JEC invisível ou parcialmente visível –> avaliação do canal endocervical.
Qual a conduta nos casos de ASC-H?
Mandatória a colposcopia com biópsia imediatamente.
Se JEC visível + alterações –> excisão.
Se JEC invisível - avaliação do canal endocervical e biópsia.
Conduta específica para cada caso de NIC, exceto para NIC I e resultados normais –> seguimento semestral com citologia e colposcopia.
Qual a conduta nos casos de AGU(atipia de células glandulares de significado indeterminado)?
Colposcopia imediata com nova análise do material para coleta(colpocitológico) com especial atenção para o canal endocervical. Ao mesmo tempo faz-se USTV em pacientes com mais de 35 anos + estudo anatomopatológico endometrial(aspirado ou histeroscopia) se houver alteração ao USTV.
Se resultado de AGU persistir - devo fazer investigação em órgãos pélvicos.
Se ausência de lesões extrauterinas e diagnóstico persistir –> faz-se colposcopia e citológico semestral por dois anos(se quatro exames normais - rastreio habitual) ou até o diagnóstico de alguma lesão.
Qual característica da doença invasora?
Vasos atípicos da neoangiogênese.
Como se dá o tratamento?
NIC I - 60 a 85% podem regredir espontâneamente, porém se não ocorrer em até dois anos - conização.
NIC II e III (alto grau) - tratamento com métodos excisionais.
*lembrando que lesão invasora - método excisional é o de escolha sempre.
Qual contraindicação no tratamento se a lesão penetrar o canal endocervical?
Deve-se optar por remoção da lesão por método excisional e não utilizar os métodos de destruição local.
Qual o acompanhamento de NIC I quando se espera pela regressão?
Controle colpocitológico trimestral no primeiro ano e semestral no segundo ano.
Quais as indicações de tratamento excisional/destrutivo em NIC I?
Imunossupressão, NIC I persistente após 2 anos e NIC I recidivante.
Quando é possível realizar a conização?
Quando não há invasão da membrana basal, é um método diagnóstico e terapêutico.
Como é feito o diagnóstico de NIC?
Somente com avaliação histológica.