AAI - Apendicite Aguda Flashcards
O QUE É APENDICITE AGUDA?
QUAL A FISIOPATOLOGIA?
Obstrução –> acúmulo de secreções –> aumento pressão intramural + estímulo visceral (T8 e T10 -dor epigástrica/periumbilical) –> impede drenagem linfática/venosa –> inflamação –> dor localizada [parietal]
- progressão → necrose e perfuração, abscesso, peritonite
**fecálito, aderência, aumento tecido linfático, CE, parasita, TU
FASES EVOLUTIVAS NA FISIOPATO
- Hiperêmica: intraluminal, mucosa
- Edematosa: edema da parede
- Fibrinosa: extensão até a serosa
- Flegmonosa: secreção purulenta no lúmen
- Gangrenosa: isquemia
- Perfurativa
HISTÓRIA TÍPICA
Dor em mesogástrio, em cólica, acompanhada de náuseas ou vômitos e anorexia, que posteriormente migra para FID, passando a caráter contínuo, acompanhada de sinais inflamatórios
**dx baseado na hist típica // se duvida = exames complementares
SINTOMAS INICIAIS
- Dispepsia
- Alteração do hábito intestinal
- Diarreia
- Mal-estar generalizado
Atípicos/inespecíficos
EXAME FÍSICO
- Temperatura normal ou febre baixa
*isolada ñ contribui p/ dx - Dor e/ou plastrão palpável no ponto de McBurney com DB+
SINAIS NO EXAME FÍSICO
- bluemberg [ñ deve ter dor a compressão de outros pontos do abd, só no ponto de mcburney]
- rovsing
- leannander
- summer
- lapinski
- punho-percussão
- dunphy
- obturador
- psoas
SINAIS CLÍNICOS ESPECÍFICOS PARA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Sinal de Murphy
Sinal de Giordano
QUADRO CLÍNICO
- Varia de acordo com a posição do apêndice
- dor flanco/dorsal, irradiação para a pélvis ou o
testículo - disúria, urgência urinária, evacuação diarreica
POSIÇÕES DO APÊNDICE
Retrocecal
Subcecal
Pré ou pós-ileal
Pélvica
HISTÓRIA NATURAL
- Perfuração –> 48h p/ necrose / 70h p/ perfuração
- < 36 horas: < 2% perfurações
- > 36 horas: aumento de 5% a cada 12 horas
- Regressão espontânea possível
- Peritonite
- Fístula
- Óbito
QUAL A APRESENTAÇÃO E TTO DA APENDICITE PSEUDOTUMORAL?
- Massa palpável no quadrante inferior direito
- Mais de uma semana de evolução
- Tratamento inicialmente clínico, com drenagem eventual
- Apendicectomia eletiva
EXAMES COMPLEMENTARES
- Sangue
- Urina
- Imagem
EXAMES LABORATORIAIS E ACHADOS SUGESTIVOS
- B-HCG
- EAS = hematúria / piúria
- HMG = leucocitose > 10000, desvio à esq
- PCR
EXAMES DE IMAGEM
- RX
- USG
- TC
- RNM [ultima escolha]
**laparoscopia é utilizado como dx e tto
QUAL O EXAME DE MAIOR CONFIABILDIADE NO DX?
TC
*porém demora, usa radiação, contraste (nefropatia, reação alérgica)
** em cçs = USG
** gestantes = RNM, se USG inconclusivo (gadolínio ultrapassa barreira principalmente 1º trimestre)
SINAIS NO RX
੦ íleo paralítico na FID;
੦ fecálito no apêndice;
੦ borramento na região do psoas;
੦ pneumoperitônio
**NÃO FAZ DX, AUXILIA EM DX DIFERENCIAL (volvo, intussuscepção, nefrolitíase)
SINAIS NO USG DE ABDOME
੦ diâmetro maior que 6 mm;
੦ dor à compressão;
੦ fecálito na luz;
੦ líquido peritoneal ao redor.
**doppler = > fluxo na inflamação “anel de fogo”
**as vezes não visualiza o apêndice direito
ESCORES DE ALVARADO (1986)
SINTOMAS / SINAIS / LAB
- Migração da dor 1
- Anorexia 1
- Náusea e/ou vômitos 1
- Defesa de parede no quadrante inferior direito do abdome 2
- Dor à palpação 1
- Elevação da temperatura 1
- Leucocitose 2
- Desvio à esquerda 1
< 3: RISCO BAIXO
> OU = 7: APENDICITE 93% homem, 78% mulher
TTO
- Drenagem [anitgamente]
- Apendicectomia –> laparoscopia [DEFINITIVO]
- ATB [ela de forma isolada ñ é consensual -grandes recidivas]
ABORDAGEM TERAPÊUTICA NO PS
- Hidratação
- Antibiótico
੦ não complicada: cefoxitina
੦ outras: ceftriaxona, ciprofloxacino, associação
com metronidazol, ampicilina, … - Analgesia, antiemético
- Cirurgia Convencional ou Laparoscopia