Pé diabético Flashcards
DM é a causa mais comum de
úlcera
isquemia
amputação de MMII
Pé diabético definição
situação de infecção, ulceração e/ou destruição dos tecidos profundos do pé. É a principal causa de amputação não traumática na população e, após a amputação do pé diabético, a mortalidade é de 70% em 5 anos.
A DM crônica gera
gera alterações macro e microvasculares e neuropatia (autonômica e somática/sensitivo-motora)
Quais alterações ocorrem no pé diabético?
menor fluxo sanguíneo capilar → isquemia tecidual → maior susceptibilidade a lesões
Microangiopatia
espessamento da camada média dos pequenos vasos (retinopatia, glomerulopatia)
Macroangiopatia
principalmente em vasos dos MMII (tabagismo e dislipidemia são agravantes)
Alterações nervosas
Neuropatia autonômica: inibição da sudorese → ressecamento do pé → formação de calosidades e fissuras
Neuropatia sensório-motora: insensibilidade → redução da propriocepção → estresse anormal (pisa errado repetitivamente) → formação de lesões
úlceras diabéticas classificação
Neuropáticas
Isquêmicas
Mistas
Isquemia do membro ocorre devido a lesões
ateromatosas oclusivas
Isquemia do membro localização
artérias femoropoplíteas e infrapatelares (calcificação, preservação artéria fibular, arco plantar primário incompleto, segmento do arco plantar)
Isquemia do membro clínica
> 50 anos, presença de fatores de risco
Claudicação intermitente ou dor de repouso (pode haver aumento da sensibilidade no quadro inicial de pé diabético)
Ausência de pulsos distais
Palidez, diminuição de temperatura
Localização: calcâneo, dedos dorso e lateral de pés
Costa de necrose, sofrimento de bordos (lesões com bordo isquêmico), dolorosa
Fatores preditivos para perda de membro
Pulso (presente ou não)
Índice tornozelo/braço
Extensão
Profundidade
Local
Tratamento isquemia do membro
Proteção térmica e mecânica
Analgésicos, hemorreológicos (antiagregantes plaquetários, anticoagulantes)
Curativos
Se lesões tróficas → revascularizações: aberta (prótese ou veia - safena magna de preferência) ou endovascular (1ª escolha)
Desbridamentos
úlcera neuropática etiopatogenia
Distúrbios metabólicos: aumento do sorbitol (alteração da enzima aldolase), diminuição da bomba Na/K, glicação
Distúrbios morfológicos
Causa mais frequente
Alterações sensitivas, motoras e autonômicas
Falhas em detectar pontos de maior pressão → ulceração
Localização da úlcera neuropática
porção anterior da planta dos pés (base do 1º e 5º metatarso) e calcâneo
A úlcera neuropática causa alterações
Alterações sensitivas, motoras e autonômicas
Testes diagnósticos
Semmes-Weinstein monofilamento: monofilamento de 10 g colocado perpendicular à pele até curvar-se por 1 s. Colocamos em 10 pontos de cada pé, testamos se sensibilidade positiva ou não
Teste do diapasão: uso de um aparelho vibratório, que é colocado sobre as proeminências ósseas para avaliar a sensibilidade
úlcera neuropática características
indolor, pulso presente, calosidades e hiperqueratose, pele seca (anidrose neuropática)
Lesões especificas
Unhas: paroníquias (inflamação da pele em torno da unha), onicogrifose (distrofia ungueal, unhas de chifre ou unhas em garra, ocorre pelo espessamento, aumento do comprimento e da curvatura da lâmina ungueal) e onicomicose
Dedos: dedos em martelo, dedos em garra e sobrepostos, e infecção de osso ou bainha dos tendões (amputação)
Infecção do pé diabético
Diagnóstico clínico com 2 ou mais sinais de inflamação: eritema, edema, dor local e drenagem purulenta.
As úlceras e fissuras do pé diabético são portas de entrada para microorganismos.
Apresentações clínicas mais importantes:
Abscessos nos espaços profundos (plantar central).
Flegmão não supurativo no dorso do pé (linfangite).
Mal perfurante plantar infectado.
Bacteriologia: geralmente flora mista, principalmente de Gram + (Staphylococcus aureus e Streptococcus sp.), Pseudomonas e patógenos anaeróbios.
Infecção → se propaga através dos tendões extensores → invade os vasos linfáticos → formação de edema → oclusão dos vasos dorsais → necrose de pele.
Pode causar síndrome compartimental, com consequente obliteração/compressão de vasos plantares e formação de trombos nas artérias digitais, causando a necrose dos dedos, degeneração do colágeno e osteoartrite.
Osteomielite: pode ser uma complicação e um diagnóstico diferencial das infecções do pé diabético. Diagnosticada por biópsia, RNM (mais usado na prática), probe to bone, RX (rarefação óssea, levantamento periostal, desmineralização óssea).
Consideradas urgências médicas.
Tratamento clínico: desbridamento amplo e precoce
Pé diabético misto
Isquemia: lesão com tecido de granulação parda
Neuropatia: dedos em garra
Infecção: hiperemia ao redor
Tripé de Boulton
isquemia, neuropatia e infecção