PAC Flashcards
Quadro clínico típico
1)Febre alta
2)Calafrios
3)Dor torácica
4)Expectoração purulenta
5)Desenvolvimento hiperagudo-2 a 3 dias
-já devemos suspeitar com febre e tosse
Exames complementares e achados
1)RX de tórax
-consolidação lobar ou broncopneumônico
-o padrão mais encontrado é o borncopneumônico
-primeiro exame a ser pedido
-TC é reservado para casos mais complicados
2)Hemograma e outros exames
-leucocitose às custas de neutrófilos
-nas atípicas pode não ocorrer neutrofilia
-os outros exames são para verificar presença de sepse
3)Oximetria e Gasometria
-gasometria só se for necessária
4)Calcitonina
-exame que pode diferenciar entre etiologia viral e bacteriana
-aumentado em PAC bacterianas
*não muito utilizado devido ao seu alto custo
*nenhum exame desses é essencial para diagnóstico
Alterações EF
1)Estertoração
2)Aumento de FTV
3)Macicez à percussão
*4)Pode haver sinais de Derrame pleural
Quadro clínico PAC atípica
1)Jovens
-5 a 15 anos de idade
2)Sintomas gripais
-sendo a tosse principal queixa e com piora progressiva
-Respiração soprante
-Crises paroxísticas de tosse
3)Instalação subaguda
-cerca de 10 dias com piora progressiva
4)Fatores de risco associado com cada agente etiológico
Critérios diagnósticos
CLÍNICO
Agentes bacterianos típicos
S.pneumoniae-agente mais comum
H. influenza
M.catarrhalis
K.pneumoniae
S.aureus
Agentes atípicos
M.pneumoniae
Legionella pneumophila
Chlamydia pneumoniae
Conduta
1)Avaliar a gravidade do caso
-usamo o escore CURB para definir qual local é melhor para o tratamento
2)Tratamento
3)Cultura de escarro-por lavado broncoalveolar
-casos ambulatoriais não necessitam
-o tratamento deve ser iniciado antes de sair o resultado
-necessário apenas em caso de enfermarias ou casos que não melhoram
-ao invés de escarro, podemos realizar HMC
Critérios CURB65
1)Confusão mental
2)Ureia
3)FR
4)Pressão arterial
5)Idade
-maiores que 65 tem pior prognóstico
Correlacione o escore CURB-65 com a conduta
1)0
-tratamento ambulatorial
2)1-2
-tratamento hospitalar
3)3-4
-internação urgente
Medidas preventivas
1)Tratar comorbidades ou excluir fatores de risco
2)Vacinação
-Influenza
-Pneumocócica-pacientes acima de 60 anos
Por quanto tempo devemos manter a antibióticoterapia
Durante 10 a 14 dias
-paciente deve ter melhora clínica após 24h a 72h
Quando devemos pensar em pn por H.influenzae
Pacientes com DPOC
-patógeno mais comum nessa classe de doentes
-o tratamento é com beta lactamico de 2° ou 3° geração ou 1°geração+inibidor de beta lactamase
Quando devemos pensar em Pn por S.aureus
Usuários de drogas
Lactentes
-grande chance de sepse e comum após pneumonia pós-influenza
Quais agentes que mais causam empiema
S.aureus
Anaeróbios
Quando devemos suspeitar de Legionelose e como diagnosticamos
1)Pneumonia atípica
2)Diarreia
3)Hiponatremia
4)elevação de TGO e TGP
-a confirmação diagnóstica se dá pelo teste do antígeno urinário
Possíveis agentes etiológicos
1)PAC típicas
-pneumococo
-Moraxella
-Haemophilus
-Klebisiella
2)Aneróbias
-relacionada em paciente alcóolatras
-também suspeitar de pacientes com quadro clínico grave com rebaixamento de nível de consciência e abcesso pulmonares
3)Germes atípicos
-Mycoplasma
-Chlamydia
-Legionella
Achados radiográficos
Basicamente podemos achar infiltrados inflamatórios em 2 locais:
1)Alveolar
-lobular
-multi-lobular
-lobar
2)Intersticial
-o padrão intersticial não é muito comum
-normalmente relacionado com agentes atípicos e agentes virais
-não conseguimos identificar exatamente o agente por meio dos exames de imagem
-entretanto, vemos a gravidade do quadro e a evolução do quadro
Padrões radiográficos x agente etiológico
1)Infiltrado em segmentos posteriores dos lobos superiores
-Tuberculose
2)Infiltrados em segmentos posteriores
-anaeróbios
3)Focos alveolares múltiplo- S.aureus
-não são patognomônicos mas são sugestivos
Cuidados na cultura de escarro
Devemos ter por campo
-mais de 25 neutrófilos
-menos de 10 células epiteliais
ATB utilizados
1) AMBULATORIAL
- Sem fator de risco => Amoxicilina ou Clavulin
- Com fator de risco => Clavulin + AZT
*fator de risco = qualquer comorbidade
*Quinolona respiratória se alergia => levofloxacino, moxifloxacino
2)ENFERMARIA
- Ceftriaxone de 3° + Clavulin
ou
- Ampcilina/ Cefalosp. de 3° + AZT
ou
Quinolona respiratória
3)UTI => semelhante de Enfermaria
-porém com mais tempo (7-14 dias)
Opção para casos de alergias a Macrolídeos ou Beta lactâmicos
Quinolonas
-levofloxacino, Norfloxacino
Agente que causa proporcionalmente mais derrames
S.aureus
Quadro causado pela Legionella
Quadro respiratório abrupto e grave associado com Hiponatremia
-apesar de ser um agente atípico
População afetada pela K.pneumoniae
DM
Idosos
Etilistas
Populações afetadas pela P.aeuriginosas
Doenças estruturais
-Fibrose Cística
Hospitalização prolongada
Quadro causado pelo Mycoplasma
Pn atípica===> quadro respiratório brando e lento
-Respiração soprosa
-Crises paroxísticas de tosse
-Faringite
Manifestações extrapulmonares-no caso teremos a Miringite bolhosa(quase que patognomonico dessa doença)
Tratamento de Pneumonia Aspirativa
Cobertura para anaeróbios
1)Beta lactãmico + I. Beta lactamase
3)Clavulin
4)Morfloxacino
5)Clindamicina
Pneumonia Nosocomial
Pn que se desenvolvem após 48h de internação
-Precoce => até 4° dia
-Tardia => até 5° dia
PnVM
Pneumonia associada a VM
-se desenvolve 48h-72h após VM
Conduta PnVM
1)SUSPEITA => quadro + fator de risco
2)RX + Cultura de escarro
-deve ser do trato respiratório inferior
3)ALTO X BAIXO RISCO
ALTO => Pseudomonas, Acinetobacter => Pipe+Tazo
BAIXO => agentes de PAC => Betalact+inibidor
Critérios de risco na PnVM
1) > 5 DIAS de internação
2)Uso de ATB nos últimos 15 dias
3)VM prolongada
4)Imunossupressão => CE por exemplo
5)Paciente em mal estado geral
-Sepse
-Trauma
-Pós OP de grande cirurgia
Conduta Pn Hospitalar
1)CULTURA DE SECREÇÕES
2)ATB => conforme fator de risco
Baixo:
-Cefalosporina de 3°
-Beta lact + Inibidor de lactamase
-Quinolona
Alto:
-Meropenem + Vancomicina
*Fatores de Risco
-> 5 dias de internação
- ATB 15 dias antes
-Quadro clínico geral - comorbidades, uso de VM ….