intercorrencias neonatal Flashcards
PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS:
Os principais fatores de risco envolvidos nessas intercorrências são: dificuldades na transição da vida fetal para extrauterina, dificuldades na amamentação e infecções neonatais
Desconforto respiratório
Hipoglicemia
Icterícia
Desidratação
Perda de peso
Convulsão
Infecções
DESCONFORTO RESPIRATÓRIO
FATORES RELACIONADOS
Hipotermia (>36,5ºC)
Infecção *Streptococcus agalactiae
Cardiopatia
SINAIS E SINTOMAS
Taquipneia
Sinais de dispneia: batimento de asas nasais, tiragem intercostal
ICTERÍCIA
BI ou BD maior ou igual a 1,5 mg/dL, se BD maior ou igual a 10% da BT
Coloração amarelada é visível com níveis de BT maiores ou iguais a 5 mg/dL
A maior partes dos RN (a termo ou prematuros) apresenta algum grau de icterícia clínica
**Dificuldades na amamentação → demora na eliminação do mecônio → maior conversão da bilirrubina direta para indireta pelas bactérias intestinais → piora a icterícia
*O colostro materno é laxante, auxiliando na defecação neonatal
ICTERÍCIA FISIOLÓGICA
Aparece após as 24 horas de vida
Pode evoluir para a patológica,
ICTERÍCIA PATOLÓGICA
Aparece nas primeiras 24 horas de vida do RN ou persistência da icterícia fisiológica
SINAIS E SINTOMAS
Pele e/ou mucosas amareladas
Diurese concentrada, desidratação, hipoglicemia, demora na eliminação de mecônio, dificuldade na sucção ao seio, movimentos anormais (convulsões), hepato e esplenomegalia
Zonas de Kramer:
avaliacao que relaciona a parte amarelada/afetada pela ictericia e a quantidade de BT no sangue
FATORES DE MAIOR RISCO PARA HIPERBILIRRUBINEMIA INDIRETA
Mãe de tipagem tipo O e/ou Rh negativo
Irmão prévio que necessitou de tratamento para icterícia neonatal
Mãe diabética
Peso de nascimento entre 2 e 2,5kg
Sexo masculino
Alta precoce da maternidade (antes de completar 48 horas de vida)
INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL
Bilirrubina total e frações
Hemoglobina, hematócrito, contagem de reticulócitos (pesquisa anemia e hemólise)
Tipagem da mãe e RN, sistemas ABO e Rh
Prova de Coombs direta
PEDITOOLS
Ferramenta automatizada feita com base no gráfico de bhutani
Fornece a indicação de fototerapia ao RN
Fornece risco de exsanguineotransfusão
Dados necessários:
Idade gestacional alcançada (semanas completas)
idade pós-natal (horas de vida)
bilirrubina (mg/dL)
TRATAMENTO
Fototerapia
Durante a fototerapia, a bilirrubina absorve a luz e ocorrem reações fotoquímicas: a fotoisomerização (estrutural e geométrica) e foto-oxidação
Exsanguineotransfusão
Logo após o nascimento, BI > 4 mg/dL e/ou hemoglobina < 12 g/dL no sangue de cordão
No seguimento, se a velocidade de aumento de BT de 0,5 a 1 mg/dL/hora
Evita-se ao máximo fazer esse procedimento
COMPLICAÇÕES A CURTO E LONGO PRAZO = Desordens do espectro de Kernicterus
HIPOGLICEMIA
DEFINIÇÃO
Ainda permanece controversa
LIMIARES
Menos de 24h: 30-35 mg/dL na 1ª medição e aumentando para 45 mg/dL após o início do aleitamento
Após 24h: 45-50 mg/dL
RN com sinais ou sintomas clínicos anormais: 45 mg/dL
RN assintomáticos com fatores de risco para hipoglicemia: 36 mg/dL
Em qualquer RN com 20-25 mg/dL → administrar glicose endovenosa in bolus para elevar a glicemia a níveis > 45 mg/dL
ETIOLOGIA
Transitória (todo bebê experimenta uma hipoglicemia transitória nas primeiras horas de vida)
Por hiperinsulinismo
Medicamentos maternos
fisiopatologia
Prematuridade
Bebê nasce desnutrido por CIUR
Dificuldades na amamentação
SINTOMAS: Choro anormal, irritabilidade, dificuldade de sucção, tremor e convulsões
SINAIS: Letargia, hipotermia, taquicardia e taquipneia
FATORES DE RISCO
Por redução do suprimento de glicose: prematuridade, crescimento restrito intraútero.
Por aumento do consumo de glicose: filho de mãe diabética, grande da idade gestacional, sepse, policitemia, asfixia
DIAGNÓSTICO
Realização da glicemia periférica facilmente
Aferir a temperatura
Resultado pode não ser confiável
INDICAÇÕES DE DOSAGENS SERIADAS:
Baixa reserva (PIG, prematuro, baixo peso)
Hiperinsulinismo (GIG, FMD)
CONDUTA
Repetir glicemia periférica
Observação comportamento após alimentação
Dextrose gel (gel de glicose oral)
Administração de fórmula
Administração endovenosa de soro glicosado
DESAFIOS DA AMAMENTAÇÃO
É preciso que o bebê consiga extrair o leite
Avaliação da mamada
Mama ingurgitada
Lesões na mama
Galactosemia (doença que confere alteração do metabolismo da galactose, gerando acúmulo de resíduos que lesam o SNC)
DESIDRATAÇÃO
Geralmente surge como consequência dos desafios da amamentação
Pode fazer acidose, desconforto respiratório
PERDA DE PESO
Geralmente surge como consequência dos desafios na amamentação, pode estar associado à prematuridade
Perda de peso > 10% pode causar complicações
CONVULSÃO
Devido à hipoglicemia, síndromes genéticas e infecções
Podem representar o único sinal clínico de disfunção do SNC
Emergência médica na UTI neonatal (hipóxia cerebral)
FISIOPATOLOGIA:
Descarga elétrica excessiva sincrônica (despolarização de neurônios)
Imaturidade do RN, predispondo a maior atividade excitatória
80% dos casos são secundárias a encefalopatia hipóxico-isquêmica e hemorragias intracranianas
CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA
Sutil: nistagmo, desvio ocular, movimentos de piscar/sugar/mastigar/estalar de línguas/nadar/pedalar/boxear, apneia, taqui ou bradicardia, taquipneia ou soluço
Crise clônica: movimentos rítmicos de membros podendo ser focal ou multifocal
Crise tônica: flexão ou extensão sustentada de grupo muscular axial ou apendicular → pior prognóstico
CONDUTA
Avaliar: Tipo de convulsão, história materna, história familiar, condições de nascimento, exame físico e neurológico
Investigar possíveis causas:
Convulsões após 48 horas de vida: encefalopatia hipóxico-isquêmica, hemorragias do SNC, AVC, leucomalácia, distúrbios metabólicos, intoxicação por anestésicos locais,
Convulsões antes de 48 horas de vida: exames laboratoriais (glicemia, cálcio, eletrólitos, LCR, citologia, bioquímica, cultura, hemograma, gasometria e hemocultura), exames de imagem (ecografia cerebral, TC de crânio, RM, etc),
TRATAMENTO
1ª linha: fenobarbital (dose de ataque e depois de manutenção endovenoso) e fenitoína
2ª linha: Midazolam e clonazepam
INFECÇÕES
FATORES IMPORTANTES
História gestacional de ITU ou outras infecções, especialmente congênitas (TORCHS)
Tempo de bolsa rota
Aspecto do líquido amniótico ao nascer
Alterações no exame físico com desconforto respiratório, hipoglicemia, perda ponderal importante ou dificuldade no ganho de peso