alimentacao e obesidade tut 3 Flashcards
aleitamento materno
exclusivo: so toma leite materno.
recomendado ate 6 meses
predominante:
leite materno, agua,cha,suco
complementado: leite materno e alimentos solidos/papinha
ate 2 anos
misto/parcial: leite materno + formula ou leite de vaca
beneficios do aleitamento materno
protege contra infeccoes respiratorias e diarreias
diminui risco de alergias
**exposicao precoce ao leite de vaca aumenta riscos de alergia
diminui riscos de diabetes,HAS,dislipidemia
obesidade
melhor desenvolvimento da cavidade bucal
diminui cancer de mama na lactante
menor custo financeiro
composicao do leite materno
colostro 3-5 dias do bebe, mais rico em proteinas
leite maduro mais rico em lipideos
leite anterior: mais rico em agua e proteinas
leite posterior: mais rico em lipideos e mais amarelado e viscoso
**leite de RC prematuro tem mais nutrientes
fatores imuno:
lgA secretora
anticorpos igM e igG
lactoferrina
lisozima
obesidade endogeno x exogena
exogena: genetica,ambiente e comportamento
endogeno:
sindromes geneticas
causas endocrinas
medicamentos
fatores de risco
ganho de peso em excesso durante a gestacao
diabetes gestacional
obesidade na familia
sedentarismo
desmame precoce
habitos alimentares inadequeado
obesidade endogena:
geralmente associado por baixa estatura,retardo mental,atraso no desenvolvimento,dismorfismos
resistencia a leptina
Colostro: leite rico em proteína, especialmente a IgA.
A recomendação é de 6 meses de aleitamento materno exclusivo
e manter amamentação 2 anos ou mais.
A função renal e a função gastrointestinal são suficientemente
maduras para metabolizar nutrientes sólidos a partir dos 4 meses
de idade.
Expor o bebê ao leite de vaca com menos de 6 meses, é fator de
risco para desenvolvimento de alergia alimentar (lactose).
DEFININDO O MOMENTO IDEAL
Certificar-se de que o bebê consegue sentar-se ereto,
mesmo que com apoio, erguendo a cabeça e sustentando.
Curiosidade, especialmente pelo o que os pais estão comendo.
Perdeu reflexo de extrusão da língua (que empurra os
alimentos para fora da boca).
É interessante ter prato colorido, com texturas e sabores
diferentes.
A criança deve estar sentada, com uma postura reta, em um local
confortável e segura. Ou seja, sem estar inclinada para trás, sem
riscos de queda e suficientemente livre para movimentar os
braços e o corpo.
Engasgo:
é definido como o bloqueio completo das vias aéreas. A
asfixia geralmente exige que um cuidador intervenha com
manobras de primeiros socorros.
Reflexo de GAG: a ânsia do bebê é uma reação reflexa normal para
um bebê aprender a comer, chamada de reflexo de gag. Este
reflexo acontece quando a comida se move para parte de trás da
boca e o bebê tosse, balbucia, abre a boca e traz a comida para a
frente novamente.
SINAIS ADEQUADOS PARA INTRODUÇÃO ALIMENTAR
Aos 6 meses de idade:
Senta com pouco ou nenhum apoio.
Diminui o movimento de empurrar a língua os alimentos
para fora da boca.
Mastiga.
Surgem os primeiros dentes.
Sinais de fome:
Chora e se inclina para frente quando a colher está
próxima, segura a mão da pessoa que está oferecendo a
comida e abre a boca.
Sinais de saciedade:
Vira a cabeça ou o corpo.
Perde interesse na alimentação.
Empurra a mão da pessoa que está oferecendo comida.
Fecha a boca.
Parece angustiada ou chora.
ALIMENTOS
Alimentos in natura: alimentos obtidos diretamente das plantas ou
dos animais e não são alterados após deixar a natureza
Alimentos minimamente processados: são alimentos in natura que
passam por alguma modificação, como limpeza, remoção de
partes indesejáveis, divisão, moagem, secagem, fermentação,
pasteurização, refrigeração, congelamento.
INGREDIENTES CULINÁRIOS PROCESSADOS
são produtos usados para preparar as refeições. São
fabricados pela indústria a partir de substâncias que existem em
alimentos in natura.
Os
açúcares, melados, rapadura e mel não devem ser oferecidos
para crianças menores de 2 anos.
Exemplo: óleo de girassol, canola, soja, manteiga, gordura de coco,
açúcar refinado, demerara, mascavo, sal refinado ou sal grosso e
azeite de oliva.
ALIMENTOS PROCESSADOS
São alimentos elaborados a partir de alimentos in natura, porém,
geralmente adicionados de sal ou de açúcar (ou outro ingrediente
culinário) para durarem mais ou para permitir outras formas de
consumo.
Alimentos processados podem ser consumidos em pequenas
quantidades e eventualmente,
Para crianças, somente podem ser oferecidos queijos e os pães
feitos com farinha de trigo refinada ou integral, leveduras, água e
sal.
ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS
Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança.
Macarrão instantâneo.
Balas.
Salsicha.
Refrigerantes.
Nuggets e Steks industrializados.
Bolachas recheadas.
Como saber: olhando a lista de ingredientes presente no rótulo.
Nela, o primeiro ingrediente da lista é o que está em maior quantidade e o último ingrediente é o que está em menor
quantidade.
CRIANÇA MENOR DE 6 MESES QUE NÃO MAMA EXCLUSIVAMENTE
Se tiver pouco leite materno:
Menores de 4 meses: oferecer o leite materno que tiver
armazenado e complementar com fórmula infantil.
Entre 4 e 6 meses: oferecer leite materno que tiver
armazenado e complementar com outros alimentos.
Se não tiver leite materno:
Menores de 4 meses: oferecer fórmulas infantil.
Entre 4 e 6 meses: oferecer outros alimentos que podem
ser fruta, almoço, jantar e/ou fórmulas infantis e outros
leites, dependendo do tempo em que a mãe se ausentar
e do desenvolvimento da criança e da sua aceitação
pelos demais alimentos.
10 PASSOS PARA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Tecido visceral como órgão endócrino
O tecido adiposo não é apenas um órgão de depósito
de triglicerídeos, mas também local de síntese de
substâncias com importantes papéis na regulação da
ingestão alimentar, do gasto energético e de uma
série de processos metabólicos.
Adiponectina:
hormônio derivado dos adipócitos com efeitos
antidiabético, antiaterogênico e anti-inflamatório. Os
níveis de adiponectina são mais baixos em obesos
quando comparados com indivíduos magros.
MCP-1 – Na obesidade, a MCP-1 propicia aumento da
infiltração de macrófagos no tecido adiposo, os quais
secretam fatores inflamatórios (TNF-α e IL-6) que
contribuem para o desenvolvimento das
anormalidades metabólicas associadas ao excesso de
peso, como a resistência insulínica e também no
desenvolvimento de aterosclerose.
Insulina e leptina – Têm papel de destaque na informação, ao sistema nervoso central, do grau de
adiposidade do organismo.
As pesquisas em seres humanos demonstram que os
obesos têm níveis séricos aumentados de leptina e
que esses aumentos estão positivamente
relacionados com a massa de tecido adiposo. Esses
achados sugerem diminuição da sensibilidade à
leptina nos obesos → resistência a leptina!
Grelina
Por meio da anamnese, dados nutrológicos e exame
físico (peso, altura, IMC, circunferência abdominal) é
possível identificar critérios para o diagnóstico da
obesidade.
Crianças de 0 a 5 anos: São consideradas com obesidade, quando os valores estiverem acima do percentil 99,9 ou acima de +3 escore z.
Acima de 5 anos até 19 anos incompletos: O diagnóstico de obesidade é feito quando o valor do IMC estiver entre os percentis 97 e 99,9 ou entre +2 e +3 escores z e obesidade grave, quando o valor do IMC estiver acima do percentil 99,9 ou de +3 escore z.
(IMC=peso [kg] / estatura2 [m]).
Exames laboratoriais
glicemia em jejum
perfil lipidico
TGP
TTOG
É importante lembrar que a única forma de se
fazer o diagnóstico de obesidade infantil é calculando
o IMC e plotando no gráfico. Os exames laboratoriais
e demais achados no exame físico servem apenas
para investigação de comorbidades associadas.
Ainda não há um critério bem estabelecido para o
diagnóstico de síndrome metabólica em crianças e
adolescentes. Um dos mais utilizados é o critério da
International Diabetes Federation (IDF),
Tratamento
educação nutricional do paciente e da sua família,
as orientações quanto à prática da alimentação
saudável e atividade física são os pilares do
tratamento não farmacológico, e são conhecidas
como orientações de mudanças de estilo de vida.
O tempo de tela deve ser reduzido ao mínimo
possível, as recomendações da (American Association
of Pediatrics são de não exposição para crianças
menores de 2 anos e, para crianças maiores de 2
anos, um total diário máximo de 2 horas.
Pela importante associação entre privação de sono e
obesidade, a higiene e a duração do sono fazem parte
das orientações terapêuticas.
apoio psicoterápico
O tratamento farmacológico da obesidade infantil
ainda é tema não consensual e não é recomendado
para menores de 16 anos de idade.
A metformina é considerada uma droga segura para
uso em crianças pré-diabéticas e adolescentes
obesos, por promover a redução da produção de
glicose hepática e o aumento da sensibilidade
periférica à ação da insulina.
O orlistat (liberado para crianças maiores de 12 anos
de idade) é um potente inibidor das lipases
gastrintestinais e impede a absorção das gorduras da
dieta em até 30%. Sabe-se que sua eficácia é bem
modesta na perda ponderal, além das reações
adversas e de interferir na absorção de vitaminas
lipossolúveis.
A cirurgia bariátrica está indicada para os casos de
insucesso na perda ponderal e no controle das
comorbidades após a implantação das mudanças no
estilo de vida e/ou tratamento farmacológico. Não é
indicado antes de o adolescente atingir os estágios IV
e V do desenvolvimento puberal de Tanner.
Prevenção
O aleitamento materno é uma das mais importantes
medidas de prevenção primária para reduzir os
índices de obesidade infantil.
Os estudos
de programação metabólica apontam para a
importância no controle de ganho de peso excessivo
na gestação e no controle das doenças crônicas, como
a obesidade e o diabetes gestacional.
A introdução de uma alimentação complementar
adequada e balanceada, o seguimento de
puericultura, especialmente nos primeiros 2 anos de
vida, bem como a promoção de incentivo a educação
nutricional e a práticas de atividade física envolvendo
o núcleo familiar,