SUA e Endometriose Flashcards
Primeira CD e exame no PS com queixa de SUA
MOV e estabilização hemodinâmica
Beta-HCG
SUA com instabilidade hemodinâmica: quais remédios usar? CD se persiste?
Ácido tranexâmico + ACO EV em altas doses (indisponível no Brasil)
Se persiste: considerar curetagem uterina.
Aspecto do pólipo endometrial no USG
Nódulo hiperecogênico ou espessamento difuso do endométrio
Relação do pólipo endometrial com tamoxifeno
Uso do tamoxifeno é fator de risco (SERM).
O risco de malignização é maior.
Principal sintoma no pólipo parido?
Sinusorragia
CD pólipo endometrial
Exérese se sintomático, pós-menopausa, > 10-15 mm ou FR para malignidade.
Nos demais, CD expectante
Definição de adenomiose
Infiltração do miométrio por tecido glandular endometrial em > 2,5 mm
Adenomiose focal ou difusa
Focal: < 50% do miométrio
Difuso: > 50% do miométrio
Sintomas adenomiose
Dor pélvica (dismenorreia secundária), SUA, útero ⬆️, doloroso e amolecido
Achados USG adenomiose
RM?
Útero aumentado, cistos miometriais (bolas pretas difusas), estrias lineares, miométrio heterogêneo, perda da zona juncional.
RM: espessamento da zona juncional (> 12 mm)
CD adenomiose?
Se prole constituída: HT
Se desejo reprodutivo: tto medicamentosos (AINE, transamin, ACO, DIU-LNG)
Resposta da adenomiose ao tratamento medicamentoso?
Baixa resposta, pois o próprio tecido adenomiótico produz E2 -> perpetua-se.
Fisiopatologia da adenomiose
Teorias: invaginação do endométrio, transformação de células mullerianas remanescentes, alterações estruturais da zona juncional
Diferença: metrorragia, menorragia e polimenorreia?
Metrorragia: sangramento no meio dos ciclos.
Menorragia: ⬆️ sangramento menstrual
Polimenorreia: ciclos curtos, intervalo < 21 dias.
Relação mioma e raça? Alimentação? Atividade física?
Etnia preta é fator de risco. Alimentação rica em carne bovina é fator de risco.
Atividade física é protetor.
Classificação FIGO para leiomiomas
0- intracavitário pediculado 1- submucoso, com < 50% miométrio 2- submucoso, com > 50% miométrio 3- intramural, em contato com endométrio 4- intramural 5- subseroso, com > 50% miométrio 6- subseroso, com < 50% miométrio 7- subseroso pediculado 8- cervical, parasita
Escore LASMAR?
Avalia a chance de sucesso de miomectomia por histeroscopia. Cada item pontua 0-2 pontos no USG: Size Topography Extension Penetration Lateral Wall 0-4: Grupo I - HSC tranquila 5-6: Grupo II - HSC com risco. Considerar análogos do GnRH para ⬇️ tamanho. 7-8: Grupo III - não fazer HSC
Classificação ESGE de miomas?
Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica.
G0: submucoso sem componente miometrial
G1: submucoso com < 50% invasão miometrial
G2: submucoso com > 50% invasão miometrial
Tipo de degeneração mais comum dos miomas?
Hialina (por ⬇️ irrigação)
Tipo de degeneração de mioma típico de gestantes?
Sintomas?
Rubra.
Por obstrução venosa devido a rápido crescimento.
Cursa com dor, hipertermia e possível ruptura.
Suspeita de degeneração sarcomatosa de miomas?
Se crescimento após menopausa
Condição que favorece a degeneração necrótica dos miomas?
Torção de miomas pediculados.
Uso do análogo de GnRH nos leiomiomas
Principalmente no pré-op (para reduzir tamanho e se anemia). Uso por até 6 meses.
Qual o melhor anticoncepcional para tratamento clínico dos leiomiomas
Os contínuos são melhores, mas não tem diferença do tipo de hormônio. Pode, inclusive, ser progestágeno isolado
Tratamento do leiomioma FIGO 3
É intramural, mas pode dar sintomas. Tratamento clínico é a primeira opção.
Se prole constituída: tto clínico, HT ou miomectomia (conforme contexto)
Se desejo reprodutivo: tto clínico ou miomectomia
Tratamento do leiomioma subseroso
No geral, histeroscopia ou tratamento clínico.
Considerar HT se prole definida.
Espessura do endométrio ao USG para suspeitar de malignidade
> 4 mm sem TRH ou > 8 mm com TRH ( se assintomática!). Se faz TRH e tem sangramento, investigar a partir de 5 mm!
Indicação de HSC se endométrio < 4 mm?
Se sangramento recorrente ou se houver qualquer irregularidade do endométrio
Causa mais comum de SUA por coagulopatia?
Doença de von Willebrand
O que é sangramento uterino disfuncional?
SUA por desregulação hormonal do endométrio.
Precisa excluir as causas orgânicas.
15% ovulatórios, 85% anovulatórios (E2, sem oposição da progesterona)
Qual a teoria mais aceita atualmente para explicar a endometriose
Genética.
A HF+ aumenta o risco em 7x.
Teorias fisiopatologia da endometriose?
Teoria de Sampson (menstruação retrógrada)
Teoria imune (imunotolerância perpetua os focos)
Metaplasia celômica (células pluripotentes se transformam)
Genética
O que é endometriose profunda?
Profundidade > 5 mm (no peritônio ou órgãos)
Clínica endometriose?
Dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade e infertilidade.
Pode ter, ainda, dismenorreia, disfunção urinária ou intestinal cíclica
Não causa SUA!!
Dx endometriose
Presuntiva: clínica + imagem (USG com preparo intestinal, RM)
Padrão-ouro: VLP com biópsia
Principal tratamento da endometriose
MEV!!
Fisioterapia pélvica e dieta anti-inflamatória.
Utilidade dos anticoncepcionais na endometriose
Alívio sintomático! Não trata a doença.
Os contínuos têm maior benefício.
Qual progestágeno é melhor para a endometriose?
Alívio sintomático!
Dienogeste ou desogestrel (não tem diferença)
DIU-LNG tem baixa eficácia (ação muito restrita)
Uso dos análogos GnRH na endometriose?
Como reduzir os EAs?
Preparo pré-operatório.
Terapia add-back: fazer o agonista de GnRH e, junto, baixas doses de E2, lara reduzir EAs.
Uso anastrozol na endometriose?
Caso a única fonte de E2 seja a periférica (ex: ooforectomia, pós-menopausa), pois é inibidor da aromatase
CD endometrioma (ovário)?
1º: investigar endometriose profunda!!!
Exérese se > 6 cm* ou relação com infertilidade (mas pode ser necessária reprodução assistida, pois ⬇️ reserva)
CD cirúrgica endometriose
Se refratário ao tto clínico, endometrioma > 6 cm, lesões TGU ou TGI suboclusivas.