Síndromes hipertensivas gestacionais Flashcards

1
Q

V ou F?

A maioria das pacientes com pré-eclâmpsia evoluem para eclâmpsia?

A

Falso

2 a 3% das pré-eclâmpticas evoluem para eclampsia

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2
Q

Medidas importantes na aferiação da PA da gestante

A
  • Repouso
  • Paciente sentada
  • Antebraço direito elevado (altura do coração)
  • Repetida em intervalo de 5 minutos
  • Hipertensão arterial: PAS ≥ 140 ou PAD ≥ 90
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3
Q

Tipos clínicos (5)

A
  • HAC (Hipertensão arterial crônica)
  • HAC sobreposta com eclâmpsia
  • Hipertensão arterial gestacional
  • Pré-eclâmpsia
  • Eclâmpsia
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4
Q

Gestante chega para a primeira consulta pré-natal, com IG de 14 semanas e níveis pressóricos de 150x90 mmHg.

Qual o tipo clínico de síndrome hipertensiva?

A

Hipertensão arterial crônica

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5
Q

Hipertensão arterial crônica

A
  • Paciente hipertensa previamente a gestação
  • Hipertensão anterior a 20ª semana gestacional
  • Persiste após a 12ª semana pós parto
  • Hipertensão essencial >90%
  • Hipertensão secundária < 10% (doença renal, feocromocitoma, lúpus, DM, tireotoxicose)
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6
Q

E se a gestante chegar para a primeira consulta após as 20 semanas sem conhecimento dos níveis pressóricos prévios e evoluir com hipertensão, em qual tipo clínico de síndrome enquadrá-la?

A

Depende da evolução, mas a dúvida só vai ser elucidada no pós parto, se persistir o níveis presóricos elevados ou não

Ela pode ter hipentensão gestacional assintomática. Se tiver proteinúria pode ter pré-eclâmpsia ou HAC com lesão renal prévia, não dá pra ter certeza.

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7
Q

Classificação HAC na gestação

A
  • Complicada
    • IRC, cardiopatia (doenças complicadoras)
    • Pré-eclâmpsia sobreposta durante a gestação
  • Não complicada
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8
Q

Conduta

HAC

A
  • Pré-natal multidisciplinar
  • Orientações de hábitos de vida (exercício, alimentação)
  • Adequação das medicações
  • Cuidados: ganho de peso, altura uterina (fetos tentem a ter RCUI), edema
  • Atenção para: piora da hipertensão, suspeita de pré-eclâmpsia sobreposta ou sinais de iminência de eclâmpsia
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9
Q

Drogas anti-hipertensivas permitidas na gestação

A
  • Inibidor adrenérgico central (alfametildopa)
  • Bloqueador de canal de cálcio (nifedipino, alodipino)
  • Diurético tiazídico (hidroclorotiazina deve ser mantida somente se a paciente engravidou usando-a)
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10
Q

HAC

Exames complementares

A

Relação proteinúria/creatinina (logo ao diagnóstico gestacional)

Se HAS há muito tempo, investigar lesão de órgãos alvo:

  • Fundo de olho
  • ECG/ECO
  • RX tórax
  • Avaliação renal
    • USG
    • Ureia
    • Creatinina
    • Ácido úrico (hiperuricemia pode ser indicativo precoce de lesão renal)

Avaliação fetoplacentária

  • Avaliação do líquido amniótico
  • USG mensal após 24 semanas (crescimento fetal)
  • Dopplerfluxometria quinzenal se RCIU

Avaliação vitalidade feral → PBF a partir das 34 semanas

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11
Q

HAC

Prevenção pré-eclâmpsia

A
  • Para grupos de risco
  • Cálcio 1 a 2 g/dia a partir 20ª semana
  • AAS 100 mg a noite a partir da 12ª semana
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12
Q

HAC

Pós-parto

A
  • Voltar com medicações prévias, porém evitar:
    • Diuréticos
    • Atenolol (excretado no leite)
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13
Q

Hipertensão gestacional

A
  • Hipertensão após 20ª semana
  • Nenhum sinal, sintoma ou alteração laboratorial que caracterize a pré-eclâmpsia
  • Evolução para pré-eclâmpsia em 25% dos casos
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14
Q

Paciente comparece a primeira consulta do pré-natal com IG de 16 semanas e níveis pressóricos de 120x80. Posteriormente e ao decorrer da gestação a PA elevou-se e atingiu níveis maiores que 140x90, no entanto a paciente permaneceu assintomática e sem nenhum achado de proteinúria e disfunção orgânica.

Qual foi a síndrome hipertensiva dessa gestante. Algo mudaria caso no pós parto os níveis tensionais permanecerem altos?

A

Hipertensão gestacional

  • Porém, se persistência do quadro após 12 semanas pós-parto a classificação muda para hipertensão arterial crônica (a paciente pode ter sido uma hipertensa crônica que com a hipotensão fisiológica da gestação teve os níveis pressóricos máscarados inicialmente)
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15
Q

O diagnóstico de pré-eclâmpsia só pode ser feito a partir de qual semana gestacional? Explique.

A

20

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16
Q

Pré-eclâmpsia

Hipótese da placentação deficiênte

A

A segunda onda de invasão intravascular do trofoblasto é inadequada, sendo assim não há a dilatação que normalmente ocorre nas artérias espiradas, essas seguem com menor diâmetro e maior resistência podendo causar vasoespasmos, sendo assim é necessário aumento da pressão sistêmica para melhor perfusão fetal

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17
Q

Pré-eclâmpsia

Fatores de risco

A
  • Primiparidade (2x)
  • História prévia (8x)
  • História familiar de PE (3x)
  • Nefropatia
  • HAC
  • DM
  • Colagenoses
  • Obesidade
  • Trombofilias
  • Idade avançada
  • Doença trofoblástica gestacional (podem ter PE antes mesmo da 20ª semana)
  • Gemelaridade
  • Hidropsia fetal
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18
Q

Pré-eclâmpsia

A

Hipertensão arterial após 20 semanas + proteinúria significativa OU disfunções orgânicas maternas

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19
Q

Pré-eclâmpsia

Critérios para proteinúria? (3)

A
  • > 300 mg/24h
  • Positivo na fita teste urinária (> 1+)
  • Relação proteinúria/creatininúria > 0,3

*valores válidos para mulheres que não tinham proteinúria prévia

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20
Q

V ou F?

A proteinúria está diretamente relacionada com o prognóstico materno

A

A proteinúria isolada não define prognóstico materno nem decisões

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21
Q

Disfunções orgânicas maternas que podem fechar o diagnóstico de pré-eclâmpsia na ausência de proteinúria

A

Perda de função renal

  • Cr ≥ 1,2 mg/dL

Aumento de transaminases

  • TGO ou TGP: 70
  • Epigastralgia

Complicações neurológicas

  • Alteração do estado mental
  • Cegueira
  • Hiper-reflexia com clônus
  • Escotomas
  • Turvamento visual
  • Diplopia
  • Doppler da a. oftálmica com peak/ratio > 0,78

Complicações hematológicas

  • CIVD
  • Plaquetopenia (<100.000)
  • Hemólise
22
Q

Pré-eclâmpsia

Sinais de gravidade

A
  • PAS ≥ 160 e PAD ≥ 110 (com duas aferições)
  • Cr ≥ 1,2 mg/dL
  • Sinais de encefalopatia hipertensiva (cefaleia e distúrbio visuais)
  • Eclâmpsia (PE + convulsões generalizadas)
  • Dor epigástrica ou no hipocôndrio direito
  • Evidência clínica ou laboratorial de coagulopatia
  • Plaquetopenia (< 100.000)
  • Aumento de AST/ALT/DHL/bilirrubinas
  • Presença de esquizócitos em sangue periférico (hemólise)
  • AVE
  • Dor torácica
  • Sinais de IC ou cianose
  • Edema agudo de pulmão
  • Dificuldade de controle pressórico com três drogas
  • Oligúria (<500 mL/dia ou 25 mL/h)***
  • Presença de RCIU e/ou oligoâmnio***
  • Proteinúria > 2g/24h***

***Só para o MS

23
Q

Pré-eclâmpsia

Classificação

A

Precoce

  • < 34 semanas
  • Até 40% dos casos
  • Pior prognóstico (RCIU, resultados materno-fetais piores, neném muito prematuro para resolução da gestação)

Tardia

24
Q

Pré-eclâmpsia

Meta pressórica?

A

PAS 140-155 mmHg e PAD 90-100 mmHg

25
Pré-eclâmpsia Exames ao diagnóstico
* Hb/Ht * Plaquetas * Proteinúria * Ácido úrico (demonstra alterações renais precoces)
26
Pré-eclâmpsia Conduta
* Hospitalização (independente de gravidade) * Dieta normossódica * Repouso relativo * Avaliação condições maternas * Monitorização PA de 4/4h * Peso diário * Terapia anti-hipertensiva precoce (PE grave e HAC)
27
Hipertensão arterial aguda
PA ≥ 160x110 mmHg
28
Hipertensão arterial aguda Meta pressórica
Entre 135x85 e 160x110 mmHg
29
Hipertensão arterial aguda Conduta
* Nifedipina 10 mg VO 30/30 min até 30 mg * Hidralazina 5 mg EV 20/20 min até 30 mg * Se encefalopatia hipertensiva e/ou quando não responde ou responde muito pouco: nitroprussiato de sódio * Decúbito lateral esquerdo * Soro glicosado 5% se jejum * Cardiotocografia basal (CTB) 20 min após medicação (verificar se a PA caiu dms e ela fez hipofluxo placentário) * PA 5/5 min por 20 min após medicação
30
Sulfato de magnésio Como fazer?
Dose de ataque lentamente (20 min) + Dose de manutenção (IM ou com bomba de infusão - até 24h pós parto)
31
DHEG sulfato de magnésio Esquema sem bomba de infusão?
**Esquema de Pritchard:** * Ataque → 4g IV lento + 10g IM * Manutenção → 5g IM 4/4h
32
DHEG sulfato de magnésio Esquemas com bomba de infusão?
**Zuspan:** * Ataque → 4g IV lento * Manutenção → 1-2g/h IV em BI **Sibai (mais recente):** * Ataque → 6g IV lento * Manutenção → 2-3g/h IV em BI
33
O esquema de administração de sulfato de magnésio que não demanda bomba de infusão, sendo usada a via IM, é o _______ (Zuspan/Pritchard), sendo _______ (mais/menos) indicado pelo conforto do paciente
Pritchard; menos. ## Footnote Aplicações IM são extremamente dolorosas. "Pritchard: Painful"
34
Magnesemia terapêutica?
4-7 mEq/L. ## Footnote (a dosagem é dispensável para o acompanhamento)
35
DHEG sulfato de magnésio Conduta, se intoxicação?
Suspender sulfato de magnésio + Antídoto (gluconato de cálcio 10 mL a 10% = 1g)
36
Eclâmpsia Quando realizar prevenção com sulfato de magnésio?
PIE * Pré-eclâmpsia grave (mesmo se assintomática) * Iminência de eclâmpsia * Eclâmpsia (sulfatar)
37
Eclâmpsia Sinais e sintomas de iminência?
* Reflexos aumentados (hiperreflexia); * Epigastralgia (distensão da cápsula hepática); * Cefaleia (fronto-occipital refratária); * Escotomas cintilantes, visão turva e diplopia
38
Magnesemia Valores de risco
* 8-10 mEq/L – inibição dos reflexos tendinosos * \> 12 mEq/L – risco de parada respiratória Se comprometimento da função respiratória ⇒ antídoto: **GLUCONATO DE CÁLCIO**
39
Pré-eclâmpsia Conduta gestacional se IG entre 34-37 semanas
* Internação em UTI * Tratamento da hipertensão aguda * Prevenção de eclâmpsia * Avaliação materno-fetal * USG, doppler, PBF completo Após 24h * Sem sinais ou sintomas e alterações vitais: conservadora * Com sinais ou sintomas e alterações vitais: resolução da gestação
40
Pré-eclâmpsia IG entre 34-37 semanas Indicações maternas de resolução da gestação
* Síndrome de HELLP * Eclâmpsia * Edema pulmonar * PA sem controle apesar de medicações * Cr sérica \> 1,2 mg/dL * Suspeita de DPP * RPMO * TPP
41
Pré-eclâmpsia IG entre 34-37 semanas Indicações fetais de resolução da gestação
* Desacelerações tardias repetidas na CTB * Diástole zero ou reversa na umbilical * Ducto venoso com IP \> P95 * Doppler venoso com onda A patológica * Morte fetal * Suspeita de DPP * RPMO * Início TPP
42
Pré-eclâmpsia IG entre 34-37 semanas Quando interromper a gestação?
37 ou 40 semanas, NO MÁXIMO, se controle materno (depende do serviço, o MS preconiza segurar até 40)
43
Pré-eclâmpsia Conduta se IG entre 24 a 34 semanas
* Mesma conduta que a 34 a 37 semanas * Conservadora se condições materno-fetal estável * Atenção à plaquetopenia * **Corticoterapia** * Betametasona 12 mg IM a cada 24h/48h * Dexametasona 6 mg IM a cada 12h/48h * Sulfato de magnésio também como neuro proteção materna e fetal \< 32 semanas
44
Pré-eclâmpsia Conduta se IG \< 24 semanas
* Risco de complicação materna muito alto * Controvérsias na literatura * Se expectante: avaliação diária * Interrupção: termo de consentimento
45
Tratamento definitivo DHEG
Resolução da gestação Dequitação
46
Via de parto síndromes hipertensivas
_Obstétrica!!_ Se PN * Atenção para risco de DPP * Vigilância de BCF Se cesariana * Evitar hipotensão grave, se raquianestesia * Avaliar anestesia geral em urgências * MgSO4: efeito curarizante
47
Pré-eclâmpsia Conduta pós-parto
* PA 4/4h * Evitar AINEs e supressores da lactação * Manter anti-hipertensivos * Reavaliação laboratorial após 24 horas * Monitoramento pelo menos até 3° dia após o parto * Reavaliação em 7 dias * Orientações quanto ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais
48
HIPERTENSÃO CRÔNICA SOBREPOSTA POR PRÉ-ECLÂMPSIA
* Agravamento da PA previamente controlada * Surgimento de proteinúria OU aumento 3x no valor inicial * Disfunção de órgãos-alvo após 20ª semana
49
HIPERTENSÃO CRÔNICA SOBREPOSTA POR PRÉ-ECLÂMPSIA Suspeitar quando?
* Aumento dos níveis tensionais * Ganho de peso acima de 1Kg por semana * Edema de mãos e face * Cefaleia persistente
50
Tríade dos sinais de iminência de eclâmpsia:
Cefaleia, epigastralgia, escoltomas.