OBSTETRICIA Flashcards
embebição gravídica
enxarcamento pelo estrogenio e progesterona
aumento nos níveis de progesterona e estrogenio
HCG: produzido pelo trofoblasto e placenta
alterações corpo gravidez
aumento da resistencia a insuline
estimula SRAA - aumenta volemia
elevação FC e volemia, diminui PA (diminui sensibilidade angiotensina)
compressao bexiga e elevação diafragmatica
hipercoagulabilidade (proteção para o parto)
Alt pulmonares: aumenta torca gasosa, hiperventilação, alcalose respiratoria sem aumento da FR
Clínica de gravidez
nauseas e vomitos
pirose
constipação
perversão alimentar
fadiga
sensação dispneia
diagnostico laboratorial gravidez
dosagem quantitativa de BHCG (1o tri <150000, 2o 3500-20000, 3o tri 5000-50000)
dosagem qualitativa de curina
sinais de presunção gravidez
atraso menstrual
alterações cutaneas: estrias, melasma, linha nigra, sinal Halban (lanugem)
alterações mamarias: areola secundaria de hunter, tuberculos de montgomery, rede venosa de haler
sinais de probabilidade gravidez
- Piscacek: crescimento assimetrico do utero
- Jacquemier: hipervascularizaçao/ arroxeamento da vulva
- Kluge: arroxeamento de vagina e colo
- Osiander: TV- pulsação da arteria vaginal
- Hegar: amolecimento do histmo do utero
- Nobile-budin: preenchimento do fundo do saco
- Regra de goodel: consistencia do colo parecido com labio
sinais de certeza gravidez
sinal de puzos: rechaço uterino
ausculta BCF
sentir movimento fetal
assistencia pre natal
objetivo: assegurar bem estar materno fetal
>90% gestações sem complicações
minimo 6 consultas na APS
- 1 tri:1/ 2o tri: 2/ 3o tri: 3
- intervalo - mensal até 28 semanas
quinzenal 28-36 semanas
semanal 36-41 semanas
avaliação do risco pre natal
todas as consultas
idade, cor, paridade, intervalo interpartal, historia
ALTO RISCO
- doença sistemica
- Hb<8
- bariátrica
- obesidade Imc> 40
- abortamento habitual >3x
- parto prematuro anterior
- mau passado obstetrico
- pós internação hospitalar
- gemelaridade
- placenta prévia
- acometimento fetal/ malformações
- NIC 3 e ITU de repetição
semiologia pre natal
calculo IG
ganho de peso
altura uterina
aferir PA
edema
BCF
manobras de leopold
calculo IG
DUM (somar 7 ao dia + somar 9 ou diminuir 3 no mes) para data provavel do parto
USG 1o trimestre
ganho de peso gestação
menor no inicio, maior no fim
normal até 12kg
IMC Pré gravidico
- <19,8: 12 a 18 kg
19 a 26: 11,5 a 16 kg
26 a 29: 7 a 11 kg
>29: <7kg
altura uterina
triagem oligo/polidramnia
20-32 semanas: corresponde a idade gestacional
- solicitar USG se houver variação +-3
BCF
a partir de >12 semanas sonar
>20 semanas pinard
120 a 160 bpm
exames laboratoriais gestação
OBRIGATORIOS
- hemograma: 1o e 3o tri
- grupo sanguineo e Rh, coombs indireto* :1 tri
- glicemia jejum: 1 tri
- TOTG (se gli jejum normal) : 24-28sem
- urocultura e EAS: 1 e3 tri
- HIV, VDRL: , 3 tri e parto
- Toxo: repetir trimestral se toxo suceptivel
- Hep B e C: 1 tri
DEMAIS
- CMV, rubeola, cultura SBG
- TSH, T4L
- USG: 1 a cada trimestre (não é necessario em gestação risco habitual)
- exame do dedao (ms)
- eletroforese hb
- parasitologico fezes
- papanicolau
rastreio SBG
S. agalactide
prevalencia 10-30%
colher vagina e reto 35-37 sem - cultua
não colher: urocultura + e historia de sepse neonatal
CULTURA DESCONHECIDA: sinais de alarme (febre intraparto, tpp, bolsa rota >18h amniorexe)
CULTURA POSITIVA: Profilaxia
CULTURA NEGATIVA: Nao fazer profilaxia mesmo com sinais de alarme
profilaxia SBG
penicilia cristalina 5000000 UI IV de ataque + 2500000 UI 4/4h até parir
ou Ampicilina 2g + 1g 4/4
ou Cefazolina 2g + 1g 6/6
ou Clindamicina 900 mg 8/8
ou Eritromicina 500 mg 6/6
orientações gerais gestação
evitar duchas vaginais (vaginose)
evitar esforço físico extenuante)
evitar radiação ionizante
não há restrição de atividade sexual
drogas, alcool e cigarros proibidos
reposição ferro gestação
a partir de 20 smeanas
tomar junto com acidos
Hb> 11 = 40mg/ 8-11: 120-200mg/ Hb<8 alto risco
até final da amamentação
reposição acido folico gestação
antes e até 12 semanas
400mg
defeitos do tubo neural: acrenia, anencefalia, meningocele, meningomielocele, encefalocele
fatores de risco: dose máxima 4mg/dia
- HFAM, dm insulina
calcio na gestação
600mg/dia
curto intervalo entre partos
prevenir pre eclampsia e disturbios hipertensivos
doenças intestinais disabsortivas
queixas comuns na gestação
nauseas e vomitos (pelo BHCG)
caimbras - aumentar Ca e dminuir K
pirose e constipação (progesterona)
hemorroidas (compressão VCI): nao fazer escleroterapia
varizes, edema, sintomas urinarios, dor lombar
mucorreia: vulvovaginite fungina, vaginose bacteriana, tricomoníase
vacinas gestação
obrigatórias:
- dTPa: >20 sem (FEBRASGO >27 sem)
- influenZa,
- Hep B (0-30d-180d): HIV 4 doses/ se Anti-HBs positivo não precisa vacinar
- covid: coronav e pfizer
Outras: febre amarela, raiva, encapsuladas
CONTRAINDICADAS (virus vivos ou atenuados): triplice, polio, varicela, dengue, HPV
estado vacinal dTPa = dose recomendada
- não vacinados dT = 02 doses dT + 1 dose dTPa
- vacinados 1 dose dT = 01 dose dT + 1 dose dTPa na 20a semana
- vacinados 2 doses dT = 1 dose dTPa na 20a semana
usg na gestação
nao diminui morbimortalidade
priorizar 18-22 semanas
ideal: a cada trimestre
usg inicial: datação, gestação multipla, viabilidade
Morfologico 1 tri e 2 tri(18 a 24 sem)
morfologico 1 tri
triagem cromossomopatias
- sinal lambda: gemelar 2 placen
- sinal T: mesma placenta
- translucencia nucal (45 a 84mm), osso nasal, ducto venoso - estima risco pre eclampsia
- fluxo valva tricuspede
morfologico 2 tri
malformações
cervicometria
- colo <25mm = uso de progesterona até 36 semanas para evitar parto prematuro
exames de rastreio cromossomopatias
teste duplo (detecção 66%)
- BHCG e PAPP-A 11 a 13 semnas
teste triplo (detecção 74%)
- 2o tri
- AFP, estriol, BHCG,
teste quadriplo (detecção 81%)
- + inibina A
DNA fetal: a partir de 10 sem
TN + TD + TQ = detecção 93%
exames invasivos cromossomopatias
fecha diagnostico se rastreio positivo
BAC
Biopsia vilo corial (10-13sem)
Amniocentese (>14 sem)
Cordocentese (>18 sem)
fatores de risco doenças cromossomicas
idade materna > 35
filho anterior com anomalia
abortos de repetição
anomalias congenitas em parentes
historia de infertilidade
malformação em gravidez previa
marcadores alterados cromossomopatias
classificação gestaçaõ
40 semanas
a termo 38-42 sem
imaturo <30
prematuro 30-37
pos datismo > 42 sem
primeiro trimestre gestação
ate 13 semanas
desenvolvimento embrionario
periodo gestacional critico (nauseas, sangramento)
segundo trimestre gestaçã
14-27 sem
crescimento fetal
ultrassom e dx precoce de malformações
melhor disposição
terceito trimestre
> 28 sem
preparação opara o parto
refluxo, sono ruim, contrações
avaliaçaõ e controle da vitalidade fetal
canal de parto
utero a fenda vulvar
partes moles: segmento inferior do uterno, cervice, vagina, vulva
cintura óssea: ginecoide/ antropoide/ androide/ platipeloide
estreitos do trajeto do parto
- Superior: limite superior da pelve obstétrica
- Médio: terço inferior do sacro + espinhas isquiaticas (menor diametro da pelve) + borda inferior da sinfise pubica
- Inferior: ramos isquipubicos, ligamentos sacroespinhosos, cóccix
conjugatas trajeto do parto
ESTREITO SUP
- Anatomica: do promontorio a borda superior da sínfise púbica, 11cm
- Diagonalis: do promontorio a borda inferior da sínfise púbica, 12 cm
- Obstétrica: do promontorio a face inferior do pubis. Não medida. Estimada pelo valor da diagonalis - 1,5cm (regra de Smellie) - Mais importante = trajeto real
ESTREITO INFERIOR
- Exitus: cóccix suprapubico, movel (9,5cm -11cm)
Estatica fetal
Manobras de leopold: SPAI
Atitude ou Postura
Variedade de posição
Sinclitismo e assinclitismo
Altura da apresentação
manobras de leopold - SPAI
Situação: longitudinal, obliquo, transverso
Posição: dir x esq (dorso)
Apresentação: cefálica x pélvica, córmica (transversa)
Insinuação
atitude ou postura do feto
fletido x defletido (grau de afastamento mento)
- fletido: palpa vértice
- deflexao 1o grau: bregma
- dflexao 2o grau: fronte
- deflexão 3o grau: face
variedade de posição
geralmente baseada no occipicio
Rosa dos ventos
- ocipito pubica
- ocipito sacra
- transversa: ODT, OET
- obliqua: ODA, OEA, ODP, OEP
avalia suturas coronal lambdoidea ou sagital
sinclitismo
sinclitismo normal: sutur sagital no meio
Assinclitismo Anterior: obliquidade de NAgele - sutura sagital se aproxima do sAcro
Assinclitismo Posterior: obliquidade de litzmann - sutura sagital se aproxima do Pubis
altura da apresentação
planos de DeLEE
- ponto 0: espinhas isquiaticas
- para cima negativo
- para baixo positivo
plano de Hodge
- I = -4/ II= -2 / III=0 / IV= +3
motor do parto
miometrio
CTG = metodo de mensuração de eleição
marcapasso: contrações (inibidas pela progesterona)
- situação de stress: contrações antes da hota
contrações tipo A e tipo B
TIPO A
- desde o começo da gestação
- menor intensidade
- grande frequencia
- mais localizado
TIPO B
- após 28 semanas
- maior intensidade
- braxton-hicks
- 4 semanas antes do parto
triplo gradiente decrescentes
no fundo do utero
começam primeiro, mais intensas, maior duração
dilatação e expulsivo
dilatação =/= de esvaecimento
- multipara: 1o dilata
- nulipara: 1o esvaecimento
DILATAÇÃO
- 2-3 contrações em 10 min
- 30 mmHg
EXPULSIVO
- 5 contrações em 10 min
- 50 mmHg
- puxos: vontade de empurrar
discinesias quantitativas - hipoativas
hipo/bradissistolia
hipotonia
benignas
TTO: ocitocina, PG, descolamento membrana
discinesias quantitativas - hiperativas
hiper/taquissostolia
hipertonia
sofrimento fetal
conduta: DLE, interromper ocitocina, uterolíticos, analgesia, O2, hidratação
discinesias qualitativas
Inversao triplice gradiente descendente: parcial x total
Incoordenação uterina: 1o grau ou 2o grau
Correção: DLE, ocitocina dose fisiologica, amniotomia, analgesia, forceps, cesarea
Mecanismo do parto
- Cabeça flutuando
- Insinuação = 0 delee
- descida, rotação interna: coincidir diametro AP com pelve
- rotação completa
- extensao completa/ sai a cabeça: depende da retropulsao coccigea
- restituição/ rotação externa: sutura sagital volta a transverso
- saida ombro anterior (p baixo)
- saida ombro posterior (elevar)
- desprendimento do ovoide cormico
definição trabalho de parto
contrações uterina ritmicas + alterações progressivas no colo uterino (esvaecimento + dilatação)
fases clinicas do parto
1o: Dilatação: fase latente e ativa
2o: Expulsão: da dilatação máxima até saída. fases pelvica e perineal
3o: Dequitação: saida placenta
4o: 1a hora de Greenberg - risco hemorragia
Fase latente dilatação
contrações uterinas dolorsas e mudança variável do colo uterino, incluindo esvaecimento e dilatação progressiva mais lenta até 5 cm
- velocidade 0,35 cm/h
- média 8h
- prolongado: 14 (nuli)-20 h(multi)
fase ativa de dilatação
contrações dolorosas ritmicas com grau significativo de esvaecimento e dilatação progressiva e mais rápida >5cm
maioria >6cm (inicia partograma)
média 3-6h
velocidade 1,2cm/h (nuli) a 1,5 cm/h (multi)
partograma
registro grafico da fase ativa do trabalho de parto
- avaliar evolução TP
- diagnóstico de distócia
- orientar tomada de conduta
1. Identificação
2. Dilatação cervical (plano delee, variedade posição)
3. Marcação temporal
4. BCF
5. Dinamica uterina
6. Informações adicionais
como preencher dilatação cervical
a partir de 6cm
marcar dilatação com triangulo
marcar variedade de posição/ altura da apresentação com uma bolinha
traçar linhas:
- de alerta
- de ação (após 3 quadradinhos)
dequitação
expulsao da placenta e membranas
mecanismos
- Baudelocque-Schultze (75%): central
- Baudelocque- Duncan (25%): marginal ou periferica - sai sangue antes
Retenção placentaria > 30min
periodo de Greenberg
miotamponamento -> trombotamponamento -> indiferença miouterina -> contração uterina fixa (globo de segurança de pinard)
parto eutocico
a curva de dilatação se processa a esquerda da linha de alerta
fase ativa prolongada
a curva de dilatação cervical ultrapassa a linha de alerta/ ação
causas: hipocontratilidade uterina
conduta: verticalização, estimular deambulação, amniotomia ocitocina
parada secundaria da dilatação
mesma dilatação em 2 toques no intervalo de 2h
causa: desproporção cefalo-pelvica (absoluta x relativa)
esperar até alterações de vitalidade/ 4-6h para ir pra cesarea
parada secundaria da descida
a altura igual em 2 toques no intervalo de 2h
causa: desproporção cefalo-pelvica (absoluta x relativa)
esperar até alterações de vitalidade/ 4-6h para ir pra cesarea
período expulsivo prolongado
dilatação completa, descida excessivamente lenta, mas progressiva
causa: hipocontratilidade uterina, desprocporção cefalo pelvica
tempo limite
- 2h multípara
- 3h nulípara
parto precipitado
dilatação, descida e expulsão ocorrem em <4h
consequencias: sofrimento feta agudo, lacerações
associado a taquissistolia: >5 contrações em 10 min
indicações maternas fórceps
período expulsivo prolongado (nulipara 3h sem analgesia 4h com analgesia/ multipara 2h sem analgesia 3h com analgesia)
- exaustao
- analgesia medicamentosa
- comorbidades (cv, snc)
- hemorragias
- resistencia dos tecidos e falha da descida
indicações fetais forceps
comprometimento fetal necessitando de parto imediato
cardiotoco com padrão não tranquilizador
distócia de rotação
cabeça derradeira no parto pélvico
contraindicações forceps
disturbios osseos fetais
disturbios hemorragicos fetais
apresentação nao insinuada
variedade de posição desconhecida
apresentações anomalas
suspeita de desproporção encefalo-pelvia
complicações uso forceps
lesoes cutaneas
paralisia facial transitoria
fraturas cranianas
lesões oculares
lacerações vaginais colo
lesões de esfincter anal
tipos de forceps
SIMPSON: curvatura pélvica acentuada
- alívio
- variedades anterior e posterior
KEILLAND: curvatura pequena
- melhor para rotação
- todas as variedades
- articulação por deslizamento
PIPER: para cabeça derradeira
- longo e estreito
classificação de forceps
ALTO: apresentação a cima das espinhas isquiaticas (proscrito)
MEDIO: entre 0 e +1 deLee
BAIXO: >=2+ deLee, porem nao alcançou assoalho pélvico
Forceps de alívio: cabeça no assoalho pélvico, rotação <45 graus
condições de aplicabilidade forceps
A - avisar paciente, ajuda, anestesia
B - bexiga vazia, bolsa rota
C - colo dilatado total, cabeça insinuada
D - descrever variabilidade de posição
desproporção cp ausente
distocia de ombro
E - equipamentos checados
F - feto vivo, obito fetal recente
técnica forceps
- apresentação espacial do forceps
- introdução das colheres (1a esquerda ou posterior ou anterior)
- articulação: Posição Forceps Seguro - biparietomalomentonia
- Posição fontanela: fontanela posterior distante 1 cm
- Fenestra: menor q 1 dedo
- Sutura sagital na linha média - Extração Fetal: tração de prova, deve seguir curvatura pélvica
o que NÃO fazer na hora do parto - antes de nascer
internar antes da fase ativa
ausencia de acompanhante
tricotomia, enema
restrição do movimento
jejum, dieta
monitorização continua
posição de litotomia
TV repetitivos
uso sistemico de ocitocina
o que NÃO fazer na hora do parto - HORA DE NASCER
episiotomia de rotina
clampeamento imediato cordão
aspirar de rotina VAS
amniotomia sem indicação
comandos verbais agressivos
manobra de kristeller
separar bebe da mae
ambiente frio com excesso de estimulo
parto humanizado
mulher protagonista
pre natal bem feito
internação oportuna, acompanhante, doula
comer
livre movimentação
posição: cocoras, semi-sentada, sentada na banqueta, de 4, lateral
indicações episiotomia
sofrimento fetal agudo
fórcipes
distócia de ombro
parto pélvico
prematuridade
episiotomia
classico: medio lateral direita
bloqueio n pudendo
estruturas lesadas: aponeurose sup do perineo, m. bulboesponjoso, transverso sup do perineo
menos estetica, doi, menos risco de laceração de 3o e 4o grau
perineotomia
melhor estetica, menos dor
maior risco de laceração de 3o e 4o grau
estruturas lesadas: fascia superficial do períneo, fáscia profunda do períneo
condutas logo após o parto
ocitocina profilática contra hemorragia pos parto
contato pele-pele, amamentação na primeira hora
clampeamento tardio >1min (APGAR no colo da mãe)
vitamina K profilatica: prevenir hemorragias RN
Lacerações parto
1o grau: pele e mucosa
2o grau: musculos e fáscia
3o grau: esfincter anal
4o grau: mucosa retal
indicações indução trabalho de parto
RPMO
pós datismo
hipertensao gestacional: pre eclampsia > 37 sem
diabetes gestacional > 38 sem
restrição de crescimento de feto
óbito fetal
contraindicações absolutas indução TP
placenta previa, vasa previa
infecção ativa por herpes genital
miomectomia prévia
iteratividade
prolapso de cordão
contraindicações relativas indução TP
gemelar
pelvico
macrossomia fetal
cicatriz de cesarea previo
metodos de indução de parto - colo imaturo
PROSTANGLANDINAS
maior risco de taquissistolia, contraindicadas em cesárea prévia
- misoprostol
- dinoprostona/ Propess: evitar em RPMO
SONDA DE FOLEY/ metodo de krause: se cesarea previa, risco de falha
metodos de indução colo maduro
- ocitocina: cesarea anterior, maior risco de falha
- ocitocina + amniotomia: menor risco de falha, risco de prolapso de cordão e de hemorragia pós parto
indice de BISHOP
dilatação, apagamento, altura, consistencia cervical, posição do colo
BISHOP <=6: colo imaturo
BISHOP >6: colo favoravel
complicações indução trabalho de parto
taquissistolia
prolongamento TP
sofrimento fetal agudo
rotura uterina
descolamento prematuro de placenta
prolapso de cordão
retenção placentaria
hemorragia pós parto
fatores de risco parto pélvico
prematuridade
polidramnio
gestação múltipla
malformações fetais(cefalica)
pelvico anterior: 10% recidiva
placenta previa
anomalias uterinas
cesarea anterior
obito fetal
restrição de crescimento
classificação parto pelvico
Pelvica completa/ pelvipodalica: situação longitudinal
Pelvica incompleta:
- pelvica franca/ modo nadegas/ agripina: 60-65%
- pelvicas incompletas: qualquer outra forma
variedade de posição parto pelvico
ponto de referencia: sacro
linha de orientação: sulco intergluteo
via de parto parto pelvico
parto das dificuldades crescentes: 1o cintura pelvica, 2o escapular, 3o cabeça
(chance de distocia)
insinuar antes da dilatação completa
não há moldagem ossea da cabeça fetal
não há flexao da cabeça- apresenta primeiro maior diametro
versao cefalica externa
36 semanas
60% sucesso
ambiente hospitalar + USG
riscos: descolamento prematuro de placenta, rotura uterina, embolia amniotica, hemorragia feto materno, parto pre termo, sofrimento fetal, óbito fetal
contraindicações: placenta anterior
parto pelvico - mecanismo de parto/ assistencia
insinuação -> descida -> rotação interna 45 graus -> desprendimento
manter bolsa integra até dilatação total
manobras parto pelvico - assistencia
Manobra de Thiessen: desprendimento do polo pélvico
- segurar bumum para condensação do ovoide fetal
Tração inguinal bilateral
Anteriorização do dorso
Fazer alça de cordão
Desprendimento da cintura escapular
- Manobra de Deventer muller: parece desprendimento de ombros/ cima baixo
- Manobra de Rojas: rotação latero lateral (risco de lesao cervical)
Se deflexão de MS: manobra de Pajot
Desprendimento do polo cefalico: Manobra de Bracht = jogar bumbum no abdome da mãe
cabeça derradeira
Manobra de Mauriceau = Bracht + 2 dedos na boca para flexao da cabeça
Comprimir fundo uterino
Forceps de piper: cabeça em mento sacra
- tração + compressão suave do fundo uterino
passagem pelo estreito superior da bacia do maior diâmetro da apresentação é chamada
insinuação
Considera-se como fase ativa do parto a partir de:
Colo pérvio 3-4cm, 2 contrações, 80% apagado
Paciente primigesta, 20 anos, dá entrada na maternidade com queixa de dor em baixo ventre, 39 semanas e 5
dias. Ao exame físico obstétrico constatamos: AU 34cm / BCF 148 rítmico / DU 2 contrações 20 segundos 10min
/ colo dilatado 2cm e 50% apagado. Qual a melhor conduta a ser tomada:
Reavaliar em 2h, internando se fase ativa do trabalho de parto
Imediatamente depois de um trabalho de parto normal, o útero deve estar:
firme e redondo
Uma paciente está de alta hospitalar após um parto vaginal não complicado. No aconselhamento e
planejamento de alta devemos incluir:
Imunização para rubéola para paciente ainda não imunizada’
Por que as gestantes têm maior predisposição a vulvovaginites?
alterações imunológicas (supressão seletiva da imunidade celular), hormonais (aumento de estrogênio e progesterona) e anatômicas (aumento de exsudação vaginal) que favorecem o desequilíbrio do microbioma vagina
Qual a relação entre o microbioma vaginal e os desfechos gestacionais?
Um microbioma vaginal dominado por espécies protetoras como Lactobacillus crispatus está associado a desfechos gestacionais favoráveis, enquanto alterações nesse equilíbrio, como predomínio de Lactobacillus inners ou disbiose, podem aumentar o risco de parto pré-termo e outros desfechos negativos
Quais fatores dificultam o diagnóstico de vulvovaginites durante a gravidez?
As alterações fisiológicas da gestação, como aumento do conteúdo vaginal e modificação de suas características físicas, podem confundir o diagnóstico diferencial entre alterações fisiológicas e infecções reais
Como o sistema imune da gestante é modificado e como isso impacta a ocorrência de vulvovaginites?
A imunidade celular é seletivamente suprimida para evitar rejeição fetal, enquanto a imunidade humoral permanece inalterada. Essa adaptação reduz a capacidade de resposta contra infecções, facilitando o desenvolvimento de vulvovaginites.
Quais opções terapêuticas são recomendadas para tratar VB em gestantes?
Os tratamentos incluem:
Metronidazol oral (400 mg ou 250 mg, 12/12h por 7 dias).
Metronidazol gel vaginal (0,75%, 5 g por 7 dias).
Clindamicina oral (300 mg, 12/12h por 7 dias).
Creme vaginal de clindamicina (2%, 5 g por 7 dias). O metronidazol é seguro durante a gestação, classificado como categoria B pelo FDA
Por que o controle de cura é importante no tratamento de VB em gestantes?
O controle de cura, realizado cerca de 30 dias após o tratamento, é fundamental para confirmar a eliminação da disbiose, prevenir recidivas e reduzir o risco de complicações gestacionais associadas a infecções persistentes
Por que Lactobacillus crispatus é considerado protetor na gestação?
Lactobacillus crispatus contribui para a manutenção de um pH vaginal ácido, produz bacteriocinas que inibem microrganismos patogênicos e está associado a menores taxas de complicações gestacionais, como parto pré-termo.
Quais são os métodos diagnósticos mais utilizados para candidíase vulvovaginal durante a gestação?
Medida do pH vaginal (geralmente < 4,5).
Exame a fresco com hidróxido de potássio a 10% para observar pseudo-hifas e leveduras.
Bacterioscopia (Gram).
Cultura em meios específicos, como Sabouraud, especialmente em casos recorrentes.
Qual é o tratamento de escolha para candidíase em gestantes?
NAO RECORRENTES: Imidazólicos tópicos, como clotrimazol 1% (sete dias), miconazol 2% (7 a 14 dias) ou nitrato de isoconazol 1% (sete dias). Fluconazol oral não é a primeira escolha devido a possíveis riscos.
RECORRENTES: Uso prolongado de nistatina (21 dias) ou de clotrimazol/miconazol intravaginal (3 vezes/semana até o término da gravidez). Controle rigoroso de glicemia é essencial.
Como diferenciar tricomoníase de outras vulvovaginites, como vaginose bacteriana?
Tricomoníase apresenta pH vaginal > 5, corrimento bolhoso amarelo-esverdeado, irritação vulvar intensa e sinais inflamatórios no epitélio cervicovaginal. Teste de aminas positivo pode ocorrer em ambos
Quais métodos são utilizados para o diagnóstico de tricomoníase?
Exame microscópico direto em solução salina (sensibilidade 50%-65%).
Cultura em meio líquido de Diamond (sensibilidade até 96%, mas pouco prática).
Testes de amplificação de ácido nucleico (NAAT), considerados padrão-ouro, mas de acesso limitado.
Qual é o tratamento preferencial para gestantes com tricomoníase?
Metronidazol oral (500 mg 12/12h por 7 dias ou 400 mg 12/12h por 7 dias). O tratamento em dose única (2 g) pode ser utilizado, mas apresenta maior taxa de efeitos adversos.
Por que o diagnóstico clínico isolado pode ser insuficiente no manejo das vulvovaginites?
As manifestações clínicas não são específicas e podem levar a erros diagnósticos, resultando em tratamentos inadequados que desequilibram a microbiota vaginal e aumentam o risco de recorrências.
Quais complicações podem surgir de vulvovaginites não tratadas ou mal manejadas durante a gestação?
Prematuridade, complicações maternas e desequilíbrio da microbiota vaginal, predispondo a infecções recorrentes mais graves
O uso de probióticos é eficaz no manejo de vulvovaginites em gestantes?
Não há consenso sobre sua eficácia, doses, ou efeitos na microbiota vaginal durante a gravidez.
contracepção no puerperio
- estrogeno: diminui qualidade e quantidade do leite materno, contraindicado em lactantes, risco maior TVP, aguardar 6 meses
- progestaeno
- amenorreia e comportamentais não confiáveis
- DIU (risco de perfuração): por o logo após dequitação ou 6-8 semanas pós parto
metodos definitivos contracepção puerperio
> 21 anos ou 2 filhos vivos ou risco morte materna (2médicos)
TCLE 60 dias antes
dispensa consentimento do cônjuge
vedado: histerectomia, oforectomia, cesarea para isso
via periumbilical melhor
blues puerperal
distúrbio mais comum
início 4o dia até 14o dia
disforia, insonia, redução da concentração (sintomas leves)
risco depressão 1o ano: 20%
TTO: suporte psico + auxilio familiar
depressão pós parto
sintomas >14 dias ou piora do quadro do blues puerperal
10-15%, pico 6o mes puerperio
fator de risco: depressão
multifatorial
risco recorrencia 70%
diagnostico depressão pós parto
sintomas a maior parte do dia, >14 dias de duração
- diferenciar do puerperio fisiológico
tratamento depressão pós parto
psicoterapia
ISRS - efeito 4 a 6 semanas
manter 6 a 12 meses
manter amamentação
psicose puerperal
incidencia 1-2:1000, 2 semanas parto
risco: quadro psicotico previo, TAB, depressão maior
caracteristica: confusão mental, desorientação, alucinações, distorção da realidade, insonia
TTO: Antipsicotico, eletroconvulsoterapia, risco de infanticídio e suicídio
mastite
estase + lesões mamilares unilateral
Staphylococcus aureus
dor, hiperemia, febre (temperatura pela boca)
Dx: bacterioscopia, USG
tratamento mastite puerperal
manter amamentação, não lavar mamas, hidratar, repouso, analgesia
ATB: Cefalosporina 1a geração
Complicação: abcesso mamário (visto pela ultrassom)
- internar, drenagem cirugica
hemorragia pós parto
> 1000ml, instabildiade hemodinamica, sintomas
indice de choque FC/PAS >=1= Risco de precisar transfusão
1ária: até 24h
2ária: 24h-12semanas
Fatores de Risco hemorragia pós parto
- Sobredistensão uterina: gemelar, polidramnio, multiparidade
- Contrações excessivas: TP prolongado, taquissistolica, taquitocico, uso de ocitocina
- HPP prévia
- Corioamnionite
Prevenção hemorragia pós parto
3o período: ocitocina profilática 10UI apos desprendimento dos ombros
EV: 3UI a cada 3 min em 3 doses (cesárea)
Manobra de brandt-andrews
- tração controlada do cordão + massagem no útero de baixo para cima
causas hemorragia pós parto
4 TS
Tônus (70%): atonia uterina
Trauma (90%): lacerações canal, hematoma, rotura uterina, inversão uterina
Tecido (10%): Retenção placentária, restos placentários, acretismo
Trombia (<1%): Distúrbios coagulação, CIVD, HELLP
complicações hemorragia pós parto
choque
IRA
CIVD
morte materna
sindrome de sheehan: necrose hipofisária (hipotireoidismo, amenorreia)
tratamento inical hemorragia pós parto
- cristaloides: reavaliar a cada 500ml
se >1500ml sem melhora - transfusão sanguínea - determinar etiologia: palpar útero, revisar canal de parto, revisar cavidade uterina, coagulopatia
- tratar causa base, transfusão
- acido trenexamico
tratamento inversão uterina
manobra de taxe
tratamento atonia uterina hemorragia pós parto
tratar todas HPP assim
- Manobra de hamilton: compressão uterina bimanual
- uterotônicos: ocitocina, metilergometrina, misoprostol via retal
- refratário: balão de tamponamento uterino
tratamento cirurgico hemorragia pos parto
suturas compressivas: B lynch (suspensório)
Ligaduras de artérias vasculares: hipogástrica, uterina, ovariana
Último: histerectomia subtotal
infecção puerperal
- cesárea, RPMO>12h, bacteriuria intraparto, múltiplos toque vaginais, TP prolongado, corioamnionite
- Endometrite -> miofasceíte -> salpingo-anexite -> parametrite -> peritonite
Clínica: febre, dor abdominal, loquiação fétida
Tríade de blumm: útero doloroso + pastoso + hipoinvoluido
tratamento infecção puerperal
polimicrobiano (gram -, gram+, anaerobio)
Ampicilina + gentamicina + metronidazol
OU Clindamicina + gentamicina
manter até 48h sem sintomas
Complicações: Tromboflebite pélvica
infecção sítio cirurgico cesarea - agente
Streptococcus beta-hemolítico do grupo A e B
alto risco gestacional que não precisa ser encaminhado
- extremos de idade
- iteratividade (>2 cesareas)
- ITU
- anemia
- intervalo interpartal <2 anos ou >10 anos
vit A, C e D na gestação
vit c e d: não há evidencia
vit a: teratogenica em excesso
anemia na gestante
tratar só se <11
alto risco <8
pedir: HMG, ferritina, ferro sérico, eletroforese Hb, EPF
tratamento: Sulfato ferroso
(5x a dose de ferro elementar)
- 1 cp de 300mg te, 60mg de fe elementar
teste de clemente
atestar maturidade pulmonar fetal