Etomidato Flashcards

1
Q

História do etomidato

A
  • é um potente hipnótico sintetizado nos anos 1960 pelos laboratórios Janssen, inicialmente como um dos inúmeros compostos antifúngicos imidazólicos.
  • O etomidato foi introduzido na prática clínica por Alfred Doenicke em 1972, e devido às suaspropriedades farmacológicas favoráveis, como a rápida recuperação após dose única, ausência de acúmulo após doses repetidas, estabilidade hemodinâmica, proteção cerebral e pouca depressão
    respiratória, seu uso foi amplamente difundido e aplicado em diversos cenários, desde a indução
    anestésica até a manutenção da hipnose durante a cirurgia e a sedação nas unidades de terapia intensiva.
  • O entusiasmo inicial foi reduzido nos anos 1980, após a descoberta de sua toxicidade adrenal
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2
Q

Características físico químicas do etomidato

A
  • é um derivado imidazólico carboxilado, cuja formulação para uso clínico possui o enantiômero dextrogiro R(+) purificado( tem potência hipnótica cerca de 10 a 20 vezes maior que a do isômero levogiro (S-) e um bom índice terapêutico, muito maior que o de outros anestésicos venosos utilizados na prática clínica (índice terapêutico > 20 para o enantiômero R)
  • tem um pKa de 4,2 e é hidrofóbico em pH fisiológico.
  • Para aumentar sua solubilidade, é formulada em solução a 0,2% em propilenoglicol a 35%, com pH de 6,9 e osmolalidade de 4.965 mOsm.kg -1
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3
Q

Farmacocinetica do etomidato

A
  • o etomidato em pacientes saudáveis se liga a proteínas plasmáticas como a albumina em aproximadamente 75% das vezes
  • Possui um grande volume de distribuição central (4,5 L.kg 1 ) e um grande volume de distribuição periférico (74,9 L.kg 1 ) por sua Iipossolubilidade
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4
Q

Farmacocinetica

O modelo com quantos compartimentos que melhor explica

A
  • Tricomparmental
  • O declínio rápido, intermediário e lento dos níveis plasmáticos do etomidato parecem respectivamente corresponder à distribuição para os tecidos altamente perfundidos, à redistribuição para os tecidos
    periféricos (principalmente músculos) e ao metabolismo terminal.
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5
Q

Meia vida do etomidato

A

A meia-vida de distribuição inicial é de 2,6 minutos, a meia-vida de redistribuição é de 29 minutos e a meia-vida de eliminação é de 2,9 a 5,3 horas

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6
Q

O metabolismo do etomidato ocorre principalmente onde ?

A
  • fígado por esterases microssomais que hidrolizam o fármaco em metabolitos inativos.
  • Somente 2% do fármaco são excretados sem alteração pela urina, e o restante é eliminado como metabolito pelos rins (85%) e pela bile (13%).
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7
Q

Clareamento do etomidato pelo fígado e suas peculiaridades

A
  • O clareamento do etomidato pelo fígado é alto (18 a 25mL.kg .min 1 ).
  • Mas, como a ação hipnótica do etomidato após um bolus é dissipada pelo mecanismo de redistribuição, a disfunção hepática não altera a recuperação de forma significativa após uma dose única de indução.
  • Condições patológicas que resultem em diminuição dos níveis de proteína sérica (como doenças renais e hepáticas) afetam a quantidade de fármaco livre circulante e podem aumentar o efeito farmacodinâmico de uma dose
  • Idosos também necessitam de doses menores pelo menor volume de distribuição e menor clareamento do etomidato.
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8
Q

Usa o etomidato de forma contínua ?

A

Não devido aos efeitos nas adrenais

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9
Q

ETOMIDATO

Farmacocinética

A
  • O etomidato em pacientes saudáveis se liga a proteínas plasmáticas como a albumina em aproximadamente 75% das vezes.
    Lipossolúvel
  • Modelo tricompartimental
  • A meia-vida de distribuição inicial é de 2,6 minutos, a meia-vida de redistribuição é de 29 minutos e a meia–vida de eliminação é de 2,9 a 5,3 horas
  • O metabolismo do etomidato ocorre principalmente no fígado por esterases microssomais que hidrolizam o fármaco em metabolitos inativos.
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10
Q

ETOMIDATO

Modelo tricompartimental

A

declínio rápido, intermediário e lento dos níveis plasmáticos do etomidato parecem respectivamente corresponder à distribuição para os tecidos altamente perfundidos, à redistribuição para os tecidos periféricos (principalmente músculos) e ao metabolismo terminal.

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10
Q

ETOMIDATO

O metabolismo do etomidato ocorre principalmente no fígado por esterases microssomais que hidrolizam o fármaco em metabolitos inativos. Complemente

A

Somente 2% do fármaco são
excretados sem alteração pela urina, e o restante é eliminado como metabolito pelos rins (85%) e pela bile (13%)
-a disfunção hepática não altera a recuperação de forma significativa após uma dose única de indução.
-Condições patológicas que resultem em diminuição dos níveis de proteína sérica (como doenças renais e hepáticas) afetam a quantidade de fármaco livre circulante e podem aumentar o efeito farmacodinâmico de uma dose. Idosos também necessitam de doses menores pelo menor volume de distribuição e menor clareamento do etomidato.

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11
Q

ETOMIDATO

FARMACODINÂMICA: SNC

A
  • A ação primária do etomidato no SNC é a sedação e hipnose obtida através da mimetização da ação do neurotransmissor gama-aminobutírico ácido (GABA) no receptor GABAa
  • A pressão de perfusão cerebral (PPC) é mantida ou aumentada, resultando em um benéfico aumento na taxa de oferta e consumo de oxigênio cerebral.
  • Reduz a PIC, embora as ações indesejadas na adrenal limite seu uso prolongado
  • Em pacientes epiléticos, o etomidato produz aumento da atividade do EEG no foco epileptogênico
  • Os valores do índice bispectral avaliados pelo monitor BIS são preditores da profundidade da sedação e hipnose do etomidato, diminuindo após a administração de um bolus mesmo na presença de mioclonias
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12
Q

ETOMIDATO

FARMACODINÂMICA: SR

A

Após uma dose de indução de 0,3 mg.kg 1, ocorre um breve período de hiperventilação, algumas vezes seguido de um breve período de apneia, o que pode resultar num leve aumento da PaCO 2 (~15%), mas sem alteração na PaO2

Tosse e soluços podem ser observados por breves períodos, mas não relacionados à liberação histaminérgica

Não bloqueia a resposta simpática à laringoscopia e à intubação traqueal, necessitando de adjuvantes como opioides

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12
Q

ETOMIDATO

Sobre os receptores GABAa

A
  • é o principal receptor neurotransmissor inibitório do cérebro de mamíferos. Os receptores GABAa são canais iônicos ativados por neurotransmissores que conduzem seletivamente íons cloreto; a ativação desses receptores gera
    uma corrente pós-sináptica iníbitória que impede que o potencial de ação seja gerado no neurônio pós- sináptico
  • -Na ausência de GABA, em concentrações supraclínicas de etomidato, este age diretamente ativando o recep-tor GABAa (agonismo alostérico). Diferentemente de outros anestésicos, o etomidato age seletivamente nos receptores GABAA que possuam subunidades beta-2 ou beta-3, o que sugere que a subunidade beta possa contribuir para o sítio de ligação do etomidato no receptor GABAa
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13
Q

ETOMIDATO

FARMACODINÂMICA: SCV

A
  • Estabilidade hemodinâmica tanto em pacientes cardiopatas como não cardiopatas
  • FC, as pressões de enchimento (PVC, PCP), a pressão da artéria pulmonar, a resistência vascular sistêmica e o índice cardíaco são alterados minimamente após doses de 0.15 a 0.3 mg/kg
  • Não possui ação analgésica eficaz, sendo necessário a associação de opioides para inibir as alterações hemodinâmicas associadas à intubação e a laringoscopia
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13
Q

ETOMIDATO

USO CLÍNICO

A
  • A dose de indução anestésica do etomidato varia entre 0,2 e 0,6 mg.kg-1 , e deve ser individualizada para cada caso. A dose usual é de 0,3 mg.kg-1 durante um período de 30 a 60 segundos.
  • Apropriado em pacientes cardiopatas, com via aérea reativa e naqueles com hipertensão intracraniana necessitando de agentes que reduzam pouco a pressão arterial sistêmica e mantenham a pressão de perfusão cerebral.
  • Pacientes com trauma cujo status volêmico seja questionável podem se beneficiar da indução com etomidato
    Pode ser usado para sedação em procedimentos curtos como cardioversão elétrica
  • O uso do etomidato em dose única nos pacientes críticos parece não ser determinante de desfecho, porém deve–se pesar os riscos e benefícios do fármaco.
14
Q

ETOMIDATO

Efeitos colaterais

A
  • O etomidato tem sido associado a náuseas e vômitos pós-operatórios, em uma incidência significativamente maior que com o uso do propofol.
  • A incidência de mioclonias aumenta com a dose de etomidato e pode ser atenuada e abolida com a administração prévia de pequenas doses de benzodiazepínicos e/ ou opioides.
  • Dor à injeção tem sido relacionada com o solvente propilenoglicol
15
Q

ETOMIDATO

Novas formulações

A
  • O desenvolvimento de análogos do etomidato com modificações estruturais que permitam o metabolismo ultrarrápido é uma das estratégias. Nesse caso, a supressão adrenal ocorre, porém com o rápido metabolismo do fármaco a função adrenocortical é recuperada rapidamente.
    1. Metoxicarbonil (MOC)-etomidato
  1. Ciclopropil-metoxicarbonil metomidato (CPMM)
  2. Carboetomidato
16
Q

Metoxicarbonil (MOC)-etomidato

A

Não suprime a adrenal

17
Q

. Ciclopropil-metoxicarbonil metomidato (CPMM)

A

○ Mais potentes
○ Meia vida contexto sensitiva menor
Mais apropriados para infusão contínua

18
Q
  • O desenvolvimento de análogos do etomidato com modificações estruturais que permitam o metabolismo ultrarrápido é uma das estratégias. Nesse caso, a supressão adrenal ocorre, porém com o rápido metabolismo do fármaco a função adrenocortical é recuperada rapidamente.
A

é mudar a estrutura para reduzir a afinidade do fármaco à 11 beta-hidro xilase, porém mantendo a afinidade ao receptor GABAa e assim sua potência hipnótica. O nitrogênio básico do anel imidazólico do etomidato parece ser o principal determi nante da sua ligação à enzima citocrômica adrenal. O car boetomidato foi desenvolvido com estrutura idêntica ao etomidato, porém com a substituição do nitrogênio bá sico do anel imidazólico por um grupo metileno que não pode formar ligações coordenadas com o ferro do grupo heme do sítio ativo da 11 beta-hidroxilase. 56 Estudos ex perimentais demonstraram que o carboetomidato possui potência hipnótica, porém dez vezes menor que o etomi dato, e não inibe a esteroidogênese adrenal em doses re levantes. Porém, a baixa potência e a hidrossolubilidade impediram os avanços para o uso clínico do carboetomi dato.