Trauma torácico Flashcards
Principal causa de pneumotórax hipertensivo
Ventilação mecânica com pressão positiva
Clínica do Pneumotórax hipertensivo
MV diminuído ou abolido, hipertimpanismo, desvio de mediastino pro contralateral, turgência jugular, hipotensão (choque obstrutivo)
Diagnóstico do pneumotórax hipertensivo
Clínico! Não necessita do exame de imagem
FAST pode ser usado para confirmar diagnóstico
Tratamento do pneumotórax hipertensivo
Conduta imediata é a toracocentese de alívio. Local: 4-5º EIC anterior a LAM (criança: 2º EIC hemiclavicular). Descompressão digital pode ser usada quando o gelco não alcança.
Conduta definitiva: drenagem em selo dágua (5° EIC anterior a LAM).
Sabiston diz sobre o triângulo de segurança: sulco inframamário inferiormente (borda inferior do peitoral maior) , LAM posteriormente (borda anterior do latíssimo do dorso), hipotenusa dos ladoso (centro [ápice] da axila) = 5º EIC
Quando suspeitar de lesão de grande via aérea como causa do pneumotórax?
Quando drena e o paciente não melhora. Algumas dicas: borbulhamento itenso, não reexpansão
Diagnóstico: 1° afasta falha técnica.
Dx: Broncoscopia
Conduta imediata: IOT seletiva; 2º dreno
Conduta definitiva: toracotomia e reparo da lesão
Pneumotórax aberto: como ocorre e conduta
Trauma penetrante com lesão > 2/3 diâmetro da traqueia; traumatopneia (entrada e saída de ar pela ferida)
Conduta imediata: curativo em 3 pontas
Conduta definitiva: toracostomia (drena em selo dágua [em outro ponto] + fechamento da lesão)
Pneumotórax simples, “definição” e quando drenar?
Não é aberto, nem hipertensivo; < 1/3 do volume pulmonar (pequeno), pouco sintomático.
Drena se:
- pneumotórax grande (>1/3)
- está aumentando
- viagem aérea
- ventilação mecânica (drena antes de IOT) ou anestesia geral
- dúvida ou impossibilidade de seguimento
Pneumotórax espontâneo, definição e classificação
Definição: ausência de fator externo.
Classificação:
Primário: sem doença pulmonar prévia conhecida; homens, longelíneos, tavaginas, <40 anos.
Secundário: condição pré-existente; >55 anos, DPOC, tuberculose
Pneumotórax espontâneo, causas
Blebs (bolhas) subpleurais que se rompem espontaneamente; tabagismo
Pneumotórax espontâneo, conduta
- Avaliar necessidade de via aérea artificial
- O2 suplementar
- se for pequeno (<1/3 parênquima pulmonar) e pouco sintomático: observação
- se for grande: aspiração ou drenagem em selo dágua
- se instável ventilatório / muito sintomático: drenagem em selo dágua
- recorrência: drenagem em selo dágua
Quando fazer pleurodese com blebectomia
- refratário a drenagem
- risco ocupacional (faz mergulho, piloto de avião)
- mais que 2 episódios
Definição de tórax instavel
Fratura em ≥ 2 arcos costais consecutivos em pelo menos 2 pontos em cada arco
Clínica de tórax instável e conduta
Dor, respiração paradoxal
Cd: suporte (analgesia, O2)
Contusão pulmonar, geralmente vem associado a qual outra patologia?
Tórax instável (costelas fraturadas machucam o parênquima)
Diagnóstico da contusão pulmonar e conduta
Consolidações na radiografia, espalhadas;
Cd: suporte (analgesia, O², gasomestria); IOT se hipoxemia (satO² < 90%, PaO² < 60); ATBprofilaxia controverso. Reposição volêmica com parcimônia para não piorar a contusão.
Dxd com atelectasia
Hemotórax , como ocorre
Lesão de vasos intercostais ou parenquima, geralmente auto-limitado (sangramento de baixa pressão)
Clínica do hemotórax e conduta
Murmúrio diminuído, macicez à percussão
Cd: drenagem em selo d’água → quantifica → > 1,5 L ou > 200-300 ml/h em 2-4 horas , instável , necessidade de transfusão → hemotórax maciço (pensar em lesão de vasos maiores) → necessidade de transfusão contínua , autotransfusão → toracotomia
Hemotórax residual
Não é absorvido ou resolvido após a drenagem em selo dágua;
Cd: VATS (video-assisted thoracoscopic = toracoscopia) para lise de aderências, limpeza da cavidade, posicionamento ideal do dreno
Provavelmente ja há drebris, coágulo, loculações … a drenagem às cegas não é interessante e aumenta risco de empiema.
Tempo ideal: entre 3º e 7º dia de evolução, reduzindo a necessidade de toracotomia
Tamponamento cardíaco - definição
acúmulo de líquido no saco pericárdico (150-200 ml)
Clínica do tamponamento cardíaco
Tríade de Beck: Turgência jugular, hipotensão, hipofonese de bulhas
Diagnóstico do tamponamento cardíaco
Clínica + FAST
Tratamento do tamponamento cardíaco
toracotomia + reparo da lesão (se cirurgião torácico disponível) ou pericardiocentese de alívio (15-20 ml)
Contusão cardíaca, achados e conduta
Insuficiência de VD (o mais anterior e oq recebe o trauma), monitorizar 24h para avaliar se vai evoluir com arritmia, suporte. Pode ser necessário dobutamina pela IC)
Lesão de aorta no trauma, como ocorre
Trauma → Rompimento da aorta no nível do ligamento arterioso → Sangramento para o retroperitônio → hematoma retroperitoneal →
Clínica da lesão de aorta
Clínica pobre: pulso de MMSS “normal” e diminuído em MMII. Se história compatível: investigar
Diagnóstico na lesão de aorta
radiografia de tórax → alargamento mediastino (> 8cm), perda do contorno aórtico, desvio para a direita.
Dx mais definitivo: angio-TC, arteriografia
Tratamento na lesão de aorta
Tratar 1º as outras lesões (se politrauma), pois hematoma fica 24h estável. Fazer controle de FC (< 80) e PAM (60-70); abordagem definitiva: toracotomia ou reparo endovascular.
Critérios para retirada de dreno de tórax (4)
- Melhora clínico-radiológica do paciente (alguns autores não julgam necessária a realização de um exame de imagem);
- Presença do dispositivo por, no mínimo, 24-48h;
- Ausência de escape aéreo;
- Débito baixo, geralmente < 150 ml/24h
Transição toraco-abdominal: definições anatômicas
Limite superior: arcos costais, Limite anterior: linha transmamilar, Limite posterior: linha infraescapular.
Trauma diafragmático: penetrante x contuso
Trauma penetrante: lesão coincide com tamanho do objeto, sendo menos sintomáticas
Trauma contuso: ruptura por aumento de pressão, lesões maiores e mais graves; lesão geralmente 5-10 cm, postero-lateral do esquerdo (lado direito o fígado acaba protegendo)
Trauma diafragmático: diagnóstico
Rx com herniação de conteúdo
Tomografia não é bom exame para ver diafragma
Dx: videolaparoscopia e videotoracoscopia